As tendências em Ciência de Dados para 2020

Dados se tornaram a base da competitividade e inovação. Saber quais são as principais tendências é essencial para conseguir tomar melhores decisões

Acompanhar as movimentações do mercado é uma grande vantagem competitiva, pois permite que você se planeje ou pelo menos possa reagir mais rápido se necessário.

Atualmente, como os dados se tornaram a base da competitividade, produtividade, crescimento e inovação em muitas empresas, saber quais são as principais tendências em data science ou ciência de dados é essencial para conseguir tomar melhores decisões gerenciais.

Abaixo, listo as tendências de data science que serão protagonistas em 2020:

Automação da Análise de Dados

A automação de diversos setores e atividades já é foco de investimento das empresas há algum tempo. A automação é extremamente necessária não só aos cientistas de dados, mas também aos decisores de negócios para terem em mãos todas as análises e informações que direcionam suas decisões e estratégias. Segundo projeção da Gartner, mais de 40% das tarefas de Ciência de Dados serão automatizadas até 2020.

IoT (Internet das Coisas)

Com a expansão de dispositivos conectados à internet no dia-a-dia das pessoas, haverá ainda mais dados para analisar e cruzar com outras fontes de informações. Por exemplo, a Ralph Lauren Polotech Shirt é a camiseta conectada da marca que mede respiração, batimento cardíaco, calorias e outras informações do usuário. Essa peça, por exemplo, pode ser utilizada em estudos para medir, em tempo real, a reação das pessoas a produtos, eventos e propagandas. Em resumo, existe um mar de possibilidades que deverá ser melhor explorado nesse sentido.

Modelos preditivos

A utilização de modelos preditivos tem ajudado muitas empresas a otimizar seus resultados, pois, ao identificar clientes com maior ou menor propensão a realizar um evento alvo, possibilita a economia de esforços e recursos. Seguradoras vêm fazendo um trabalho interessante nesse sentido, utilizando modelos estatísticos preditivos para evitar que um cliente desista do serviço e permaneça mais tempo na base. Essa é uma frente de atuação que deve se expandir para diversos mercados.

Assistentes Virtuais

O espaço da tecnologia pessoal está ganhando popularidade, principalmente após a chegada de assistentes de voz como a Siri, da Apple, e a Alexa, da Amazon. Segundo a consultoria americana Forrester, até 2022, as interações de consumo serão mais realizadas entre pessoas e robôs do que apenas entre pessoas.

Esse é um mercado que deve continuar crescendo e demandando um protagonismo de data science, pois quanto mais uma pessoa interage com dispositivos ativados por voz, mais tendências e padrões o sistema identifica a partir das informações que recebe. Muitas empresas já sabem que esse é o futuro, como a Whirlpool, que tem em seu portfólio produtos integrados ao Google Assistente, o qual incorpora aos eletrodomésticos funcionalidades como músicas, podcasts, rádio, listas de compras e controle de casa inteligente.

Personalização

Existe atualmente a ilusão de que as empresas podem atender a qualquer necessidade do consumidor. E, com isso, o grau de exigência de quem está comprando aumentou muito. Nesse sentido, os cientistas de dados terão uma atuação cada vez mais ativa. Imagine se, ao entrar em um e-commerce de quadros o site já te apresentasse opções adequadas ao seu gosto pessoal, tendo como base seus perfis em redes sociais?

Privacidade e Segurança

Não só no Brasil, devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), esse tema tem dominado os noticiários no mundo todo, o que despertou uma consciência maior nos consumidores, que estão mais atentos e preocupados com o que as empresas estão fazendo com os seus dados. Por isso, é esperada maior transparência e responsabilidades ao lidar com todas essas informações.

Muitas dessas tendências se complementam, já que todas são alimentadas e movidas por dados. Algumas não são novidades, mas devem, sem dúvida, ter uma força ainda maior em 2020 devido à massificação de tecnologias e ferramentas.

Fonte: IT MIDIA

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A inteligência artificial vai reinventar as empresas da forma que conhecemos

As estruturas organizacionais tenderão a ser mais fluídas, com as empresas atuando de forma mais ágil e com equipes menores. O trabalho será cada vez mais colaborativo entre humanos e máquinas

A tecnologia digital tem avançado tão rápido, exponencialmente, que se tornou sinônimo de tecnologia em si. Mais de 1,5 bilhão de pessoas tem nos bolsos um smartphone, uma máquina com poder de processamento similar à de um supercomputador de US$ 10 milhões de 1985. Muito provavelmente, esse avanço irá continuar. As mudanças estão acontecendo e devemos enfrentá-las.

Para mim está claro que uma nova sociedade mundial está se delineando, fortemente baseada na tecnologia da computação e internet. Estas mudanças trarão impacto mais profundo que as demais ondas tecnológicas anteriores, como a revolução industrial. Nas revoluções anteriores, as máquinas potencializaram nossa força física, como tratores, guindastes e automóveis. Agora, as máquinas podem potencializar nossa capacidade cognitiva. Além disso, sua amplitude e velocidade são únicas na história humana e muito provavelmente seus impactos sociais e econômicos, serão duramente sentidos pela obsolescência rápida de muitas profissões.

Como esse exponencial avanço tecnológico, questiona-se aqui e ali, se daqui a 20 ou 30 anos, restará algo para as pessoas fazerem. Essa dúvida surge porque cada vez mais vemos que a inteligência artificial (IA) e a robótica estão entrando no nosso dia a dia, afetando a própria natureza do trabalho. Entretanto, a inteligência artificial não é inteligente. Isso significa que não eliminará o papel humano, mas deverá complementar e expandir as tarefas humanas.

Claro que em muitas atividades onde o que fazemos simplesmente é um trabalho de máquina, nada mais natural que cedamos essas atividades para quem faz melhor, ou seja, as máquinas. Recomendo um livro instigante, “The Future of the Professions: How Technology Will Transform the Work of Human Experts”, que mostra o potencial das rupturas que estão diante de várias profissões como as que conhecemos hoje. O risco potencial de mudanças é bem real. A imensa maioria das profissões não necessariamente irão acabar, mas serão transformadas.

O fato é que à medida que os avanços nas tecnologias de IA e robótica avançarem, será inevitável a substituição de tarefas e funções automatizáveis ocupadas por humanos hoje. Ocupações que consistem de procedimentos bem definidos poderão ser substituídos por algoritmos sofisticados. Como o custo da computação cai consistentemente ano a ano, torna-se atrativo economicamente a substituição de pessoas por máquinas. O processo é acelerado pela reindustrialização nos países ricos, como os EUA, que após perderem suas fábricas para países de mão de obra barata como a China, começam a trazê-las de volta, mas de forma totalmente automatizadas. Os empregos da indústria americana, perdidos pela saída das fábricas, não estão voltando com elas. Quem está ocupando as funções são os robôs.

Um outro estudo, este da McKinsey, “Four fundamentals of workplace automation”, mostra que 45% das atuais atividades executadas por funcionários podem ser automatizadas. O estudo, também orientado aos EUA, e, portanto, não necessariamente aplicável da mesma forma a todos os países, como no Brasil, aponta que hoje, embora apenas 5% das atividades possam ser inteiramente substituídas por tecnologia atual, 60% das funções podem ter 30% ou mais de suas atividades automatizadas. O resultado é que em maior ou menor grau, todas as funções já são ou serão afetadas pela tecnologia.

A IA e robótica não irão eliminar profissões, mas redefini-las. Em consequência, essas mudanças, a digitalização da força de trabalho, vai provocar também uma mudança significativa na forma de como as empresas se estruturam e se organizam. Este é um novo desafio para as empresas. Nos próximos anos, com a evolução exponencial das tecnologias, as estruturas organizacionais, processos e definições de trabalho serão transformadas.

Os princípios e modelos organizacionais que usamos hoje, baseados nos conceitos da sociedade industrial, que se move a um ritmo mais lento, não serão mais adequados. Já sabemos que a automação e o uso intenso de IA pode desagregar as atuais funções em tarefas e subtarefas que poderão ser automatizadas. A questão em aberto é como reagregar as tarefas que não poderão ser automatizadas em novas formas de trabalho. Provavelmente irá mudar o conceito do que entendemos como uma profissão hoje.

Indiscutivelmente que a IA automatizará o trabalho de rotina, deixando os especialistas humanos com mais tempo para se concentrarem em aspectos que exigem habilidades como percepção social, inovação, reação a situações inesperadas e empatia. Por exemplo, os modelos de “deep learning” podem automatizar muitas atividades que envolvem análises de imagem médicas, o que permitirá aos médicos mais tempo para se concentrarem em questões médicas mais ambíguas, como discutir estratégicas das opções de tratamento e apoiar o paciente com mais empatia. Não é a substituição do radiologista, mas o redesenho de seu papel.

No tocante a estrutura organizacional, as estruturas tenderão a ser mais fluídas, com empresa atuando de forma mais ágil, com equipes menores e colaborativas. Os modelos em silos e separações de hoje não terá espaço neste novo contexto. Muitas tarefas serão efetuadas on-demand, por serviços externos, oferecidos por humanos ou máquinas. O trabalho será cada vez mais colaborativo entre humanos e máquinas. O artigo “Collaborative Intelligence: Humans and AI Are Joining Forces” publicado pela Harvard Business Review mostra que a sigla RH já começa a se transformar em Robôs e Humanos.

Diante deste cenário o que devemos fazer? As lideranças das empresas devem compreender que estamos diante de uma mudança com velocidade e amplitude que não vimos antes na nossa história. O uso intensivo de computadores já destruiu ou praticamente jogou para escanteio profissões como ascensoristas, datilógrafos, operadores de telefonia e caixas de bancos. Mesmo profissões de alto conhecimento técnico como navegadores e engenheiros de voo, presentes nos cockpits das aeronaves de 50 anos atrás, deixaram de existir há décadas. É indiscutível um fato: novas tecnologias mudam a natureza do trabalho.

O que vemos hoje é que a velocidade com que acontece (ritmo mais acelerado que outras mudanças anteriores), amplitude e profundidade, provocando mudanças significativas, simultaneamente, cria um novo e desafiador cenário. Isso nos leva a trilhar caminhos que não trilhamos antes. Temos que começar a repensar as atuais estruturas organizacionais. O mundo dos negócios terá que ser reinventado. De maneira geral de 20% a 30% do headcount de uma empresa estão em funções de administração e gerência. Mas este modelo, de comando e controle, tipicamente hierárquico, deixa de ser necessário com novas tecnologias e novos modelos organizacionais, com empresas estruturadas em rede e modeladas para serem exponenciais.

De maneira geral, as empresas ainda não estão se preparando para este futuro breve. Isso fica claro na leitura do relatório “The Future of Jobs: Employment, Skills and Workforce Strategy for the Fourth Industrial Revolution”, publicado pelo World Economic Forum. O relatório mostra claramente que os próximos cinco a dez anos serão críticos em relação à transição. Empresas e países que não conseguirem se adaptar, correrão sérios riscos de ficarem para trás ou terem consequências econômicas sérias.

Ao lado das funções que desaparecerão ou serão transformadas, outras novas serão criadas, com perfil diferente das atuais. Além disso, o tempo médio de validade das capacitações tende a diminuir sensivelmente, assim como serão estabelecidas novas relações entre empresas e pessoas. As bases das regulações trabalhistas, criadas em plena sociedade industrial, onde a longevidade na empresa era um prêmio, mudará rapidamente.

Uma estratégia de ação pode e deve começar a ser desenhada: repensar as estruturas organizacionais para serem mais fluídas e mais integradas entre si, redefinir as funções e papéis das atividades exercidas pelos profissionais, dividi-las em tarefas e subtarefas, alocando-as para humanos ou futuramente máquinas (e começando com uso de ofertas de serviços externos) e repensando carreiras e modelos de retenção de talentos. E, principalmente, repensar o nosso modelo educacional. Formar gente para profissões que não existirão ou serão substancialmente modificadas nos próximos dez a quinze anos, é perda de tempo.

Devemos ter em mente que os computadores não substituirão os humanos. Substituirão funções. Serão complementos para os humanos e não seus substitutos. Os negócios mais valiosos do mundo das próximas décadas serão desenvolvidos por empresas que usarão a IA para fortalecer as pessoas e não as tornar obsoletas. Serão vencedoras as empresas que souberem fazer com maestria com que os sistemas de IA ajudem os humanos a fazerem o que antes era considerado inimaginável. A IA não envolve uma equação de soma zero, humanos versus IA, mas sim de complementaridade, humanos mais IA gerando mais inteligência.

Fonte: NEOFEED

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Com o tempo que gastamos nas redes sociais, poderíamos ler 200 livros por ano

 Não é segredo nem coincidência que pessoas de sucesso sejam leitoras vorazes; saiba como um jovem criou um processo para facilitar o desafio.

Há três anos, Charles Chu caiu na armadilha de uma má decisão de carreira e se viu desiludido com o cotidiano daquilo que considerava o trabalho ideal. “Algo não estava certo. Eu havia seguido a prescrição: tinha boas notas, liderança, recomendações, faculdade, emprego dos sonhos. Mas as coisas estavam muito ruins.”

Foi quando encontrou uma frase do famoso investidor Warren Buffett. Questionado sobre o segredo do sucesso, Buffett apontou para uma pilha de livros e disse: “Leia 500 páginas por dia. É assim que o conhecimento funciona. Ele se acumula, como juros compostos. Todos vocês podem fazer isso, mas garanto que não são muitos que farão”.

Perdido e sem inspiração, Chu decidiu fazer parte da minoria e leu 400 livros ao longo de dois anos, uma empreitada que se tornou uma das decisões mais importantes de sua vida.

“Os livros me deram coragem para viajar, a convicção para me demitir, me deram modelos e heróis e significado em um mundo em que eu não tinha nenhum”, escreveu ele em seu site, Better Humans.

Como Buffett tinha antecipado, não é preciso ter talento extraordinário para ler em grandes quantidades. Metas e planejamento, por outro lado, podem sim ajudar. Assim, Chu criou quatro passos que qualquer um pode seguir para angariar mais conhecimentos por meio da leitura:

  1. Não desista antes de começar

Antes de se desesperar e criar desculpas, Chu sugere uma avaliação direta da realidade: é realmente impossível ler 200 livros ao longo de 365 dias num ano? Não. “É como Buffett diz: qualquer um pode fazê-lo, mas a maioria das pessoas não vai fazer.”

  1. Faça uma conta simples

Estatisticamente, explica Chu, americanos leem entre 200 e 400 palavras por minutos. Um livro de não ficção tem, em média, 50 mil palavras. Multiplique isso por duzentos e elas serão 10 milhões de palavras.

Em seguida, ele divide 10 milhões por 400, sua capacidade de leitura por minuto, e pronto: serão necessários 25 mil minutos, ou 417 horas. Mas como é possível ler por 417 horas?

  1. Encontre tempo para leitura

Parece muito, é verdade, mas uma nova perspectiva pode ajudar. Novamente, Chu usa como exemplo o americano médio, que passa 608 horas envolvido com mídias sociais e 1642 horas vendo televisão anualmente.

“São 2250 horas por ano gastas com lixo”, enfatiza. “Se fossem gastas lendo, você poderia ler mais de mil livros por ano!”. O vício nesse tipo de entretenimento deixa essa transferência difícil, é verdade, mas não impossível. É hora de investir na execução.

  1. Execute

Aqui, Chu é realista: todo mundo sabe que é mais produtivo ler um livro que ficar no feed do Instagram ou dando likes em uma página de Facebook. O problema é fazer isso de fato.

Para tanto, ele criou algumas táticas individuais, mas que podem ser utilizadas por outras pessoas ou mesmo adaptadas de acordo com os hábitos de cada um. A ideia principal aqui é criar um ambiente que inspire a leitura e deixe essa transição tão fácil quanto for possível. Confira a estratégia de Chu:

  1. Use design de ambientes

“A mídia é pensada para ser viciante”, escreve. “E as mudanças com melhores custos benefícios são ambientais.” Para ler mais, remova as distrações do ambiente e deixe seus livros facilmente acessíveis, tanto em forma física quanto em aplicativos em celulares e tablets. (Experimente o Kindle, da Amazon. Para quem não quer investir no aparelho, é possível baixar o aplicativo em qualquer smartphone: é de graça e há muitos livros igualmente gratuitos na internet.)

  1. Construa hábitos

“A força de vontade falha quando você mais precisa dela, então, ao invés de depender dela, construa uma fortaleza de hábitos – isso que o deixará resiliente em tempos difíceis”, recomenda Chu.

Os livros sobre esse assunto são vários, como o bestseller O Poder do Hábito, de Charles Duhigg, e o favorito de Chu, Superhuman by Habit, escrito por Tynan.

III. Use mais de um meio

Se quiser ler muito, aproveite as múltiplas opções que existem hoje em dia e não fique restrito a um jeito específico de ler, como antes de dormir ou durante o almoço.

Qualquer livro vale – de papel, audiobook, em celulares ou tablets – e em qualquer lugar que você possa. “Torne sua leitura oportunista. Quando tiver uma chance, aproveite. Se não tiver uma chance, encontre uma.”

Fonte: Época NEGÓCIOS

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O que aconteceu quando troquei meu Smartphone por uma Agenda

Compromissos mais fáceis de memorizar e um registro de seu passado são apenas algumas das mudanças que o papel e a caneta podem trazer para sua vida.

Japão e China podem até ser considerados países avançados tecnologicamente, mas o fato é que o costume de anotar compromissos e tarefas num papel é uma tradição de longa data no continente asiático. Por lá, inclusive, há evidências de que a venda de agendas entre os millennials aumentaram bastante nos últimos anos.

A tendência também conquistou os mais jovens do lado ocidental do planeta. Alguns deles são tão adeptos a nova moda que publicam vídeos na internet para mostrar ao mundo todo como eles organizam suas próprias agendas.

Michael Grothaus, em artigo publicado na Fast Company, diz que até seus colegas de trabalho se tornaram devotos do papel. A editora e escritora Michelle Lewis, por exemplo, afirmou ter se inspirado em seu avô, que sempre carregava um pequeno diário consigo, para começar a anotar seus compromissos e afazeres. “Quando meu avô morreu, encontramos dezenas de agendas em sua gaveta. A partir daí, resolvi adotar seu método e comecei a escrever sobre minhas responsabilidades diárias”, contou ela a Grothaus.

Anjali Khosla, editora da versão online da Fast Company, também aderiu à moda do papel. “Voltei às agendas depois de um ano fazendo tudo digitalmente. Não sou completamente analógica agora, ainda organizo meus compromissos pelo Google Calendar, mas também faço anotações no meu caderninho”, disse. “Prefiro o papel por diversas razões. Ele me permite focar no presente e planejar meus dias com maior determinação. Sinto prazer quando risco (literalmente) um item da minha lista de afazeres”, completou.

Depois de ouvir o quanto as pessoas que trocaram seus smartphones por agendas amam o método, Grothaus decidiu abandonar a tecnologia por duas semanas. O jornalista parou de usar o calendário, as notas e lembretes de seu iPhone e seu computador e os trocou por uma agenda semanal de US$.

Confira o que ele achou da experiência:

“É mais fácil planejar e lembrar de compromissos”

Para organizar e planejar sua vida, Grothaus geralmente utilizava três aplicativos: lembretes, notas e calendário. Para ele, todos funcionavam muito bem e facilitavam a tarefa de reforçar datas e horários importantes e adicionar outras informações a esses compromissos. “A princípio, pensei que a caneta e o papel seriam uma forma muito inferior para planejar coisas. Afinal, minha agenda não pode me avisar quando faltarem 30 minutos para a minha próxima reunião”, contou.

O que ele percebeu, no entanto, é que depois de alguns dias usando o papel, não precisava mais das notificações do celular. O ato físico de folhear a agenda para checar o que deveria fazer na próxima semana teve um efeito positivo em sua memória, e facilitou a tarefa de lembrar a sequência e os horários dos eventos que estavam por vir.

Esse efeito é mais natural do que Grothaus imaginava. Segundo relatório publicado pela revista Scientific American, além de tratar as letras como objetos, o cérebro humano também pode perceber um texto em sua totalidade, como se fosse uma paisagem física. Quando lemos, construímos uma representação mental daquele texto, cujo significado está atrelado à sua estrutura. A natureza exata dessas representações ainda não é clara, mas elas provavelmente são muito semelhantes aos mapas que criamos em nossas cabeças dos lugares que visitamos e frequentamos.

“Fiz anotações mais detalhadas”

Outra mudança percebida pelo jornalista é o fato de ele ter começado a fazer anotações muito mais detalhadas em sua agenda do que fazia nos aplicativos do Smartphone. “Eu não tinha a intenção de fazer isso, mas uma vez que comecei a escrever uma nota para me lembrar de uma reunião, tive mais ideias relevantes sobre aquele compromisso”, explicou Grothaus.

Essa consequência também tem uma explicação científica. Segundo Maud Purcell, psicoterapeuta e especialista em diários, a maioria de seus pacientes sabe intuitivamente que escrever seus pensamentos em uma agenda é muito mais eficaz do que fazê-lo no computador. “Há uma pesquisa para comprovar isso”, disse. “Escrever estimula uma área do cérebro chamada de RAS [sigla em inglês para ‘Sistema de Ativação Reticular’], que filtra e torna mais clara a informação que estamos focados em transmitir”.

“Foi difícil lembrar de levar minha agenda comigo”

Nem tudo são flores, afinal. “Certificar que meu celular estava no bolso é natural, intuitivo, mas foi muito difícil me acostumar ao fato de que minhas anotações agora estavam separadas daquele aparelho”, explicou Grothaus.

E não é sua única reclamação: “frequentemente tenho algumas ideias para histórias que quero escrever ou penso em algum tópico importante para a próxima reunião enquanto estou andando na rua. Com o Smartphone, era muito mais fácil tomar nota disto e, às vezes, não precisava nem olhar para a tela para fazê-lo – era só ditar o que queria escrever e a Siri se encarregava do resto”, conta. “Com a agenda, eu tinha que parar, achar uma caneta e fazer as anotações no meio de uma calçada movimentada. Foi chato”.

“É uma lembrança de seu passado”

Fazer anotações nos aplicativos do celular é uma experiência muito efêmera. Normalmente, quando finalizamos uma reunião ou cumprimos uma tarefa, simplesmente apagamos aquele lembrete de nossos smartphones. Em um dispositivo digital, essa parece ser a forma mais “limpa” de manter nossos compromissos organizados.

O papel, no entanto, pode guardar aquele registro por muito tempo. “Mesmo que eu tenha riscado algumas coisas das minhas listas de afazeres, achei legal poder olhar para as minhas atividades da última semana”, afirmou o jornalista. “É aí que a caneta e o papel se tornam diferentes dos aplicativos. Eles deixam de ser apenas uma prévia de seu futuro e passar a ser, ainda, um registro de seu passado. E é renovador poder ver quantas metas cumprimos naqueles dias”, finalizou.

Fonte: ÉPOCA Negócios

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O desafio da tomada de decisão descentralizada.

O dilema das empresas atualmente é dar liberdade para que os departamentos usem e compartilhem dados para desenvolver os negócios, mas que estejam de acordo com os processos de governança, para que não fiquem fora da área de influência e de contexto.

”Líderes de TI e de analytics não devem cair na armadilha de tentar equilibrar exigências opostas, ou de escolher entre elas. Em ambos os casos, perderão, independentemente da escolha que fizerem ou do equilíbrio que obtiverem. Ao invés disso, eles devem procurar maneiras de abordar ambos os lados do problema por meio de um processo de síntese”, afirmou Frank Buytendijk, vice-presidente e analista do Gartner, na Conferência Gartner Business Intelligence, Analytics & Information Management, que começou nesta terça-feira, 23, em São Paulo.

“Modelos organizacionais devem ser centralizados e descentralizados. A equipe unificada de BI precisa empoderar as equipes locais para que elas possam analisar dados sozinhas. Como resultado, os líderes de TI e de analytics devem abraçar o conceito de TI bimodal”, afirma João Tapadinhas, diretor de pesquisas do Gartner.

Ele explica que o BI tradicional não consegue atender as áreas de negócios, que buscam por si usar outras ferramentas, e em grande maioria dos casos o Excel. Diz que ”a TI deve ser bimodal, que propõe a prática de gerenciar dois modelos separados e coerentes de TI, um deles focado na estabilidade e o outro na agilidade”.

Empoderamento descentralizado

Tapadinhas explica que os executivos de tecnologia estão se esforçando para encontrar o equilíbrio correto entre modelos organizacionais centralizados e descentralizados. No modelo tradicionalmente, o trabalho é feito por uma única equipe de BI, com o armazenamento de dados empresariais responsáveis por toda a integração de informações, e relatórios da organização criados para garantir uma “única versão da verdade”. No entanto, diz ele, esta consistência também pode criar um gargalo. As áreas de negócios agora exigem um “empoderamento descentralizado”, em que indivíduos e grupos de trabalho possam integrar, analisar e relatar seus próprios dados. ”O desafio passa a ser uma questão de como permitir uma BI descentralizada, mas sem sacrificar a consistência e a integridade das informações”.

BI vive desafio da tomada de decisão descentralizada, aponta Gartner

O dilema das empresas atualmente é dar liberdade para que os departamentos usem e compartilhem dados para desenvolver os negócios, mas que estejam de acordo com os processos de governança, para que não fiquem fora da área de influência e de contexto.

”Líderes de TI e de analytics não devem cair na armadilha de tentar equilibrar exigências opostas, ou de escolher entre elas. Em ambos os casos, perderão, independentemente da escolha que fizerem ou do equilíbrio que obtiverem. Ao invés disso, eles devem procurar maneiras de abordar ambos os lados do problema por meio de um processo de síntese”, afirmou Frank Buytendijk, vice-presidente e analista do Gartner, na Conferência Gartner Business Intelligence, Analytics & Information Management, que começou nesta terça-feira, 23, em São Paulo.

“Modelos organizacionais devem ser centralizados e descentralizados. A equipe unificada de BI precisa empoderar as equipes locais para que elas possam analisar dados sozinhas. Como resultado, os líderes de TI e de analytics devem abraçar o conceito de TI bimodal”, afirma João Tapadinhas, diretor de pesquisas do Gartner.

Ele explica que o BI tradicional não consegue atender as áreas de negócios, que buscam por si usar outras ferramentas, e em grande maioria dos casos o Excel. Diz que ”a TI deve ser bimodal, que propõe a prática de gerenciar dois modelos separados e coerentes de TI, um deles focado na estabilidade e o outro na agilidade”.

Para o Gartner, o uso pelos departamentos de novas tecnologias geram resultados arriscados, mas também oferecem oportunidades imensas. A BI tradicional é concebida tendo em vista a certeza. Ao mesmo tempo, existe a ameaça de que o desempenho comercial e o retorno em iniciativas de BI se reduzam lentamente, se não houver inovação pois as decisões de negócios exigem respostas em real time.

“Não há dúvidas de que decisões importantes devam ser tomadas, mas uma maneira de manter as opções em aberto é dividir os compromissos ao longo do tempo. Em relação à BI, não é necessário começar pensando em arquitetura, escolhas de ferramentas empresariais e estratégias tecnológicas. Em vez disso, é melhor iniciar usando as ferramentas de dados já disponíveis”, afirma Donald Feinberg, vice-presidente e analista do Gartner.

Fonte: TI inside

 

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O que é a Curva ABC e como ela pode salvar seu negócio

Saber quais são os produtos mais estratégicos para a empresa, e conhecer a demanda exata de produção, armazenagem e distribuição de tais itens, é fundamental para a gestão comprometida com bons resultados. Mais do que isso: a diferença entre ter ou não ter conhecimento destes fatores pode ser crescimento ou estagnação e até mesmo retração, seja qual for o ramo de atuação.

Apesar da importância do tema, ainda há muitos empresários que tentam montar seus estoques com base apenas no feeling. Isto é um erro, que pode resultar em produtos encalhados e prejuízo – frutos que organização nenhuma quer colher.

Para sanar esta demanda tão crítica, a Curva ABC é uma das respostas. A técnica permite analisar e categorizar os produtos vendidos em uma loja por ordem de importância, mostrando aos gestores qual o nível de atenção a ser dado para cada categoria ou item, de acordo com fatores como vendas, faturamento, margem de lucro e até espaço ocupado.

O que é a curva ABC

Trata-se de um método de categorização de estoque voltado a tornar claro o ranking de importância e criticidade de produtos dentro do escopo de uma empresa.

Há várias maneiras de fazer essa conta. É possível, por exemplo, organizar a lista por preço de custo (o que vai evidenciar os artigos de maior valor do estoque) ou por valor de venda (que vai indicar o que traz mais receita para o negócio).

Depois de fazer este rankeamento e cálculo básicos, será, então, possível colocar outras variáveis, que vão ajudar a entender melhor o mix de produtos, custos e margem envolvidos por item.

Como fazer

Para concluir uma Curva ABC de forma realmente útil, primeiro é preciso listar todos os produtos da empresa, indicando o valor unitário, a quantidade vendida e o valor total por artigo – este último dado, obtido a partir da multiplicação da quantia de itens pelo valor unitário de cada um.

O período analisado pode ser a última semana, o último mês, trimestre ou ano, de acordo com o que fizer mais sentido na estratégia e planejamento da companhia.

A partir disso, o segundo passo é calcular qual é a participação percentual de cada um dos artigos nos resultados comerciais, dividindo o valor total por produto pelo total de vendas da loja.

Após, será a hora de organizar uma planilha pelo valor total por produto. Em seguida, somar os percentuais de cada um ao total acumulado anterior. Isto feito, será possível saber qual a porcentagem acumulada.

Com estes dados em mãos, a empresa poderá classificar cada produto em uma categoria:

Produtos A: responsáveis por até 80% das vendas;

Produtos B: responsáveis por até 15% das vendas;

Produtos C: responsáveis por até 5% das vendas.

Como este dado me auxilia?

Além de permitir melhorar o mix de produtos das organizações, a análise da Curva ABC evita erros comuns, como um estoque com poucas unidades dos produtos mais vendidos e abarrotado com os itens que vendem pouco.

Os produtos A são os mais procurados, por isso nunca podem faltar. Assim, o ideal é monitorar constantemente como está a saída destes e planejar a reposição com bastante antecedência, reservando a verba necessária para isso.

Além de trazerem receita, em geral eles são chamarizes que trazem clientes até sua loja. Por isso precisam de atenção redobrada. Não tenha dúvida: se o produto que você mais vende faltar, isso certamente vai atrapalhar as suas vendas no mês.

E o que fazer com os produtos do segmento B e C? Se eles são menos importantes, devo tirá-los do meu mix?

Não necessariamente. Os produtos B e C aumentam a estabilidade do negócio e engordam o tíquete médio do cliente.

Exemplos

Para facilitar, vamos a um exemplo. Vamos supor que você tem uma drogaria, e a fralda é um produto A para a sua loja, já que vende muito. Para aproveitar melhor o cliente que o procura para adquirir este item, você pode oferecer outros artigos de menor saída, ou seja, componentes dos grupos B e C – neste caso, chupetas, mordedores e esterilizadores de mamadeira.

São itens de uma mesma família, que interessam ao mesmo público, mas que, se não estiverem estrategicamente dispostos no ponto de venda, poderão não atrair a atenção desejada, resultando em menos vendas.

Outro exemplo: no caso de um fabricante de utensílios de cozinha cujo carro-chefe sejam as panelas, é claro que elas têm de ser as estrelas do PDV, mas, sem dúvida, terão de estar por perto também facas, garfos, facas, acessórios para cozinhar, entre tantos outros que aguçarão o desejo de compra dos interessados no item principal.

Afinal, a ideia é oferecer a solução mais completa para atender às necessidades do cliente.

Surpresa!

Ao fazerem a análise de Curva ABC, é muito provável que os empresários e empreendedores notem que precisam mudar bastante seu mix de produtos. E isso é bom! Só assim conseguirão remanejar a estratégia e o controle para aproveitar melhor o potencial de seus clientes, de seus pontos e de suas forças de vendas.

Muitas vezes, poderá ser uma surpresa ver que o produto que parecia ser a menina dos olhos é, na verdade, um vilão para os resultados de negócio.

O próximo passo? Começar a trabalhar melhor o mix de produtos. E, para tanto, contar com a tecnologia de gestão e análise de dados, que é grande aliada na organização da Curva ABC, bem como de outras estratégias focadas em gestão de estoque e vendas. Depois, é colher os resultados – que, acredite, serão satisfatórios.

Fonte: COMPUTERWORLD

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5 dicas para não se estressar com apps corporativos

Aplicativos de colaboração aproximam equipes distantes, mas podem minar a produtividade. Reunimos dicas para trabalhar de forma mais saudável

Aplicativos de e-mail, vídeo e mensagens, como o Slack e o Microsoft Teams, possibilitam a colaboração fácil com colegas de trabalho, independentemente do fuso horário (ou país) em que eles estejam. E o acesso às versões móveis dos mesmos aplicativos significa que os colegas podem responder rapidamente a uma DM, acompanhar uma conversa em grupo ou fazer uma edição rápida para arquivar praticamente a qualquer momento.

Mas com essa facilidade de uso, surge um problema: os trabalhadores podem ficar sobrecarregados com uma enxurrada de notificações de colegas antes do início da jornada de trabalho, durante e após o término. E isso não é bom para a produtividade ou os níveis de estresse dos trabalhadores distraídos.

Uma pesquisa da UC Irvine mostrou que pode levar mais de 20 minutos para voltar a estar-se imerso em uma tarefa após uma interrupção, enquanto outro estudo afirma que a multitarefa pode reduzir a produtividade em 40%. O aumento da carga de trabalho colaborativo pode até levar ao Burnout – algo que a Organização Mundial da Saúde reconheceu recentemente como um fenômeno ocupacional – com a natureza sempre ativa das comunicações modernas como um fator contribuinte, segundo a pesquisa da Harvard Business Review.

O analista do Gartner Craig Roth observou em posts recentes que a sobrecarga de informações é um problema complicado com muita culpa, sejam gerentes com expectativas inflacionadas, TI corporativa que implanta ferramentas sobrepostas ou fornecedores que criam aplicativos tão hábeis em agarrar nossa atenção.

Mas existem medidas que os usuários podem adotar para, pelo menos, para reduzir o barulho colaborativo, silenciar colegas que clamam e realmente fazer algum trabalho. Essas cinco dicas devem ajudar.

1. Use o modo “Não perturbe” dos aplicativos

A maneira mais fácil de reduzir ruídos indesejados é atingir o equivalente colaborativo de um botão de soneca e definir temporariamente os aplicativos para “silenciosos”. A maioria dos aplicativos possui uma função não perturbe que pode ser ativada quando um usuário precisa se concentrar em terminar a tarefa em particular.

“Às vezes, é importante saber quando desligar o ruído e me permitir concentrar 100% da minha atenção na tarefa em questão”, diz Marissa Salazar, gerente de marketing de produto do Microsoft Teams.

Para alcançar um foco real, é importante dedicar tempo à sua agenda diária – e até encontrar um lugar tranquilo para realizar o trabalho.

“Bloqueie intervalos de uma a duas horas no seu calendário para um trabalho ininterrupto, para que você possa se concentrar totalmente e alcançar seu pico de criatividade e produtividade”, diz Paul Gentile, diretor sênior de marketing de produtos da empresa de software de colaboração LogMeIn. “Para evitar distrações, opte por um espaço silencioso como uma sala de reuniões privada e desative todas as notificações de bate-papo/e-mail.”

Dito isto, é importante manter os colegas informados quando você for mergulhar no tempo de “foco”.

2. Limite as notificações às suas horas de trabalho específicas

O aumento das ferramentas digitais no local de trabalho tem sido vital para conectar equipes em todo o mundo. Para organizações com funcionários em diferentes regiões geográficas, as conversas em um fuso horário podem continuar muito tempo depois que os funcionários passam por outro, o que significa que os smartphones ainda podem receber mensagens até altas horas da noite ou de manhã cedo.

“Digamos que um funcionário instale uma ferramenta de bate-papo em seu telefone pessoal e ela acenda com notificações às [21:00], porque alguém no trabalho está dizendo algo em uma sala de bate-papo que atrai todo mundo. Isso é terrível”, diz David Heinemeier Hansson, cofundador e CTO da Basecamp, que vende uma ferramenta de gerenciamento de trabalho que inclui um recurso de bate-papo em equipe.

O “direito de desconectar” tornou-se um tópico importante nos últimos anos, à medida que as tecnologias de comunicação e colaboração se tornam mais comuns no trabalho. Os legisladores na França chegaram ao ponto de proibir os requisitos de que os funcionários respondam a e-mails fora do horário comercial.

Respondendo às demandas dos usuários por mais controle sobre as comunicações, os fornecedores de software de colaboração adicionaram a capacidade de silenciar automaticamente as notificações durante determinados horários do dia. O Slack, por exemplo, permite que os administradores designem um tempo de silêncio padrão para todos os funcionários, a fim de garantir que não sejam incomodados pelos colegas, e os usuários podem definir suas próprias preferências nas configurações do aplicativo.

O Basecamp criou um recurso chamado Work Can Wait para silenciar as notificações quando um trabalhador terminar o dia. “Só porque facilitamos o contato com todos da empresa, talvez essa não seja uma boa ideia”, diz Heinemeier Hansson. “Só porque nós podemos, não significa que deveríamos.”

3. Deixe canais irrelevantes e chats em grupo

Um recurso popular nas ferramentas de colaboração baseadas em bate-papo são os canais, que servem como um centro para discussões sobre um determinado tópico, desde anúncios sérios da empresa a grupos de interesse social e até áreas para conversas aleatórias.

Os canais e o bate-papo em grupo podem focar nas discussões e ser uma ótima maneira de transmitir informações de maneira eficaz para um grupo mais amplo, sem envolver-se em várias conversas privadas. Mas acompanhar as conversas em vários canais pode ser exaustivo. É importante ser seletivo ao escolher em quais canais e chats de grupo você se inscreve.

“Deixe ou deixe de seguir as salas com baixa relação sinal/ruído – se houver algo que você absolutamente deva ver, alguém irá mencionar você”, diz Deklich. “Para certos tipos de conversas, o bate-papo não é o melhor. Use email, ou possivelmente um serviço de documentos em nuvem”

Se você não deseja sair de um canal ou grupo de uma vez por todas, geralmente pode silenciá-lo temporariamente.

“Como usuário individual, trata-se de ajustar as configurações de notificação às suas necessidades”, diz Chris Uldriks, consultor de tecnologia da Point B Management Consulting. “Pergunte a si mesmo: o que você precisa saber imediatamente?”

4. Evite alternar entre aplicativos

Além da sobrecarga de informações, alguns funcionários enfrentam sobrecarga de aplicativos. E saltar entre eles pode atrapalhar uma comunicação clara e eficiente. A solução óbvia é evitar a alternância entre aplicativos, mas é mais fácil falar do que fazer. As organizações geralmente contam com várias ferramentas para a comunicação do trabalhador, o que significa que as conversas ocorrem em vários lugares.

“Novas ferramentas estão surgindo constantemente”, diz Heinemeier Hansson. “Muitas empresas não têm uma ferramenta de comunicação e produtividade, elas têm uma, duas, três, quatro, cinco, seis – elas podem ter o Trello, o Slack, o Dropbox ou o Google Docs. Eles têm tudo isso o tempo todo e, claro, isso está estressando os funcionários. Onde está a informação? Está espalhado por toda parte.

De acordo com uma pesquisa com 2.000 funcionários de escritórios dos EUA encomendada pelo LogMeIn no início deste ano, 54% dos funcionários têm pelo menos cinco programas diferentes em execução simultaneamente e 56% usam pelo menos três ferramentas diferentes para se manterem conectados aos colegas. Isso pode afetar a produtividade: 59% dos entrevistados acham que estão perdendo tempo alternando entre aplicativos.

“Os trabalhadores estão perdendo impulso e perdendo tempo trocando entre todas as soluções diferentes para tarefas diferentes, em vez de conseguir manter o foco e gerenciar todas as suas comunicações a partir de um único ponto centralizado”, diz Mark Strassman, vice-presidente sênior e gerente geral de comunicações unificadas e colaboração no LogMeIn.

Muitos aplicativos podem facilitar a sensação de estar ocupado sem realmente fazer muito. Os trabalhadores precisam se concentrar em como eles usam as ferramentas de comunicação e colaboração e decidir que estão fazendo isso de maneira eficaz, diz Terry Simpson, evangelista técnico do fornecedor de software de automação de fluxo de trabalho Nintex.

“É muito fácil manter-se” ocupado “com e-mail, aplicativos, mensagens instantâneas e todos os tipos de outras ferramentas de software sem realmente conseguir fazer muito”, diz ele. “No final do dia, você deve se olhar e determinar se estava realmente ocupado ou realizou algo que ajudou a impulsionar o negócio? Manter esse foco é fundamental. ”

Existem maneiras de evitar oscilações constantes entre aplicativos e os fornecedores de software estão tentando resolver o problema.

Uma das vantagens das ferramentas de colaboração é a capacidade de se conectar a outros aplicativos de comunicação, produtividade e linha de negócios. O Slack, por exemplo, possui mais de 1.500 integrações de aplicativos de terceiros em sua loja de aplicativos, enquanto rivais como Microsoft Teams, Cisco Webex Teams e Google Hangouts Chat adicionam suas próprias integrações regularmente. Como resultado, é esperada uma interconectividade profunda entre ferramentas de colaboração. De fato, várias empresas estão agora disputando posição para se tornar um centro central do trabalho digital. O Dropbox, por exemplo, recentemente revisou seu aplicativo principal para dar suporte à colaboração em torno de documentos, um indicador de onde o mercado está indo.

5. Aprenda o single task

A capacidade de multitarefa foi aplaudida como desejável no passado, mas pesquisas da Universidade de Stanford mostraram que a multitarefa pode ser realmente ineficiente e algo que os humanos não são particularmente adequados para fazer.

Concentrar-se adequadamente em uma tarefa de cada vez pode ser uma abordagem mais produtiva e menos estressante. É uma habilidade aperfeiçoada ao longo do tempo, diz Iba Masood, co-fundador e CEO da Tara AI, uma startup que usa aprendizado de máquina para ajudar os clientes a planejar projetos de desenvolvimento de software.

“O foco em uma única tarefa em um determinado momento nos permite construir nosso ‘músculo da atenção'”, diz ela.

Dada a variedade de tarefas e notificações relacionadas à equipe que requerem atenção, a capacidade de focar em uma tarefa por vez exige força de vontade, diz Masood. “Single task é uma função obrigatória; ele realmente permite um nível de foco e me permite prestar atenção singularmente a uma área em intervalos de 20 minutos antes de passar para a próxima.”

É uma decisão que requer disciplina. Gentile do LogMeIn recomenda uma técnica de gerenciamento de tempo chamada “timeboxing” para reservar um tempo para se concentrar intensamente em uma tarefa. “Encontre maneiras mais eficientes de concluir tarefas, alocando um tempo predeterminado para concluir um projeto”, diz ele. “Isso ajudará você a concentrar sua atenção, motivá-lo a concluir as tarefas em tempo hábil e evitar que você perca tempo com itens de menor importância.”

Fonte: IT MIDIA

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