HABILIDADES necessárias em 2030

Os negócios globais estão enfrentando uma gigantesca onda de transformações disruptivas ocasionadas pelas profundas mudanças da 4ª Revolução Industrial. Exploramos as evoluções na maneira como os profissionais trabalham, as habilidades de liderança que serão necessárias para prosperar na dinâmica do middle-market e como as organizações podem se manter competitivas na busca por talentos e clientes em 2030.

O mundo dos negócios está, sem dúvida, à beira do maior período de transformação desde a 1° Revolução Industrial, no final do século XVIII e início do século XIX. Para o mundo dos negócios, a Indústria 4.0 está apresentando desafios – e também oportunidades, que podem fazer com que as organizações que tenham as habilidades de liderança certas consigam acompanhar as novas tendências e se destaquem como líderes em seus setores.

Os maiores disruptores virão da tecnologia, de acordo com o International Business Report 2019 (IBR) da Grant Thornton, que pesquisou líderes seniores em empresas de médio porte em todo o mundo – sugerindo que a ascensão do mundo digitalmente conectado será a maior mudança, citada por 42% dos entrevistados – no Brasil, esse número sobe para 62%. Isto é seguido de perto por outros avanços tecnológicos, incluindo inteligência artificial (IA), big data (40%) e aumento do uso de automação e robótica (35%).

Tendências tecnológicas: Al, cloud e machine learning

Para Inmaculada Martinez, pioneira em tecnologia e venture partner da Deep Science Ventures, as novas tendências tecnológicas mudarão totalmente a maneira como as organizações trabalharão nos próximos 10 a 15 anos, a partir da utilização de Internet das Coisas (IoT), infraestruturas baseadas em nuvem, IA e machine learning se tornando comuns, forçando as organizações a reconstruir seus modelos de negócios.

“No setor de saúde, por exemplo, onde a evidência fotográfica precisa ser analisada, isso será feito por máquina. Você não quer que um humano decida se você tem câncer. Você quer uma máquina para analisar dezenas de milhares de imagens, suas amostras de sangue, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Máquinas são espetacularmente eficientes na entrega de resultados”, ressalta a executiva.

Essa transformação de processos terá implicações para os tipos de atividades que são realizadas pelos humanos, acrescenta Martinez, com papéis reposicionados em torno de elementos que exigem pensamento criativo, conhecimento tácito ou habilidades sociais. Quase todos os setores serão afetados, ela prevê, desde serviços automotivos a serviços financeiros.

O poder das pessoas: globalização, talento e propriedade intelectual

Existem forças além da tecnologia que também estão definidas para impactar o mundo do trabalho. Cerca de 32% dos entrevistados do IBR destacaram a globalização de recursos como finanças, propriedade intelectual e pessoas, enquanto 30% apontaram para mudanças demográficas.

Buhle Dlamini, palestrante global, autor e especialista em tendências e cultura organizacional no Tomorrow Today Global, também aponta para o crescente impacto ambiental no mundo globalizado de hoje, que está forçando as empresas a avaliar novamente os mercados e as mudanças necessárias em sua composição para atender às novas demandas.

“À medida que o mundo continua a enfrentar as crescentes ameaças ambientais do aquecimento global, poluição e mudanças climáticas, maiores são as expectativas de que as práticas éticas sejam demonstradas pelo mundo dos negócios. Todas essas forças estão pressionando uma mudança nos valores sociais como um todo”.

Justin Rix, sócio da Grant Thornton UK, destaca o impacto de outra geração ingressar na força de trabalho na próxima década e os desafios que isso representará para empresas que buscam gerenciar uma diversidade de gerações.

“A Geração Alfa estará se unindo à força de trabalho, e eles esperam uma finalidade além do salário. Eles precisarão ser engajados de forma diferente e não entenderão a abordagem hierárquica da liderança, pois estarão acostumados a ouvir suas vozes de maneira diferente através das mídias sociais. Isso será acompanhado pela prevalência da força de trabalho mais sênior, pessoas trabalhando por mais tempo e tendo múltiplas carreiras”, aponta o executivo.

Além disso, acrescenta Rix, os dois extremos de idade terão impactos sobre como a cultura organizacional precisará ser flexível, e isso impulsionará a necessidade de as organizações personalizarem sua marca empregadora”.

Novas habilidades de liderança: inovação, resiliência e colaboração

A mudança de cenário significa que os líderes de negócios precisam adaptar suas próprias habilidades e as de suas equipes, se quiserem permanecer competitivas e aproveitar as oportunidades do mercado.

De acordo com os dados do IBR, os atuais executivos globais do mercado médio acreditam que o atributo mais importante para um líder de negócios em 2030 será ser inovador – citado por 20% dos entrevistados; em comparação com os 16% que acreditam que isso já é necessário hoje. Enquanto isso, 18% dizem que ser adaptável à mudança será essencial, comparado a apenas 14% que veem isso como um requisito fundamental em 2019. Ser colaborativo também é visto como importante, com 9% dos entrevistados destacando isso, enquanto 8% apontam para a necessidade de coragem para assumir riscos.

Rohit Talwar, CEO da Fast Future e especialista em transformação de negócios, estratégias de ruptura e inovação radical, diz que a capacidade de se adaptar requer uma série de habilidades de liderança que antes eram menos importantes.

“Alfabetização digital; as capacidades pessoais para gerenciar a si mesmos e gerenciar suas próprias emoções; e, então, as competências no local de trabalho que os ajudam a fazer o trabalho, assim, a resolução de problemas, a colaboração, o pensamento geral, o pensamento de cenário, a tomada de decisões. Há todo um conjunto dessas habilidades que são essenciais para ajudar a nos preparar para o futuro”, diz ele.

Os futuros líderes precisarão estar mais abertos a novas ideias e conscientes de suas próprias limitações, acredita Dlamini. “Criar a melhor cultura para lidar com a ruptura exige que os líderes sejam os estudantes da mudança e convidem suas equipes para serem curiosos com eles. Isso significa que os líderes precisam criar um espaço seguro e estar dispostos a ser vulneráveis. Celebre a curiosidade e a experimentação e incentive as equipes a pensar além do que está atualmente disponível”.

Compartilhando uma visão: estratégica, direcionada e engajada

Paralelamente, ainda haverá a necessidade de os líderes de organizações dinâmicas terem uma visão clara e serem capazes de articular isso aos negócios, acredita Kirsten Taylor-Martin, sócia da Grant Thornton na Austrália.

“Dito isso, os líderes precisam entender que não precisam ter todas as respostas, mas precisam fazer as perguntas certas e ter uma equipe em volta deles que são tão apaixonados pela visão quanto eles”, diz a executiva.

Eles também devem estar dispostos e ágeis o suficiente para derrubar obstáculos e processos que tradicionalmente atrasam a transformação, acrescenta. “A estrutura pode causar burocracia adicional e reduzir a capacidade de mudar de direção. Ter menos estrutura permite que as ideias sejam facilmente adaptadas ao ambiente em mudança. As organizações precisam estar dispostas a testar ideias com baixo custo e levar essas opções ao mercado”.

Outras habilidades menos complexas também serão essenciais em tal ambiente, particularmente na capacidade de envolver os funcionários e persuadi-los a seguir uma nova visão. Gaurav Chaubey, diretor de Consultoria na Grant Thornton Índia, aponta para a necessidade de conversas mais autênticas, honestas e diretas – que serão essenciais para projetar uma experiência única de clientes e talentos.

“Autenticidade significa construir a legitimidade através de relacionamentos honestos que promovem a abertura, criam confiança e estimulam apoios. Isso também ajuda a garantir que alguém seja capaz de ter conversas frequentes, dar e aceitar feedback tranquilamente”, aponta o executivo. A resiliência é outro atributo importante com os líderes obrigados a demonstrar força emocional, coragem e capacidade de resposta nos momentos mais difíceis.

Construindo o talento de amanhã: treinamento, desenvolvimento e recrutamento

Juntamente com as habilidades que os futuros líderes irão exigir, eles também terão que construir o talento da organização para ajudá-los a enfrentar os desafios de amanhã.

A fim de obter e engajar esse talento, as empresas precisarão reorientar e, talvez, reestruturar seus processos de recrutamento. Visar com sucesso os criadores de mudanças e realizar uma abordagem mais fluida de suas carreiras exigirá uma identificação inteligente de candidatos e oportunidades de trabalho flexíveis.

Uma força de trabalho que abraça a mudança será particularmente importante quando se trata de lidar com a interrupção que virá de mais IA, automação e robótica entrando no local de trabalho. Terão sucesso aqueles que entendem que essas tecnologias sozinhas não podem substituir toda uma força de trabalho, mas que aumentarão muito a eficiência das tarefas que as organizações executam daqui para frente”, diz Dlamini.

As empresas precisarão treinar pessoas para ajudar a prepará-las para quando partes de seus papéis forem assumidas por máquinas ou inteligência artificial, tanto usando a tecnologia em si quanto sendo equipadas para as atividades de maior valor que podem surgir como resultado – e também o potencial desafio emocional de ser “substituído” por uma máquina.

“Departamentos como o de marketing já passaram por isso; nos últimos oito anos, o growth hacking, tem usado a IA. Ou seja, as empresas já começaram a colocar ferramentas de IA nas mãos de indivíduos, e o que aconteceu é que novos empregos surgiram”, diz Martinez.

Aprendendo a pensar: adaptar, engajar e evoluir

Talwar, porém, ressalta que muitas pessoas realmente desfrutam dos elementos menos exigentes de seus papéis, e levará tempo para se adaptar à nova realidade de lidar com atividades mais criativas ou de maior valor.

“Você só tem que ver como as pessoas estão cansadas depois de um workshop de um dia usando seus cérebros e tendo que pensar. A maioria das pessoas não está treinada ou pronta para isso, mas precisamos treiná-las para trabalhar com essas tecnologias, mas também precisamos ensiná-las a usar bem seu tempo e a saber como acompanhar o tempo delas quando estiverem em tarefas gratuitas”, diz ele.

Força através da diversidade: inclusão, inovação e cultura

Diversas equipes e culturas inclusivas são vitais para o sucesso dos negócios no futuro. Um estudo da Forbes revelou que as equipes inclusivas tomam melhores decisões de negócios 87% do tempo, com equipes diversas entregando 60% melhores resultados. Esses resultados vêm, em parte, do aumento da inovação, que é um resultado comprovado de uma força de trabalho mais diversificada.

Um estudo do Boston Consulting Group com 171 empresas alemãs, suíças e austríacas, por exemplo, mostrou uma relação clara entre diversas equipes de gestão e receitas de produtos e serviços inovadores – e também que o desempenho de inovação só aumentou significativamente quando mais de 20% dos cargos de gerência foram realizadas por mulheres.

Tendo rastreado dados sobre a diversidade de gênero ao longo de 15 anos por meio do relatório Women in business, a Grant Thornton confirma essas descobertas. CJ Bedford, diretor da Grant Thornton UK, acredita que será cada vez mais importante para as empresas construir culturas inclusivas e uma força de trabalho diversificada para espelhar sua base de consumidores e permitir que eles inovem. “A diversidade é essencial, mas as culturas inclusivas são o facilitador para trazer diversidade”, ressalta.

“Você pode ter uma força de trabalho diversificada, mas se eles não se sentirem incluídos e puderem se manifestar no trabalho, você não verá o benefício”. As equipes de liderança também devem espelhar a base de consumidores do negócio, para que possam andar no lugar de seus clientes. Eles também precisam equilibrar essa compreensão com a possibilidade de desafios em suas decisões, acrescenta.

Há sinais de que as organizações estão se tornando mais inclusivas. De acordo com o relatório Women in business 2019: construção de um plano de ação, cerca de 34% das empresas garantem acesso igual a oportunidades de trabalho de desenvolvimento, e 31% afirmam ter criado uma cultura inclusiva. Por meio do Blueprint for Action, a Grant Thornton identificou ações direcionadas e deliberadas que as empresas podem adotar para melhorar a diversidade de gênero.

Líderes 2030: Identificar, nutrir e capacitar

Parte de qualquer movimento em direção a uma cultura verdadeiramente inclusiva é que as organizações percebam que o talento não pode mais residir apenas dentro do próprio negócio, acredita Chaubey.

“Não apenas o tempo médio de vida da empresa está diminuindo e o poder econômico mudando para culturas mais novas, mas com a gig economy, o maior talento pode estar em qualquer lugar do mundo. As organizações se beneficiarão de nutrir uma cultura e construir sistemas que descentralizem o controle, incentivem as pessoas a aprender constantemente e as capacitem para assumirem a responsabilidade e serem sensíveis às mudanças”, aponta.

Os desafios que as organizações e os líderes enfrentarão nos próximos anos são consideráveis ​​e provavelmente exigirão mudanças fundamentais nos comportamentos de liderança e nos modelos operacionais de negócios. No entanto, Talwar está confiante de que também existem vantagens para as organizações que trilharem esse caminho.

“A economia global hoje vale cerce de US$ 80 trilhões. Você pode ter uma mentalidade de Star Wars, que diz que a maneira de ganhar é eliminando a competição e você só tem que ter a maior participação possível, ou você pode dizer que pode crescer para US$ 120-130 trilhões nos próximos 10 anos, e mais da metade disso será de empresas e indústrias que realmente não existem ou que acabaram de nascer. Para mim, isso simboliza oportunidade”, diz ele.

Na visão do sócio de People Advisory Services da Grant Thornton Brasil, Ronaldo Loyola, a principal estratégia no contexto de pessoas será “estimular as lideranças no processo do autoconhecimento e na direção de uma cultura organizacional mais diversa e inclusiva”.

Fonte: Grant Thornton

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A Indústria 4.0 como irá afetar os empregos

Quem tem medo da indústria 4.0? Em muitos círculos, a chegada da quarta revolução industrial causa calafrios. Um tipo de medo assusta mais do que qualquer outro: o do  desemprego. Não são poucos os que temem que, com a chegada da automação ostensiva movida à inteligência artificial, as máquinas tomarão boa parte dos empregos.

O medo é compreensível. Afinal, é verdade que alguns empregos vão desaparecer. Segundo levantamento da Universidade de Brasília (UnB), até 2026, as funções hoje exercidas por 54% dos brasileiros com carteira assinada têm probabilidade alta ou muito alta de ser assumidas por robôs. Mundialmente, de acordo com pesquisa do Fórum Econômico Mundial, 75 milhões de empregos vão desaparecer por conta de tecnologias como a automação até 2022. Se o período analisado for ampliado até 2030, um estudo da consultoria McKinsey mostra que entre 400 milhões e 800 milhões de trabalhadores poderão ser substituídos por máquinas.

Curiosamente, o mesmo levantamento do Fórum Econômico Mundial mostra que, no período estimado, 133 milhões de novos empregos serão criados. Ou seja, no final das contas, o saldo positivo será de 58 milhões de postos de trabalho. Mais: as novas vagas serão melhores que as que serão fechadas e exigirão, do funcionário, habilidades como pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional. O estudo da McKinsey reforça a tese: do total de pessoas que devem ser deslocadas de suas funções, até 375 milhões precisarão mudar de categoria ocupacional. Ou seja, terão de aprender e desenvolver habilidades completamente novas, mas seguirão livres do desemprego.

É aí que entra a parte mais importante dessa discussão: o emprego na Indústria 4.0 passa, invariavelmente, por um novo tipo de qualificação de mão de obra. Mais do que nunca, uma formação que combine excelência técnica com habilidades como pensamento crítico e amplo, inteligência emocional e desenvolvimento de habilidades globais fará a diferença.

Navegar esse novo território não será simples, mas está longe de ser impossível.

O que é a indústria 4.0? – A indústria 4.0 é a quarta onda da revolução industrial. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), “as três primeiras revoluções trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem, a eletricidade e a tecnologia da informação.” A quarta tem como característica a expansão na adoção da inteligência artificial, da robótica, da automação e do Big Data, entre outras tecnologias, como aliadas na busca por cada vez mais eficiência no processo produtivo. Essa nova realidade exigirá um novo tipo de formação do trabalhador.

Capacitação para a indústria 4.0 – No começo de 2019, o Senai, que funciona no Brasil desde 1942, criou um novo curso chamado “Desvendando a Indústria 4.0”. Com conteúdo introdutório sobre o tema e 20 horas de duração que podem ser cumpridas online, gratuitamente, a cadeira recebeu mais de 70 mil inscrições em menos de quatro meses. Gente de 63 países dos cinco continentes se inscreveu para entender melhor o que é a Indústria 4.0 e quais os seus principais desafios e oportunidades.

“As profissões não acabam, elas se transformam”, diz Felipe Morgado, gerente-executivo de Educação Profissional e Tecnológica do Senai. “E o profissional precisa se transformar com elas para não ficar para trás”. Para Morgado, o número de inscrições para cursos como o que desvenda a Indústria 4.0 mostra que há uma saudável inquietude de parte dos trabalhadores diante do que está por vir. “Sempre vai ter muito para ser feito pelos seres humanos”, diz Morgado.

Em hotsite dedicado à Indústria 4.0, o Senai coloca a requalificação de trabalhadores e gestores como o segundo dos quatro passos fundamentais rumo à Indústria 4.0 (o primeiro é o enxugamento dos processos produtivos). Para a instituição, essa requalificação inclui tanto o desenvolvimento de habilidades técnicas, conhecidas como hard skills, quanto de habilidades comportamentais, ou soft skills. Entre as hard skills destacam-se as técnicas de programação e de análise de dados, além do uso de sensores e da eletrônica. Já entre as soft skills estão a capacidade de resolver problemas complexos, a liderança e a capacidade de comunicação. “O profissional precisa mudar de mentalidade e estar disposto a aprender a aprender”, afirma Morgado.

“Mas não adianta falar que todo mundo precisa aprender inteligência artificial, por exemplo – não é assim”, diz o gerente-executivo do Senai. Ele explica que diferentes áreas de diferentes empresas têm conjuntos bastante particulares de características que podem, ou não, justificar treinamentos nas habilidades mais badaladas do momento. “Se a minha área ainda não foi digitalizada, por exemplo, ela dificilmente será uma das primeiras a sofrer influências diretas da inteligência artificial”, afirma Morgado. Nesse sentido, correr para se capacitar em inteligência artificial pode não ser a melhor decisão nessa realidade.

Para quem ainda não tem clareza sobre o destino da própria área, Morgado sugere o desenvolvimento do que ele chama de “competências técnicas transversais”. Coisas como programação e eletrônica. “Essas sempre serão usáveis”, afirma.

Governos e a indústria 4.0 – Atentos às mudanças que a indústria 4.0 pode trazer para o trabalho, a economia e a sociedade como um todo, os governos de diferentes países também têm se movimentado no sentido de se preparar para o que está por vir. O site 4th Post, especializado no assunto, lista pelo menos oito nações (EUA, Cingapura, Reino Unido, França, Alemanha, Coreia do Sul, Japão e China), além da União Europeia, que já têm iniciativas consolidadas nesse sentido – algumas datam de 2011.

No Brasil, por exemplo, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) criou o Grupo de Trabalho da Indústria 4.0 (GIT 4.0). Desde 2017, o grupo se debruça sobre o que chama de “agenda nacional” sobre o tema. Mais de 50 instituições, entre governos estaduais e municipais, empresas e representantes da sociedade civil organizada vêm se articulando para aumentar a competitividade das empresas brasileiras, compreender melhor as mudanças que estão por vir nas cadeias produtivas e no mercado de trabalho, antecipar o que serão as fábricas do futuro e destrinchar a massificação das tecnologias digitais que formam a base do que se entende por indústria 4.0.

Otimismo e trabalho – Há razão para o otimismo. São boas as perspectivas para o trabalhador que transformar em hábito a busca incessante por capacitação tanto técnica quanto humana. E se a história serve de exemplo, vale relembrar a época da chegada do computador pessoal ao mercado de trabalho, no começo dos anos 1980. Um estudo da McKinsey, uma consultoria, mostrou que, só nos Estados Unidos, entre 1980 e 2015, 3,5 milhões de empregos desapareceram por causa da novidade tecnológica. No mesmo período, porém, 19,2 milhões de novas vagas foram criadas por causa do computador pessoal. No fim, o balanço foi positivo para 15,7 milhões de trabalhadores norte-americanos, graças à nova tecnologia.

Fonte: Bluevision/Braskem

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Precisamos de dados para gestão de pontos de venda

Gestores de pontos de venda precisam desenvolver uma série de competências e habilidades com o objetivo de fazer uma gestão inteligente e eficaz das operações de suas lojas e também das pessoas que compõem o time, especialmente do time de vendas.

A todo o momento os gerentes de loja precisam tomar decisões que impactam desde a compra de novos produtos até a abordagem ao cliente final. Essas decisões passam por reposição de estoque, entender como os produtos serão organizados e expostos no salão de vendas, selecionar as melhores campanhas e ofertas, estar atento às mudanças de comportamento do consumidor para promover ações que farão mais sentido para cada um dos clientes, dentre tantas outras.

É verdade que a depender do tamanho e estrutura da empresa, o gerente precisará tomar essas decisões em diferentes níveis, definindo o rumo do negócio ou seguindo normas e procedimentos claros e predeterminados. Mas independentemente do tamanho da empresa em que o gerente trabalha, sua habilidade analítica deve ser sempre muito bem desenvolvida, uma vez que é por meio da compreensão de como as estatísticas são formadas é que o gerente consegue dar orientações concretas ao time de vendas para impulsionar seus resultados.

Além de conhecer a fundo cada pessoa que compõe o seu time de vendas, tornando-os protagonistas de seus próprios resultados, o gerente deve ser capaz de transmitir com clareza para os vendedores quantos clientes precisam fechar vendas a cada semana, compor um mix de produtos e proporcionar opções que, combinadas, agreguem aos resultados da loja. O gerente precisa de ferramentas que demonstrem de forma dinâmica e inteligente os detalhes das vendas da loja e os resultados individuais de cada vendedor.

Munido das informações apropriadas, o gerente estará muito mais preparado para orientar o time no salão de vendas, após cada atendimento, em reuniões individuais e periódicas com cada um dos vendedores. Com maior clareza das informações, trabalhar um atendimento personalizado e único para cada cliente, reforçando os propósitos da marca, torna-se uma missão com alma, mas também com corpo e com a estrutura que todo negócio precisa.

Fonte: Mercado & Consumo

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É hora de agir como uma startup

Ei você, lojista, acabou de reabrir a sua loja? Como estão suas vendas? Para a maioria dos comerciantes, a reabertura infelizmente tem registrado vendas muito aquém do desejado.  Os consumidores não formaram as filas nos estabelecimentos (ao menos da forma convencional) e o resultado tem sido vendas entre 40% até 70% abaixo do que registravam antes do início da pandemia. E como manter o seu negócio considerando os custos para manter a roda girando? Que tal se inspirar no modelo de negócios das startups para dar uma guinada ou turbinada no seu negócio?

Segundo o Wikipedia, uma startup, termo da língua inglesa sem tradução oficial para a língua portuguesa, é uma “empresa emergente” que tem como objetivo principal desenvolver ou aprimorar um modelo de negócio, preferencialmente escalável, disruptivo e repetível. Uma startup é uma “empresa” recém-criada ainda em fase de desenvolvimento que é normalmente de base tecnológica, mas pode aparecer em vários setores mas qualquer empresa que nasce em qualquer segmento, seja tradicional ou inovador é uma startup (uma potencial “empresa” que nasce).

Bom, sendo assim, vamos adaptar estas características dentro do seu negócio:

1 – Uma startup de sucesso tem de ser inovadora: faça esta pergunta para você mesmo ou para seus colaboradores. Não se trata de lançar um produto ou serviço absolutamente novo no mercado, mas talvez de transformar o formato de comercialização, de distribuição, de apresentação ou mesmo da comunicação do seu produto ou serviço. Se diferenciar da concorrência positivamente pode ser o fator decisivo para um cliente optar pela sua empresa e aumentar as vendas;

2 – Ter um produto ou serviço escalável: boas ideias podem se perder quando o mercado consumidor é pequeno ou muito restrito. Imagine uma forma do seu produto e serviço alcançar uma quantidade sempre maior de consumidores. Varejo é sobretudo escala, onde as margens são geralmente baixas e o lucro é obtido pelo volume de vendas;

3 – Trabalham em rápida velocidade: você provavelmente deve ter ouvido falar nos últimos meses de empresas que implementaram projetos com projeção de duração de 1 ano finalizados em apenas algumas poucas semanas ou dias durante a pandemia do coronavírus. A necessidade de tomada de decisões rápidas e ações idem num momento crítico do mercado, foi essencial para que muitas empresas sobrevivessem, criando produtos e serviços inimagináveis num prazo de tempo curto. Nas startups, as soluções e/ou processos são desenvolvidos em ciclos curtos de experimentação via MVPs (Mínimo Produto Viável), em que é possível planejar, desenvolver, checar e corrigir o que for necessário rapidamente;

4 – Investem no planejamento: startups são muito conhecidas por montarem planos de negócios elaborados para atraírem investidores dispostos a colocar dinheiro para a expansão ou o crescimento do negócio. Planejar a execução e o crescimento é portanto fundamental para ter os seus objetivos claros. E muitas delas utilizam a metodologia agile para implementarem seus projetos. Os métodos ágeis compõem um conjunto de ferramentas e práticas que buscam promover entregas rápidas, eficientes e de qualidade, através de uma abordagem de negócios baseada no equilíbrio entre as necessidades dos clientes e os objetivos da empresa e priorizam explicitamente o retorno ao investimento (ROI);

5 – Burocracia reduzida: se a sua empresa é grande com muitos níveis hierárquicos é um grande momento de repensar esta estrutura. A burocracia dificulta a velocidade das ações. Nas startups os processos são reduzidos, fazendo com que alterações de percurso do produto ou serviço no mercado ocorram rapidamente com muita agilidade o que torna a empresa dinâmica e resiliente;

6 – Possuem uma identidade original: não basta ter uma empresa, um produto ou um serviço. Você tem de ser “a empresa”, “o produto” ou “o serviço” diante do mercado. Este posicionamento tende a atrair mais clientes, investidores, fornecedores e também exposição na mídia. Seu negócio ficará em evidência e isto ajuda a alavancar sua empresa no mercado;

7 – Uma equipe com a cara da empresa: engaje sua equipe para que sejam comprometidos com o propósito da empresa e com os objetivos de crescimento. É importante que os colaboradores entendam que os esforços valerão a pena e que fazem parte de um time. Ter perspectivas de carreira e crescimento pode fazer toda a diferença na retenção e na captação de talentos.

Por último, entendam que o mundo mudou muito nos últimos 100 dias e portanto não faz sentido sua empresa não mudar. Não se trata de mudar tudo o que sua empresa já fez ou criou no passado, mas de se adaptar aos novos hábitos de consumo ou se for o caso, ficar atento às novas oportunidades que estão surgindo. Se inspirar nos movimentos das startups pode fazer toda a diferença para a sobrevivência e o crescimento do seu negócio!

Fonte: Mercado & Consumo

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NOVO NORMAL – talvez um museu de grandes novidades

Constantemente, no mundo corporativo, somos colocados à prova, expostos a desafios que, muitas vezes, nos dão frio na barriga e ansiedade por saber se chegaremos do outro lado, se seremos aprovados, se teremos êxito.

Nada distante, mas as vezes um tanto escondida, está a realidade do nosso dia-a-dia para todas as outras relações que estabelecemos, tanto com a família, com os amigos, com os profissionais dos serviços que usamos quanto com as coisas que compramos ou consumimos.

E o que tudo isso tem a ver com o momento de pandemia que estamos vivendo!? O ser humano, em sua incrível complexidade, foi exposto a uma overdose de provações, constantes e de diversas proporções, em todas as esferas do dia-a-dia e também dos pilares estruturais da nossa vida.

Considerando os componentes que nos definem como seres pensantes, como a personalidade, a formação da identidade, a capacidade de dominar nossos instintos, a tomada de consciência para aprendizados e evolução, podemos experienciar a potência que tem a inteligência emocional, a sensibilidade ao ambiente e a capacidade de empatia, afeto e amor ao próximo… o orçamento das famílias, o resultado e a produtividade das empresas, a economia dos países e a riqueza do mundo inteiro foram diretamente afetados pela fragilidade do sistema em que estamos inseridos.

Os líderes de negócios estão sujeitos agora, inevitavelmente, à confiança nas pessoas. Confiança para cumprimento de tarefas, confiança para o equilíbrio nos horários e jornada de trabalho e confiança na produtividade para cumprimento de metas e resultados acordados.

Em entrevista para o portal Meio&Mensagem, Leonardo Berto, gerente de recrutamento da consultoria Robert Half comenta que o trabalho remoto, o home office, de maneira estendida, que apresenta grandes chances de durar após o fim do distanciamento social, exige a adoção de novas ferramentas e o aprimoramento de metodologias de gestão. Sejam novas formas de conduzir a governança empresarial, adoção de metodologias ágeis nas estruturas de projetos ou a dinâmica da gestão do dia-a-dia dos negócios e dos times, estamos diante de um tema elementar: o COMPORTAMENTO DO SER HUMANO.

No sentido de que o óbvio deve ser sempre ressaltado, existem algumas boas práticas, que podem ser amplamente difundidas e intensamente praticadas e aprimoradas para amenizar os efeitos negativos desta pandemia. São exercícios constantes que, como seres pensantes em incessante tomada de consciência e busca por evolução, podemos adotar para essa nova fase de jornada:

1 – Ressignificação de tempo e indicadores: estamos diariamente adaptando o tempo de dedicação para cada atividade – quantas horas devo dedicar para meu time, quanto tempo devo dedicar para meus clientes, quanto tempo devo dedicar a mim mesmo, quanto tempo devo dedicar a minha família. Esse novo encaixe das engrenagens exige que acompanhemos novos drivers e indicadores, sendo ai essencial que tenhamos clareza na comunicação, flexibilidade para alocar os melhores recursos para cada necessidade e o mais importante neste tema: DADOS são extremamente determinantes para dar qualidade e consistência para as relações remotas;

2 – Menos feeling e mais dados na gestão de Pequenas e Médias Empresas: dando continuidade ao tópico anterior, é questão de sobrevivência (para os que até agora conseguiram administrar os impactos da crise) que as pequenas e médias empresas implementem ou reforcem a cultura de dados no dia-a-dia. Para este tema é importante ressaltar que não apenas é necessário definir indicadores e rotina de coleta e análise de dados, mas estabelecer uma CULTURA focada em dados, porque só assim os resultados são claros e fiéis, só assim os liderem conseguem tomar decisões ágeis e direcionadas para resultado;

3 – Home office sai da pauta do RH e entra na do Financeiro: antes da pandemia, muitos líderes abordavam o tema do home office como um tabu – ou era um mega benefício ou era proibido, por ser classificado como improdutivo. Com a necessidade do distanciamento social, as equipes foram obrigadas a se afastarem fisicamente, os líderes a liderar remotamente e os resultados a serem entregues de longe. Depois de quase meio ano vivendo e trabalhando no distanciamento, foi possível ter clareza no nível de engajamento, capacidade de produção e potência de PRODUTIVIDADE que cada um tem individualmente e como grupo, de maneira remota. Isso otimiza recursos financeiros, tempo cronológico e disposição e qualidade de vida!;

4 – Mais proximidade entre os times, apesar da distância: eu, particularmente, sentia que o home office traria distância nas relações, mas, particularmente também, estou muito mais próxima do meu time do que antes da pandemia. Antes da pandemia, talvez focássemos tanto na “nossa caixinha”, que esquecíamos de olhar para o lado, olhar para o outro, sentir a necessidade da minha família, olhar para meu cliente, me conectar com ele e reconhecer o que ele precisa e como posso ser SOLUÇÃO para as suas questões, para as minhas reais questões também! Quando conseguimos limpar o para-brisa e enxergar de maneira nítida que não estou sozinho, tem gente com quem posso contar e tem gente que conta comigo, as relações fluem mais naturalmente, os nós se desfazem com a DOSE ADEQUADA de energia e os resultados aparecem;

5 – Saúde e bem-estar em pauta: este tema, para o que tenho experienciado, é o mais relevante. Para todas as atividades do nosso dia-a-dia de trabalho, para nossos projetos pessoais e de negócios, para nossas aspirações de vida e para nossas relações pessoais, precisamos de DISPOSIÇÃO, de ENERGIA VITAL, de ENERGIA CRIATIVA. Para despertar a fonte disso tudo, que nos permite caminhar, pensar, criar e aprimorar nosso intelecto e nossos resultados, é essencial uma vida saudável e com paz no coração. Falar disso no mundo corporativo, principalmente antes da pandemia, era um tema bastante restrito ou então de fachada. Agora é a hora: o ser humano, nestes momentos de reclusão, de interiorização e altíssima pressão por resultados e atendimento às necessidades de clientes, sejam internos ou externos, precisa se cuidar antes de produzir. Nossa atenção e produtividade estão diretamente relacionadas a nossa capacidade de nos manter em equilíbrio;

6 – Adaptação a novas ferramentas digitais: se já era uma tendência, agora adotar tecnologias ágeis é vital. Não existem mais barreiras entre gerações de pessoas, entre pequenas e grandes empresas, entre segmentos e atividades de negócios. Todo mundo já está na cena digital. O processo de transformação digital, de digitalização de ambientes, sejam eles a nossa residência, sejam eles um parque fabril, um escritório com processos administrativo ou um ponto de vendas e atendimento, já está acontecendo. A implementação de ferramentas digitais é essencial, mas ainda mais importante que isso é a FORMA DE APLICAÇÃO e o ACULTURAMENTO das pessoas com relação às tecnologias digitais. De novo, trabalhar o comportamento dos seres humanos diante das mudanças é o que determinará o bom resultado de um grupo;

7 – Soft Skills ganham ainda mais destaque: já fui muito chamada de “abraçadora de árvores”, por trazer sempre a escuta generosa, o afeto e o não julgamento para as relações de trabalho. Mas a cada dia, vivendo intensamente esta pandemia, invariavelmente sentimos o quanto é essencial nos COMUNICAR com clareza, olhar para as necessidades dos grupos com que me relaciono, sejam na minha casa ou com meus clientes, e reconhecer como posso ser um driver acelerador de bons resultados e um agente de transformação aonde quer que eu atue;

8 – Mudança na relação entre empresas e clientes no B2B: o ser humano é relacional. Instituições Educacionais são compostas por pessoas para desenvolver o conhecimento de pessoas. Governos são estabelecidos por pessoas para coordenarem recursos para pessoas. Indústrias são compostas por pessoas que produzem coisas para pessoas consumirem. Serviços são prestados por pessoas para satisfazerem necessidades de outras pessoas. Pontos de venda são compostos por pessoas que atendem e vendem para outras pessoas. Nesta realidade de crise, com o distanciamento social, vemos o quanto esta característica do ser humano é latente e inquestionável. Cuidemos das PESSOAS em todos os espectros da vida: emocional, física, espiritual, monetária, psíquica, ecológica, social ou intelectualmente. As famílias dependem disso. Os negócios dependem disso. As economias dos países dependem disso. O mundo depende disso!

O ser humano, diariamente, se relaciona com diversos interlocutores e de maneira bilateral, cada um com uma necessidade, uma expectativa, uma projeção.

“Prontos” ou não, devemos, cada um de nós, reconhecer as ferramentas e maneiras mais adequadas e saudáveis para lidar com as novas exigências destes relacionamentos: eu comigo mesmo, eu com meu time, eu com meus clientes, eu com minha família, eu com meus sócios, eu com meus amigos. Lembrando que cada relação existe um nível de dedicação, de tempo cronológico, de disposição, de conhecimento. Tudo em nossa vida é energia!

O que estou fazendo para recarregar minha energia?

Para onde tenho direcionado a energia que gasto dia após dia?

As pessoas com que me relaciono, sejam meus clientes, seja minha família, está sentindo minha energia com que intensidade e positividade?

Quanto tenho dado de atenção às necessidades dos meus clientes e da minha família? E as minhas?

Como priorizo o meu gasto de energia e a energia da minha equipe na condução de projetos vinculados a metas estratégicas, sejam elas pessoais ou profissionais?

Ficam ai alguns questionamentos para que possamos sempre seguir na trilha da tomada de consciência e na busca por evolução das nossas relações e de nossos resultados.

Fonte: Mercado & Consumo

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METODOLOGIA ÁGIL em vendas

Metodologia Ágil em vendas: o que é e como aplicar para acelerar resultados de novos vendedores?

Não podemos negar que o mundo dos negócios tenha evoluído em larga escala nos últimos anos, especialmente por conta da tecnologia.

Temas como mobilidade e cloud passaram a fazer parte da nossa rotina rapidamente. E já vemos a chegada de outros avanços trazidos pela Inteligência Artificial e pelo Machine Learning ganhando espaço em pouco tempo.

Ou seja, não dá mais para continuar apostando as fichas nos mesmos modelos de gestão comercial que funcionavam há 10 anos. De forma mais acelerada, é preciso rever processos e padrões para conseguir acompanhar o ritmo do mercado.

Diante disso, a Metodologia Ágil em vendas é um caminho que permite alcançar os resultados esperados de forma mais simples e rápida.

Neste artigo, vamos explicar o que é Metodologia Ágil (ou Agile) e como ela migrou do universo de desenvolvimento de software para outras áreas – inclusive a área de vendas!

Também vamos entender como ela é capaz de otimizar fluxos de trabalho e melhorar a produtividade de projetos, algo essencial para o onboarding de novos vendedores.

O que é Metodologia Ágil?

Como mencionamos, a Metodologia Ágil tem origem na indústria de software. Ela surgiu pela compreensão de que os processos tradicionais não serviam mais para este setor, uma vez que tornavam o desenvolvimento rígido e lento.

De fato, ao passar por processos tradicionais de desenvolvimento, como levantamento e análise de requisitos, desenho da arquitetura, implementação, testes, produção e manutenção, criavam-se soluções que chegavam ao cliente já obsoletas e desatualizadas.

Esperar o término de cada uma dessas etapas para iniciar a próxima não só aumentava o tempo de desenvolvimento, mas também, de certa forma, impedia a inovação.

Por isso, em 2001, foi lançado o Manifesto Ágil por um grupo de programadores independentes que desejava entregar de forma mais acelerada ao cliente o que ele buscava. Mesmo que isso significasse o desenvolvimento de novas e melhores versões do software ao longo do tempo.

Desta maneira, o cliente pode ter rapidamente suas demandas atendidas e, com mais tempo, versões com funcionalidades complementares de acordo com suas novas necessidades.

Valores e Princípios da Metodologia Ágil

Para entender melhor a Metodologia Ágil e compreender como ela vem se tornando tão importante no mundo dos negócios, é preciso conhecer seus valores e princípios, que guiam todo o projeto desenvolvido conforme suas recomendações.

4 valores principais da Metodologia Ágil:

  • “Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas”
  • “Software funcional mais que documentação abrangente”
  • “Colaboração do cliente mais que negociação de contratos”
  • “Responder a mudanças mais que seguir um plano”

Os 12 princípios da Metodologia Ágil detalham melhor como esses valores são aplicados.

Resumidamente, podemos dizer que esta metodologia prioriza simplicidade, agilidade, auto-organização, reflexão e, o mais importante: a satisfação do cliente. Algo muito importante no nosso universo de vendas, não é mesmo?

A Metodologia Ágil em vendas

Enfim, após entender seus valores fundamentais e seus princípios, você deve estar se perguntando: “qual é, afinal, a aplicação da Metodologia Ágil em vendas?”.

Após a consolidação desta metodologia em desenvolvimento de software, outras áreas e até perfis de empresas começaram a olhar para as suas práticas com interesse, levando a evolução para outros campos do conhecimento e até outros métodos (como Scrum, Lean e Kanban).

E, seguindo esta tendência, é claro que a área comercial também passou aplicar a Metodologia Ágil em vendas, beneficiando-se da simplicidade na execução de processos e do foco em atender às necessidades do cliente para acelerar os resultados.

E, falando em resultados, segundo a consultoria PwC, projetos ágeis chegam a ser 28% mais bem-sucedidos do que os convencionais. Um bom motivo para adotar a Metodologia Ágil na sua empresa, certo?

Para que isso aconteça, é preciso organizar os projetos em entregas parciais, dinâmicas e constantes, com o objetivo de chegar uma entrega final de alta qualidade.

Importante destacar que isso não significa que essas entregas parciais sejam produtos ou serviços de baixa qualidade ou incompletos. O cliente precisa receber uma solução que atenda às suas necessidades, mas que possa ser aprimorada ao longo do tempo.

Agile Onboarding: aceleração de resultados de novos vendedores

Para começar a usar a Metodologia Ágil em Vendas, recomendamos iniciar com um processo interno, porém que possui alto impacto nos resultados: o onboarding de novos vendedores.

Todos sabemos o quão complexo é o recrutamento e o treinamento de novos vendedores para que atinjam o nível de maturidade necessário para, de fato, trazer retorno financeiro para a empresa.

Muitas vezes, demora-se meses para que um novo membro do time de vendas comece a ser lucrativo para a operação.

Pensando nisso, muitos negócios estão apostando na Metodologia Ágil em vendas a fim de otimizar e acelerar a seleção, a capacitação e os resultados no onboarding, projeto que envolve tantos os líderes comerciais quanto o departamento de Recursos Humanos.

Como colocar em prática o agile onboarding?

Para começar a trabalhar com agile onboarding, ou onboarding ágil, a sua empresa precisa utilizar os 4 elementos dos projetos em Metodologia Ágil: planejamento, sprints, revisão e retrospectiva.

Abaixo esclarecemos como eles são utilizados na seleção e no treinamento de novos vendedores!

1. Planejamento

Mesmo que o Manifesto Ágil priorize a rápida adaptação às mudanças antes do que seguir um plano, isso não significa que o planejamento não seja a base de todo projeto – como é também nos modelos convencionais.

Falando em onboarding de vendedores, o planejamento diz respeito ao profundo entendimento da empresa, do cliente e do perfil necessário de vendedor.

Ou seja, nesta etapa, é preciso definir quais são as habilidades essenciais para um profissional de vendas em sua empresa, considerando a dinâmica atual do time, o perfil de negociação, o tipo de solução comercializada, entre outros fatores.

Com este mapeamento em mãos, o recrutamento já será feito de acordo com os objetivos do projeto e possibilitando maior agilidade na capacitação.

2. Sprints

Na Metodologia Ágil, sprints são as etapas do projeto, com duração que, usualmente, não ultrapassa 1 mês. Essas etapas possuem escopo muito bem definido, com objetivos, atividades e seus responsáveis e prazos para execução.

São como pequenas entregas dentro do todo, que permitem maior agilidade ao se cumprir etapas e avaliá-las – o que torna menos moroso todo o processo.

E como os sprints podem fazer parte do onboarding de vendedores?

Simples: basta dividir os objetivos a serem alcançados em pequenos projetos, considerando as atividades do dia a dia do vendedor e o treinamento necessário para que sejam executados. Entre eles podem estar fazer a primeira ligação de vendas, realizar a primeira visita comercial, fechar a primeira venda, etc.

Tomando como exemplo a primeira visita comercial, este pode ser um sprint de 20 dias (que pode acontecer simultaneamente a outro sprint, inclusive). Nele as etapas poderiam ser, por exemplo:

  • Treinamento sobre o produto ou serviço
  • Treinamento sobre a empresa
  • Apresentação para o gestor comercial
  • Acompanhamento de um vendedor experimente em uma visita
  • Agendamento da primeira reunião
  • Realização da primeira visita comercial

Perceba como o sprint “Primeira visita de vendas” foi quebrado em fases muito claras, que podem ser alocadas dentro do intervalo de 20 dias para que seja concluída esta etapa.

3. Revisão

A cada sprint ou a cada intervalo de 7 a 15 dias, deve-se passar pela revisão.

Nesta etapa da Metodologia Ágil em vendas, são analisados os resultados para os KPIs e para as métricas definidas no planejamento para cada sprint.

As lideranças, então, acompanham o que foi alcançado considerando fatores objetivos (como números alcançados) e fatores subjetivos (como quais competências o vendedor demonstrou, quais precisam ser melhor desenvolvidas, como está entendimento do negócio e da solução, etc).

Desta maneira, ajustes rápidos podem ser tomados para que os próximos sprints ocorram com maior eficiência.

4. Retrospectiva

Por fim, a última etapa da Metodologia Ágil é a retrospectiva, que deve ser realizada em intervalos maiores para que se possa olhar para mais elementos de forma estruturada.

Nesta fase, os líderes de vendas e RH podem compreender quais ações melhor se desenvolveram e se há sprints que precisam de revisão ou não para o onboarding dos novos vendedores que vierem a fazer parte do time.

Seu time de vendas pode ser mais ágil!

Tornar o onboarding de novos vendedores mais ágil é uma estratégia para que os resultados da empresa venham com maior velocidade e constância, inclusive evitando quedas em períodos de renovação da equipe.

Portanto, apostar na Metodologia Ágil em vendas com este objetivo pode ser tornar extremamente vantajoso para o negócio.

É preciso apenas lembrar que o agile onboarding precisa ser executado com colaboração, análise frequente e envolvimento de lideranças de diferentes áreas. Com isso, o sucesso da operação estará muito mais próximo!

Fonte: AGENDOR

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5 transformações no VAREJO e no CONSUMO pós home office

O home office já era uma realidade no pré-pandemia e desde então se transformou em elemento dominante por conta do isolamento físico imposto. Em que escala permanecerá como elemento dominante é ainda difícil de medir, mas já é possível avaliar transformações potenciais que estarão presentes na nova realidade e seus impactos no consumo e no varejo.

Eis alguns pontos que farão parte do novo contexto com suas implicações econômicas e sociais e que determinarão o redesenho do mercado, gerando reais ameaças e também oportunidades para quem atua nos setores atingidos, razão para o enorme crescimento da demanda por pesquisas e estudos de mercado que permitam desenhar e entender a realidade emergente.

1 – As mudanças na geografia do consumo. Em duas escalas distintas. Um macro envolvendo a redistribuição dos potenciais de consumo entre cidades, regiões e bairros, e outra, micro, envolvendo dentro dos bairros, regiões e mesmo cidades, onde e como ocorrem as transformações. Com a evolução do home office reduzem-se os deslocamentos de forma geral e em especial aqueles diários de pessoas alterando os locais de compras e consumo de produtos e serviços de forma geral. Quem se deslocava cinco ou seis dias por semana para o local de trabalho, deixará de faze-lo no todo ou em parte desses dias, passando a comprar mais próximo de sua residência, criando demanda na sua proximidade e reduzindo nos centros comerciais tradicionais ou planejados para estarem próximos dos locais de trabalho anteriormente usados. Na questão micro, próximos a esses locais, a premissa de menores deslocamentos também determina uma nova reconfiguração da demanda e, consequentemente, da oferta em pouco tempo.

De qualquer forma existe uma clara alteração dessa geografia de consumo, em parte já percebida durante as quarentenas que ocorreram junto com redução da renda e do emprego mas que serão melhor entendidas e dimensionadas na retomada e após, quando houver a recomposição e redistribuição geográfica da massa salarial potencial para consumo das diversas categorias de produtos e serviços.

Quem comia em restaurantes e fast food no almoço próximo do trabalho vai usar mais serviços de delivery ou preparar em casa, mudando os locais de compra de produtos. E é possível que aqueles que compravam serviços de alimentação oferecidos pelo foodservice, alimentos preparados fora do lar, optem por preparar no todo ou em parte em casa. Quem usava serviços de cuidados pessoais, academias e beleza próximos ao trabalho, vão demandar os mesmos próximo de casa. Parte de quem ficava após o expediente para papo com amigos perto do trabalho, talvez passe a fazer em outros locais, geograficamente mais interessantes porque com menos e menores deslocamentos.

Tudo isso sem falar naqueles que, pela perspectiva do home office, vão mudar para cidades ou regiões com menor densidade populacional e mais qualidade de vida, conciliando trabalho e melhores condições para sua família e para si mesmos, razão pela qual houve um forte crescimento de demanda por projetos imobiliários planejados fora dos grandes centros urbanos;

2 – A reconfiguração da demanda por categorias de produtos e serviços. Outra consequência marcante do processo de protagonismo do home office envolve a demanda e consumo de diferentes categorias de produtos e serviços. Do alimento ao vestuário, dos artigos para escritório aos cuidados pessoais. Dos produtos para serem preparados em casa ao delivery ou “ready to go”. Do transporte individual ao transporte coletivo. Muita coisa já está reconfigurada, ainda que afetada pela redução da massa salarial e o comportamento mais cauteloso predominante nesse momento, mas, na retomada, irá mostrar toda essa reconfiguração do potencial de consumo por categoria, produtos, marcas e serviços.

Muitos dos que já eram ligados em alimentação saudável e mais cuidados pessoais terão seu comportamento potencializado e outros passarão a prestar mais atenção a tudo isso. A demanda por diversas categorias, produtos e marcas será ainda mais alterada.

Se vai sair duas ou três vezes por semana para ir ao trabalho e nos demais dias vai trabalhar de casa, o padrão, tipo e marca da demanda por vestuário será diferente. O uso e a própria posse do transporte individual será repensado. A necessidade de equipamentos adequados para casa será diferente. E muito mais, envolvendo preferências, imagem de marcas, relacionamento com produtos e categorias e a própria opção por ter ou simplesmente usar quando necessário;

3 – Ter ou usar, eis a questão. Já era um movimento que se desenhava anteriormente, especialmente para as novas gerações, mas agora tomou formas mais radicais e estruturais. Precisa do carro individual se irá menos vezes por semana para o escritório? É melhor comprar o computador para uso em casa ou alugar? O eventual equipamento de ginástica domiciliar é melhor comprar ou alugar? O que eu preciso ter de fato pois vou usar mais constantemente?

O que hoje temos vivenciado é um comportamento ainda contaminado pelo curto prazo, de restrição de renda e mobilidade, mas que está sendo reconfigurado para sua versão mais definitiva passado o período mais agudo do processo atual.

Desde o simples acesso às notícias, ter o jornal ou a revista versus acessar e usar digitalmente temos uma enorme e radical reconfiguração do mercado que já se desenhava, mas que foi agora impulsionada pela percepção da nova realidade possível, em muitos casos percebida como mais conveniente, prazerosa e intensa; 

4 – Mais serviços e menos produtos. Também outro fator em processo de evolução natural pré-pandemia, mas que se acelerou de maneira marcante no período e assim permanecerá. No pré-pandemia, globalmente, era claro o crescimento dos dispêndios com serviços no mercado global. Quanto mais madura uma sociedade, maiores os gastos com serviços. Do alimento para ser preparado, para a alimentação pronta ou entregue. Os serviços envolvendo educação, lazer, turismo e cuidados pessoais, que cresciam de forma consistente, ficaram contingencialmente reprimidos por obrigação. E não se alterou o desejo de acesso. Apenas foram reprimidos pela contingência e, ao contrário, cresceu o interesse por eles, esperando o momento certo de serem retomados.

De qualquer forma emergiu no quadro geral um comportamento mais conveniente pelos consumidores, valorizando mais o que é oferecido pronto e resolvido, demandando menos tempo para se adequar e adaptar. E para receber e usufruir. Tudo isso ensejando um ainda maior dispêndio com serviços e menos com produtos diretamente.

Por conta disso, como exemplo, hipermercados, supermercados e lojas de conveniência deverão rever sua oferta de produtos e soluções prontas, ou semiprontas, para consumir, assim como os fornecedores deverão rever suas propostas para atenderem essas novas demandas e desejos.

E como tudo que muda no consumo e no varejo, são geradas ameaças e oportunidades, especialmente para o que é local, próximo, conveniente e conhecemos e valorizamos a origem;

5 – Mudam as demandas e as consequências envolvendo espaços físicos para escritórios e residências. Aqui talvez a mais óbvia das consequências da expansão da adoção do home office. Os espaços físicos corporativos já estão totalmente reconfigurados e assim permanecerão. Só ainda não sabemos o quanto mais poderão ser alterados à medida que se criem soluções mais flexíveis, racionais e tecnologicamente adequadas à nova realidade.

Os espaços e atividades dos restaurantes corporativos são alterados precipitando mudanças ainda mais radicais, ensejando oportunidades para as principais empresas do setor repensarem estrategicamente suas atividades e oferta, indo para o varejo de produtos e serviços de alimentação.

E também afetando a geografia dos espaços corporativos, como alguns exemplos que já começam a surgir de corporações que, além de racionalizar e flexibilizar, se deslocam para novas e inusitadas regiões em busca de uma combinação mais interessante de custo, facilidade e bem-estar. E tudo isso afetando a geografia do consumo e do varejo.

Mas no vetor residencial também são precipitadas novas alternativas, por exemplo, com a criação, oferta ou reconfiguração de espaços “coworking” individuais ou coletivos, nos conjuntos e prédios residenciais que permitam o convívio mais natural do uso do home office com as restrições impostas, para muitos, da transformação da casa também no local de trabalho.

Como destacamos, o que estamos vivenciando é apenas uma parte do ciclo estrutural de transformação que se precipitou pelo crescimento da adoção do home e muito ainda estaremos aprendendo nesse processo. E mais pela constatação das oportunidades e benefícios gerados que perenizam as mudanças, e menos pela restrição imposta pela pandemia.

De alguma forma as organizações, de forma geral, estão e estarão discutindo e aprendendo como combinar de forma virtuosa eficiência, flexibilidade produtividade e felicidade dentro da nova realidade.

Fonte: Mercado & Consumo

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Treinando o cérebro para trabalhar sob pressão

Psicólogo conta três maneiras para lidar melhor com situações de estresse

Existem muitas situações cotidianas de alta pressão. Muitas acontecem no trabalho: reuniões importantes com clientes, prazos apertados e apresentações para chefes. Dominar o estresse é, portanto, uma habilidade profissional.

Art Markman, escritor e professor de psicologia da Universidade do Texas em Austin, explicou no site da Fast Company como preparar o cérebro para encarar situações de maior pressão.

“Existem duas grandes facetas da pressão, e eles resultam em consequências previsíveis,” afirma. “Pesquisas feitas em meu laboratório mostram que a pressão canaliza seu foco para todas as coisas que podem dar errado no mundo. Seus pensamentos saem de todas as coisas potencialmente boas e vão para os problemas.”

A pressão limita a quantidade de informações que você consegue segurar de uma só vez. O cérebro passa a se distrair com a atividade do corpo, como por exemplo, em tiques ou na respiração.

Como evitar a desconcentração? Markman tem três sugestões:

Controle suas recompensas

A pesquisa de Markman afirma que existe uma relação entre o estado emocional da pessoa com o ambiente em que ela está. Por exemplo, em um ambiente positivo, de baixa pressão, a criatividade aumenta quando a recompensa esperada é maior.

No entanto, em situações de alta pressão, negativas, a criatividade é maior quando se tem menos a perder.

Ele cita um teste que pode ser feito para medir recompensas: antes de começar uma tarefa, crie um “prêmio” para receber depois de terminar. Markman usa de exemplo uma pilha de notas de US$ 1. Cada vez que você fizer algo não relacionado à tarefa, tire uma nota do montante, diminuindo a “recompensa”.

A ideia é continuar focado na tarefa necessária. Em situações de pressão, a possibilidade da perda da recompensa vai deixar você mais focado e criativo.

Treine muito

A melhor maneira de se preparar para situações de muita pressão é criando “treinos”, de dificuldade gradativa, para se adequar a momentos desagradáveis. Markman diz que, afinal, estar sob pressão é desagradável e seu cérebro está naturalmente condicionado a evitar isso.

Como exemplo, ele sugere discursar em público. Comece treinando seu discurso em voz alta, sozinho. Depois, faça o discurso para um colega. Mais tarde, para um grupo de colegas. Aos poucos, o cérebro vai se acostumando com a ideia de discursar para um auditório cheio de estranhos.

Foque no necessário

Estar sob pressão faz o cérebro atentar para detalhes secundários. Por exemplo, o tom de voz ou aos gestos feitos durante a fala. Isso atrapalha, na hora de agir.

Enquanto treina para lidar com a pressão, Markman sugere anotar em um papel o que de fato é importante para sua tarefa. Assim, o cérebro aprende a manter o foco e se manter criativo.

Fonte: Época NEGÓCIOS

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GEOMARKETING como utilizá-lo em seu negócio

Descubra como usar a localização em sua estratégia de marketing pode potencializar seus resultados! Aprenda a fazer geomarketing.

O geomarketing é uma das ações aplicadas no marketing que possibilita, por meio de um mapeamento de localização, que marcas conheçam melhor os consumidores.

Entretanto, esse conceito não surgiu com o marketing digital, como muitas pessoas pensam. Nas vendas offline já era possível usar essa estratégia de acordo com os locais de atuação do negócio, o foco de vendas em determinadas regiões, a estimativa de possíveis clientes e a aceitação do produto em determinado bairro, por exemplo.

Com o avanço da tecnologia, essa análise de mercado ficou mais refinada, criando soluções mais inteligentes e com um custo menor. Assim, foi possível descobrir as rotinas e necessidades dos potenciais clientes, utilizando informações geomercadológicas.

Se você quer saber mais sobre esse tema e quais os benefícios do geomarketing para o seu negócio, continue a leitura e confira!

O que é geomarketing?

O geomarketing engloba todas as estratégias de uma marca a partir da análise de público mediante características de localização. No passado, esse conceito foi utilizado para determinar qual a melhor região para abrir lojas físicas.

Atualmente, com os avanços da tecnologia e, principalmente, da febre dos smartphones, o conceito se expandiu. Agora ele também se refere às ações desenvolvidas com base na inteligência de localização, permitindo criar campanhas personalizadas e atingir o público na hora e no lugar certos.

Assim, essa técnica permite, por exemplo, o envio de mensagens e ofertas personalizadas no momento em que uma pessoa passa perto de uma loja.

As inovações permitiram que o endereço de IP dos computadores e os endereços dos GPS ativados nos celulares fossem utilizados pelas marcas. Com esses dados, profissionais conseguem extrair informações sobre o comportamento do público e criar conteúdos mais assertivos.

É possível se esconder do geomarketing?

Há quem acredite que esteja totalmente livre desse tipo de ação, já que mantém o GPS do celular inativo. Se você pensa assim, sinto muito, mas a história é um pouco diferente…

Com o Data Science é possível realizar a análise e interpretação de grandes volumes de informações na internet. Por isso, mesmo que os dados estejam espalhados na rede, as marcas conseguirão acessá-los e organizá-los.

O geomarketing é construído com ações isoladas, mas que em conjunto fornecem informações valiosas e precisas.

Os check-ins, as fotos no Instagram, as marcações de empresas e o uso de hashtags são formas de contribuir com a construção de padrões, que serão lidos por algoritmos e estarão disponíveis para que estabelecimentos entendam e conheçam melhor as rotinas de seus públicos.

Portanto, a menos que você deixe de usar dispositivos conectados à internet, não tem como fugir do geomarketing.

Quais os benefícios de aplicar o geomarketing?

Essa ferramenta traz diversos benefícios para as marcas que a utilizam. A demanda por ofertas e experiências personalizadas cresce a cada dia e deixar de usar estratégias como essa é abrir espaço para a concorrência.

No meio offline, o geomarketing auxilia na identificação de pontos de vendas, distribuição de mercadorias e concorrência. No caso do meio online, ela facilita no engajamento dos usuários, assertividade do público e melhor planejamento de ações locais.

Veja outros benefícios:

  • mapeamento de territórios com concentração do público da marca;
  • análise geográfica do mercado;
  • descoberta de novas áreas e públicos para o negócio;
  • segmentação por localização;
  • estímulo de engajamento espontâneo;
  • criação de campanhas de fidelização;
  • interação com os consumidores.

Por que é importante investir essa estratégia?

O que você seria capaz de fazer para descobrir quais os hábitos de seu público e os lugares que ele costuma frequentar?

Informações como os restaurantes em que ele almoça, os programas de lazer que realiza e as lojas que visita são muito valiosas e ajudam a definir, com muito mais precisão, o perfil de seu cliente ideal, ou persona.

E não é só isso!

Os dados de localização e comportamento permitem otimizar campanhas mais precisão, criar conteúdos muito mais relevantes, enviar notificações e ofertas de acordo com a localização e desenvolver estratégias de divulgação com uma precisão inimaginável.

E quando sua marca tira proveito da inteligência de localização, ganha um imenso diferencial competitivo, ganhando a corrida pela atenção e preferência do público com folga!

Como usar o geomarketing em seu negócio?

Antes essa estratégia era usada em sua maioria por grandes empresas, que conseguiam elaborar pesquisas de mercado e dispor de equipes para essas análises.

Hoje, com o acesso à internet, pequenos e médios negócios já conseguem utilizar esses mecanismos associados aos dispositivos disponibilizados no marketing digital.

O geomarketing se divide em algumas estratégias. Confira a seguir como utilizá-las.

1. Geotagging

O geotagging é uma das formas de captar a localização dos usuários por meio de marcações da localização do Facebook e Instagram. Essa situação é muito comum quando pessoas visitam lugares pela primeira vez, vão a eventos e shows e realizam viagens.

Por ser uma publicação espontânea, ela tende a gerar bons resultados orgânicos e engajamento. Contudo, a marca precisa fomentar esse tipo de publicação, além de manter os dados do negócio sempre atualizados, com horários de funcionamento, endereço e informações adicionais.

É muito frustrante ver alguma publicação nas redes sociais de um local diferente, mas não conseguir saber onde é ou como é o serviço, por exemplo. Assim, estimular o geotagging pode ajudar clientes em potencial a descobrirem seu estabelecimento!

Monitorar esses conteúdos também é importante para saber como está sendo a experiência do usuário e quais são os possíveis pontos de melhoria.

2. Geotargeting

O geotargeting consiste na segmentação de uma parcela do público mediante sua localização. É possível criar anúncios no Google ou no Facebook e utilizar essa estratégia como um dos requisitos.

Além dos dados de IP e GPS, também preenchemos informações nas redes sociais, como nossa cidade natal e localização atual. Essas plataformas permitem que publicações sejam criadas com restrições geográficas de país, cidade, bairro e até raio de distância.

Essa é uma boa alternativa para negócios locais ou que atendam somente em lojas físicas. Assim, será possível restringir os anúncios apenas para pessoas que realmente terão acesso aos produtos ou serviços.

3. Check-ins

Os check-ins em redes sociais também são uma das estratégias do geomarketing. É importante que a marca fomente o uso dessa ferramenta, pois isso aumenta o engajamento espontâneo e a lembrança de marca.

O Foursquare e o TripAdvisor são plataformas geossociais que permitem que o usuário indique sua localização e o que acharam do estabelecimento ou hotel, por exemplo, atribuindo notas e comentários sobre suas experiências.

É interessante que você ofereça ofertas, descontos e serviços exclusivos para aqueles que realizarem esse tipo de ação.

4. Geofencing

Já o Geofencing permite que marcas ofereçam descontos e conteúdos em tempo real, baseando-se na movimentação do usuário. Com as informações do GPS, os aplicativos — mediante autorização de permissão do uso de localização — enviam ofertas específicas para o usuário no momento em que ele está perto de determinada região.

O Waze é um aplicativo que utiliza isso. Assim que a pessoa entra em determinada área, ele sinaliza que o estabelecimento parceiro está a 1 km de distância, por exemplo.

Mas essa tecnologia não fica restrita a grandes marcas — os pequenos empreendedores também podem criar aplicativos e desenvolver técnicas semelhantes com notificações personalizadas.

5. Geofiltros

Outro exemplo bastante atual de geomarketing são os geofiltros usados em algumas redes sociais, como Snapchat, famoso pelos filtros que os usuários podem inserir em fotos e vídeos.

Funciona assim: depois de identificar a localização do usuário, o app libera filtros personalizados, como o nome da cidade ou do bairro em que a pessoa se encontra.

Porém, usando ferramentas específicas, negócios podem criar seus próprios geofiltros usando a identidade da marca. Assim, sempre que os usuários estiverem em seu estabelecimento ou evento, podem usar esse recurso em suas fotos.

6. Sites personalizados

Às vezes, quando você acessa um site na internet, pode receber  a notificação “esse site deseja saber sua localização”. Esse é mais um exemplo de geomarketing. Nesse caso, as páginas usam a localização do usuário para oferecer conteúdos personalizados.

Assim, a página pode identificar o país em que o usuário se encontra e exibir conteúdo de acordo com o idioma da região. Ou ainda apresentar anúncios e ofertas específicas para o estado ou cidade em que ele se encontra.

3 exemplos de geomarketing na prática

Com todas as informações que apresentamos até aqui, você já entendeu o que é geomarketing e por que ele é importante para seu negócio.

Coca-Cola

A marca de bebidas mais famosa do mundo sabe usar a inteligência geográfica como ninguém em suas ações de marketing.

A Coca-Cola usa as ações de geomarketing que citamos acima para qualificar a gestão de processos e vendas, distribuindo sua linha de produtos nas áreas com maior interesse e demanda.

Por meio dos dados de localização, a companhia consegue saber exatamente em quais regiões vale a pena oferecer determinados produtos. Assim, ela consegue usar a tecnologia para vender mais e melhor.

Boticário

A Boticário foi uma das primeiras marcas a usar os dados de geolocalização do público para tomar decisões estratégicas.

Por meio do geomarketing, a empresa de cosméticos e perfumes consegue determinar com muita precisão onde expandir sua rede de franquias.

Essa estratégia ajuda a otimizar investimentos, já que evita que lojas sejam abertas em locais muito próximos, concorrendo umas com as outras, ou em locais onde o retorno esperado é muito baixo.

Panfletagem

Não pense que o geomarketing só pode ser usado em estratégias online. Algumas práticas antigas, como a distribuição de panfletos, ainda são bastante eficientes e se beneficiam dos dados do geomarketing.

Com as informações de localização, qualquer empreendimento que precisa distribuir materiais promocionais podem determinar com precisão quais as regiões com mais oportunidade de conversão.

Por exemplo, com o geomarketing é possível identificar em qual bairro da cidade um novo empreendimento imobiliário tem mais chance de chamar a atenção do público.

“Diga-me por onde andas e te direi quem és”

Com o mercado o mercado cada vez mais competitivo, sai na frente quem conhece a fundo o perfil e o comportamento do consumidor. E o geomarketing é peça fundamental nessa tarefa.

Por meio dessa estratégia, é possível criar e oferecer conteúdos mais direcionados, de acordo com a localização geográfica do público. Assim, fica fácil conquistar a atenção e a preferência da audiência.

Fonte: Hotmart

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A TECNOLOGIA abre caminhos para a nova REALIDADE

Rotinas e métodos foram alterados de maneira intensa e sem tempo para processos de adaptação, de planejamento. Soluções para muitas das perguntas geradas neste momento só foram encontradas com todas essas transformações já em andamento, e para muita gente seriam apenas medidas provisórias para um momento de exceção. Mas o que ganha cada vez mais força é uma tendência de mutação geral da vida que conhecíamos.

Vemos que não são poucas as empresas – inclusive gigantes em seus setores – que já anunciaram o home office como regime permanente para o futuro. Alguns hábitos que pareciam apenas emergenciais caminham para se tornarem protocolos definitivos. Essa nova realidade exigirá que o mundo preze mais pela saúde, pela segurança e pelo bem-estar das pessoas.

Tais transformações vão afetar todas as esferas da sociedade. O transporte público será outro, o comércio será outro e, consequentemente, a vida corporativa será outra. A começar pela preocupação com a densidade espacial, que deve nos deixar acostumados a regras e equipamentos que controlam a quantidade de pessoas nos ambientes.

Na Alemanha, por exemplo, supermercados, farmácias, restaurantes e shoppings já possuem sistemas que gerenciam a quantidade de pessoas dentro dos estabelecimentos e, ao mesmo tempo, fazem uso das mesmas tecnologias e plataformas para manter engajados, atentos e impactados os consumidores e clientes que estejam em espera.

Medidas voltadas para saúde e segurança também tendem a ser mais rigorosas, como a verificação de temperatura ou a instalação de sistemas de reconhecimento facial nas entradas de ambientes corporativos ou estabelecimentos comerciais, como já se vê em hospitais e bibliotecas na Coreia do Sul.

Mais do que nunca, tecnologia e inovação servirão como ferramentas para os atuais processos de transformação dos ambientes corporativos. Na rotina de empresas, reuniões e serviços podem seguir prioritariamente virtuais, exigindo que os processos de digitalização ou modernização sejam acelerados. Em locais onde as rotinas de escritórios já começaram a ser retomadas, as telas grandes e que oferecem recursos de conectividade passaram a ser comuns, em uma tentativa de aumentar a imersão e interação dos participantes e proporcionar uma noção maior de realidade.

Isso será visto de forma mais massiva com novos recursos de infraestrutura e em serviços como saúde e educação. E já há também exemplos em prática, como os governos de alguns países que estão ampliando estruturas de Videowall para reforçar a segurança e monitoramento em grandes cidades.

Esse passo rumo ao futuro já foi dado em diferentes lugares do mundo com soluções baseadas em produtos tecnológicos que encurtam distâncias, otimizam tarefas e trazem benefícios para a sociedade em geral.

O fato é que o momento é muito propício para que outras soluções inovadoras sejam criadas e implantadas; até porque as mudanças que nos trouxeram até aqui são inéditas para todos e ainda não se sabe qual o melhor caminho a ser seguido, mas – certamente – este caminho passa pela tecnologia.

Fonte: Canaltech

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