BUSINESS MODEL CANVAS – estruturando um modelo de negócios

Para aqueles gestores que buscam melhorar os processos empresariais e diminuir a perda de tempo ao fazer a gestão de sua empresa, existe uma ferramenta bastante eficaz a ser considerada: o Business Model Canvas.

Se você ainda não sabe muito sobre o assunto, deseja se aprofundar um pouco mais na ferramenta ou está buscando formas de aumentar seus lucros, veja o resumo que preparamos para você.

O que é o Business Model Canvas

Desenvolvido por Yves Pigneur e Alex Osterwalder, o Business Model Canvas é também conhecido no Brasil como Quadro de Modelos de Negócios ou simplesmente Canvas. Essa ferramenta é utilizada para criar um planejamento totalmente visual de um negócio.

Por meio de um layout direto e bem objetivo, o gestor consegue identificar os principais pontos de atenção em cada setor da empresa, de maneira a poder conectar todas as áreas e conferir se tudo está fazendo sentido ao mesmo tempo em que desenha o seu modelo comercial.

Um Canvas bem feito consegue substituir os tradicionais modelos de negócio, que demoravam muito tempo para serem construídos – o que poderia até mesmo atrasar o lançamento de um empreendimento no mercado.

Adotado por empresas de todos os continentes, ele ganhou muito espaço principalmente nas comunidades de startups, que exigem dinamismo e respostas mais rápidas de gestão.

Como estruturar o seu Business Model Canvas

Composto por 9 áreas principais, o Canvas busca cercar todas as necessidades que um gestor precisa administrar para conseguir ter o controle da sua empresa nas mãos.

Ao preencher cada uma destas áreas, o empreendedor acaba conseguindo repensar suas políticas de trabalho e rever suas estratégias, o que é muito importante para manter o negócio vivo e não se perder ao longo do tempo.

Para que você construa o seu Canvas, será preciso preencher e identificar os principais tópicos nos seguintes quadrantes:

1. Segmento de clientes

Identifique os principais tipos de clientes. Defina quem e quais são os mais importantes para o seu negócio girar bem. Talvez o seu negócio possua somente um tipo de público. Sendo apenas um ou mesmo com mais públicos, tente entender bem quem eles são.

2. Proposta de valor

Extremamente importante, neste campo você precisa colocar o que busca entregar ao cliente. Não se trata somente de um produto ou serviço, mas sim de soluções. Anote nesta área quais são os benefícios que você se dispõe a entregar.

3. Canais

São as formas que você utiliza para oferecer ao seu cliente o que ele precisa. Liste os meios que são utilizados e aproveite para conferir se eles são os ideais, se são os mais econômicos e eficientes. Veja também se existe alguma comunicação entre eles e se tudo está bem alinhado.

4. Relacionamento com clientes

Neste campo você precisa apontar quais são as formas de interagir com o seu público. Além de pensar nas vendas, considere também todo o contato que existe entre você e seus clientes e se essas formas de interação estão corretas. Lembre-se de que se você tiver mais de um perfil de cliente, talvez precise variar também as formas com que se relaciona com cada um deles.

5. Principais recursos

Toda empresa depende de alguns fatores que são primordiais para que ela possa funcionar bem. Imagine, por exemplo, que você tenha um e-commerce (loja virtual). Com certeza, um dos seus principais recursos seria um site que funcione bem. Identifique, no seu caso, as necessidades que são primordiais para que você se mantenha em pleno funcionamento.

6. Principais atividades

Para conseguir atender aos seus clientes, algumas atividades desempenhadas dentro do seu negócio são fundamentais e é nesta hora que você deve anotar cada uma delas. Pense também sobre as outras áreas (canais, fontes de receita, relacionamento). Anote tudo o que for relevante.

7. Principais parceiros

Sua empresa não existe sozinha. Talvez você tenha pessoal terceirizado ou freelancers e, possivelmente, uma relação comercial com outra instituição, entidade de classe ou qualquer coisa do tipo. Identifique quem são esses parceiros que fazem a diferença no seu empreendimento.

8. Fontes de receita

Alguns tipos de negócio possuem somente uma fonte de renda, mas geralmente isso não é muito comum. Tendo um ou mais meios de ganhar dinheiro, identifique quais são e como eles afetam o seu caixa. Veja também se formas e valores praticados são os ideais para cada cliente e produto/serviço que você disponibiliza.

9. Estrutura de custos

Olhando agora para o dinheiro que sai, pontue quais são os custos mais relevantes para o seu negócio. Pense sobre como anda o seu planejamento de compras, quais são as atividades mais caras que você desenvolve e se você tem gastado com as coisas que trazem mais rentabilidade para o seu caixa.

Benefícios do Business Model Canvas

Ao criar o seu próprio Canvas, você vai perceber que ele possui uma série de vantagens e que elas devem ser utilizadas ao máximo.

Dentre elas, podemos destacar a simplicidade da criação do seu modelo de negócios, uma vez que tudo se encontra listado em somente um grande quadro de maneira direta e sem muita necessidade de se perder tempo com registros longos e demorados.

Além disso, ele também oferece grande agilidade e flexibilidade, pois tudo pode ser modificado a qualquer momento e sem ter que seguir necessariamente uma ordem.

A visão sistêmica é outro ponto de destaque. Por ter uma organização visual bastante fácil de ser entendida, o sistema acaba se destacando pela sua intuitividade. Tudo isso torna o Canvas uma ferramenta fácil de ser utilizada e aprimorada, mas sem que se perca muito tempo com burocracias.

Uma última vantagem que deve ser destacada é que essa solução consegue produzir de maneira bastante homogênea um impacto positivo sobre todas as camadas do negócio.

É possível que você discuta sobre os profissionais que estão envolvidos, reveja se suas estratégias de gestão estão escolhidas da maneira mais adequada, se a organização interna está bem feita e também se o seu sistema de produção está trabalhando para gerar os melhores resultados possíveis.

Todos esses impactos positivos são produzidos por um olhar direto e simplificado, mas sem perder o aprofundamento do raciocínio que se deve ter a respeito de cada ponto abordado.

Agora você já sabe como criar o seu Business Model Canvas. Lembre-se sempre de conferir periodicamente se ele está atualizado ou se precisa de mais alguma modificação.

Fonte: eGestor

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7 DICAS PARA LIDERAR EQUIPES REMOTAS 

Aqui estão sete sugestões que qualquer líder pode usar para fazer com que o trabalho de seus funcionários remotos sejam bem-sucedidos

Para ter sucesso em um mundo em que a TI está cada vez mais carente de talentos, mais empresas estão contando com forças de trabalho remotas. Essas organizações criam equipes de TI que oferecem as melhores habilidades, independentemente da localização física de cada profissional. Embora os times alocados possam ter vantagens sobre as equipes em home office em alguns aspectos, há um consenso crescente de que profissionais trabalhando de outros locais podem trazer benefícios.

O grande desafio enfrentado por qualquer equipe remota é conseguir que as pessoas trabalhem juntas como uma unidade. “As equipes remotas não podem ser tratadas como equipes alocadas, onde status, metas, riscos e problemas são discutidos em reuniões de equipe, no almoço e no bebedouro”, explica Joe Wilson, proprietário da Volare Systems. “Você deve ser disciplinado com a comunicação ao gerenciar equipes 100% remotas, porque não há encontros casuais como se você estivesse no corredor do escritório”, acrescenta.

Liderar um time de TI atuando em home office a longo prazo requer dedicação e habilidades especiais, incluindo a capacidade de organizar, motivar e inspirar os profissionais a trabalhar de forma criativa e competente. Aqui estão sete segredos que os líderes de TI usam para fazer com que o trabalho de seus funcionários remotos sejam bem-sucedidos.

1. Exercer liderança

A liderança é essencial, seja em ambientes de trabalho tradicionais ou remotamente.

“Os líderes inteligentes identificarão proativamente os possíveis conflitos de objetivos e garantirão que os objetivos da equipe como um todo sejam claros e alinhados com outras responsabilidades que os membros possam ter”, sugere Anita Williams Woolley, professora associada de comportamento organizacional e teoria na Universidade Carnegie Mellon.

A principal prioridade de um líder é estabelecer objetivos de projeto claros e alinhados. “As equipes de TI remotas falham porque não há uma direção clara da liderança ou, se houver uma direção clara, ela não leva em consideração a perspectiva dos funcionários em ambientes remotos”, acrescenta Helen Dayen, coach executiva e CEO do The Dayen Group, empresa de treinamento e desenvolvimento de carreira.

Na falta de uma liderança forte e de metas bem definidas, os trabalhadores remotos podem começar a se sentir isolados. “Eles reduzem sua comunicação e se tornam menos colaborativos”, explica Dayen. Com o tempo, a equipe se torna cada vez menos eficiente e produtiva.

2. Incentivar o feedback

A colaboração é uma via de mão dupla. Embora os membros da equipe precisem de instruções claras e diretas de seu chefe, o líder também precisa saber o que cada membro do time está fazendo e se um progresso significativo está sendo feito. Para alcançar essa capacidade, um processo de feedback deve ser estabelecido. “Supervisione o feedback para ter certeza de que é construtivo e sobre como tornar o produto melhor, não se exibindo ou ganhando uma discussão”, afirma Wilson.

Um grande erro cometido por muitos líderes é supor que nenhuma crítica é positiva. Alguns membros da equipe remota acabarão ficando em silêncio se ficarem sozinhos. “Eles nem sempre dizem se estão com algum problema”, observa Wilson. Para lidar com esse impasse, a sugestão é o agendamento de um a dois check-ins diários, com webcams, para fazer perguntas abertas aos profissionais mais quietos. “Coisas como: ‘Como está acontecendo X?’ ‘Como posso ajudar?’ e ‘Existe alguma coisa que você precisa que eu faça para tornar seu trabalho mais fácil?’” completa o executivo.

3. Encontre as pessoas certas

Entenda que um certo número de pessoas, independentemente de talento e experiência, simplesmente não está preparado para trabalhar remotamente. Não é um papel em que se sintam confortáveis, preferindo as interações pessoais, os eventos e o ambiente movimentado que um funcionário alocado geralmente experimenta. “Sabemos que algumas pessoas possuem níveis mais altos de habilidades de colaboração do que outras”, diz Woolley.

Alguns profissionais também têm dificuldade em se adaptar a horários dinâmicos. Essas pessoas, acostumadas a uma rotina de trabalho tradicional, geralmente têm dificuldade em lidar com as diferenças de fuso horário. Essa é uma questão que afeta muitas equipes remotas, particularmente aquelas com membros em diversos locais do mundo, observa Woolley. Para lidar com essa dificuldade, a especialista recomenda criar um plano para compartilhar o trabalho e efetuar reuniões de forma assíncrona.

4. Marque encontros pessoalmente

Apesar das tecnologias colaborativas permitirem que equipes remotas trabalhem de maneira eficaz, sua capacidade de estreitar as relações e a colaboração entre os participantes permanece limitada. 

Christopher McFarlane, um Scrum master de uma grande cadeia de varejo canadense, acredita que visitas periódicas são necessárias para permitir a união social. “Uma interação pessoalmente permite que os colegas de equipe aprendam mais sobre o outro, como cultura, formação, interesses e motivações”, explica. “É um investimento de curto prazo que leva a economias a longo prazo, alimentando a confiança entre os membros da equipe.”

Adam Vazquez, vice-presidente de TI em análise corporativa e gerenciamento de dados na Hewlett Packard Enterprise, concorda. “Você precisa estabelecer uma forte cadência presencial – trimestral, mensal ou bianual – o que fizer sentido para sua cultura e metas de projeto.” Seja pro ativo. Não espere que os problemas apareçam antes de organizar um encontro. Garanta que suas equipes celebrem juntos momentos significativos, sugere Vázquez. “São as coisas simples, como se juntar para festas de aniversário, que permite que todos se sintam conectados”, observa o especialista.

5. Restrinja o tamanho da equipe

O tamanho de uma equipe pode ter um papel significativo para o seu bom funcionamento. “Equipes menores, com até 10 pessoas, podem ser bem mais ágeis do que as duas vezes maiores”, observa Peggy Smith, CEO da Worldwide ERC. “É mais desafiador para as grandes equipes remotas contribuir efetivamente em reuniões em tempo real e tornar as conversas assíncronas mais complexas também.” A divisão de equipes em pequenos grupos, cada um focado em uma área específica do projeto, geralmente leva a uma maior produtividade.

6. Valorize todos os membros da equipe igualmente

Para garantir o sucesso da equipe a longo prazo, cada membro precisa se sentir valorizado. Alguns líderes, por exemplo, cometem o erro de ter a localização da maioria da equipe estabelecendo regras para a rotina de trabalho.

“Isso tem o potencial de transmitir a mensagem para os membros da equipe em outros locais que suas contribuições não são tão valorizadas”, diz McFarlane. Para garantir harmonia e coesão, toda a equipe deve coletivamente criar regras mutuamente benéficas. “Fazer com que todos compartilhem o fardo cria um senso de empatia com o que os outros membros da equipe têm que suportar”, acrescenta.

Outro problema em potencial acontece quando alguns membros da equipe estão no mesmo local que o líder do grupo. “Aqueles que estão próximos ao líder naturalmente têm mais acesso a ele”, afirma Smith. “Mesmo que o líder lide bem com essa diferença de proximidade, pode haver uma percepção entre aqueles em outros locais de que eles não recebem a mesma atenção ou feedback”, explica.

7. Utilize diferentes plataformas de comunicação

A comunicação é a chave para o sucesso de uma equipe, por isso a sua importância não pode ser subestimada. “Não há excesso de comunicação quando se trata de equipes dispersas e remotas”, declara Vazquez. “Descobri que usar a tecnologia com recursos de vídeo e quadro em branco durante as reuniões da equipe ajuda muito a criar essa sensação pessoal quando você está se relacionando de forma virtual.”

A mágica que permite que equipes remotas funcionem em níveis iguais ou superiores às alocadas são tecnologias de comunicação robustas, como o Zoom (videoconferência), o Slack (colaboração / troca de mensagens), o Trello (organização do projeto) e o WebEx (videoconferência/whiteboarding). Enquanto isso, os modos básicos de comunicação, como textos e e-mails, podem ser eficazes para manter os membros da equipe atualizados e resolver problemas simples.

Para Dayen, é fundamental mesclar as diferentes plataformas. “O maior erro cometido pelos líderes é pensar que a comunicação por e-mail/mensagens é suficiente quando, na realidade, é preciso muito mais para ter um ambiente de sucesso.”

FONTE: IT MIDIA

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MESMO SEM CONTAR COM INFRAESTRUTURA, executivos aprovam o Home Office

Pesquisa revela como executivos encaram nova rotina de trabalho em que precisa ser conciliada com atividades domésticas

A nova rotina de Alexandre Cavalcante ilustra bem o resultado de pesquisa conduzida pela FIA e FEA/USP sobre o home office forçado pela Covid-19.

Funcionário de um banco de investimentos, Cavalcante improvisou uma mesa de operações dentro de seu apartamento.

Colocou em uma gaveta aberta o notebook do banco com as cotações de mercado e as ordens de serviço e compartilhou o sistema com seu computador pessoal, que antes era usado como videogame.

“O resultado tem sido satisfatório. Apesar de algumas vezes eu estar no meio de uma negociação complicada e entrar um dos meus dois filhos gritando para colocar Power Rangers na televisão”, diz ele.

“Dá para trabalhar bem, mas rotina em casa é chata. Gosto de pessoas”, completa.

Pouca estrutura e jornada mais pesada

Realizada entre os dias 27 de maio e 3 de junho, a pesquisa mediu a percepção de trabalhadores alocados em cargos de média e alta gestão nesses primeiros três meses de home office.

Apesar de trabalharem mais do que oito horas por dia, sendo que 12% relatam jornadas acima de 10 horas, sete dias por semana, e de contarem com pouco suporte de infraestrutura – apenas 13% dizem dispor de equipamentos apropriados cedidos por suas empresas -, 7,5 em cada 10 executivos afirmam ter uma percepção positiva da experiência.

Ainda segundo a pesquisa, obtida com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, cerca de 70% deles se dizem motivados a continuar trabalhando em suas casas depois do término do período de isolamento compulsório.

“Esse resultado nos surpreendeu positivamente”, afirma o professor da FEA/USP e coordenador de cursos de gestão de recursos humanos da FIA, André Fischer.

“Observamos que, embora com pouco auxílio das empresas, no sentido de suprir os seus executivos com equipamento, eles estão satisfeitos com o home office e mantêm um alto índice comprometimento”, afirma.

Sem equipamento em casa

Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados afirmam que não contam com nenhum equipamento ergonômico, como cadeiras, suportes para computador e bases para os pés. A infraestrutura de trabalho em casa é, em sua maioria, de propriedade do profissional, assim como as despesas decorrentes com internet (93%) e energia elétrica (97%). Até mesmo o computador corporativo não é realidade para 39% dos trabalhadores em nível de gestão.

Para o paulistano Alan Couto, que trabalha como gerente de operações em uma rede de escolas de idiomas, a falta de equipamentos para o teletrabalho está associada ao inesperado da situação.

“De uma hora para outra estávamos trabalhando em casa”, diz ele, que está em home office desde a segunda quinzena de março.

“Tenho uma equipe com mais de 30 pessoas e não temos máquinas para todos. Eles estão trabalhando com o que têm em casa”, diz.

No ambiente corporativo, a percepção é de que muitas empresas esperavam por um período relativamente curto de home office.

“No começo, a quarentena iria até 30 de abril em São Paulo, depois até 15 de maio, depois 30 de maio. Agora que percebemos que ela será longa, com um retorno em fases”, afirma Paôla Borges, gerente comercial da empresa de locação de mobiliário John Richard.

Há dez dias, a empresa lançou um serviço de aluguel de home office. “Quando caiu a ficha, mudamos do escritório para o home office. Em dez dias temos mais de 500 contratos em análise”, afirma. “Minha opinião é que as pessoas e as empresas gostaram de trabalhar em casa e isso veio para ficar.”

Crise

Na opinião de Alan Couto, independentemente de gostar ou não do home office, a percepção positiva captada pelos profissionais na pesquisa se dá pelo fato de que eles se mantêm empregados em um momento de grave crise.

“As pessoas têm se dedicado ao trabalho. Estão com medo de perder o emprego.”

Responsável pela pesquisa, Fischer compartilha da mesma opinião.

“Não temos isso no levantamento, mas é claro que o momento de grave crise afeta nesse cenário positivo”, diz.

“Uma outra explicação para a boa receptividade do home office é o tempo economizado com o deslocamento até o trabalho, que era motivo de queixa dos trabalhadores. A maioria demorava em média 61,5 minutos no trajeto diário de ida e volta ao trabalho”, afirma ele.

A pesquisa ouviu 1.566 pessoas, sendo que 64,4% são de pós-graduados e 42% atuam em posições de alta gestão, como presidente, diretor, gerente, coordenador ou supervisor, recebendo um salário bruto médio acima de R$ 9 mil.

A maioria dos pesquisados (58,3%) não trabalhava em home office antes da pandemia. Agora, sete em dez trabalham cinco dias da semana em casa. Exercem suas atividades em um cômodo da residência que é compartilhado com outras atividades domésticas.

Fonte: Estado de S. Paulo.

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FOCO NA MISSÃO

Na crise surgem as melhores oportunidades…

Acredito que todos já devem ter ouvido essa clássica afirmação. Mas de fato nos momentos de crise surgem os verdadeiros empreendedores e líderes, pois os outros ficam imobilizados pela dúvida e pelo medo.

Não vivemos somente mais uma crise. É algo maior que envolve vidas humanas e mudanças significativas na sociedade e no consumo. E isso merece muito respeito.

Mas sob a ótica do mundo dos negócios e das empresas o processo continua e precisa continuar. E neste caso usar a ferramenta adequada para encontrar os melhores negócios para futuras aquisições e fusões é fundamental. Chamamos essa ferramenta de Due Diligence Estratégico.

A ferramenta de Due Diligence Estratégico é vital e vem para antecipar os problemas que podem inviabilizar uma fusão ou aquisição, pois revelam parte da estória nem sempre contada pela análise financeira e legal. Essa abordagem mais prudente e sistemática está sendo muito utilizada pelos conselhos de administração e fundos de investimentos para assegurar a escolha certa.

Enquanto a devida diligência legal e financeira averigua o valor potencial de um negócio e diz respeito à compra da empresa “pelo preço certo”, a Due Diligence Estratégica explora se esse potencial, embora sedutor, é realista. Ela testa a lógica estratégica por trás de uma transação. O Due Diligence Estratégico adiciona, assim, um importante filtro de triagem de ofertas. Afinal, os executivos precisam estar convencidos não apenas de que o valor potencial do negócio justifica o investimento que está sendo feito, mas também que o negócio é realmente capaz de realizar esse valor.

Este tipo de trabalho traz consigo alguns benefícios:

  • Antecipar problemas que possam inviabilizar uma possível fusão ou aquisição;
  • Identificar valor potencial de negócio de forma realista;
  • Obter visão externa com olhar de especialista em varejo e canais de distribuição;
  • Comprovar informações de mercado com a realidade da operação de varejo dos alvos usando a lente externa;
  • Identificar potenciais impactos positivos e negativos dos alvos.

Para executar uma boa diligência estratégica consideramos no estudo a visão de fora para dentro, ou seja, um mergulho nos dados setoriais, dos movimentos estratégicos da concorrência e do comportamento dos consumidores e clientes. Essa massa de dados correlacionada com os dados de performance da empresa alvo contribuem para a recomendação.

Para tal, a diligência deve se concentrar na avaliação do valor potencial do cliente, incluindo o aumento de receita e os riscos associados.

Contar com uma equipe experiente de ambos os lados é fundamental. Nesse caso, a equipe de due diligence deve ser escolhida principalmente do adquirente para garantir as metas de uma possível integração. A equipe deve ser multifuncional com um forte foco operacional. Construir uma equipe forte é importante tanto para garantir uma avaliação adequada do negócio quanto para facilitar a real integração.

Ao longo dos anos temos identificado alguns temas comuns que contribuem para a falha no processo ou desvio de curso. Se está disposto a iniciar o processo de Due Diligence Estratégico sem apoio de empresas especializadas, atente-se a essas sete recomendações:

1 – Falta de foco nos principais problemas: O tempo sempre será apertado, e apressar o passo naquilo que é necessário para esclarecer as razões para o negócio e as fontes do valor esperado são fundamentais. Esta etapa determina quais hipóteses precisam ser testadas e evita perder tempo reunindo dados irrelevantes.

2 – Relutância em compartilhar: Quando as informações de diligência não são compartilhadas adequadamente entre todas as equipes é impossível concentrar-se efetivamente nos problemas maiores em questão. Um fluxo claro de dados através do uso de atualizações regulares pode identificar rapidamente esses problemas.

3 – Paralisia de análise: Inevitavelmente, algumas questões permanecerão em dúvida, mas a equipe deve ser rigorosa na definição de um ponto final para a análise.

4 – Não ouvir o mercado: Identificar e entrevistar clientes e a concorrência. Tudo isso faz parte de conclusões sólidas sobre possíveis tendências e riscos.

5 – Não alocar recursos adequados: As melhores pessoas para a equipe de due diligence provavelmente também são os gerentes mais valiosos da empresa. Encontrar uma maneira de colocá-los no projeto em vez de escolher pessoas que tenham tempo disponível.

6 – Tempo insuficiente: O processo de due diligence será uma questão de tempo, mas não torne o problema pior do que é. Ponderar o tempo e não ficar preso por prazos artificiais ou arbitrários.

7 – Recursos insuficientes: O aporte de recursos financeiros, mesmo sem a visibilidade do acordo, reduzirá o risco de insucesso.

Se sua empresa se encontra motivada para superar o momento atual, com disponibilidade de recursos financeiros e principalmente com visão estratégica, considere esse processo e parceiros certos para ir mais longe.

Fonte: Mercado&Consumo

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9 INDICADORES DE DESEMPENHO para gerir a sua empresa.

Uma gestão de qualidade precisa utilizar dados que mostrem, de forma efetiva, como anda a saúde do seu negócio. Para isso, é importante saber escolher os melhores Key Performance Indicators (KPIs) para cada estratégia. Mas você sabe o que é isso?

Os KPIs são indicadores de desempenho que acompanham processos-chave das ações de uma empresa. Seus números influenciam fortemente no sucesso de uma ação: por seu caráter analítico específico, mudanças baseadas nesses indicadores podem promover o crescimento e o fortalecimento do negócio.

Sua definição deve ser feita de maneira estratégica, de acordo com as necessidades da sua empresa, mas existem alguns KPIs que são essenciais para qualquer ação. Confira agora os 9 principais indicadores de desempenho para monitorar o sucesso do seu negócio:

1.  Retorno sobre investimento (ROI)

O retorno sobre investimento (ROI) é um dos indicadores mais importantes para o seu negócio. Basicamente, o ROI calcula qual foi a assertividade do investimento, e pode ser aplicado em diversas situações. Sua fórmula é dada por:

ROI = (Ganhos após o investimento – Investimento inicial) / Investimento inicial

Assim, quanto maior o ROI, mais assertiva é a ação e melhor é o investimento. Um ROI nulo indica um investimento que não gerou efeitos, e um ROI negativo demonstra um mal investimento.

2.  Ticket médio

O ticket médio é outro indicador-chave fundamental para qualquer estratégia. Ele calcula, em média, quanto cada cliente gasta com o seu negócio em determinado período de tempo. Sua fórmula é dada por:

Ticket médio = Faturamento / Número de clientes em determinado período

Quanto maior o ticket médio do negócio, mais os clientes estão gastando. Mas atenção: antes de analisar esse KPI, é preciso ter em mente o custo médio do seu produto. Afinal, se você possui produtos mais caros, é natural que o ticket médio seja mais elevado.

3.  Custo de aquisição por cliente (CAC)

O CAC demonstra quanto a sua empresa precisa gastar para conseguir um novo cliente. Sua fórmula pode ser calculada como:

Custo de aquisição por cliente = Gastos para aquisição de clientes / Número de novos clientes no período

Quanto maior for esse custo, menor é a lucratividade e a rentabilidade do negócio. Também é relevante cruzar esse dado com o ticket médio: se o seu ticket é de R$ 500,00 e o CAC é de R$ 400,00, existe um problema na sua estratégia. Porém, se o seu ticket é de R$ 5.000,00 e o CAC continua em R$ 400,00, sua estratégia pode estar adequada.

4.  Índice de rotatividade

O índice de rotatividade é um KPI interno que serve para medir o grau de saída (ou turnover) de colaboradores do seu negócio. Para esse cálculo, usa-se a fórmula:

Índice de rotatividade = [(Número de demissões + número de admissões) / 2] / Número total de funcionários

Uma rotatividade muito elevada indica que existe um problema na atuação da empresa de maneira geral, o que eleva os custos com processos seletivos e continuidade de projetos. Geralmente, quanto mais elevado é esse índice, maior é a necessidade de programas de valorização e motivação.

5.  Net Promoter Score (NPS)

O Net Promoter Score (NPS) é, ao mesmo tempo, uma metodologia e um indicador. Ele mostra qual é o nível de satisfação dos clientes com o seu negócio, baseando-se em duas perguntas principais:

  • De 0 a 10, qual é o seu nível de satisfação com o negócio?
  • De 0 a 10, quais são as chances de você indicar o negócio?

Os clientes que dão 9 e 10 são considerados promotores, os que dão 7 e 8 são considerados neutros, e os que dão 6 ou menos, detratores. Para calcular o NPS, basta usar a fórmula:

NPS = % de promotores – % de detratores

Quanto maior é o NPS do seu negócio, maior é a indicação de qualidade no atendimento e serviço, e maiores são as chances de fidelização.

6.  Indicador de endividamento

Esse KPI tem como objetivo mostrar o grau de endividamento de uma empresa. É importante ter essa informação sempre disponível, porque uma companhia com uma margem de dívidas muito elevada normalmente precisa repensar suas estratégias.

Nesse sentido, em determinado momento é preferível que a empresa postergue projetos de expansão até que as suas dívidas voltem a um patamar considerado seguro. Sobretudo, esse indicador pode ser decisivo na hora de atrair novos sócios ou investidores.

Para calculá-lo, utilize a seguinte fórmula:

Índice de endividamento = (total de passivos / total de ativos) X 100.

7.  Indicador de recebimento

Alguns empreendedores confundem o recebimento com o faturamento, mas são muito diferentes um do outro. Inclusive, é possível que uma empresa tenha um bom faturamento mesmo quando não consegue receber todos os seus pagamentos devidos.

Isso ocorre se ela vender a prazo, por exemplo. De qualquer forma, o ideal é que a taxa de recebimento seja parecida com a de faturamento. Uma dica para alcançar esse resultado é evitar a concessão de crédito para quem está inadimplente.

Outra solução é investir no pós-vendas, de modo com que o consumidor valorize a relação com a empresa, optando por honrar os seus débitos para evitar um desgaste com o negócio e poder voltar a comprar.

Além disso, investir na eficiência do setor de cobranças pode fazer com que o empreendimento recupere valores que já considerava perdidos.

Para calcular esse KPI utilize a seguinte fórmula:

PMR: (Total de duplicatas a receber/ total da receita de vendas) X 360

8.  Índice de liquidez

Entre os muitos indicadores de desempenho, é importante dar atenção especial ao índice de liquidez. Ele revela a capacidade que a empresa tem de gerar recursos financeiros de forma rápida.

Quando se tem acesso a essa informação, pode-se tomar decisões mais lógicas com relação às finanças da empresa, como a capacidade de recorrer a um empréstimo empresarial, sem que isso coloque o negócio em risco.

Para pequenas e médias empresas, é interessante lembrar-se que um empreendimento é um investimento. Afinal, é comum que as pessoas invistam suas economias no sonho de ter sua própria empresa. No entanto, nem todos são bem-sucedidos ou gostam da experiência de empreender.

Nesses casos, saber o quão rápido sua empresa pode transformar-se em dinheiro é um fator muito importante, do mesmo modo que saber a liquidez dos outros investimentos também é.

Para isso, utilize as seguintes fórmulas:

Liquidez corrente = ativo circulante / passivo circulante

A primeira delas, a liquidez corrente leva em consideração os rendimentos e dívidas a curto prazo da empresa.

Liquidez seca = (ativo circulante – estoques) / passivo circulante

Similar à liquidez corrente, mas exclui do cálculo os estoques.

Liquidez imediata = disponível/ passivo circulante

Já a  liquidez imediata considera apenas o dinheiro em caixa e recursos que têm rápida liquidez.

Liquidez geral = (ativo circulante + realizável a longo prazo) / (passivo circulante passivo + passivo não circulante)

Por fim, a liquidez geral leva em consideração a situação da empresa a longo prazo.

9. Indicador de qualidade

Por sua vez, esse indicador é fundamental para avaliar o modo de trabalho da empresa. Assim, quando são constatados problemas de qualidade — como alto número de reclamações por parte dos clientes, ou a necessidade elevada de realizar ações de retrabalho —, é sinal de que algo está muito errado.

Uma alternativa é avaliar o treinamento oferecido aos colaboradores, para verificar se está adequado às necessidades da empresa. Outra possibilidade a ser considerada é estudar a qualidade dos produtos entregues. Assim, um baixo índice de qualidade pode motivar a troca de fornecedores, por exemplo.

Sobretudo, o empreendedor deve monitorar a quantidade peças retrabalhadas e/ou o número total de reclamações com relação ao total de produtos do mesmo lote.

Como você pôde acompanhar ao longo deste artigo, indicadores de desempenho são fundamentais para entender a sua empresa. Tendo isso em mente, do mesmo modo que um aluno passa a estudar mais ao perceber que suas notas estão baixas, um empresário pode realizar alterações significativas quando, de fato, entende o seu empreendimento.

Fonte: Gestão Empresarial

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3 maneiras de eliminar o hábito da MICROGESTÃO

Ninguém quer ser um supervisor ruim, mas a função tem uma maneira de transformar os mais talentosos líderes em microgestores. Em alguns casos, os gestores não se dão conta de que estão gravitando em direção aos vícios até começarem a perder pessoas, produtividade e poder.

Você acha que pode ser considerado um microgestor? Se este for o caso, como você pode resistir às tendências da microgestão e – ainda mais importante – como você se livra da sua reputação de microgestor de uma vez por todas? Tome as medidas a seguir para mostrar à sua equipe que você realmente eliminou esse hábito.

Pare de ficar de olho o tempo todo

Você pode achar que está sendo útil ao verificar constantemente como anda um certo projeto, mas seus funcionários provavelmente não pensam assim. Confesse: você está vigiando! Em vez de ir até seus funcionários para verificar, faça com que eles venham até você. Uma boa maneira é agendar reuniões com frequência para debater o andamento dos projetos atuais. Por exemplo, em uma reunião com sua equipe de vendas, você poderia discutir o quanto as várias oportunidades avançaram no pipeline e pensar em como impulsionar cada uma delas antes da próxima reunião. Dessa forma, os funcionários saberão quando você espera uma atualização, e poderão planejar seus dias em conformidade com isso. Adotar essa abordagem faz com que você se concentre nos resultados e não, nos pequenos detalhes de cada tarefa, conta ou projeto.

Confie nos especialistas da equipe

Você se vê constantemente dizendo à sua designer quais cores ela deveria usar em determinados projetos, ainda que você não tenha experiência prévia nessa área? Você já informou a um redator que você corrigiu sua gramática por achar que utilizar uma forma diferente ficaria melhor? Se sua resposta foi “sim” para uma das (ou ambas) perguntas, você não está dando à sua equipe autonomia para que eles lancem mão de suas expertises. Pode ser que você fique inclinado a dar explicações sobre sua microgestão, pois você acha que, como gestor, é preciso ter todas as respostas. Não é bem assim. Como chefe, é seu dever reconhecer as melhores ideias, mas não necessariamente possuí-las.

Antes de mais nada, relembre por que você contratou aquele designer e aquele redator. Eis uma grande dica: foi por conta da expertise deles. Uma vez que os experts da sua equipe têm insights sobre as tarefas a fazer, eles tendem a reconhecer e aproveitar as oportunidades potenciais mais significativas. Use o que sabe sobre as tarefas requisitadas para colocar as pessoas certas nos lugares certos. Em seguida, o segredo para gerenciar seus experts é informar o que você precisa, dar-lhes apoio e recursos para que realizem as tarefas e confiar que eles a executem.

Delegar além daquilo que você acha suficiente

Como executivo, você tem metas financeiras a atingir, bem como metas em vendas. Portanto, quando surge um trabalho importante, é provável que você se lembre do velho ditado: “se você quer que algo seja feito da maneira correta, faça você mesmo.” Em vez de dar a uma pessoa novata uma oportunidade relacionada a uma tarefa muito importante, você se convence de que é melhor que ela aprenda observando do que fazendo. No entanto, essa abordagem não é um bom presságio para o futuro da equipe – nem para mostrar a sua reputação como microgestor.

Em vez disso, permita que seus funcionários abracem as tarefas difíceis desde o princípio. Por exemplo, Greg McBeth, gestor de receitas da Node.io, deixa que seus profissionais de vendas comecem a tentar fechar negócios nas etapas iniciais e com frequência. “Não fique preocupado em deixá-los alçar voo numa ligação em vendas,” afirma. “Então, faça uma retrospectiva da reunião ao vivo ou da gravação feita, e analise o que eles fizeram certo e no que precisam aprimorar para a próxima vez.” Ao dar o feedback depois – no lugar de intervir durante uma ligação -, você será um coach apoiador, e não, um chefe de microgestão.

Embora McBeth admita que não consegue guiar a equipe em cada eventualidade, ele acha que uma experiência real é de extrema importância para o aprendizado. Uma pesquisa realizada pela Gallup mostrou que delegar mais à sua equipe gera resultados: os líderes de negócio que têm o dom de delegar – e o colocam em prática – conseguem gerar um maior crescimento e sucesso para o negócio do que aqueles que submergem nos detalhes de gestão da empresa.

Na próxima vez que você se vir mergulhado nos detalhes relacionados às tarefas de um funcionário, respire fundo e, lentamente, livre-se da situação. É quase sempre possível encontrar alternativas para o comportamento em microgestão. Confiando que as pessoas irão procurar você quando precisarem de ajuda – e que sabem o que estão fazendo – irá beneficiar a todos em longo prazo. Capacite sua equipe para assumir mais, e você irá se descobrir com menos preocupações e controlando menos.

Fonte: Harvard Business Review

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APÓS A CRISE –  14 transformações que ficarão para o varejo e o consumo

 

Ambicioso e talvez prematuro, existem aspectos que já neste momento podem ser antecipados de movimentos estruturais que impactarão o mercado, o varejo e o consumo como resultado do cenário em explosiva transformação que começou pelo Covid-19 e foi exponenciado por um conjunto de outros fatores, controláveis e incontroláveis, caracterizando o DC atual, Depois do Coronavírus:

1) Aceleração da consolidação do novo eixo geopolítico e econômico do mundo – É evidente que não é algo específico para varejo e consumo, mas tem e terá implicações também muito fortes em termos de abastecimento, marcas, logística, produtos e canais de vendas e relacionamento. Era um processo em evolução, mas está sendo agora acelerado o empoderamento da Ásia no epicentro da transformação geopolítica e econômica mundial. Enquanto China, Coreia, Cingapura e outros países da Ásia se integram e encaminham soluções pragmáticas e rápidas para contornar o epicentro do furacão gerado pelo Coronavírus, países como Estados Unidos de um lado e Itália, Espanha e outros, em outra dimensão, demoraram em se sensibilizarem e mobilizarem para enfrentar o problema e as consequências serão dramáticas no plano social, político e econômico, fragilizando ainda mais as lideranças políticas em todos esses países e ensejando movimentos de renovação;

2) Redução da importância estratégica dos Estados Unidos para o Brasil. E para o Mundo – A ainda maior economia do mundo reduzirá sua importância estratégica para o Brasil por conta da necessidade de equacionar seus próprios problemas e dificuldade em apoiar outras economias. No âmbito do varejo e do consumo isso pode significar redução da importância de marcas, canais, empresas e negócios envolvendo consumo a partir dos Estados Unidos.

O movimento do Walmart recentemente, liquidando suas operações no Brasil e em outros países da América do Sul, já era uma sinalização desse processo. Ante as dificuldades locais pela ação da concorrência, em especial no digital e mais especificamente da Amazon, preferiram recolher o time e concentrar esforços.

Ainda que Amazon, na contramão desse movimento, se proponha a crescer de forma mais agressiva no Brasil, no conjunto da obra, envolvendo empresas, negócios, marcas, lojas e conceitos norte-americanos, haverá uma perda de relevância do que for criado, desenvolvido e operado a partir dos Estados Unidos;

3) Aumento da importância econômica da China para o Brasil – Na mesma linha de raciocínio temos outro elemento, que também já estava em evolução, com a China que já havia se transformado no principal destino de produtos brasileiros, e em seguida teremos uma aceleração desse processo, tanto pelo lado da emergente e demanda de lá como pela fragilização das importações de países ocidentais e em particular dos Estados Unidos, boa parte da Europa e América do Sul.

O desafio, e a maior oportunidade, será transformar essas exportações dominantes de commodities, em exportações de produtos e marcas com maior valor agregado. Teremos, igualmente, num momento seguinte, o aumento da presença de empresas chinesas no mercado brasileiro, na fase inicial em áreas estruturais, mas avançando para outros setores incluindo finanças, varejo e consumo.

E nesse vetor, é preciso alta dose de alienação no atual cenário, para manifestações despropositadas, desnecessárias e inconsequentes que possam afetar as relações entre os dois países pela importância estratégica que China tem e, crescentemente, terá com o Brasil;

4) Aumento dos gastos globais com serviços no médio e longo prazo – No curto prazo haverá concentração de gastos com alimentos e medicamentos, mas no médio e longo prazo tenderá a haver um aumento dos gastos com serviços, especialmente envolvendo saúde, educação, comunicação e outros. Superada a crise, em algum momento futuro, haverá a recuperação dos gastos com turismo, lazer e entretenimento, mas é um enigma se haverá uma compensação imediata do período de privação ou haverá uma gradativa retomada por conta de um consumidor mais conservador que irá emergir como resultado da crise vivida;

5) A emergência do omniconsumidor-cidadão megaconectato e discriminante – Por conta do abissal crescimento do tráfego de dados e informações em ambiente recluso e mais tempo para consumo dessas informações, emerge um omniconsumidor-cidadão megaconectado e discriminante como nunca. Com o que é real, porém mais sensível também ao fake. Porém ainda mais consciente e avaliando com mais profundidade e sensibilidade tudo que é recebido.

Não podemos dizer, ao menos por enquanto, que essa análise tem maior racionalidade, pois definitivamente a sensibilidade com o drama que está sendo vivido é muito alta e, em muitos casos, exacerbada pela comunicação aberta, especialmente por alguns veículos. Mas à medida que o tempo passar vão sendo filtrados conteúdos e fontes e novos comportamentos advirão dessa consciência, reposicionando relações e percepções, tanto com respeito a marcas, produtos, negócios e serviços e também, sobre as questões políticas e sociais;

6) Necessidade e Conveniência mudam a participação dos canais de vendas e relacionamento. Consumidores aprendem novos hábitos que marcarão seus consumos futuros – Da mesma forma como aconteceu na crise financeira de 2007-2009 nos Estados Unidos, quando os norte-americanos “descobriram” os Warehouse Clubs, Clubes de Atacado, como Costco e outros e, em boa parte, mantiveram o hábito de comprar neles mesmo depois de superada a crise, deveremos ter algo similar no mundo e muito especialmente no Brasil com parcelas importantes da população aderindo ao e-commerce e o delivery.

Esses sistemas crescerão ainda mais de importância como canais de vendas e relacionamento. Já era um movimento em rápida evolução, mas sua importância será acelerada de forma marcante por conta da percepção, quase que compulsória, de suas virtudes, limitações e oportunidades;

7) Mudam participações e perspectivas para os players tradicionais do varejo – A capacidade, prontidão e condição de inovação e implementação de alguns players tradicionais do varejo ensejará mudanças relevantes nas participações de mercado, favorecendo em especial as empresas mais “digitais” em sua proposta e que consigam equacionar mais rapidamente os gargalos que se criaram em questões de logística, abastecimento, comunicação, crédito, pagamentos e outros fatores;

8) Dramática mudança do “share of wallet” das diversas categorias no curto e médio prazo – Por absoluta necessidade e contingência a distribuição de dispêndios no curto e médio prazo para as diferentes categorias, será profundamente alterada em benefício de alimentos, bebidas, medicamentos e produtos de limpeza, saúde e bem-estar e talvez algo em educação e eletrônicos. Tudo isso com prejuízos em moda, vestuário, calçados, material de construção e, fora do lar, lazer, diversão e turismo.

Ainda que o maior impacto ocorra no curto e médio prazo, parte desse comportamento será mantido posteriormente por conta de um consumidor mais ressabiado e cauteloso que deverá emergir de todo esse processo. Mas é verdade também que, na recuperação futura, alguns nichos de mercado tenderão a um mecanismo de compensação, aumentando gastos em categorias, produtos, marcas e serviços que foram contingenciados no período de crise;

9) Aumento da infidelidade para produtos, marcas, serviços e lojas – De forma simplista a necessidade é a mãe das virtudes e por conta do quadro instaurado a necessidade se sobrepõe aos desejos gerando redução da fidelidade de forma geral. O lado positivo é que, como compensação, aumenta a propensão à experimentação o que favorece a “descoberta” de produtos, marcas, serviços e lojas que pode converter em preferência se o valor percebido for relevante suficiente para precipitar mudanças. Mas o movimento de “infidelização” já era algo desenhado e em evolução por conta do aumento exponencial da informação que chegava aos consumidores, estimulando a experimentação e no período esse processo é exponenciado;

10) Aceleração da redução de distância entre marcas e consumidores – Seja por conta do difícil quadro de abastecimento de curto e médio prazo, seja por conta de um movimento que já vinha acontecendo, passado o período mais agudo dessa crise instaurada, os fornecedores de produtos e marcas para o varejo, tenderão a repensar suas estratégias de distribuição criando canais diretos e exclusivos.

Isso ocorrerá não só, mas usando especialmente os canais digitais que aumentarão sua participação de mercado e porque podem ser implantados com menores investimentos e custos operacionais pela indústria. No futuro próximo teremos uma maior participação da indústria e também empresas de serviços indo diretamente ao consumidor criando uma nova realidade na estrutura de distribuição;

11) Reconfiguração das alternativas de locais e formatos para compras e serviços – O crescimento da participação das alternativas digitais já era uma realidade no mundo e precipitava uma forte revisão da participação dos canais e locais de compras. O setor de shopping centers já vinha enfrentando essa realidade repensando sua oferta em termos de produtos, marcas e serviços. Mas tudo isso agora toma outro rumo, no curtíssimo prazo e por período limitado pelo acesso proibido.

Mas no médio e longo prazo crescerá esse processo de reconfiguração dos shoppings e centros comerciais pela aceleração de uso da conveniência, facilidade e intimidade do e-commerce e do delivery. E igualmente sua reconfiguração como destinos de entretenimento e lazer e, de forma mais abrangente, de serviços pessoais. Mas também teremos a expansão dos locais de compras autônomos, com menos gente e mais conveniência.

Localizados onde está a demanda e permitindo a redução do tempo e a necessidade de deslocamento, vamos assistir ao crescimento de uma nova geração de formatos, onde Amazon Go e outros, foram precursores, mas agora reconfigurados em sua proposta, tecnologia e oferta.

Igualmente relevante é a discussão de curto prazo envolvendo as relações entre desenvolvedores de centros comerciais e inquilinos, ambos pressionados pelas estruturais mudanças e que marcarão as percepções e discussões futuras entre esses grupos integrando ou dificultando o diálogo estrutural;

12) Cresce ainda mais a importância do Propósito, não só na teoria, mas o Propósito em ação – Esse movimento também estava bem definido, especialmente a partir dos últimos anos, quando empresas e marcas se deram conta que gerações emergentes cobravam das empresas e das marcas um maior compromisso com o social e o coletivo. A atual crise torna essa demanda muito mais forte, pois ações, iniciativas, comunicação e relacionamento tornaram muito mais relevante à demonstração desses compromissos, não como simples discurso no meio do drama, mas de forma estratégica, estruturada e genuína.

Ao contrário, empresas e marcas que não têm o aval de sua história e ações estruturais e efetivas nessa direção, precisam ter muito cuidado para não serem expostas e vistas como oportunistas por consumidores-cidadãos que estão ainda mais sensíveis e atentos com esses aspectos;

13) Uma nova dimensão da percepção de risco – Tudo parecia simples, fácil e positivo num cenário onde o novo, especialmente em termos de tecnologia, era premiado com capital abundante e os benefícios do ávido mercado financeiro. O mundo caiu na real e o lado negativo é que tudo isto custará muito caro para muitos. O lado positivo é que fundamentos da gestão de negócios e empresas voltam a ser valorizado e margem, deixará de ser coisa de rio, na expressão dos jovens empreendedores e o “basic to basics” voltará a ser valorizado e parâmetro de decisões de médio e longo prazo, sem desvalorizar a força da inovação tecnológica, transformadora do mercado;

 14) Ser empresário ou empreendedor. Nada será como antes. Para ninguém – Para muitos empresários ou empreendedores essa é sua primeira e mais séria crise sendo enfrentada nessa condição. Ainda que o digital possa reduzir distâncias, ele não elimina o isolamento de quem está no comando, especialmente quando a crise tem as dimensões e impactos que a atual traz consigo. Muitos considerarão seriamente em voltar à condição de empregados. O problema é que, estruturalmente, seus empregos do passado não mais existem.

Vivemos uma profunda e ampla transformação estrutural do emprego por conta do avanço da tecnologia e da reconfiguração do mercado. E agora, para muitos, cai a ficha que como tudo na vida existem ônus e bônus em tudo que envolva negócios. E isso cria uma nova realidade fazendo emergir uma geração de novos empreendedores forjados na maior crise recente da humanidade.

Como sempre no consumo e no varejo é fundamental cuidar do presente, com a “barriga no balcão” sem tirar os olhos do futuro, mesmo no meio dessa tempestade mais do que perfeita, é interessante considerar esses pontos, ainda que, eventualmente, ambiciosos demais em sua proposta para este momento.

Fonte: Mercado&Consumo

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INTERNET DAS COISAS – o que é e para que serve.

É fato que estamos em plena Era Digital, uma época de tecnologia altamente avançada fundamentada na Internet. Nesse contexto, surge o termo “Internet das Coisas” (Internet Of Things ou IoT).

Você sabe o que é a Internet das Coisas?

A Internet das Coisas é um fenômeno da atualidade que está mudando nossas relações com a tecnologia e com o mundo, e que vai criar um futuro com inúmeras possibilidades, algumas, talvez, inimagináveis.

Neste artigo, vamos falar exatamente sobre ela, um conceito que transforma não apenas nossa forma de viver, mas de trabalhar.

Mas, primeiramente, vamos entender do que se trata o termo Internet of Things, esse fenômeno tão importante e decisivo pelo qual estamos passando. Vamos lá?

O que é Internet das Coisas?

Internet das Coisas, abreviada como IoT, é a maneira como os objetos estão conectados e fazendo comunicação entre si e com os usuários, por meio de sensores inteligentes e de softwares que transmitem informações para a rede.

Parece um pouco complicado entender o que é Internet das Coisas? Pense em um grande sistema nervoso, em que informações são trocadas entre 2 pontos ou mais.

Quando falamos em Internet das Coisas, essa “coisa” pode ser qualquer coisa. Pense em coisas simples como uma máquina de lavar louça ou um micro-ondas, em carros, aviões, smartphones e seus aplicativos, e computadores, por exemplo.

Qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, pode, em teoria, ser parte do universo da Internet das Coisas.

Para que serve a Internet das Coisas?

Agora que você tem uma noção do que é a Internet das Coisas ou IoT, talvez esteja se perguntando para que serve a Internet das Coisas. Quer dizer, quais as finalidades práticas desse conceito?

Pois bem, a Internet of Things tem nos propiciado um mundo mais inteligente, responsivo, em que as coisas são capazes de satisfazer nossas necessidades e desejos.

As coisas “conversam” entre elas, pois estão conectadas, para nos fornecer algumas vantagens como:

  • produtividade;
  • conforto;
  • praticidade;
  • informação.

A IoT pode, por exemplo, ser muito útil e precisa na área da saúde, monitorando nossas condições físicas e psicológicas, no trânsito, conferindo o número de vagas em um estacionamento e onde elas se encontram, assim como indicando as melhores rotas em cidades e estradas, em tempo real, recomendando e lembrando atividades e outras possibilidades, por meio da conexão de dispositivos.

Assim, as coisas do cotidiano se transformam em objetos inteligentes, e suas funções se ampliam através da troca de dados. Por exemplo, um alerta de tempestade que você recebe no smartphone, enviado espontaneamente através do monitoramento climático.

Portanto, com a Internet das Coisas, todas as coisas ficam interconectadas a dispositivos inteligentes: GPS, bluetooth, Wi-Fi são exemplos de tecnologias que servem à IoT.

De acordo com a Gartner, a previsão é de que em 2020 cerca de 12 bilhões de dispositivos estejam conectados à Internet das Coisas.

Possibilidades da Internet das Coisas

Um dos idealizadores da IoT é Andy Stanford-Clark, engenheiro da IBM. Ele alega que os humanos sempre tiveram tendência a expandir sua mente e suas habilidades nos objetos utilizados, como extensões de nossa consciência. Essa situação se torna mais complexa quando esses objetos passam a responder ativa, automática e continuamente ao seu usuário, que é o que ocorre hoje.

É mais ou menos como a história da rainha que pergunta ao espelho quem é mais bonita do que ela, no conto da Branca de Neve. O espelho responde à sua questão, então ocorre uma interação humano-objeto humanizado.

Pensando neste exemplo, podemos imaginar que a Internet das Coisas propicie um espelho que mostre imagens das roupas que você tem, e de quais combinações são mais propícias. Já é realidade, por exemplo, em termos de IoT, a inteligência artificial que ajuda no controle financeiro.

As possibilidades da IoT são tantas que nem mesmo ainda podemos compreender até onde esse conceito pode nos levar e suas consequências no presente e no futuro. A Internet of Things pode atuar desde em um fone de ouvido até na extração de petróleo e na prevenção dos mais variados problemas.

Smart Cities

Uma ideia interessante que tem sido reproduzida atualmente são as Smart Cities, Cidades Inteligentes em português.

De acordo com este conceito de IoT, a tecnologia e o armazenamento de informações podem ser direcionados ao ambiente e à infraestrutura em que estamos vivendo. Isso envolve transportes, controle de energia e de resíduos e cumprimento de leis, tudo para melhorar a qualidade de vida urbana.

As pessoas podem recolher informações dos sistemas inteligentes e interagir com eles através de vários dispositivos, e o smartphone é o mais utilizado. Por outro lado, os sistemas inteligentes interagem entre si.

No sistema Smart Cities, caminhões de lixo, por exemplo, podem ser avisados dos lugares onde precisam fazer coletas, e os ônibus podem avisar sua localização em tempo real, assim como o trânsito em geral pode ser melhor gerenciado.

Desafios da Internet das Coisas

Se na IoT tudo se resume a computadores, é dedutível que a segurança dos sistemas informáticos representa a segurança de tudo, inclusive da informação.

Por isso, as empresas devem se preparar para resolver os problemas e desafios provenientes da Internet das Coisas, os quais basicamente significam privacidade e segurança dos sensores e das informações que armazenam.

Outra preocupação é com a integração de dispositivos, a fim de transmitir dados sem ruídos ou perigo de invasão.

Já imaginou um hacker entrar em seu sistema de alarme doméstico e ter acesso a toda a sua rede? Segurança da informação, portanto, assim como sua credibilidade, são os grandes desafios do mundo da IoT.

Falando em segurança, não podemos deixar de mencionar o desafio de manter a privacidade, cada vez mais escassa, seja porque as pessoas querem que assim seja, ou porque estamos constantemente sendo monitorados por dispositivos inteligentes que pensam por nós e nos colocam em evidência.

Conclusão

A Internet das Coisas veio na esteira da globalização proporcionada pela Internet, que por sua vez surgiu a partir do desenvolvimento incrível da tecnologia digital. Esse fenômeno das redes começou lá pelo fim dos anos 1960, restrito inicialmente a ambientes militares e sigilosos, e depois sendo espalhado para o âmbito universitário.

Enfim, a IoT tem seus desafios e ameaças, e não se sabe bem o que o futuro nos reserva, mas ela veio para facilitar nossa realidade, tornando objetos inteligentes que possam interagir com nossa inteligência humana. Veio, sobretudo, para ampliar o acesso e a disseminação de dados, transformados em conhecimento e, às vezes, em sabedoria.

Autor: André Bona

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Como se preparar para a Indústria 4.0

A nova revolução industrial tem trazido diversas novidades para a indústria brasileira, nomeada como indústria 4.0 ou 4ª revolução industrial a tecnologia tem se impostos ao mercado industrial de forma que quem começar primeiro tem grandes chances de se tornar uma referência em seu segmento, mas tudo tem um preço, e é sobre isso que falaremos neste artigo.

O QUE É INDÚSTRIA 4.0?

Indústria 4.0 nada mais é que um novo marco para o mercado industrial, assim como houve nos períodos do século XVIII (1ª Revolução), século XVII (2ª Revolução) e no século XX após o fim da segunda guerra mundial, quando foi iniciada a terceira revolução industrial.

A cada nova revoluções industriais observaram novas máquinas e tecnologias surgirem no mercado, fazendo com que diversas indústrias fiquem para trás, algumas sendo absorvidas em compras agressivas e outras ficando fadada a falência devido ao baixo poder de competitividade.

INDÚSTRIA 3.0 VS 4.0

Com a revolução industrial do século XX podemos notar o surgimento de diversas máquinas e a introdução da computação na indústria. Nesse mesmo momento com a grande revolução surgiram novos empregos e funções antes inexistentes, mas também, a extinção de muitos cargos deixando diversas pessoas desemprega devido à substituição da mão de obra.

E QUAL A DIFERENÇA DA INDÚSTRIA 3.0 PARA A 4.0?

Apesar de ainda ser mais um conceito empregado do que de fato uma mudança, a indústria 4.0 está sendo moldada para realizar grandes mudanças no setor e para que isso aconteça é essencial que empresas e profissionais estejam preparados.

Hoje já existem novas funções sendo desenvolvidas no setor, novos cargos e isso tem preocupado alguns CIOs de grandes indústrias por existir um grande GAP de mão de obra qualificada afinal esse profissional precisa ser multidisciplinar, dominar diversas atividades e ter competência em áreas por exemplo de robótica, matemática, segurança da informação e diversas outras áreas.

Ou seja, a grande diferença entre a indústria 3.0 e 4.0 é que em quanto uma revolução industrial trouxe novos maquinários e a necessidade de muita mão de obra para manusear essas máquinas a revolução industrial vivida hoje trás muito mais tecnologia, do que simplesmente máquinas “burras”, ou seja, máquinas sem um sistema operacional, hoje as máquinas já estão integradas e conectadas na nuvem (cloud), integrando a internet das coisas.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA INDÚSTRIA 4.0

A grande vantagem com a chegada da indústria 4.0 é a melhoria de processos de produção, aumento de qualidade e padronização da fabricação de diversos produtos, sejam eles alimentícios, vestuários entre diversos outros.

Já uma desvantagem neste momento são os custos elevados para implantação dessa nova tecnologia no atual cenário industrial onde existe diversas micro indústrias, mas com poder de investimento muito reduzido se comparado com as grandes indústrias.

Muitas empresas já têm analisado as possibilidades que a tecnologia tem a oferecer e buscado até mesmo financiamento de novas máquinas para manterem-se competitivos no mercado, vez que empresas que saírem na frente terão grandes chances de se tornarem referências em suas áreas se aplicado a tecnologia de forma correta.

COMO SE PREPARAR PARA INDÚSTRIA 4.0

Para se preparar para esse novo formato é primordial que exista um planejamento, e este planejamento não envolve apenas a compra de novas maquinas integras com internet e sistemas avançados, é primordial que haja também o planejamento para contratação de mão de obra qualificado ou treinamento para qualificação da mão de obra atual, analise de custos com implantação, necessidades de adaptação do espaço com reformas e nova estrutura e infraestrutura.

Não menos importante é essencial que você também tenha dentro do seu planejamento o impacto financeiro e tributário em todos os âmbitos e para isso é muito importante que você esteja alinhado com a sua contabilidade, hoje em dia alguns escritórios de contabilidade oferecem muito mais que o serviço de geração de guias, como é o caso da Brasct Contabilidade, nós oferecemos além da contabilidade, serviços de gestão de processos, parametrização de alíquotas em sistemas, gestão financeira entre diversos outros serviços que auxiliam grandes indústrias no processo de tomada de decisão.

QUAL IMPACTO DA INDÚSTRIA 4.0 NA GERAÇÃO DE EMPREGOS?

Apesar de muitas pessoas acharem que a chegada da tecnologia na indústria pode ser um fator crítico e prejudicial para o mercado de trabalho podendo substituir profissionais por máquinas, é uma visão distorcida e limitante.

Com a chegada da indústria 4.0 muitas pessoas que faziam trabalhos braçais tem tido oportunidade de se qualificar para começarem a operar essas novas máquinas conectadas.

Hoje em dia, por exemplo, já existem operadoras de máquinas que trabalham remotamente de dentro de um escritório e a máquina em outra área, assim como podemos ver na medicina onde um médico pode operar um paciente que esteja em outro pais graças a tecnologia, isso tem se tornado uma realidade cada vez mais acessível para indústrias onde aquele operador que precisava ficar próximo de máquinas muitas vezes perigosas, hoje podem operar o novo maquinário a distância reduzindo riscos.

Qualificar os profissionais tem sido uma das opções mais empregadas hoje visto que buscar os poucos que já estão qualificados além de ter um custo maior com o salário ainda precisariam realocar o funcionário atual ou dispensa-lo, assim tendo que arcar com todas as custas rescisórias.

É importante ressaltar que, assim como na indústria que está se reinventando para se manter competitiva no mercado, é preciso identificar aqueles colaboradores que estejam com o mesmo objetivo de se manterem no mercado e queiram essa qualificação para que o que deveria ser um investimento em qualificação se torne um custo por treinar profissionais que não queiram de fato aprender e progredir junto com a sua empregadora, e para identificar esse profissional também é necessário ter um departamento de RH bem preparado.

QUAIS DESAFIOS DA INDÚSTRIA 4.0?

Os maiores desafios hoje para as indústrias 3.0 em se tornar 4.0 vai muito além do investimento com máquinas e infraestrutura, visto que existem diversos programas de incentivo do governo e financiamentos oferecidos por bancos.

Conforme a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) que estima 15% de empresas que adotam a manufatura avançada (indústria 4.0), e para que essa porcentagem continue crescendo indústrias de pequeno e médio porte precisam buscar outras empresas parceiras que auxiliam no planejamento dessa transformação como é o caso da Brasct que tem auxiliado seus clientes no processo de tomada de decisão.

QUAL IMPACTO DA CONTABILIDADE PARA A INDÚSTRIA 4.0?

Como mencionado acima além de ser um “coringa” na formação de estratégias e planejamento para uma indústria é essencial que o escritório de contabilidade que assessora essa empresa esteja preparada e qualificada para identificar possibilidades no longo de todo o processo.

Para ter uma ideia uma assessoria contábil que não esteja preparada e alinhada com as estratégias do negócio pode gerar um impacto negativo muito grande principalmente nas finanças da empresa quando não fazem a qualificação tributária adequada, podendo tributar de forma indevida alguns produtos utilizados na produção.

E por isso se você quer que a sua indústria também consiga migrar para o novo formato com o menor impacto possível é essencial que você esteja bem assessorado, somente uma contabilidade especializada pode ajudar no seu crescimento com boas escolhas e o menor impacto financeiro e tributário.

Fonte: O Petróleo

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HOME OFFICE DÁ CONTINUIDADE ÀS OPERAÇÕES DE EMPRESAS

Em tempos de pandemia gerada pelo novo coronavírus, modelo aplicado de forma inesperada, por parte das companhias, pode gerar problemas operacionais, mas também mostrar a viabilidade da ausência de presença física

Diante da rápida disseminação do novo coronavírus (Covid-19), o home office veio para, junto de tecnologia e capacidade criativa, manter em movimento a oferta de produtos e serviços aos clientes de diversas companhias do mercado brasileiro. Nos últimos dias, dentre uma série de medidas adotadas a fim de evitar aglomerações em deslocamento de pessoas, bem como convívio físico entre profissionais, muitas empresas passaram a atuar sob o modelo de trabalho remoto. A aplicação do método de colaboração chegou, para parte das companhias, de modo inesperado e pouco planejado, o que pode implicar, caso não haja transparência, em problemas operacionais e disseminação de vírus digitais, mas, por outro lado, na desmistificação do home office por aqueles que ainda valorizam a presença física em vez de resultados reais.

Segundo Nilson Filatieri, CEO e cofundador da HeroSpark, plataforma de soluções para empreendedores digitais, a adoção do trabalho remoto por empresas que não são acostumadas a trabalhar sob modelo pode ser turbulenta. “Nem todas as empresas estão preparadas. Ainda percebo lideranças que valorizam mais a comunicação presencial”, complementa Izabela Mioto, coordenadora da pós-graduação de Gestão de Pessoas: Desenvolvimento Estratégico do Capital Humano, da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).

Após o período de isolamento, determinado em decorrência da rápida e fácil disseminação do novo coronavírus, o CEO e cofundador da HeroSpark acredita que as empresas “não passarão a adotar esse modelo como lei, mas ficarão mais flexíveis a essa prática”. Izabela acrescenta que, mesmo que forçadamente, talvez essa seja uma oportunidade de as pessoas e empresas experimentarem um novo formato, até porque “não reconhecemos aquilo que não conhecemos”.

Nilson e Izabela concordam que o modelo home office surgiu para otimizar o principal recurso dos colaboradores, o tempo. “Dependendo da cidade em que a pessoa mora, é natural que perca até quatro horas por dia indo e vindo do trabalho”, esclarece o executivo. O trabalho em casa, além disso, diminui gastos com locação de salas comerciais, pagamentos de transporte e contas de água e luz. Por outro lado, a professora ressalta que nem todas as pessoas estão preparadas para atuar sob o modelo. “Existem personalidades que se beneficiam de ambientes calmos, sem muitas interferências, para outras, o contato com pessoas é uma fonte de energia. Nesse caso, o isolamento pode trazer desânimo e desmotivação”, explica. Outro ponto, acrescenta, é a necessidade de as companhias oferecerem bons recursos tecnológicos para seus funcionários — internet e equipamento —, uma vez que nem todos contam com isso em suas residências.

No Brasil, o home office, destacou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), teve queda de 2,1%, entre 2012 e 2014; cresceu 7,3%, em 2015; e voltou a ter queda de 2,2%, em 2016. Foi, em 2018, quando 3,8 milhões de brasileiros já trabalhavam em casa que o modelo atingiu seu auge — embora, aponta Izabela, a alta informalidade dos empregos tenha contribuído para essa estatística. Empresas como Amazon e Google, conta Nilson, adotam esse modelo há tempos. “É cultural, vai de país para país. O fim do modelo de repartição pública veio, em parte, junto com o empreendedorismo digital”, afirma.

Metodologia e organização

Entretanto, o trabalho em casa, reforçam, funciona mediante disciplina. “Se as pessoas não se planejarem, torna-se fácil perder o foco. A nossa casa possui mais distrações, em alguns casos. Home office é trabalho e exige responsabilidade”, lembra o CEO e cofundador da HeroSpark. A professora da Faap aponta que a empresa, na figura da área de recursos humanos e das lideranças, deve criar um guia que dê as principais dicas para que os colaboradores saibam a melhor forma de trabalhar em casa: “Nesse contexto, entram itens como clareza de metas e atividades a serem realizadas e a forma de acompanhamento, para que os chefes possam realizar os ajustes necessários diante da situação de seus times.”

Nilson esclarece que é crucial definir um canal de comunicação. “De preferência, um que não gere muita distração e as informações acabam se perdendo”, diz. Em empresas que trabalham tempo integral sob o regime de home office, é natural, afirma, que os líderes marquem encontros periódicos entre toda a equipe, a fim de facilitar a integração e criar alinhamentos.

Vírus digitais

Porém, como o home office, até então, não fazia parte do cotidiano de diversas empresas, muitas não tiveram tempo de preparar uma infraestrutura de segurança da informação, capaz de proteger os dados que passarão a transitar pelas redes privadas e mobile de cada colaborador. Dessa forma, afirma a professora da Faap, é importante que haja diretrizes que orientem os funcionários sobre o envio e o armazenamento de arquivos, confidencialidade de informações e esferas de acesso. “Para isso, é preciso que líderes e gestores de recursos humanos deem exemplos, assumindo a posição de conselheiros. Assim, colaboradores com dúvidas saberão quem acionar para ter os devidos esclarecimentos”, recomenda Izabela.

A professora conta que algumas companhias, especialmente nos últimos anos, quando as ciências comportamentais passaram a ganhar espaço no mercado, criaram personagens digitais — não, necessariamente, bots ou mecanismos com inteligência artificial, mas imagens e cartoons mais simples, que orientam as pessoas. “Também é importante que a empresa defina de maneira clara e objetiva quais as ferramentas aceitas nessa troca de dados e mensagens e que, caso outra seja utilizada, haja uma orientação rápida”, adiciona. Segundo Izabela, é importante, ainda, que a empresa defina, de maneira clara e objetiva, quais as ferramentas aceitas na troca de dados e mensagens e fomentar a utilização e atualização de programas antivírus e de proteção contra phishing, malware e outras ameaças online, que podem atingir aqueles que não costumavam acessar informações corporativas de seus próprios notebooks, desktops e smartphones.

Fonte: Meio & Mensagem

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