6 tendências que mudarão a forma como trabalhamos no futuro

Do fim da hierarquia como conhecemos a bots assistentes: estudo da Cognizant aponta as tendências do futuro do trabalho

No imaginário coletivo, o futuro do trabalho pode soar como uma animação pensada pela dupla de cartunistas Hanna Barbera – homens e mulheres dividindo suas tarefas cotidianas com máquinas estressadas. Soa clichê, reconhecemos. Mas fato é que o futuro do trabalho já dá sinais de seus reflexos hoje e diz muito mais sobre nossos comportamentos do que uma distopia tecnológica.

A Cognizant, empresa global de tecnologia e negócios, apresentou recentemente o estudo “Center for the Future of Work”, que apresenta 42 tendências sobre o futuro do trabalho no mundo. O estudo é um levantamento de dados coletados durante os últimos 10 anos de trabalho da empresa.

As tendências foram divididas em cinco categorias: mudanças nos modos, nas ferramentas, na estética, nos desafios e no significado do trabalho. De acordo com João Lúcio de Azevedo Filho, presidente da Cognizant no Brasil, o principal objetivo do estudo foi demonstrar como a tecnologia continua impactando o mercado de trabalho.

“Os humanos serão cada vez mais necessários. Não para tarefas repetitivas, mas para dar um direcionamento crítico e criativo para os insights que os bots nos trarão”, diz.

Abaixo, listamos seis das tendências que impactarão o mercado de trabalho. O estudo completo pode ser acessado na IT Trends. 

O fim da hierarquia tradicional

Embora ainda importantes, as hierarquias não pertencem ao mundo colaborativo. A hierarquia tradicional deve se adaptar a um modelo de organização baseado em auxílio mútuo e confiança. O futuro da estrutura organizacional está em saber equilibrar esses dois modelos.

De cargos para tarefas

O futuro do trabalho requer que as profissões sejam pensadas de maneira mais fluida, aceitando mudanças e reinvenções. Isso quer dizer que cargos estão sendo desconstruídos em tarefas, que são a forma mais sustentável de lidarmos com a força de trabalho homem-máquina.

De segunda a sexta para segunda a quinta

A jornada de trabalho de 40 horas distribuídas em cinco dias ao longo da semana é fruto da Primeira Revolução Industrial. Mas agora o trabalho pode ser realizado a qualquer hora, de qualquer lugar. E a tendência é que o fim de semana passe a contemplar a sexta-feira também.

De assistentes para robôs assistentes

Os assistentes facilitam o trabalho daqueles em posições de liderança. Mas esses profissionais poderiam ter profissões mais rentáveis e produtivas. Dessa forma, os robôs não vão roubar empregos, mas sim facilitar o trabalho. O novo assistente funcionará com zeros e uns, não com café.

De comprar para alugar

Os custos de comprar são maiores do que a ideia de comprar. A ligação entre riqueza e posses está diminuindo. E logo será desfeita. Embora a ideia de posse tenha sido um dos pilares do mundo moderno, a tendência é de mudança. Possuir bens não é mais tão sedutor assim para os jovens que estão entrando no mercado.

De robôs maus para robôs bons

Uma ideia disseminada pelo imaginário popular é a de que os robôs fazem muitas coisas boas, mas também podem fazer coisas muito ruins. De quem é a culpa? Nossa! Bots mal programados só podem ser corrigidos por humanos. Ou seja, bons humanos ainda são necessários para desenvolver bons bots.

Fonte: IT Trends.

Sobre Ramires, F. A. Borja

Proficiência em Regras de Negócios e Tecnologia da Informação
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