RECURSOS HUMANOS orientado a dados

Uma pesquisa rápida pela internet para entender o que existe de moderno no setor de RH, que os termos “people analytics”, “big data para recrutamento” e “inteligência artificial” vão aparecer aos montes. Muito do que se discute do futuro do setor está em inserir de forma mais intensa o aproveitamento de dados para a tomada de decisão. Este é um movimento natural e que não é novidade em diversas outras áreas de negócio. Vendas, Marketing, Logística, Finanças, por exemplo, já estão sendo transformadas por esse modelo de pensar e agir nos últimos anos.

Mas será que o RH consegue fazer parte dessa tendência com facilidade?

Devido a quase que uma cultura do setor, o profissional de RH se manteve distante de temas muito técnicos quando falamos de análise e tratamento de dados.

Antes de mais nada é importante destacar que ser orientado a dados envolve ter nas decisões corporativas a objetividade de estar sempre baseado em evidências. E é nesse contexto que People Analytics ganha sua importância, pois envolve toda a ciência para tratar dados de forma estatística em uma área de gestão de pessoas.

Dentre diversos caminhos possíveis para construir um RH Data Driven, destacamos alguns passos mais importantes:

1. Forme um time de profissionais completos

Em empresas, assim como em áreas específicas, que são orientadas a dados, os profissionais de destaque possuem conhecimentos dos mais diversos. Isso significa que ter um campo de visão restrito certamente dificulta a capacidade de inovação, e mais ainda, de trazer para o mundo real o que foi descoberto nas análises.

Embora a análise de dados possa parecer algo frio e solitário, é fundamental que em seu núcleo tenham pessoas com competências avançadas em gestão de pessoas, negócios e capacidade analítica e crítica.

2. Defina seus objetivos

Implementar uma cultura data driven não significa sair analisando todas as métricas que forem possíveis. Para otimizar seus resultados, é muito importante definir primeiramente onde se pretende chegar.

Divida o RH da sua organização em subsistemas como Recrutamento e Seleção, Carreira e Desenvolvimento, Cultura, Remuneração, etc. Dessa forma, você pode fazer um diagnóstico mais preciso de quais problemas existem e quais são os mais críticos para serem atacados.
Com esse trabalho de análise crítica feito, crie um roadmap de ação, ou seja, não se proponha a resolver tudo de uma única vez.

Por exemplo, é mais importante decidir quem será promovido para uma vaga em aberto ou descobrir quantos funcionários deixarão a empresa no próximo ano? Entender como diminuir seu turnover através de recrutamento ou quais treinamentos são mais relevantes para formar a futura liderança?

Crie um cronograma para tratar tudo com sua devida importância, de acordo com o que for mais urgente.

3. Defina indicadores para processos bem estruturados

Primeiramente nenhum dado será coerente de ser analisado se estiver mensurando um processo que não faz sentido. Dessa forma, é importante que você defina qual é o escopo dos seus processos de RH, ou seja, quais são as atividades que devem ser executadas para que o valor daquele processo seja entregue à organização.

Agora que você entende o início e fim dos seus processo de RH, você deve definir indicadores para monitorá-los. Esses indicadores devem medir os níveis de eficiência e eficácia da sua organização, ou seja, o desempenho dos seus processos produtivos.

Por exemplo, imagine que você traça uma meta somente de EFICÁCIA para um processo de compras: “100% de assertividade nas compras”. Dessa forma você irá mensurar a satisfação do cliente interno com a compra, mas estará deixando de lado fatores como o preço do produto, ou o tempo de entrega.

Do mesmo modo, se você definir uma meta somente de EFICIÊNCIA, como “Reduzir o custo com compras em 50%”, não estará analisando se a qualidade do produto é alta ou baixa.

Um bom conjunto de métricas para um processo é aquele que equilibra indicadores de eficiência e eficácia.

4. Correlacione os dados

Com indicadores bem definidos é o momento de levantar os dados para poder analisá-los. Uma dica aqui é criar um sistema de periodicidade e separar o tempo em sua agenda para consolidar as informações e aplicar a análise crítica necessária.

Para isso, você deve conseguir identificar nos números que levantou e consolidou, qual é a interdependência entre eles.

Podemos dizer que a causalidade é a relação entre um evento (a causa) e um segundo evento (o efeito), em que o segundo acontecimento é entendido como uma consequência do primeiro.

Nesse artigo não é possível detalhar todas as técnicas estatísticas que existem para serem aplicadas. Vale dizer de forma superficial que é importante identificar nos números a relação de causa e efeito, e não somente as correlações.

Por exemplo, na sua organização você identifica que os colaboradores possuíram suas maiores taxas de produtividade no mês de maio. Ainda analisando os números, você encontra que essa curva de produtividade está acompanhando os momentos em que a organização está com um volume maior de saída de dinheiro. Isso significa que os colaborares ficam proporcionalmente mais produtivos quanto menos dinheiro sua empresa possui?

É a análise crítica e persistência que deve fazer você encontrar a verdadeira relação de causa e efeito, como no exemplo acima, identificar que os gastos estavam ligados a diversas ações de employer branding que, embora tenham envolvido um budget alto, impactaram positivamente no resultado do time.

5. Preveja o Futuro

Vendas, Marketing, Logística e outra áreas se tornaram Data Driven nos últimos anos por um único motivo: investir esforço de forma inteligente.

Isso significa que podemos nos tornar muito mais efetivos nas nossas ações se soubermos mirar os esforços onde trará mais retorno.

Se você entende, por exemplo, que o perfil de aprovados no seu programa de Trainee coincide com o perfil dos seus Top Performance em termos de faculdade, cursos e principais experiências acadêmicas, você pode direcionar seu esforço de atração e divulgação da marca nas universidades que te trarão as pessoas com mais fit para o que você precisa, por exemplo.

O universo de correlações possíveis é gigantesco e esse é um caminho fundamental para a construção do “Famoso RH Estratégico”.

Diminuir a subjetividade do RH já é uma premissa estabelecida e que precisa acontecer cedo ou tarde nesse ecossistema brasileiro. Embora não seja simples, ter um RH orientado por dados e métricas pode ser o caminho para darmos o salto que essa área precisa.

Fonte: Gupy

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Indústria 4.0, como ela pode impactar as nossas vidas

 

Um dos maiores impactos da Quarta Revolução Industrial’ será uma mudança no mercado como todo

A Indústria 4.0 já é realidade. A chamada Quarta Revolução Industrial envolve o uso de novas tecnologias com o intuito de promover automação e troca de dados na criação de indústrias inteligentes. Para entender melhor do que se trata, o professor do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas de Computadores da UniJorge, Arleys Castro, simplifica o conceito: “É o aperfeiçoamento da indústria, que engloba as principais tecnologias no que tange a automação, controle e sistemas da informação, aplicadas aos processos de inovação da manufatura”.

A humanidade trilhou um longo caminho até aqui. E cada vez que houve mudanças drásticas no modo de produção caracterizou-se uma revolução. Foi assim em 1760, com o surgimento da máquina a vapor, que deflagrou o processo de automação do que antes eram apenas produtos manufaturados, o que permitiu, consequentemente, a produção em larga escala.

À primeira Revolução Industrial seguiu-se uma nova, marcando os últimos anos do século XIX e início do século XX. Desta vez, a principal inovação foi a eletricidade, que proporcionou a popularização de bens de consumo tão comuns atualmente, como os eletrodomésticos. Na década de 1960, o mundo foi surpreendido por uma nova Revolução Industrial, agora pautada pelo advento da informática e da tecnologia de informação. Com a chegada da internet, nos anos de 1990, os computadores ganharam ainda mais popularidade, integrando-se às rotinas de escritórios e casas.

O futuro é agora

O desenvolvimento tecnológico abre horizontes antes imagináveis apenas em filmes de ficção científica. Mas, junto com a Quarta Revolução Industrial, o futuro já chegou, com impactos profundos nos meios de produção. O professor Arleys Castro explica que a Indústria 4.0 utiliza sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços para permitir que os processos de produção se tornem cada vez mais eficientes, autônomos, customizáveis e, de certa forma, mais simples no alcance do objetivo final.

A ideia da nova onda de mudanças profundas surgiu em 2016, quando o professor alemão e fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, publicou o livro A Quarta Revolução Industrial. “Essa nova revolução tem como característica englobar algumas tecnologias emergentes para a automação e troca de dados, utilizando conceitos de Internet das Coisas, Computação de Nuvem, Big data, Computação em Sensores, dentre outros”, define o professor.

Principais características

A principal característica da Indústria 4.0 é utilizar as inovações tecnológicas para o desenvolvimento de uma indústria inteligente. Assim, conceitos como Inteligência Artificial (AI), Realidade Virtual (VR) e Internet das Coisas (IoT) são aplicados de maneira a tornar a produção mais eficiente.

Essas tecnologias vão conferir à indústria inteligente uma maior agilidade e transformação na cadeia produtiva. Por meio do cloud computing, por exemplo, é possível disponibilizar o armazenamento de arquivos ou banco de dados em servidores que são hospedados por meio da internet.

Fonte industria40

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Contadores e Cientistas de Dados

Neste artigo, entenda as semelhas, diferenças e o que une os profissionais de T.I e de contabilidade.

No mundo tecnológico em que vivemos não há profissão imune aos registros de dados. Todas as profissões têm nas Ciências da Computação apoio fundamental, quando não é a própria essência. Da medicina à arqueologia, do jornalismo às engenharias, todas as pessoas que atuam no mercado corporativo ou em pesquisas acadêmicas necessitam do que chamamos, comumente, de Tecnologia da Informação – TI.

Entidades estatais, privadas, condomínios, cooperativas etc. não operariam sem o uso da tecnologia da informação. Não me refiro apenas aos dispositivos, mas a eles também. Nossos smartphones deixaram de ser um aparelho para falar e ouvir, mas um potente computador de mão, e como tal, processa volumes imensos de dados conectados ou não à grande rede.

No cenário de interconectividade e colaboração profissional, os contabilistas são grandes consumidores de informações – a partir dos dados das entidades.

A ciência contábil, assim como outras ciências, depende de muitas interações dos dados e seria injusto definir os profissionais como usuários e usuárias, apenas. Usuário é quem apenas usufrui. Os contadores e contadoras, via de regra, definem aos profissionais de TI como deverá ser o tratamento adequado dos dados para que sejam úteis à tomada de decisão e redução de risco tributário.

O papel das pessoas que exercem  esta categoria está na Wikipedia: Contabilista é o profissional da ciência contábil ou contabilidade responsável por lidar com toda a área financeira, econômica e patrimonial de uma pessoa jurídica ou  pessoa física.

Os contadores, assim como os cientistas de dados, precisam lidar com questões sensíveis como segurança, reputação, confiabilidade e integridade. São muitas áreas envolvidas. Por semelhança, e não por acaso, o cientista de dados também atua com inúmeras fontes de informações e mantém uma interface bastante rica com as gestões corporativas.

As pessoas que atuam nesta área do conhecimento, segundo a USP, os bacharéis em ciência de dados dominam conhecimentos e habilidades em campos como: algoritmos; estruturas de dados e programação; inteligência artificial, aprendizado de máquina e mineração de dados estruturados e não estruturados; modelagem, organização, armazenamento e gerenciamento de dados; modelagens matemáticas e estatísticas; otimização; inferência estatística; visualização científica e de informação. Além disso, desenvolvem competências éticas, de comunicação e de pesquisa (Jornal da USP).

À minha provocação talvez seja possível afirmar que são muito distintas as duas profissões. Aceito. E pondero: distintas no foco, no resultado do esforço e dedicação. Todavia muito semelhante pelo tratamento dado ao grande volume de dados.

O Big Data Fiscal de uma empresa, no passado chamado de Data Warehouse fiscal – respeitadas a discrepâncias entre os dois conceitos – podem ser percebidos pelo viés do uso intensivo da tecnologia. A contabilidade, especialmente tributária, é um campo fértil para robotização. A Inteligência Artificial aplicada para análise de dados contábeis é um caminho sem volta.

Claro que o aprendizado de máquinas dependerá dos seres humanos – contadores e contadoras que ensinam as máquinas conceitos e procedimentos. Provavelmente no futuro o próprio trabalho será treinar máquinas para fazer boa parte das tarefas rotineiros – na área contábil e outras.

Teremos uma questão ética: quem terá acesso aos nossos dados e qual será o uso – permitido e de fato – quando dispusermos de robôs em rede realizando tarefas. Será que os robôs estarão programados para não denunciar o contribuinte em caso de falha (ou de fraude)?

Já ouvi de um cliente que os profissionais contábeis e os cientistas de dados são dois lados da mesma moeda. Eu diria que estão no mesmo lado da moeda, pois no outro estão os desafios. Ter empregabilidade se traduz na busca de mulheres e homens por ocupações que têm desafio enorme de conhecer muitas profissões.

O que tenho feito nas últimas quatro décadas, com algum sucesso, é traduzir aos profissionais de TI as demandas da contabilidade tributária. E a cada dia me sinto ameaçado nas oportunidades de consultoria em projetos. As inteligências inseridas nos sistemas são exponenciais. Eu sou um profissional de TI e estudei – e ainda estudo – a contabilidade tributária diariamente. Dou aulas de malhas tributárias digitais, auditoria tributária digital, escrituração digital e digo que o ser humano ainda é a peça fundamental nas organizações. Não sei até quando, mas ainda são.

O que também é fato: a distância entre a capacidade de aprender das máquinas e dos humanos está diminuta.

Fonte: Contábeis

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Diferenças entre os planos: estratégico, tático e operacional

 

Administrar uma organização sem um planejamento é idêntico a viajar sem definir o destino. Você pode chegar a lugares interessantes e fantásticos da mesma forma que poderá chegar a lugares desagradáveis com situações embaraçosas. E mesmo que chegue a algum lugar interessante, há um grande risco, pois existe incertezas quanto a custos entre outros. É importante destacar que qualquer administrador de empresas, seja ele o próprio empreendedor, sócio ou um administrador profissional sabe que toda empresa precisa planejar seu futuro e que este planejamento esteja disseminado na organização.

E este artigo discorre sobre este planejamento futuro divido da seguinte forma:

  • Planejamento Estratégico
  • Planejamento Tático
  • Planejamento Operacional

Planejamento Estratégico (Longo prazo)

No planejamento estratégico é onde tudo começa, a visão do futuro da organização toma forma, levando-se em consideração os fatores ambientais externos e internos, definindo os valores, visões e a missão da empresa.

Em geral, o planejamento estratégico é de responsabilidade da alta administração da empresa. Ou seja, as decisões são tomadas pela alta direção, dono do negócio, CEO, presidente e diretores.

Ao longo do planejamento estratégico, as ações desenvolvidas levam em consideração o longo prazo, sendo considerado, normalmente, um período de 5 a 10 anos, sem iniciativas muito específicas, afinal, seria muito difícil acertar tantos detalhes para um período tão longo.

O importante aqui é levar em conta todos os fatores internos e externos a organização, por exemplo, o cenário econômico global e a situação do mercado em que a empresa atua. Uma excelente ferramenta nesta hora é a análise SWOT que ajuda a mapear todas as Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças e fornece uma ótima base para a estruturação dos demais planos estratégicos. A organização precisa ter muito bem definido quem ela é, aonde quer chegar e o que considera mais importante no caminho.

Alguns exemplos de objetivos estratégicos:

  • Aumentar a satisfação dos clientes em 20%;
  • Reduzir os custos produtivos em 15%;
  • Elevar o índice de capacitação dos funcionários em 30%;
  • Reduzir a rotatividade de funcionários em 60%;
  • Ter participação de 20% em um outro setor da economia;

Planejamento Tático (Médio prazo)

Enquanto o planejamento estratégico se refere ao todo da empresa, o planejamento tático considera um foco mais restrito. Diz respeito ao nível departamental, envolvendo, muitas vezes, apenas um processo do início ao fim.

É no planejamento tático que são criadas as metas e que se constrói o ambiente adequado para que as ações determinadas no planejamento estratégico possam se concretizar.

Tendo em vista que corresponde a um planejamento mais pontual, as ações podem ser decididas por pessoas que ocupam desde posições na alta direção como no operacional, por exemplo, membros da diretoria e gerentes.

Outro atributo que difere o planejamento tático corresponde ao tempo em que se espera resultados das iniciativas — geralmente, no prazo de 1 a 3 anos.

A partir do Planejamento Tático temos como saída os Objetivos Táticos para cada unidade específica da organização (produção, finanças, marketing e de recursos humanos). Estes objetivos devem ser criados de forma a garantir que os Objetivos Estratégicos sejam alcançados.

Alguns exemplos de Objetivos Táticos:

  • Garantir que os pedidos de clientes sejam atendidos em no máximo 01 dia;
  • Garantir que nenhum produto com defeito seja comercializado;
  • Garantir que todos os funcionários sejam avaliados e tenham feedback ao final de cada projeto;

Planejamento Operacional (Curto prazo)

O planejamento operacional corresponde ao nível de onde partem as ações para que se alcance as metas determinadas no planejamento tático, que, por sua vez, devem estar em consonância com o planejamento estratégico.

Aqui, os envolvidos são aqueles que, de fato, executam as iniciativas que são aplicadas em curto prazo, normalmente, no período de 3 a 6 meses.

No planejamento operacional, todos os níveis da empresa são envolvidos e atentam para o acompanhamento da rotina, assegurando que todas as tarefas e operações sejam realizadas, em conformidade com os procedimentos determinados.

Como resultado da etapa de Planejamento Operacional geralmente obtemos Planos de Ações e Cronogramas das atividades que precisam ser desenvolvidas dentro do período de tempo que está sendo planejado. Uma ferramenta muito útil nesta etapa é o 5W2H que auxilia a empresa a montar os Planos de Ações sem esquecer nenhum detalhe importante.

Veja abaixo alguns exemplos de Objetivos Operacionais:

  • Implantar um sistema de separação e rastreamento dos pedidos;
  • Implantar um programa de qualidade total;
  • Fechar parceria com uma universidade para capacitar os funcionários.

Na hora de pensar no Planejamento Operacional de sua organização, além das informações do 5W2H, algumas questões que podem ajudar são:

  • Como fazer?
  • Quem vai fazer?
  • Qual o prazo esperado?
  • Quais as ferramentais e recursos necessários?
  • Quanto vai custar?
  • Quais as alternativas?

Além disto, é essencial uma avaliação dos riscos de cada atividade planejada, bem como a definição de planos de contingência para caso um desses riscos se concretize.

Conclusão

Um planejamento estratégico não irá se concretizar se os esforços do nível tático e operacional não forem bem sucedidos, afinal, trata-se de um processo integrado.

Ou seja, não existe um nível mais importante do que o outro, todos são igualmente necessários: o estratégico para definir uma visão, o tático para se orientar por essa visão e desenvolver planos de ação mais focados, e o operacional para levar todo o planejamento para a execução.

Fonte: Profissionais TI

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HOME OFFICE, o que aprendemos na gestão de pessoas

Em 2020, tivemos que mudar tudo e muito rápido. No mundo corporativo, em poucos dias, o coronavírus obrigou os escritórios a ficarem vazios e milhares de pessoas passaram a trabalhar de casa. Tudo isso, com pouco ou nenhum planejamento. A verdade é que o home office estava longe de ser uma prática comum no Brasil, seja por questões relacionadas à infraestrutura ou culturais.

Após mais de um ano de pandemia, as incertezas são muitas, mas uma coisa já sabemos, o teletrabalho veio para ficar. Segundo um estudo da FGV, a tendência é que esse modelo cresça 30% após o fim da crise, e com ele o desafio de encarar uma nova forma de gerenciar pessoas. O isolamento impulsionou uma mudança significativa no mundo corporativo e ainda estamos aprendendo ao longo do processo, mas já podemos tirar algumas lições.

A primeira é uma mudança cultural importante. Cultura, em última análise, é a representação da nossa forma de viver e o home office impulsionado pela pandemia inaugurou uma nova cultura organizacional e consequentemente um enorme desafio. Criar e manter um ambiente de colaboração e acolhimento quando a convivência e as trocas se dão somente no virtual é um exercício que exige ainda mais engajamento das lideranças. Para isso, é importante estimular o comando pelo exemplo, em que a conquista da confiança e o engajamento do colaborador acontece por meio da aplicação prática dos valores da companhia.

As ações de quem lidera serão determinantes para o que todos sintam-se parte da organização. As empresas são feitas de pessoas e nesse momento tão delicado o papel integrador do líder é fundamental. Mas para isso, ele também precisa estar engajado e motivado. Trabalhe, em conjunto com este líder, os caminhos para desenvolver a sua carreira e suas habilidades de gestão, por meio de cursos, mentorias e ações criadas com esse objetivo (reuniões recorrentes e ou comitês). Aqui vale um alerta: desenvolvimento não é igual para todo mundo e cada um tem o seu tempo e desafios a serem vencidos. É preciso entender e respeitar o ritmo de cada indivíduo.

Outro aprendizado que tivemos neste período e que já devia ser um mantra: a segurança do colaborador vem em primeiro lugar. Aprendemos que a integridade física e mental dos nossos profissionais é vital para a continuidade dos negócios. É imprescindível cuidar da segurança psicológica das pessoas, pois como estamos trabalhando de casa, aumenta a necessidade da empresa se comunicar com os colaboradores, dar segurança e acolhimento.

Protegendo o colaborador, estamos garantindo que ele esteja bem para atender o cliente e desempenhar suas atividades. Parece simples, mas na prática exige colocar de fato as pessoas no centro de tudo. Somente uma estratégia pensada a partir da ótica do funcionário é capaz de criar nele a percepção de que a empresa está se esforçando para cuidar da sua saúde e engajá-lo neste mesmo propósito.

Vimos, como nunca antes, “vida pessoal” e a “vida profissional” misturadas, o escritório foi para dentro da casa do colaborador e por sua vez, a casa do colaborador entrou dentro escritório em diversas situações. Afinal, um pai ou uma mãe podem precisar interromper uma reunião para atender um filho, que acorda chorando após uma soneca no meio da tarde, não é mesmo?

Foi preciso empatia para liderar pessoas, enquanto os lares estão em pleno funcionamento.  Também foi necessário acolher e dar suporte para quem teve dificuldades de adaptação, seja porque não tem estrutura em casa, ou tem filho pequeno ou porque simplesmente é uma pessoa muito sociável.

Por último, mas não menos importante, com o isolamento social, ficou ainda mais evidente o quanto a comunicação e colaboração são fundamentais nos momentos de crise. Por mais que estejamos distantes fisicamente, nunca estivemos tão conectados e isso impacta na forma das pessoas se relacionarem. Nesse contexto, repensar a comunicação interna e diversificar os canais e conteúdo para estimular em todos o senso de ajuda mútua e de pertencimento é fundamental.

A pandemia vai passar, mas deixará o home office como legado. Cabe às empresas aproveitarem os pontos positivos que o modelo traz e se adaptarem à nova realidade e a nova forma de fazer gestão de pessoas, que esse novo momento inaugurou. O futuro das empresas e a vida dos seus colaboradores dependem disso.

Fonte: Contábeis

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A importância da Controladoria para as empresas

Empresas que contam com um serviço externo de controladoria podem ser mais efetivas

Quando o assunto é a adequação às regras tributárias, o Brasil sem dúvidas não é um país para amadores. A burocracia e o grande número de tributos já são velhos conhecidos de quem lida com a área fiscal.

A realidade é capaz de assustar os mais desavisados tanto que o país amarga, há muitos anos, o título de um dos que mais dificulta a realização de negócios no mundo.

Segundo o Relatório Doing Business, realizado em 2020 pelo Banco Mundial, o Brasil ocupa a 124ª colocação na regulamentação do ambiente de negócios. Já no pagamento de tributos, nos mantivemos entre os 10 piores países do mundo, ocupando o 184º lugar entre 190 nações. São 1,5 mil horas por ano investidas apenas na apuração e pagamento de tributos!

Um simples deslize pode custar caro, inclusive a reputação e mesmo a sobrevivência da empresa. E com uma lista de mais de 90 impostos federais, estaduais e municipais, taxas e contribuições, não é difícil errar.

Por isso é tão importante que uma organização, principalmente as que têm diversas subsidiárias ou para quem tem mais de um negócio em diversos ramos de negócio, conte com o trabalho de controladoria externa. Mas afinal, o que é a controladoria?

É uma área das Ciências Contábeis que tem como objetivo realizar um controle de qualidade, contribuindo na coordenação e administração de assuntos fiscais, orçamentários e também administrativos.

Na prática, esse tipo de profissional é capaz de trazer um olhar exterior, sendo responsável por zelar por uma administração eficiente e que mantém a empresa saudável e lucrativa.

Seu trabalho inclui o supervisionamento das atividades contábeis, garantindo que os livros-razão reflitam com precisão o dinheiro que entra e sai da empresa. Ele também é capaz de assumir uma função mais estratégica no gerenciamento de projetos, bem como desenvolver relatórios financeiros, criar orçamentos e planejar os gastos da empresa.

Empresas que contam com um serviço externo de controladoria podem ser mais efetivas! Isso porque um controlador também é capaz de:

  • Supervisionar a preparação das contas anuais individuais e consolidadas, bem como das demonstrações financeiras;
  • Desenvolver e implementar controles internos;
  • Definir normas e procedimentos para toda a empresa;
  • Organização e analisar o sistema de relatórios utilizados;
  • Coordenar projetos transversais ao grupo ou organização, que podem relacionar-se com a estratégia, TI, Finanças ou Contabilidade;
  • Controlar os objetivos financeiros gerais da empresa: orçamentos, investimentos, financiamentos, etc;
  • Participação na definição do plano geral de negócios da empresa.

Como deu para perceber, a controladoria tem o potencial de ser uma parceria estratégica nos negócios da empresa. Bons controladores financeiros têm muita atenção aos detalhes e ao panorama geral da empresa.

Esses profissionais têm uma experiência significativa em questões contábeis e estão por dentro das recentes modificações impostas pelo Fisco, além da capacidade de orientar outras pessoas a não errarem em questões tributárias e financeiras.

Hoje não são muitas as empresas que contam com o trabalho de controladoria. E a queda de 6,91% na arrecadação federal em 2020 é o grande sinal de que o governo virá com tudo atrás de quem não pagou a sua parte corretamente.

Se você deseja manter a saúde da sua organização e ficar longe da mira do Fisco,  vale a pena investir no serviço de controladoria!

Fonte: Contábeis

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Inteligência Artificial extrapola a otimização de processos

Amadurecimento da tecnologia expande funções de uso e desafia antigas estratégias de negócio

Em breve, a Inteligência Artificial (IA) deixará de ser um braço da inovação e passará a ser o pano de fundo dela. Empresas passarão a ter a tecnologia como parte integral, amplificada e transversal nas estratégias de negócio. Do outro lado, usuários cada vez menos perceberão a diferença entre um bot e uma pessoa durante atendimento. A tecnologia vem se amadurecendo no Brasil rapidamente nos últimos anos e caminha para gerar grande impacto nas relações de negócios e nas experiências dos usuários. Em um cenário otimista de aproveitamento máximo da tecnologia, alguns setores podem quadruplicar a produtividade até 2030, segundo relatório do Sebrae.

Na segunda edição do AI + Tour, ocorrido em novembro de 2019, evento realizado pela Microsoft que percorre oito países da América Latina, incluindo o Brasil, a presidente da sucursal brasileira, Tânia Cosentino, disse acreditar que a IA seja uma tecnologia tão disruptiva quanto outras inovações que transformaram a forma de viver da sociedade, como o telefone, o computador e a internet.

Segundo o estudo “O impacto da IA no mercado de trabalho”, realizado pela consultoria americana DuckerFrontier a pedido da Microsoft, em um cenário de utilização da capacidade máxima da IA, alguns setores poderiam ter um ganho de produtividade que represente um aumento na taxa anual de crescimento (CAGR) do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,1% ao ano até 2030. A projeção de crescimento do PIB feita pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no mesmo período é de 2,9%.

O relatório de Economia Digital 2018 do Sebrae, indicava que o uso de assistentes virtuais seria tão comum em 2020 que as pessoas não sentiriam mais diferença entre interagir com uma pessoa ou com uma máquina. Isso acontece devido ao aperfeiçoamento de sistemas que aprendem com a “linguagem natural”, ou seja, a tecnologia entende e melhora sua capacidade com a sua interação com o homem, podendo identificar até mesmo suas emoções com uma armazenamento infinito de dados.

Amadurecimento da tecnologia

Quanto mais a tecnologia é utilizada, mais ela amadurece. Para o Executivo de Data & AI da IBM BrasilFabricio Lira, o amadurecimento tecnológico das corporações tem permitido que as empresas olhem para a IA visando ampliar sua funcionalidade. “Até então era uma coisa muito etérea, o próprio tema é muito amplo, então existia uma ansiedade muito grande de usá-la em algumas coisas, mas então vieram dois grandes inibidores: o primeiro era encontrar um caso de uso consistente para mostrar que a tecnologia funciona, e o segundo a questão de qualificação e organização dos dados das empresa. Resolvendo isso, a gente virou a página”, diz.

Para a IBM, a IA é dividida em três pilares: otimizaçãoautomatização de tarefas e predição. De acordo com Lira, o amadurecimento da IA veio com a primeira onda, muito focada na otimização de processos do atendimento ao cliente, como o exemplo do chatbot. “Você vê inúmeros exemplos de chatbot que estão levando uma visão mais humanizada ao atendimento. Você consegue treinar a máquina para dar uma resposta muito mais calibrada para a necessidade daquele cliente”, relata. Lira afirma que estamos na “segunda onda”, focada em automatização de tarefas, e que o grande desafio do setor ainda é a predição.

“A predição é onde as companhias estão gastando mais tempo para conseguir ser mais assertivas. Cada indústria está amadurecendo de acordo com o perfil da segmentação e o momento que vai investir”, diz. O executivo conta ainda que o segmento de bancos e finanças está mais avançado no uso da tecnologia, porém é a indústria de varejo que deve se destacar. “Indústria como retail é a que vai receber mais investimentos em tecnologia, pela primeira vez nos últimos anos, do que o setor de bancos e finanças. O sistema de varejo hoje é essencialmente dependente de tecnologia de analíticas avançada e inteligência artificial”, explica.

Estudo encomendado pela Microsoft destaca ainda cinco categorias que deveriam ser priorizadas para o desenvolvimento de IA no país: governoserviços públicos e governançaeducaçãohabilidades e capacitaçãopesquisainovação e desenvolvimentoinfraestrutura de tecnologia; e éticaregulamentação e legislação.

A personalização da experiência

Lançado em 2011, o IBM Watson levou a IA para os centro dos negócios da companhia. O Watson é a plataforma de Inteligência Artificial da empresa por trás de soluções de clientes como Bradesco (com a BIA) e da Volkswagen. “Ela é um conjunto de capacidades que permite que a empresa [cliente] desenvolva os casos de uso conforme seus próprios interesses”, resume Fabricio Lira.

A partir dessa lógica, a Escola de Negócios Saint Paul viu a oportunidade de desenvolver sua própria plataforma digital com inteligência artificial, chamada LIT, para personalizar o aprendizado do aluno. Desenvolvida durante dois anos com o auxílio da IBM e de professores da instituição, a plataforma surgiu para ofertar os mesmos cursos presenciais completos, que duram cerca de dois anos e podem custar até R$ 60.000,00, em uma plataforma digital de ensino por assinatura com mensalidades que custam, em média, R$100,00. “Uma tentativa de democratizar o ensino de alta qualidade”, diz o co-idealizador do LIT e reitor da Escola, Adriano Mussa.

Na plataforma, a experiência do usuário é personalizada com a tecnologia a partir de duas questões norteadoras: como e o que aprender. O “Paul”, bot de tecnologia da IBM Watson que atua como “tutor” de IA, consegue identificar, em poucos minutos, traços da personalidade do usuário que determinarão o tipo de aprendizagem mais eficiente para ele, seja, por exemplo, através de vídeos, textos ou áudios. Outra personalização da plataforma acontece antes do aluno iniciar o curso, com um questionário de cerca de 5 minutos que analisa o nível de conhecimento do estudante.

Para Mussa, a IA está mudando a forma de se fazer negócio. O executivo explica que com esse tipo de tecnologia não é possível pensar na lógica de orçamento medido sob a base de tempo, geralmente anual ou semestral, que as empresas costumam trabalhar. “É muito difícil prever o ROI [retorno financeiro de um investimento], especialmente no começo, porque com essa métrica vamos medir as expectativas de resultados em curto prazo. O problema é que tecnologia como a IA começa pequena, então entra em um ciclo de operação com o usuário para, assim, ir crescendo e aperfeiçoando. Isso pode levar de 5 a 7 anos”, conta.

O radiologista gestor médico de Inovação do Grupo Fleury, Gustavo Meirelles, diz que iniciativas de inovação com IA são vistas como “custo” se olhadas sob a perspectiva de curto prazo, pois tem aplicação imediata e retorno muitas vezes “intangível”, entretanto aplicações resolutivas que podem auxiliar no diagnóstico de um paciente e, em minutos, até salvar uma vida.

Uma equipe médica da empresa, em parceria com a IBM, desenvolveu o Oncofoco, um teste de perfil genético tumoral que fornece informações por meio de IA para auxiliar a tomada de decisão médica na assistência personalizada de pacientes com casos de câncer complexos. O Oncofoco também possui tecnologia da IBM Watson e em sua versão ampliada é capaz de avaliar alterações existentes em 366 genes.

Para Meirelles, a medicina irá atuar cada vez mais em tratamentos personalizados e o investimento em IA no setor deve crescer, inclusive no Brasil. A tecnologia já tem várias aplicações na área, segundo o médico: agendamento de exames, sistema de saúde populacional e, sobretudo, avaliação de imagens. Segundo análise do Sebrae, uma das tendências do mercado de IA no Brasil é de fato o aumento de investimentos na saúde, principalmente por meio de programas governamentais. A ideia é que a tecnologia ajude na identificação de diagnósticos e na otimização da medicina preventiva.

Reconhecimento facial e de imagem

Essa mesma habilidade de analisar imagens e cruzar informações com um vasto banco de dados é também utilizada na plataforma Carol, da TOTVS. A Carol se utiliza da tecnologia de reconhecimento facial para reconhecer o usuário e agilizar processos de gestão de pessoas, até mesmo off-line. O diretor do TOTVS Labs, Vincent Goetten, conta que a tecnologia começou a ser aplicada no setor agropecuário, passando a atender também, entre outros setores, o alimentício e o manufatureiro.

“Na JBS criamos um modelo que é como tirar uma selfie. Você abre o aplicativo e ele já inicia com a câmera frontal. Você faz a foto e já bateu o ponto”, explica. Como forma de segurança, o funcionário recebe um certificado que garante a legitimidade do ponto. Para evitar fraudes, a tecnologia foi melhorada com a inclusão da capacidade de identificar se aquilo que a câmera vê é realmente uma pessoa ou se é uma imagem ou vídeo.

A Carol é uma plataforma para dados e machining learning e também atua com diferentes capacidades de aplicabilidade para gestão do conhecimento. Entre outras funcionalidade, hoje, ela está sendo treinada para identificar problemas em grãos de soja, solução ainda não divulgada no mercado.

“Através de uma câmera a Carol olha para os grãos colocados sobre uma superfície e identifica problemas nesses grãos. O treinamento acontece, geralmente, por análise de vídeo. Assim, um vídeo de 10 segundos, por exemplo, tem 600 fotos analisadas”, conta. Goetten explica que a tecnologia poderá reduzir muito o tempo de escolha dos grãos durante a seleção para compra da safra.

Fonte:  IT MIDIA

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Home Office irá acelerar o Everything as a Service

Um caminho sem volta, o trabalho remoto, podem anotar, ainda continuará impulsionando muitos novos negócios, especialmente no segmento de serviços

Quando a pandemia começou não faltaram líderes lamentando o fechamento dos escritórios e torcendo o nariz para o home office. O que não se esperava é que os times ficariam tanto tempo em casa e que, 18 meses depois, o que era em princípio passageiro, virou o novo normal, acelerando o futuro imaginado pela Família Jetsons.

Um caminho sem volta, o trabalho remoto, podem anotar, ainda continuará impulsionando muitos novos negócios, especialmente no segmento de serviços.

Com equipes modulares e horários flexíveis, muitas empresas, especialmente startups, poderão descobrir novas oportunidades de formatar modelos disruptivos ‘as a service’ em mercados até então alicerçados pelo trabalho presencial.

Não dá mais pra chamar home office de tendência. Empresas que não considerarem manter ou ampliar o modelo certamente perderão talentos. Pesquisa da Robert Half confirmou que as organizações que não abraçarem o trabalho à distância não terão a preferência dos colaboradores, principalmente das mulheres – 44% afirmaram que poderiam buscar outro emprego se o home office fosse suspenso contra 31% dos homens.

Outros dados sustentam que o modelo veio mesmo pra ficar. Segundo pesquisa da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) realizada em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), 73% dos brasileiros estão satisfeitos em trabalhar em casa e 78% querem manter a mesma rotina após o fim da pandemia. Já o índice dos que querem voltar pro escritório é de apenas 14%.

Mais ainda, 81% afirmaram que a produtividade no home office é maior ou igual na comparação com o trabalho presencial.

Um outro estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) indicou que o perfil do trabalhador remoto é majoritariamente feminino (56,1%), brancos (65,6%), com Ensino Superior completo (76,6%) e do setor privado (63,9%). Serviços (14,5%), educação (10,3%) e comunicação (7,7%) são os setores com maior presença de profissionais trabalhando em casa nas empresas privadas, enquanto no setor público aparecem administrações públicas (14,4%), empregados dos governos estaduais (13,9%) e empregados do governo federal (7,8%).

Mas vale uma análise mais atenta destes números. Todos refletem um cenário pós-pandêmico, ou seja, são trabalhadores que antes trabalhavam nos escritórios e foram forçados a cumprir suas obrigações em domicílio.

Não são empresas que necessariamente desenvolveram novos modelos a partir da implementação do home office, mas empresas que se adaptaram à nova realidade.

A reflexão que trazemos neste artigo, é o oceano de novos negócios que foram anabolizados ou irão nascer a partir da maior aceitação do formato totalmente remoto.

Já parou pra pensar quantos negócios podem ser criados recrutando um time de talentos que pode trabalhar de qualquer lugar do Brasil e do mundo?

A primeira oportunidade para qual queremos chamar atenção são serviços que possam ser contratados sob demanda, com entregas pontuais e, por isso, custos mais acessíveis.

Se agora posso contar com um profissional por horas e não mais como um colaborador fixo, eliminando custos de infraestrutura física e remunerando por produtividade, por que não formatar novos modelos de negócios que possam ser ofertados “sob demanda”?

Vejam o caso da Home Agent. O mercado de contact center foi desenhado em cima de grandes estruturas físicas para abrigar milhares de posições de atendimento. Neste modelo tradicional, as empresas sofrem com alto ‘turn over’ e baixa qualificação dos atendentes.

Para atacar esta dor, a startup repensou o setor há 10 anos, muito antes da pandemia, e construiu seu negócio 100% em home office não porque era um modelo inovador, mas porque resolvia uma lacuna deste mercado – qualificar o relacionamento e o atendimento aos clientes com maior eficiência, menor custo e alto impacto social.

A propósito, a era do trabalho remoto traz ainda consigo um importante aditivo: maior inclusão e diversidade, já que permite integrar ao mercado profissionais que passaram a ter mais oportunidades na medida em que puderam trabalhar de suas residências, como mulheres com filhos, pessoas com deficiência, idosos e todos que não eram considerados para contratação pelo simples fato de morar longe do trabalho; em outras cidades ou países nem pensar.

Os atendentes da Home Agent têm idade média de 35 anos, 90% são mulheres e 70% têm curso superior, um perfil bem diferente dos profissionais que atuam nas grandes empresas do setor, geralmente jovens no primeiro emprego. Contratar pessoas com estes perfis só foi possível graças, claro, ao home office.

Um outro mercado que vem escalando rapidamente por conta do trabalho remoto é o de Tecnologia da Informação, abrindo portas aos profissionais, inclusive, para atuar para empresas internacionais, ganhando em dólar e construindo carreiras em empresas que nem mesmo têm operações físicas no Brasil.

Uma pesquisa da Vulpi, plataforma de soluções de RH, realizada com mais de 30 mil desenvolvedores de todo Brasil, revelou que 86,58% preferem o home office.

Além da flexibilidade na carga horária, a oportunidade de aumentar os ganhos trabalhando para várias empresas e a inclusão de profissionais até então fora do mercado, o home office oferece um ativo que não tem preço e se tornou um grande benefício extra para o planeta e à humanidade – “tempo e qualidade de vida”, reduzindo o número de horas que passamos no trânsito e, consequentemente, a quantidade de carros, passageiros no transporte público e, excelente notícia, a emissão de carbono.

Nestes novos tempos de anywhere office há ainda muitos outros setores que certamente passarão por transformações decorrentes da possibilidade, de um lado, de profissionais trabalharem de casa e, do outro, das empresas fornecerem toda sorte de serviços em um formato as a service.

Já pensou que negócio disruptivo você também pode criar? Bem-vindo ao mundo do Everything as a Service!

Fonte: Money Times

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5 tendências da evolução do Analytics e Business Intelligence

Organizações e líderes de TI devem continuar a fazer da análise e Business Intelligence sua principal prioridade de investimentos em inovação

De acordo com Jim Hare, vice-presidente de pesquisa do Gartner, a inteligência está no centro de todos os negócios digitais. Por conta disso, as organizações e os líderes de TI devem continuar a fazer da análise e Business Intelligence (BI) sua principal prioridade de investimentos em inovação. Confira as principais tendências do setor, segundo a consultoria:

Análise aumentada

A análise aumentada utiliza o machine learning para automatizar a preparação de dados, os insights, a ciência de dados, o desenvolvimento de modelos de aprendizado de máquina e o compartilhamento de informações.

Com o seu amadurecimento, a análise aumentada se tornará um recurso essencial das modernas plataformas de análise, fornecendo informações para toda a organização em menos tempo, com menos requisitos e com menos viés do que as atuais abordagens manuais.

Cultura Digital

O desenvolvimento de uma cultura digital eficaz pode ser o primeiro e o mais importante passo de uma organização que inicia sua jornada de transformação digital. “Iniciativas de alfabetização de dados, ética digital, privacidade, dados para o bem de empresas e fornecedores abrangem a cultura digital”, observa Hare.

Qualquer organização que pretenda extrair valor dos dados e estiver em sua jornada em direção à transformação digital deve se concentrar no desenvolvimento da alfabetização de dados. Os analistas do Gartner esperam que essa prática tenha impacto sobre todos os funcionários, tornando-se não apenas uma habilidade de negócios, mas uma habilidade essencial para o mercado de trabalho.

Preocupados com o aumento da inteligência artificial (IA), da sociedade digital e das fake news, pessoas, empresas e governos estão cada vez mais interessados ​​na ética digital. Os líderes de Data & Analytics (D&A) devem investir em discussões sobre ética digital para garantir que os dados e as soluções tecnológicas sejam utilizadas de forma ética para conquistar a confiança do público.

Sobre o assunto, o Gartner prevê que, até 2023, 60% das organizações com mais de 20 cientistas de dados precisarão de um código de conduta profissional incorporando o uso ético de D&A.

Análise de Relacionamento

O surgimento da análise de relacionamento destaca o crescente uso de técnicas gráficas, de localização e de análise social para entender como diferentes entidades de interesse – pessoas, lugares e objetos – estão conectadas. A análise de dados não estruturados e em constante mudança pode fornecer aos usuários informações e contexto sobre associações em uma rede, além de insights mais aprofundados que melhoram a precisão das previsões e da tomada de decisões.

Inteligência de Decisão

Os líderes de D&A recorrem a dados de ecossistemas em constante movimento. Isso exige que os profissionais usem diferentes técnicas para gerenciar dados de maneira eficaz. A imprevisibilidade dos

resultados dos modelos de decisão atuais geralmente é resultado da incapacidade de explicar as incertezas relacionadas ao comportamento desses modelos em um contexto de negócios. Para a otimização dos resultados, a inteligência de decisão fornece uma estrutura que reúne técnicas tradicionais e avançadas para projetar, modelar, alinhar, executar, monitorar e ajustar modelos de decisão.

Operacionalização e Escalonamento

O número de casos de Analytics e Business Intelligence está crescendo rapidamente. Cada vez mais organizações desejam trabalhar com dados, e mais interações e processos precisam de análises para automatizar e escalar. Os serviços e algoritmos de análise estão sendo utilizados em diferentes setores e organizações de todos os portes. Seja como estratégia corporativa ou para otimizar as operações, as ferramentas de análise e os dados estão sendo aplicados em locais que as pessoas jamais imaginariam poucos anos atrás. Esse cenário está oferecendo uma nova dimensão ao conceito de “análise em todos os lugares”.

FONTE:  IT MIDIA

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Empresas que analisam dados ganham destaque

A análise de dados vem ganhando espaço no mundo corporativo. Porém, dados apontam que muitos gestores brasileiros não sabem utilizar essas informações em seu negócio.

Data driven, big data, analytics, métricas. São diversos os termos que se popularizaram no mercado no último ano, mas que possuem um propósito em específico: o uso de dados para potencializar os negócios.

O avanço da digitalização trouxe para o cotidiano de empresários muitos desafios, como a conversão da informação em insights para os negócios. Dados da pesquisa da Alteryx, por exemplo, demonstram que existe no mercado brasileiro uma discordância entre profissionais com conhecimentos de análise de dados e a aplicação efetiva das informações nas estratégias.

Ou seja, a mão de obra qualificada com competências na área de dados é muito superior à liberdade cedida por líderes e gestores para a aplicação dos conhecimentos adquiridos.

Roberto Vilela, consultor empresarial e mentor de negócios, explica que este desequilíbrio acontece, principalmente, pela falta de conhecimento e noções da eficácia que tais ferramentas podem trazer para os negócios.

“O ecossistema das empresas passou por um súbito rompante e muitos empreendedores não estavam preparados para tanto. Ainda que real, essa justificativa não pode servir de pretexto para a estagnação. O mercado é digital e esse é um movimento sem retorno, então não há mais espaço para suposições. Quem quer manter a longevidade da empresa, precisa compreender, aceitar e aderir a este novo mundo”, diz.

Em outro estudo, encomendado pela Dell Technologies, batizado de Paradoxo dos Dados, aponta-se que 73% do executivo brasileiro compreende a importância dos dados, porém são somente 28% destes empreendimentos que chegam a realizar adequadamente o tratamento das informações. Além disso, 71% das diretorias empresariais não incentivam ou fomentam a análise de dados.

“Esse movimento também faz com que gestores acabem perdendo tempo no desempenho de suas funções – por realizar retrabalhos – e no mercado, já que não empregar tais informações nas estratégias diminui a assertividade e eficiência dos processos. Os insights trazem a segurança necessária para impulsionar e otimizar organizações. A resiliência empresarial será demonstrada neste pós pandemia pela habilidade de administrar uma cultura analítica que é, sobretudo, orientada por dados”, cita Vilela.

Além de estimular vendas e apontar onde realizar melhorias dentro das empresas, a análise de dados é um forte aliado da tomada de decisão, capacitando líderes para escolhas mais inteligentes dentro do mercado, conforme ressalta o especialista.

“É preciso olhar com cuidado e atenção as movimentações do mercado. Ainda que inesperadas, essas mudanças já se apresentavam no decorrer dos últimos anos e agora precisam ser aliadas aos conhecimentos já adquiridos durante a jornada do empreendedor. Não significa que antigas habilidades tenham sido supridas, o que existem são maneiras aprimoradas de realizar as funções e que permitem uma análise preditiva dos negócios, utilizando o passado para prever cenários futuros”.

Fonte: Contábeis

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