7 crenças que impedem a produtividade.

Já parou para se perguntar se alguns dos seus hábitos podem estar atrapalhando, ao invés de estar ajudando?

Trabalhar sob pressão por horas a fio. Deixar a vida pessoal em segundo plano “por estar vivendo o melhor momento da carreira”. Ser lembrado como “aquele que está sempre online” ou “o que nunca dorme”. O mundo corporativo está coalhado de mitos do sucesso que, quando se tornam a regra, matam a nossa produtividade sem que percebamos.

Você se questionou alguma vez se “verdades absolutas” estão te sabotando, em vez de contribuírem para o seu rendimento? E se, para além das metas, OKRs e KPIs, você tem dedicado tempo àqueles que realmente importam?

Sim, porque vida pessoal e trabalho não tão-somente precisam caminhar juntos, como se retroalimentam em vários momentos do dia.

Na coluna de hoje, trago 7 mitos da produtividade que impedem você de ser mais eficiente:

  1. Trabalha melhor quem trabalha sob pressão

Péssima para a saúde mental e do corpo, a pressão funciona como muleta para os que não conseguem lidar com a sua bagunça diária. Trabalhar sob pressão o tempo todo acaba por anular o lado prazeroso da entrega e cria a percepção de que o profissional pressionado, cedo ou tarde, por conta do seu ritmo frenético, irá ceder: ou terá um piripaque ou deixará passar um ponto importante do que precisa ser feito. Ou ainda, no limite, prejudicará a própria reputação por não ter conseguido lidar com a pressão. Momentos assim estão aí para serem enfrentados – devem, entretanto, ser a exceção à regra.

  1. Produtividade é só sobre vida corporativa 

Produtivo não é quem trabalha em dobro e sim quem leva a metade do tempo para entregar o que foi solicitado. E o tempo de sobra, ele completa como? Certamente, não com trabalho. Profissionais altamente produtivos são aqueles que congregam a família, os livros, as viagens, o esporte, a cultura e outros projetos pessoais. Instantes de não-trabalho estão entre os pilares necessários para que você possa voltar relaxado, forte e atento à rotina.

  1. Criativos e inspirados chegam mais longe

Mito. É incontestável que faz uma boa entrega quem vive leve e inspirado. Nem todos os dias – eu diria que poucos, aliás –, contudo, saímos de casa balançando os cabelos ao vento, transbordando de ideias que irão mudar o mundo. Andar entusiasmado 24/7 mostra-se incompatível com a realidade crua da vida. Em meus momentos de inspiração, uso um caderno onde anoto ideias, fugas de consciência e frases inspiradoras. E só. No dia a dia, minha criatividade se restringe a equilibrar pratos e escolher quais deles deixarei cair.

  1. Só performa quem acorda cedo. Muito cedo

Outro dia, aqui mesmo, em Época Negócios, falei sobre o que aprendi ao levantar às 4h todos os dias. Se me satisfaz acordar antes dos galos? Evidente que não. Só que, uma vez que tenho de fazê-lo (o programa que comento na Rádio Globo começa às 6h), por que não aproveitar? Acordar cedo ou tarde independe de nossa vontade, na maioria dos casos. O segredo, portanto, é se adaptar e evitar o mal maior: a privação do sono. Dormir menos do que o necessário, tanto no curto, como no longo prazo, tolhe o foco, influi na tomada de decisões e diminui a velocidade cognitiva. A variável determinante aqui passa por um sono de qualidade, não importa que horas seu alarme vai tocar.

  1. Responder imediatamente eleva a sua proatividade

Onde? Costumamos receber, em média, 90 e-mails por dia e enviar 33. Entre respondê-los imediatamente, entrar no WhatsApp às 5h e adotar a solução radical de ignorar todas as suas caixas de entrada, vai uma distância. A chave segue sendo o bom e velho equilíbrio. Se por um lado deixar mensagens acumular nos faz agoniar, por outro, é saudável encontrar uma rotina organizacional. Ninguém morrerá do outro lado, se não tiver seu e-mail lido em 4 horas. O mesmo vale para o WhatsApp – OK, este talvez em 3 horas. Lembre-se de que ainda existe a ligação, que encurta distâncias e acaba sendo mais eficaz, pois contém algo raro nos dias atuais: emoção na voz.

  1. Ser produtivo significa pensar como máquina

Produtividade é sobre concluir tarefas “corretamente” e não “rapidamente”. Acelerar para fazer a coisa certa acaba constantemente descambando em entregas mal-acabadas ou meramente erradas. Todas as vezes em que recorri à afobação, terminei mal – fisicamente, inclusive, levando tombos homéricos no meio da rua. Se você perde tempo e energia trabalhando analogicamente, mude o drive e confie seus neurônios à Inteligência Artificial. Aplicativos, e-mails, agenda online, to-do lists e armazenamento em nuvem estão aí para isso. Como os cães, os celulares podem ser os melhores amigos do homem, desde que bem adestrados.

  1. Navegar é preciso. Delegar, não

Ninguém, por produtivo que seja (ou se julgue), consegue entregar tudo que pretende – e com a qualidade que se espera –, se não delegar. Confiar que outros nos salvam com suas competências e responsabilidades é reconhecer, humildemente, que não somos bons em tudo. Steve Jobs, lenda que dispensa apresentações, costumava dizer pelos corredores da Apple: “Concentre-se naquilo que você é bom, delegue todo o resto.” Esteja você no topo da cadeia empresarial, comandando uma multinacional, colaborando com uma startup ou montando sanduíches para vender na praia, não se esqueça: cresce quem delega. Mas atenção: quem delega certo, para as pessoas certas e que tenham as respostas certas.

Conclusão: ninguém “nasce produtivo”. As pessoas são educadas e adquirem hábitos ao longo da vida – hábitos esses que podem ser evoluídos, transformados ou simplesmente abandonados.

Faça uma autoanálise e perceba o que é saudável e te faz prosperar e o que é crença e te limita. Elimine os mitos do seu mapa mental e trabalhe feliz.

Fonte: ÉPOCA Negócios

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A composição da Inteligência de Negócios

Atualmente o mercado tem se deparado com a importância da Inteligência de Negócios (Business Intelligence) para aumentar a competitividade e alavancar os resultados empresariais. Com essa poderosa solução, fica evidente o ganho na velocidade das repostas dentro da organização tanto no nível estratégico, quanto no tático e operacional.

O sucesso requer a contrapartida do investimento aplicado pela gestão nos componentes essenciais de estruturação de um sistema de Business Intelligence (BI). As empresas precisam direcionar os esforços para compra ou contratação das necessidades específicas para uma solução desse porte.

O BI é composto, basicamente, por ferramentas, infraestrutura, profissionais (corpo técnico) e dados. A junção desses componentes é o que permite a criação e manutenção de um sistema de apoio a decisão dentro da organização.

Os dados, como sabemos, são as entradas (inputs) para a geração das informações gerenciais que apoiam a decisão. Esse componente é essencial e fruto dos mais diversos sistemas de informação distribuídos pela organização. A qualidade do dado é importante também, por isso as empresas devem desenvolver ou adquirir seus sistemas internos pensando em padronização (categorização e detalhamento do dado) e na possibilidade de futura aquisição de uma solução BI. Com isso, o custo para se ter um BI efetivo é bem menor e com grande valor agregado.

A infraestrutura é todo o recurso computacional e estrutural envolvido para comportar as necessidades intrínsecas do BI. Sem ela é impossível armazenar, integrar e distribuir as informações aos seus consumidores. Sua existência é o que possibilita o desenvolvimento do BI. É composta por servidores, máquinas, redes, switches, entre outros equipamentos. Apesar de ser essencial, o escopo que a infraestrutura final vai depender muito da grandeza que a solução possuirá e do investimento que a gestão estará disposta a aplicar.

Já a ferramenta é o front-end do BI, ou seja, é o que traduz e converte a complexidade técnica do sistema, possibilitando os cruzamentos nas mais diversas visões, de forma simplificada. Ela é que faz a interface com o usuário e transmite as informações decisivas para toda a organização. Pode representar fator crítico de sucesso do projeto, pois sem intuitividade e apresentação amigável, dificilmente o gestor irá aderir ao produto.

Por fim, e não menos importante, uma solução necessita dos profissionais especializados. Diria que corpo técnico é a variável com o maior destaque no processo de implementação. A expertise, a capacidade técnica e a visão em negócios são diferenciais que fazem dos profissionais de BI serem recursos altamente disputados e valorizados no mercado.

A composição do BI requer pesquisa e estudo do mercado para comprar ou contratar os elementos essenciais de forma assertiva. Análise de custos e benefícios são importantes para encontrar o ponto de equilíbrio financeiro para as aquisições necessárias para a empresa.

Portanto, é importante uma análise detalhada dos componentes disponíveis para avaliar características e funcionalidades que se adequem bem à organização. Com isso as chances de êxito são maximizadas e o retorno sobre o investimento é praticamente garantido.

Fonte: Canaltech

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8 em cada 10 CEOs têm vagas, mas não encontram candidatos qualificados

Na tentativa de promover inovação e transformação digital, empresas esbarram na falta de profissionais qualificados

Sobram vagas, faltam profissionais habilitados. Esse é um cenário crescente dentro das empresas no Brasil e no mundo. Segundo uma pesquisa da consultoria e auditoria PwC, a falta de disponibilidade de profissionais com as habilidades demandadas pelas companhias é uma preocupação de 79% dos CEOs no mundo todo. Em 2012, apenas 53% dos executivos citavam esse temor.

O impacto da falta de mão de obra qualificada aparece nos resultados das empresas. Segundo a pesquisa, 55% dos CEOs dizem que suas organizações não são capazes de inovar efetivamente por causa disso; 52% afirmam que os custos com folha de pagamento sobem mais do que o esperado. O déficit é sentido também no atendimento aos clientes: 47% dos executivos dizem que o padrão de qualidade na experiência do usuário é afetado. Outros efeitos citados são incapacidade de perseguir oportunidades de mercado e não alcançar as metas de crescimento.

A situação se agrava enquanto as companhias tentam se atualizar para o mundo digital. “As organizações e os principais executivos têm se preocupado com inovação e transformação digital, o que envolve uma mudança de cultura. Mas quanto mais vão atrás disso, mais percebem um entrave”, afirma Sergio Alexandre, sócio da PwC Brasil. “Existe um número limitado de profissionais no mercado treinados, preparados e capacitados para isso”.

No Brasil, o tema é ainda mais crítico, afirma Sergio. “Nosso modelo educacional ainda não prepara pessoas para essa nova realidade. O elevado desemprego entre os jovens demonstra que não estamos educando essas pessoas para trabalharem com os métodos ágeis”. Outro entrave, segundo o executivo, é que o mercado brasileiro ainda confunde inovação e tecnologia.

A saída, para muitas empresas, tem sido trabalhar o tema internamente: requalificar os próprios funcionários. “Inicialmente, as empresas brasileiras tentaram recompor essa falta de mão de obra com contratações, o que acabou gerando um certo ágio no mercado, de pessoas se movimentando entre empresas por propostas melhores”, afirma Fábio Cajazeira, líder de Clients and Markets da PwC Brasil. “Agora, as companhias estão percebendo que isso não é sustentável e que é preciso trabalhar no treinamento”.

Esse treinamento, diz Sergio, precisa se apoiar em dois pilares: mentalidade e técnica para trabalhar com a tecnologia. Em alguns casos, é necessário formar programadores ou especialistas em tecnologias como inteligência artificial ou blockchain, mas esse treinamento é necessário em todas as áreas da empresa. “Todos precisam ter algum conhecimento em tecnologia para poderem entender como ela pode ser aplicada e tomar as melhores decisões”, afirma. “É preciso, por exemplo, ter um mínimo e conhecimento sobre blockchain para saber como essa tecnologia pode ser aplicada no negócio”.

Esforço conjunto

A recessão pela qual passou o Brasil nos últimos anos agravou a situação. “Em meio à crise econômica, as empresas acabaram priorizando iniciativas relacionadas à própria sobrevivência. Em alguns setores, o upskilling ganhou destaque mesmo na crise, especialmente em empresas mais expostas à tecnologia, mas em negócios mais tradicionais, isso pode ter ficado em segundo ou terceiro plano”, diz Fábio.

Para mudar esse cenário, no entanto, não é suficiente as empresas investirem no treinamento de seus funcionários. “É um problema que não se resolve pelo esforço das instituições de ensino ou pelo esforço do governo de forma isolada, e também não se resolve pela ação das empresas e empresários de forma isolada, tampouco pela ação das pessoas. A única forma de ter sucesso nesse tema é união de todos, empresários, empregados, governos, instituições de ensino e associações profissionais”, diz Fábio.

Trabalhar esse tema, diz Fábio, é essencial para reduzir as desigualdades no país. “Com a evolução tecnológica, cada vez mais as habilidades digitais se tornam um fator para aumentar ou reduzir as desigualdades”, afirma. “O profissional que não se qualificar ficará cada vez mais às margens da economia”.

Fonte: Época NEGÓCIOS

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As tendências em Ciência de Dados para 2020

Dados se tornaram a base da competitividade e inovação. Saber quais são as principais tendências é essencial para conseguir tomar melhores decisões

Acompanhar as movimentações do mercado é uma grande vantagem competitiva, pois permite que você se planeje ou pelo menos possa reagir mais rápido se necessário.

Atualmente, como os dados se tornaram a base da competitividade, produtividade, crescimento e inovação em muitas empresas, saber quais são as principais tendências em data science ou ciência de dados é essencial para conseguir tomar melhores decisões gerenciais.

Abaixo, listo as tendências de data science que serão protagonistas em 2020:

Automação da Análise de Dados

A automação de diversos setores e atividades já é foco de investimento das empresas há algum tempo. A automação é extremamente necessária não só aos cientistas de dados, mas também aos decisores de negócios para terem em mãos todas as análises e informações que direcionam suas decisões e estratégias. Segundo projeção da Gartner, mais de 40% das tarefas de Ciência de Dados serão automatizadas até 2020.

IoT (Internet das Coisas)

Com a expansão de dispositivos conectados à internet no dia-a-dia das pessoas, haverá ainda mais dados para analisar e cruzar com outras fontes de informações. Por exemplo, a Ralph Lauren Polotech Shirt é a camiseta conectada da marca que mede respiração, batimento cardíaco, calorias e outras informações do usuário. Essa peça, por exemplo, pode ser utilizada em estudos para medir, em tempo real, a reação das pessoas a produtos, eventos e propagandas. Em resumo, existe um mar de possibilidades que deverá ser melhor explorado nesse sentido.

Modelos preditivos

A utilização de modelos preditivos tem ajudado muitas empresas a otimizar seus resultados, pois, ao identificar clientes com maior ou menor propensão a realizar um evento alvo, possibilita a economia de esforços e recursos. Seguradoras vêm fazendo um trabalho interessante nesse sentido, utilizando modelos estatísticos preditivos para evitar que um cliente desista do serviço e permaneça mais tempo na base. Essa é uma frente de atuação que deve se expandir para diversos mercados.

Assistentes Virtuais

O espaço da tecnologia pessoal está ganhando popularidade, principalmente após a chegada de assistentes de voz como a Siri, da Apple, e a Alexa, da Amazon. Segundo a consultoria americana Forrester, até 2022, as interações de consumo serão mais realizadas entre pessoas e robôs do que apenas entre pessoas.

Esse é um mercado que deve continuar crescendo e demandando um protagonismo de data science, pois quanto mais uma pessoa interage com dispositivos ativados por voz, mais tendências e padrões o sistema identifica a partir das informações que recebe. Muitas empresas já sabem que esse é o futuro, como a Whirlpool, que tem em seu portfólio produtos integrados ao Google Assistente, o qual incorpora aos eletrodomésticos funcionalidades como músicas, podcasts, rádio, listas de compras e controle de casa inteligente.

Personalização

Existe atualmente a ilusão de que as empresas podem atender a qualquer necessidade do consumidor. E, com isso, o grau de exigência de quem está comprando aumentou muito. Nesse sentido, os cientistas de dados terão uma atuação cada vez mais ativa. Imagine se, ao entrar em um e-commerce de quadros o site já te apresentasse opções adequadas ao seu gosto pessoal, tendo como base seus perfis em redes sociais?

Privacidade e Segurança

Não só no Brasil, devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), esse tema tem dominado os noticiários no mundo todo, o que despertou uma consciência maior nos consumidores, que estão mais atentos e preocupados com o que as empresas estão fazendo com os seus dados. Por isso, é esperada maior transparência e responsabilidades ao lidar com todas essas informações.

Muitas dessas tendências se complementam, já que todas são alimentadas e movidas por dados. Algumas não são novidades, mas devem, sem dúvida, ter uma força ainda maior em 2020 devido à massificação de tecnologias e ferramentas.

Fonte: IT MIDIA

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A inteligência artificial vai reinventar as empresas da forma que conhecemos

As estruturas organizacionais tenderão a ser mais fluídas, com as empresas atuando de forma mais ágil e com equipes menores. O trabalho será cada vez mais colaborativo entre humanos e máquinas

A tecnologia digital tem avançado tão rápido, exponencialmente, que se tornou sinônimo de tecnologia em si. Mais de 1,5 bilhão de pessoas tem nos bolsos um smartphone, uma máquina com poder de processamento similar à de um supercomputador de US$ 10 milhões de 1985. Muito provavelmente, esse avanço irá continuar. As mudanças estão acontecendo e devemos enfrentá-las.

Para mim está claro que uma nova sociedade mundial está se delineando, fortemente baseada na tecnologia da computação e internet. Estas mudanças trarão impacto mais profundo que as demais ondas tecnológicas anteriores, como a revolução industrial. Nas revoluções anteriores, as máquinas potencializaram nossa força física, como tratores, guindastes e automóveis. Agora, as máquinas podem potencializar nossa capacidade cognitiva. Além disso, sua amplitude e velocidade são únicas na história humana e muito provavelmente seus impactos sociais e econômicos, serão duramente sentidos pela obsolescência rápida de muitas profissões.

Como esse exponencial avanço tecnológico, questiona-se aqui e ali, se daqui a 20 ou 30 anos, restará algo para as pessoas fazerem. Essa dúvida surge porque cada vez mais vemos que a inteligência artificial (IA) e a robótica estão entrando no nosso dia a dia, afetando a própria natureza do trabalho. Entretanto, a inteligência artificial não é inteligente. Isso significa que não eliminará o papel humano, mas deverá complementar e expandir as tarefas humanas.

Claro que em muitas atividades onde o que fazemos simplesmente é um trabalho de máquina, nada mais natural que cedamos essas atividades para quem faz melhor, ou seja, as máquinas. Recomendo um livro instigante, “The Future of the Professions: How Technology Will Transform the Work of Human Experts”, que mostra o potencial das rupturas que estão diante de várias profissões como as que conhecemos hoje. O risco potencial de mudanças é bem real. A imensa maioria das profissões não necessariamente irão acabar, mas serão transformadas.

O fato é que à medida que os avanços nas tecnologias de IA e robótica avançarem, será inevitável a substituição de tarefas e funções automatizáveis ocupadas por humanos hoje. Ocupações que consistem de procedimentos bem definidos poderão ser substituídos por algoritmos sofisticados. Como o custo da computação cai consistentemente ano a ano, torna-se atrativo economicamente a substituição de pessoas por máquinas. O processo é acelerado pela reindustrialização nos países ricos, como os EUA, que após perderem suas fábricas para países de mão de obra barata como a China, começam a trazê-las de volta, mas de forma totalmente automatizadas. Os empregos da indústria americana, perdidos pela saída das fábricas, não estão voltando com elas. Quem está ocupando as funções são os robôs.

Um outro estudo, este da McKinsey, “Four fundamentals of workplace automation”, mostra que 45% das atuais atividades executadas por funcionários podem ser automatizadas. O estudo, também orientado aos EUA, e, portanto, não necessariamente aplicável da mesma forma a todos os países, como no Brasil, aponta que hoje, embora apenas 5% das atividades possam ser inteiramente substituídas por tecnologia atual, 60% das funções podem ter 30% ou mais de suas atividades automatizadas. O resultado é que em maior ou menor grau, todas as funções já são ou serão afetadas pela tecnologia.

A IA e robótica não irão eliminar profissões, mas redefini-las. Em consequência, essas mudanças, a digitalização da força de trabalho, vai provocar também uma mudança significativa na forma de como as empresas se estruturam e se organizam. Este é um novo desafio para as empresas. Nos próximos anos, com a evolução exponencial das tecnologias, as estruturas organizacionais, processos e definições de trabalho serão transformadas.

Os princípios e modelos organizacionais que usamos hoje, baseados nos conceitos da sociedade industrial, que se move a um ritmo mais lento, não serão mais adequados. Já sabemos que a automação e o uso intenso de IA pode desagregar as atuais funções em tarefas e subtarefas que poderão ser automatizadas. A questão em aberto é como reagregar as tarefas que não poderão ser automatizadas em novas formas de trabalho. Provavelmente irá mudar o conceito do que entendemos como uma profissão hoje.

Indiscutivelmente que a IA automatizará o trabalho de rotina, deixando os especialistas humanos com mais tempo para se concentrarem em aspectos que exigem habilidades como percepção social, inovação, reação a situações inesperadas e empatia. Por exemplo, os modelos de “deep learning” podem automatizar muitas atividades que envolvem análises de imagem médicas, o que permitirá aos médicos mais tempo para se concentrarem em questões médicas mais ambíguas, como discutir estratégicas das opções de tratamento e apoiar o paciente com mais empatia. Não é a substituição do radiologista, mas o redesenho de seu papel.

No tocante a estrutura organizacional, as estruturas tenderão a ser mais fluídas, com empresa atuando de forma mais ágil, com equipes menores e colaborativas. Os modelos em silos e separações de hoje não terá espaço neste novo contexto. Muitas tarefas serão efetuadas on-demand, por serviços externos, oferecidos por humanos ou máquinas. O trabalho será cada vez mais colaborativo entre humanos e máquinas. O artigo “Collaborative Intelligence: Humans and AI Are Joining Forces” publicado pela Harvard Business Review mostra que a sigla RH já começa a se transformar em Robôs e Humanos.

Diante deste cenário o que devemos fazer? As lideranças das empresas devem compreender que estamos diante de uma mudança com velocidade e amplitude que não vimos antes na nossa história. O uso intensivo de computadores já destruiu ou praticamente jogou para escanteio profissões como ascensoristas, datilógrafos, operadores de telefonia e caixas de bancos. Mesmo profissões de alto conhecimento técnico como navegadores e engenheiros de voo, presentes nos cockpits das aeronaves de 50 anos atrás, deixaram de existir há décadas. É indiscutível um fato: novas tecnologias mudam a natureza do trabalho.

O que vemos hoje é que a velocidade com que acontece (ritmo mais acelerado que outras mudanças anteriores), amplitude e profundidade, provocando mudanças significativas, simultaneamente, cria um novo e desafiador cenário. Isso nos leva a trilhar caminhos que não trilhamos antes. Temos que começar a repensar as atuais estruturas organizacionais. O mundo dos negócios terá que ser reinventado. De maneira geral de 20% a 30% do headcount de uma empresa estão em funções de administração e gerência. Mas este modelo, de comando e controle, tipicamente hierárquico, deixa de ser necessário com novas tecnologias e novos modelos organizacionais, com empresas estruturadas em rede e modeladas para serem exponenciais.

De maneira geral, as empresas ainda não estão se preparando para este futuro breve. Isso fica claro na leitura do relatório “The Future of Jobs: Employment, Skills and Workforce Strategy for the Fourth Industrial Revolution”, publicado pelo World Economic Forum. O relatório mostra claramente que os próximos cinco a dez anos serão críticos em relação à transição. Empresas e países que não conseguirem se adaptar, correrão sérios riscos de ficarem para trás ou terem consequências econômicas sérias.

Ao lado das funções que desaparecerão ou serão transformadas, outras novas serão criadas, com perfil diferente das atuais. Além disso, o tempo médio de validade das capacitações tende a diminuir sensivelmente, assim como serão estabelecidas novas relações entre empresas e pessoas. As bases das regulações trabalhistas, criadas em plena sociedade industrial, onde a longevidade na empresa era um prêmio, mudará rapidamente.

Uma estratégia de ação pode e deve começar a ser desenhada: repensar as estruturas organizacionais para serem mais fluídas e mais integradas entre si, redefinir as funções e papéis das atividades exercidas pelos profissionais, dividi-las em tarefas e subtarefas, alocando-as para humanos ou futuramente máquinas (e começando com uso de ofertas de serviços externos) e repensando carreiras e modelos de retenção de talentos. E, principalmente, repensar o nosso modelo educacional. Formar gente para profissões que não existirão ou serão substancialmente modificadas nos próximos dez a quinze anos, é perda de tempo.

Devemos ter em mente que os computadores não substituirão os humanos. Substituirão funções. Serão complementos para os humanos e não seus substitutos. Os negócios mais valiosos do mundo das próximas décadas serão desenvolvidos por empresas que usarão a IA para fortalecer as pessoas e não as tornar obsoletas. Serão vencedoras as empresas que souberem fazer com maestria com que os sistemas de IA ajudem os humanos a fazerem o que antes era considerado inimaginável. A IA não envolve uma equação de soma zero, humanos versus IA, mas sim de complementaridade, humanos mais IA gerando mais inteligência.

Fonte: NEOFEED

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Com o tempo que gastamos nas redes sociais, poderíamos ler 200 livros por ano

 Não é segredo nem coincidência que pessoas de sucesso sejam leitoras vorazes; saiba como um jovem criou um processo para facilitar o desafio.

Há três anos, Charles Chu caiu na armadilha de uma má decisão de carreira e se viu desiludido com o cotidiano daquilo que considerava o trabalho ideal. “Algo não estava certo. Eu havia seguido a prescrição: tinha boas notas, liderança, recomendações, faculdade, emprego dos sonhos. Mas as coisas estavam muito ruins.”

Foi quando encontrou uma frase do famoso investidor Warren Buffett. Questionado sobre o segredo do sucesso, Buffett apontou para uma pilha de livros e disse: “Leia 500 páginas por dia. É assim que o conhecimento funciona. Ele se acumula, como juros compostos. Todos vocês podem fazer isso, mas garanto que não são muitos que farão”.

Perdido e sem inspiração, Chu decidiu fazer parte da minoria e leu 400 livros ao longo de dois anos, uma empreitada que se tornou uma das decisões mais importantes de sua vida.

“Os livros me deram coragem para viajar, a convicção para me demitir, me deram modelos e heróis e significado em um mundo em que eu não tinha nenhum”, escreveu ele em seu site, Better Humans.

Como Buffett tinha antecipado, não é preciso ter talento extraordinário para ler em grandes quantidades. Metas e planejamento, por outro lado, podem sim ajudar. Assim, Chu criou quatro passos que qualquer um pode seguir para angariar mais conhecimentos por meio da leitura:

  1. Não desista antes de começar

Antes de se desesperar e criar desculpas, Chu sugere uma avaliação direta da realidade: é realmente impossível ler 200 livros ao longo de 365 dias num ano? Não. “É como Buffett diz: qualquer um pode fazê-lo, mas a maioria das pessoas não vai fazer.”

  1. Faça uma conta simples

Estatisticamente, explica Chu, americanos leem entre 200 e 400 palavras por minutos. Um livro de não ficção tem, em média, 50 mil palavras. Multiplique isso por duzentos e elas serão 10 milhões de palavras.

Em seguida, ele divide 10 milhões por 400, sua capacidade de leitura por minuto, e pronto: serão necessários 25 mil minutos, ou 417 horas. Mas como é possível ler por 417 horas?

  1. Encontre tempo para leitura

Parece muito, é verdade, mas uma nova perspectiva pode ajudar. Novamente, Chu usa como exemplo o americano médio, que passa 608 horas envolvido com mídias sociais e 1642 horas vendo televisão anualmente.

“São 2250 horas por ano gastas com lixo”, enfatiza. “Se fossem gastas lendo, você poderia ler mais de mil livros por ano!”. O vício nesse tipo de entretenimento deixa essa transferência difícil, é verdade, mas não impossível. É hora de investir na execução.

  1. Execute

Aqui, Chu é realista: todo mundo sabe que é mais produtivo ler um livro que ficar no feed do Instagram ou dando likes em uma página de Facebook. O problema é fazer isso de fato.

Para tanto, ele criou algumas táticas individuais, mas que podem ser utilizadas por outras pessoas ou mesmo adaptadas de acordo com os hábitos de cada um. A ideia principal aqui é criar um ambiente que inspire a leitura e deixe essa transição tão fácil quanto for possível. Confira a estratégia de Chu:

  1. Use design de ambientes

“A mídia é pensada para ser viciante”, escreve. “E as mudanças com melhores custos benefícios são ambientais.” Para ler mais, remova as distrações do ambiente e deixe seus livros facilmente acessíveis, tanto em forma física quanto em aplicativos em celulares e tablets. (Experimente o Kindle, da Amazon. Para quem não quer investir no aparelho, é possível baixar o aplicativo em qualquer smartphone: é de graça e há muitos livros igualmente gratuitos na internet.)

  1. Construa hábitos

“A força de vontade falha quando você mais precisa dela, então, ao invés de depender dela, construa uma fortaleza de hábitos – isso que o deixará resiliente em tempos difíceis”, recomenda Chu.

Os livros sobre esse assunto são vários, como o bestseller O Poder do Hábito, de Charles Duhigg, e o favorito de Chu, Superhuman by Habit, escrito por Tynan.

III. Use mais de um meio

Se quiser ler muito, aproveite as múltiplas opções que existem hoje em dia e não fique restrito a um jeito específico de ler, como antes de dormir ou durante o almoço.

Qualquer livro vale – de papel, audiobook, em celulares ou tablets – e em qualquer lugar que você possa. “Torne sua leitura oportunista. Quando tiver uma chance, aproveite. Se não tiver uma chance, encontre uma.”

Fonte: Época NEGÓCIOS

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O que aconteceu quando troquei meu Smartphone por uma Agenda

Compromissos mais fáceis de memorizar e um registro de seu passado são apenas algumas das mudanças que o papel e a caneta podem trazer para sua vida.

Japão e China podem até ser considerados países avançados tecnologicamente, mas o fato é que o costume de anotar compromissos e tarefas num papel é uma tradição de longa data no continente asiático. Por lá, inclusive, há evidências de que a venda de agendas entre os millennials aumentaram bastante nos últimos anos.

A tendência também conquistou os mais jovens do lado ocidental do planeta. Alguns deles são tão adeptos a nova moda que publicam vídeos na internet para mostrar ao mundo todo como eles organizam suas próprias agendas.

Michael Grothaus, em artigo publicado na Fast Company, diz que até seus colegas de trabalho se tornaram devotos do papel. A editora e escritora Michelle Lewis, por exemplo, afirmou ter se inspirado em seu avô, que sempre carregava um pequeno diário consigo, para começar a anotar seus compromissos e afazeres. “Quando meu avô morreu, encontramos dezenas de agendas em sua gaveta. A partir daí, resolvi adotar seu método e comecei a escrever sobre minhas responsabilidades diárias”, contou ela a Grothaus.

Anjali Khosla, editora da versão online da Fast Company, também aderiu à moda do papel. “Voltei às agendas depois de um ano fazendo tudo digitalmente. Não sou completamente analógica agora, ainda organizo meus compromissos pelo Google Calendar, mas também faço anotações no meu caderninho”, disse. “Prefiro o papel por diversas razões. Ele me permite focar no presente e planejar meus dias com maior determinação. Sinto prazer quando risco (literalmente) um item da minha lista de afazeres”, completou.

Depois de ouvir o quanto as pessoas que trocaram seus smartphones por agendas amam o método, Grothaus decidiu abandonar a tecnologia por duas semanas. O jornalista parou de usar o calendário, as notas e lembretes de seu iPhone e seu computador e os trocou por uma agenda semanal de US$.

Confira o que ele achou da experiência:

“É mais fácil planejar e lembrar de compromissos”

Para organizar e planejar sua vida, Grothaus geralmente utilizava três aplicativos: lembretes, notas e calendário. Para ele, todos funcionavam muito bem e facilitavam a tarefa de reforçar datas e horários importantes e adicionar outras informações a esses compromissos. “A princípio, pensei que a caneta e o papel seriam uma forma muito inferior para planejar coisas. Afinal, minha agenda não pode me avisar quando faltarem 30 minutos para a minha próxima reunião”, contou.

O que ele percebeu, no entanto, é que depois de alguns dias usando o papel, não precisava mais das notificações do celular. O ato físico de folhear a agenda para checar o que deveria fazer na próxima semana teve um efeito positivo em sua memória, e facilitou a tarefa de lembrar a sequência e os horários dos eventos que estavam por vir.

Esse efeito é mais natural do que Grothaus imaginava. Segundo relatório publicado pela revista Scientific American, além de tratar as letras como objetos, o cérebro humano também pode perceber um texto em sua totalidade, como se fosse uma paisagem física. Quando lemos, construímos uma representação mental daquele texto, cujo significado está atrelado à sua estrutura. A natureza exata dessas representações ainda não é clara, mas elas provavelmente são muito semelhantes aos mapas que criamos em nossas cabeças dos lugares que visitamos e frequentamos.

“Fiz anotações mais detalhadas”

Outra mudança percebida pelo jornalista é o fato de ele ter começado a fazer anotações muito mais detalhadas em sua agenda do que fazia nos aplicativos do Smartphone. “Eu não tinha a intenção de fazer isso, mas uma vez que comecei a escrever uma nota para me lembrar de uma reunião, tive mais ideias relevantes sobre aquele compromisso”, explicou Grothaus.

Essa consequência também tem uma explicação científica. Segundo Maud Purcell, psicoterapeuta e especialista em diários, a maioria de seus pacientes sabe intuitivamente que escrever seus pensamentos em uma agenda é muito mais eficaz do que fazê-lo no computador. “Há uma pesquisa para comprovar isso”, disse. “Escrever estimula uma área do cérebro chamada de RAS [sigla em inglês para ‘Sistema de Ativação Reticular’], que filtra e torna mais clara a informação que estamos focados em transmitir”.

“Foi difícil lembrar de levar minha agenda comigo”

Nem tudo são flores, afinal. “Certificar que meu celular estava no bolso é natural, intuitivo, mas foi muito difícil me acostumar ao fato de que minhas anotações agora estavam separadas daquele aparelho”, explicou Grothaus.

E não é sua única reclamação: “frequentemente tenho algumas ideias para histórias que quero escrever ou penso em algum tópico importante para a próxima reunião enquanto estou andando na rua. Com o Smartphone, era muito mais fácil tomar nota disto e, às vezes, não precisava nem olhar para a tela para fazê-lo – era só ditar o que queria escrever e a Siri se encarregava do resto”, conta. “Com a agenda, eu tinha que parar, achar uma caneta e fazer as anotações no meio de uma calçada movimentada. Foi chato”.

“É uma lembrança de seu passado”

Fazer anotações nos aplicativos do celular é uma experiência muito efêmera. Normalmente, quando finalizamos uma reunião ou cumprimos uma tarefa, simplesmente apagamos aquele lembrete de nossos smartphones. Em um dispositivo digital, essa parece ser a forma mais “limpa” de manter nossos compromissos organizados.

O papel, no entanto, pode guardar aquele registro por muito tempo. “Mesmo que eu tenha riscado algumas coisas das minhas listas de afazeres, achei legal poder olhar para as minhas atividades da última semana”, afirmou o jornalista. “É aí que a caneta e o papel se tornam diferentes dos aplicativos. Eles deixam de ser apenas uma prévia de seu futuro e passar a ser, ainda, um registro de seu passado. E é renovador poder ver quantas metas cumprimos naqueles dias”, finalizou.

Fonte: ÉPOCA Negócios

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