Tendências em Ciência de Dados que mais impactarão no futuro.

Dados se tornaram a base da competitividade e inovação. Saber quais são as principais tendências é essencial para conseguir tomar melhores decisões 

Acompanhar as movimentações do mercado é uma grande vantagem competitiva, pois permite que você se planeje ou pelo menos possa reagir mais rápido se necessário.

Atualmente, como os dados se tornaram a base da competitividade, produtividade, crescimento e inovação em muitas empresas, saber quais são as principais tendências em data science ou ciência de dados é essencial para conseguir tomar melhores decisões gerenciais.

Abaixo, listo as tendências de data science que serão protagonistas nos próximos anos:

Automação da Análise de Dados

A automação de diversos setores e atividades já é foco de investimento das empresas há algum tempo. A automação é extremamente necessária não só aos cientistas de dados, mas também aos decisores de negócios para terem em mãos todas as análises e informações que direcionam suas decisões e estratégias. Segundo projeção da Gartner, mais de 40% das tarefas de Ciência de Dados serão automatizadas até 2020. 

IoT (Internet das Coisas)

Com a expansão de dispositivos conectados à internet no dia-a-dia das pessoas, haverá ainda mais dados para analisar e cruzar com outras fontes de informações. Por exemplo, a Ralph Lauren Polotech Shirt é a camiseta conectada da marca que mede respiração, batimento cardíaco, calorias e outras informações do usuário. Essa peça, por exemplo, pode ser utilizada em estudos para medir, em tempo real, a reação das pessoas a produtos, eventos e propagandas. Em resumo, existe um mar de possibilidades que deverá ser melhor explorado nesse sentido.

Modelos preditivos

A utilização de modelos preditivos tem ajudado muitas empresas a otimizar seus resultados, pois, ao identificar clientes com maior ou menor propensão a realizar um evento alvo, possibilita a economia de esforços e recursos. Seguradoras vêm fazendo um trabalho interessante nesse sentido, utilizando modelos estatísticos preditivos para evitar que um cliente desista do serviço e permaneça mais tempo na base. Essa é uma frente de atuação que deve se expandir para diversos mercados.

Assistentes Virtuais

O espaço da tecnologia pessoal está ganhando popularidade, principalmente após a chegada de assistentes de voz como a Siri, da Apple, e a Alexa, da Amazon. Segundo a consultoria americana Forrester, até 2022, as interações de consumo serão mais realizadas entre pessoas e robôs do que apenas entre pessoas.

Esse é um mercado que deve continuar crescendo e demandando um protagonismo de data science, pois quanto mais uma pessoa interage com dispositivos ativados por voz, mais tendências e padrões o sistema identifica a partir das informações que recebe. Muitas empresas já sabem que esse é o futuro, como a Whirlpool, que tem em seu portfólio produtos integrados ao Google Assistente, o qual incorpora aos eletrodomésticos funcionalidades como músicas, podcasts, rádio, listas de compras e controle de casa inteligente.

Personalização

Existe atualmente a ilusão de que as empresas podem atender a qualquer necessidade do consumidor. E, com isso, o grau de exigência de quem está comprando aumentou muito. Nesse sentido, os cientistas de dados terão uma atuação cada vez mais ativa. Imagine se, ao entrar em um e-commerce de quadros o site já te apresentasse opções adequadas ao seu gosto pessoal, tendo como base seus perfis em redes sociais?

Privacidade e Segurança

Não só no Brasil, devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), esse tema tem dominado os noticiários no mundo todo, o que despertou uma consciência maior nos consumidores, que estão mais atentos e preocupados com o que as empresas estão fazendo com os seus dados. Por isso, é esperada maior transparência e responsabilidades ao lidar com todas essas informações.

Muitas dessas tendências se complementam, já que todas são alimentadas e movidas por dados. Algumas não são novidades, mas devem, sem dúvida, ter uma força ainda maior em 2020 devido à massificação de tecnologias e ferramentas.

Fonte: IT MIDIA

 

Publicado em Tecnologia da Informação | Marcado com | Deixe um comentário

7 dicas para um home office mais produtivo

O trabalho remoto tem ganhado popularidade entre funcionários e empresas. Seja por motivos logísticos ou de custos, o trabalho de casa é visto como sonho de muitos profissionais, mas há ainda quem olhe com desconfiança

Como uma alternativa para cortar gastos e ao mesmo tempo flexibilizar o ambiente de trabalho, muitas empresas têm adotado e incentivado políticas de home office para seus funcionários. Além de redução de custos com aluguel e estrutura para as empresas, para muitos profissionais, trabalhar de casa oferece suas vantagens.

De acordo com uma pesquisa encomendada pela Microsoft ao Ibope Conecta, para 85% dos profissionais brasileiros, a experiência de realizar uma reunião remotamente já não deixa nada a desejar em relação aos encontros presenciais. Segundo o estudo, a flexibilidade de horário (68%) e a possibilidade de fazer home office e/ou trabalhar a partir de outros ambientes que não necessariamente o escritório (62%) ocupam o topo da lista de elementos que mais caracterizam um ambiente de trabalho moderno.

Adotar o teletrabalho está intimamente ligado a uma decisão estratégica dentro da empresa. Porque você tem um conjunto de talentos e a questão é como melhor dispor esses talentos, como entregar as ferramentas corretas para que esse talento possa ser produtivo e para que ele possa também te ajudar nessa perspectiva da matriz de custos que a empresa quer ter.

A Citrix, a Impulso Remote e a Plantronics listaram técnicas, ferramentas e hábitos para aumentar a produtividade, dar visibilidade ao andamento dos projetos e promover o engajamento da equipe, independente da localização.

1 – Gerenciamento de tempo
Para realizar trabalho remoto, é imprescindível que as pessoas saibam fazer uma boa gestão do tempo de suas atividades. Quando essa variável é monitorada é possível conhecer a capacidade de produção de um time e acompanhar as oscilações. Isso permite que ações sejam feitas sempre que uma queda for identificada e torna muito mais simples reconhecer as oportunidades de torná-la maior. Gestão de tempo é uma habilidade que pode ser desenvolvida, e ferramentas, como o Timely e Toggl, ajudam a monitorar quais as atividades são realizadas, definir os prazos e acompanhar o tempo gasto para realizar cada uma delas e, assim, analisar o que está bom e o que pode melhorar com impacto rápido no aumento de produtividade.

Manter uma rotina de trabalho semelhante à do escritório ajuda na organização de quem está trabalhando à distância. Mas também é necessário usufruir de um hobby ou de atividades físicas para equilibrar a vida pessoal e profissional. Além disso, é essencial que a família do funcionário que está fazendo home office entenda que ele possui tarefas para entregar e uma jornada para cumprir nas dependências de casa.

2 – Horários
Defina uma carga horária a ser cumprida pela equipe. Combinar qual o melhor horário para realização do trabalho é fundamental. O mais comum é que seja em horário comercial convencional, mas variações disso são totalmente possíveis desde que acordadas anteriormente e que este acordo seja cumprido à risca, sem que o controle seja necessário, fortalecendo uma relação de confiança.

O trabalho dificilmente para de chegar, por isso é preciso desligar em algum momento. Não é aconselhável ficar até tarde resolvendo problemas todos os dias – assim como no escritório em algum momento é necessário desligar o computador e voltar para casa, no home office também é preciso saber a hora de parar. Para isso, a melhor alternativa é estabelecer um horário para seu expediente.

O controle do trabalho deve ser por tarefas e não por hora trabalhada. Assim não haverá necessidade de pagamento de horas extras, salvo se o monitoramento da atividade for exigível. 

3 – Tarefas e Deadline
Em um trabalho home office, as maiores dúvidas e preocupações de gestores e colaboradores estão relacionadas à avaliação do trabalho. Uma ótima forma de evidenciar a produtividade é fragmentar um grande trabalho em pequenas tarefas, estabelecer prazos e monitorar o estágio de execução de cada uma das atividades. Uma ótima ferramenta para isso é o Trello que tem, além de ótimas funcionalidades, uma usabilidade simples e intuitiva.

4 – Comunicação
No trabalho remoto, a comunicação se dá, principalmente, por três vias: e-mail, aplicativos de mensagens real time e por videoconferências. A horizontalização de poder das organizações modernas torna muito mais transparente e disponível o compartilhamento de informações, até mesmo das decisões mais importantes. Portanto, ferramentas que registram todo o histórico de interação entre a equipe é fundamental e elas devem estar agrupadas em canais com assuntos específicos. A Rocket.Chat é uma das ferramentas que facilita a comunicação entre os membros da equipe.

5 – Reuniões
Um dos desafios do trabalho remoto é conseguir definir quando é necessário convocar uma reunião de vídeo e quando é melhor seguir com as mensagens trocadas nas ferramentas de texto. Organizações que implementam o trabalho remoto tendem a olhar para a relação tempo e dinheiro com mais atenção e é isso o que deve ser levado em consideração. Equacionar sempre importância, urgência, número de envolvidos e complexidade do assunto vai ser determinante para definir quando a chamada de vídeo deve ser o recurso escolhido e quanto tempo será necessário reservar para tratar cada assunto. Além disso, ferramentas de videoconferência como o Zoom são essenciais para reuniões recorrentes de cada time de todas as áreas da empresa e versões pagas permitem até mesmo a gravação na nuvem, o que facilita ainda mais o compartilhamento das informações. Mas há opções profissionais

6 – Proteja-se do barulho
Ter uma videoconferência interrompida pelo latido do cachorro não é algo muito profissional. Felizmente, já existem headsets profissionais que foram produzidos especialmente para funcionários que não estão no escritório – como o Voyager Focus UC, primeiro da categoria. Esses equipamentos cancelam o ruído externo e entregam somente a voz de quem está falando.

Outro grande ganho é que, por ser Bluetooth sem fio, permite atender ligações longe da mesa de trabalho ou enquanto está andando pela casa, que é outra dica importante: Não passe o dia sentado!

7 – Proteja-se contra ciberataques 
Diante do potencial da adoção do home office, uma das grandes preocupações das companhias diz respeito ao controle de informações. Em um ambiente de trabalho à distância, como ter certeza de que dados sigilosos não ficarão vulneráveis a ciberataques ou ainda ao compartilhamento indevido dos mesmos?

Se o empregador utilizar as ferramentas certas, ele não perde o controle sobre as atividades que o funcionário desenvolve e garante a segurança dos dados da empresa, pontua a Citrix.

Por exemplo, as empresas são responsáveis pela atualização dos softwares em dispositivos pessoais dos usuários. A segurança da informação tem que controlar isso, da mesma forma que o faz no trabalho presencial.

Independente disso, o segredo é não focar no dispositivo (porque o colaborador pode estar com software de segurança desatualizado ou o dispositivo pode ser roubado) e sim na segurança dos dados. Devem ser criadas políticas de acesso individualizadas, com várias ferramentas de controle de acesso e identificação.

Fonte: IT MIDIA

Publicado em Comportamento Humano | Marcado com | Deixe um comentário

Como fazer a reunião de trabalho render.

Em seu livro, Francesco Cirillo explica como é possível evitar as distrações do dia a dia para ter mais eficiência nas tarefas coletivas

Para quem não conhece, a técnica Pomodoro foi desenvolvida em 1980 por Francesco Cirillo e consiste em gerenciar melhor o seu tempo para garantir maior produtividade. O nome Pomodoro é derivado da palavra tomate em italiano, mas nada tem a ver com a fruta. A técnica foi batizada dessa maneira porque Cirillo utilizou um daqueles cronômetros em forma de tomate, usados em cozinhas, para contar o tempo que realizava determinada atividade.

A técnica Pomodoro consiste em você reservar 25 minutos para realizar uma tarefa, se concentrando única e exclusivamente nela. Depois disso, faça uma pausa de 5 minutos. Faça quatro rodadas nesse esquema de 25 minutos, intercalados com 5 minutos de intervalo. Após a quarta vez, a pausa deve ser mais longa, em torno de 15 a 30 minutos. Depois, pode começar novamente o ciclo, sempre respeitando fielmente os horários.

Cirillo recomenda que nos intervalos, o ideal é esticar as pernas, beber um copo d’água e conversar sobre amenidades. “Simplesmente fazer coisas que não estejam relacionadas ao trabalho em questão e que não exijam um esforço mental grande”, afirma. Segundo o italiano, esse tipo de atividade possibilita que o cérebro reorganize as informações e esteja mais focado para a próxima sessão Pomodoro.

Exercer essa rotina sozinho pode ser difícil, mas em grupo é mais ainda. Por isso, Cirillo resolveu expandir a sua técnica para trabalhos que exigem mais de uma pessoa. Em seu livro The Pomodoro Technique, o italiano escreveu capítulos dedicados exclusivamente às atividades coletivas.

“Na era digital, estamos cada vez mais sujeitos a interrupções, mais mudanças e incertezas. Saber exatamente quais são os seus objetivos, ainda que eles sejam simples, pode ser uma tarefa difícil se o grupo não souber administrar o seu próprio tempo”, afirmou Cirillo ao portal The Leaders. “A técnica Pomodoro permite que os times possam ser eficientes em tais circunstâncias”.

Cirillo acredita que para se tornar um profissional focado e assertivo em suas tarefas em grupo, é preciso basicamente seguir 4 regras principais.

  1. Anote todas as suas atividades do dia, de acordo com suas respectivas prioridades.

  2. Cada membro da equipe deve escolher as tarefas que deseja realizar seja individualmente ou em grupo. Na técnica Pomodoro, as pessoas que trabalham em pequenos times são chamados de micro time.

  3. Cada micro time deve anotar as tarefas que pretendem realizar, e então aplicam a técnica Pomodoro para trabalhar nessas atividades sem interrupções. É importante que os horários, bem como os intervalos sejam respeitados à risca.

  4. No final do dia, os membros da equipe se unem novamente para uma única sessão Pomodoro (25 minutos) a fim de discutirem o que foi feito por cada um. Dessa forma, será possível revisar o que já foi feito e estabelecer novas metas.

“As reuniões tornam-se chatas e tediosas, porque são longas e exaustivas. Depois de horas de trabalho, você nem sempre chega ao ponto de tomar decisões”, afirma Cirillo. Para ele, o segredo de uma reunião eficiente está calcado em três atividades distintas: adquirir informações, formar opiniões e tomar uma decisão. O problema é que elas estão sendo divididas de forma incorreta. “A reunião é o momento de compartilhar opiniões e fazer decisões e não a hora de adquirir informações e formar opiniões”.

Fonte: ÉPOCA Negócios

Publicado em Gestão de Negócios | Marcado com | Deixe um comentário

A videoconferência expõe incompetências antes escondidas

A pandemia do coronavírus terá vários legados. Um deles será o uso amplificado das videoconferências daqui para frente. Essa ferramenta trouxe agilidade e praticidade a todos que tiveram de se reunir virtualmente e também permitiu que as empresas continuassem a funcionar em tempos de Home Office forçado e com regras rígidas de distanciamento social.

Através do computador, os encontros virtuais passaram a ser mais objetivos e diretos do que aqueles que ocorriam no mundo físico. Sem espaço para conversas paralelas ou atrasos, tudo ficou mais na base do pão-pão-queijo-queijo.

Este novo cenário serviu para desnudar incompetências que ficavam antes escondidas no fluxo natural de uma gestão. Há pessoas que desaparecem na multidão justamente para não chamar atenção a si. Entre esses há os tímidos inveterados e aqueles que têm algo a esconder – a sua própria incapacidade.

A dinâmica das vídeo reuniões, no entanto, criaram a cultura da conversa direta e da pressão silenciosa exercida pelo grupo. Desculpas esfarrapadas, assim, não serão toleradas neste novo ambiente de trabalho. Com o estresse provocado pelo estrago feito à economia, os ânimos estão exaltados e as respostas precisam estar na ponta da língua. Com isso, aqueles que não estiverem dentro das expectativas podem receber um bilhete azul em breve, no pior momento da economia brasileira dos últimos tempos.

Alguém que tenha a dificuldade de se comunicar pode ser colocado no mesmo barco dos incapazes. Isso ocorre com frequência. A timidez é um dos entraves que fazem pessoas muito competentes serem preteridas em promoções. A dificuldade de relacionamento com os demais também pode minar a percepção alheia em relação à capacidade de um profissional. Ou seja, aquele executivo em questão é capaz, mas se relaciona mal e gera dois tipos de problemas: ou não é compreendido ou faz involuntariamente a equipe trabalhar contra.

A chave, aqui, é a inteligência emocional.

Perceber que não está agradando é o primeiro passo para aquele que está patinando no julgamento da performance via reuniões virtuais. A solução, aqui, é mais simples. Basta utilizar os canais abertos para entender onde estão os gargalos de comportamento e fazer os eventuais ajustes.

Para os tímidos, talvez a solução não seja tão fácil. No Brasil, a capacidade de comunicação nunca foi algo muito explorado nas escolas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, oratória é algo importantíssimo desde o ensino médio. Além de falar bem, o raciocínio rápido é testado com alguma frequência. É comum, assim, um estudante ser sorteado para defender a escravidão que vigorou no país até o século 19 contra um colega que irá atacá-lo num duelo verbal. Tudo isso faz parte de um processo educacional que tenta mostrar a crianças e adolescentes o quanto é importante se comunicar bem.

Essa cultura produziu, por exemplo, Dale Carnegie, que ministrou vários cursos de oratória e vendas. Carnegie percebeu, no início do século 20, que a classe média emergente das grandes metrópoles americanas precisava se comunicar bem para subir na hierarquia das empresas. Seu livro, “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, ridicularizado por muitos intelectuais, foi publicado em 1936 e vendeu mais de 30 milhões de exemplares até hoje. É uma amostra de como os americanos se preocupam com a auto imagem e oratória como o caminho da prosperidade.

O próprio Carnegie é um exemplo disso. Nascido numa cidadezinha do Missouri, era o aluno mais pobre de sua escola. Mas, usando o poder da retórica, chegou à faculdade e tornou-se um vendedor habilidoso do frigorífico Armour. Estabelecido em Nova York, criou um curso para treinar executivos em suas habilidades de comunicação. Criou o “Dale Carnegie Training”, franqueado para mais de 80 países. Detalhe: essas franquias existem até hoje, 65 anos após a morte de Carnegie.

Já que praticamente todo mundo está em casa e com tempo para investir em educação à distância, é hora de gastar algumas horas para trabalhar a própria oratória. Você está vendendo bem o seu peixe através da videoconferência? Se está, no que poderia melhorar? É a hora de aproveitar as milhares de horas de cursos gratuitos que estão à disposição na internet e melhorar a sua lábia, seja você um executivo ou um empresário. Aliás, os empresários precisam se virar como nunca. Ninguém nunca pensou que poderia fazer prospects através do Skype, Zoom ou Webex. Mas é o que está acontecendo.

Mas, cuidado: um tipo de discurso pode funcionar muito bem durante o almoço de negócios, mas essa abordagem seria adequada quando se tem, digamos, vinte minutos diante de uma tela de computador? Talvez não. Por isso, cada um de nós precisa, de agora em diante, de exercer uma honestidade brutal e avaliar como tem se comunicado desde que começou a pandemia.

Esse esforço não será em vão. Mesmo com o fim do isolamento social, as ferramentas de reuniões à distância entrarão em nosso dia a dia. Aquele cliente em potencial que fica em outra cidade, por exemplo, e seria visitado por avião, vai aceitar conversar através do computador ou do smartphone. Por isso, a fase “straight to the point” vai continuar após o final da pandemia. Mas será preciso tato para não ser rude ou seco demais na objetividade que passará a fazer parte de nossas vidas.

As videoconferências retiram de nossas vidas o contato direto com os interlocutores, reduzindo as possibilidades de utilizar ferramentas como a empatia e criar vínculos que excedam uma simples transação. É como diria Peter Drucker: “a coisa mais importante na comunicação é ouvir aquilo que não está sendo dito”. Seguir o conselho de Drucker é algo dificílimo já numa conversa ao vivo. O que dizer de um colóquio através de uma telinha em formato 16:9? Complicado, mas não impossível.

Aos céticos de plantão, fica a pergunta: você se imaginava trancado em sua casa durante dois meses? Seguramente não. Mas foi o que aconteceu nos últimos 60 dias. Portanto, os seus limites e barreiras são muito flexíveis do que sua imaginação poderia sugerir. Neste cenário, faz sentido achar que é impossível ampliar a empatia com seus interlocutores num ambiente on-line? Vamos lá. Nessa situação, temos pouco a perder além daquilo que já foi pelo ralo. Daqui para a frente, é melhor colocar o foco naquilo que pode ser melhorado. Pois, em algum momento, toda essa loucura vai acabar.

Fonte: Money Report.

Publicado em Business Intelligence | Marcado com | Deixe um comentário

Home office, cuidados com a postura, equipamentos e jornada

Com a pandemia do novo coronavírus (covid-19), os governos estaduais decretaram quarentena e diversas empresas adotaram regime de teletrabalho, quando o funcionário desempenha suas funções de casa. Assim como deve haver preocupação com as condições de trabalho no local onde ele ocorre, nessa situação excepcional é também importante estar atento para cuidados relacionados à saúde ocupacional.

Segundo Renato Bonfatti, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os funcionários devem observar uma série de recomendações sobre ergonomia, condições do ambiente doméstico e equipamentos.

O espaço em que a pessoa está trabalhando deve ser suficiente, permitindo a ela se afastar do movimento da casa, se isolar em silêncio e ter tranquilidade para trabalhar sem constantes interrupções. “Pessoas veem e não acham que estamos trabalhando e que podem interromper. Isso é muito importante. Em relação ao ruído, deve-se buscar o maior silêncio possível”, comenta o pesquisador.

Sobre a temperatura adequada, não é recomendado usar ar condicionado porque a exaustão desses aparelhos é aquém do necessário para se ter um ar saudável. O ideal, orienta Bonfatti, é trabalhar com janelas abertas e, durante 10 minutos, abrir a porta para ter circulação cruzada, ou o que se chama de corrente de ar. A temperatura recomendada é entre 24º e 26º.

O ambiente precisa também ter uma boa luz. “Mas como o trabalho é com computador, geralmente a fonte tem a sua própria luz, então a luminosidade não vai ser problema, em princípio. É bom ter luz que possa mover como abajur para ler um documento, especialmente se tiver mais de 40 anos”, diz o pesquisador.

Mobiliário
O ideal é ter cadeiras confortáveis, incluindo um estofamento macio ou uma almofada, pois os trabalhadores ficam muito tempo sentados. “Trabalhar com computador altera a percepção do tempo e tendemos a ficar mais tempo”, observa.

A cadeira deve ter altura que quando a gente se senta com a região lombar encostada no fundo, o joelho fique a 90º e os pés apoiados. Embora seja difícil que uma pessoa fique apenas em uma posição, essa é tida como a forma básica. A cadeira pode ter braço ou não, mas se tiver é bom para descansar.

A mesa é importante para colocar o computador, devendo evitar outras posições, como ficar deitado com o laptop na cama ou no sofá. A tela deve ficar na altura dos olhos, para não forçar a coluna cervical. A altura da mesa deve ser tal que não eleve os ombros na hora em que for usar o teclado ou o mouse. Isso dá automaticamente a altura mais confortável. Além disso, é importante a mesa ter uma amplitude suficiente pra acomodar os objetos todos. É bom colocar perto de você os objetos que usa mais frequentemente.

Como as pessoas tendem a ficar sentadas muito tempo, isso traz uma exigência muito grande para a postura. Uma dica do pesquisador é tentar levantar, ficar durante um período curto fazendo algo. “Isso se chama pausa compensatória, isso é recomendável para variar a postura. O ideal é que possa, de vez em quando, levantar e dar essa caminhada”, explica.

Equipamentos
Já os equipamentos devem ser adotados de modo a deixar mais confortável o período de uso. A tela fixa é a mais indicada. O teclado móvel também é importante, para que o funcionário possa mudar de posição. O mouse é recomendável, em vez dos painéis em laptops, para movimentar os cursores.

Tanto nos computadores quanto em smartphones, é preciso cuidado com os olhos. “Trabalhamos com celular, então quanto maior a superfície da tela melhor para trabalhar”, afirma Renato Bonfatti.

Como as pessoas ficam com o olho muito próximo ao computador, ele sugere tirar os olhos da tela e jogar para mais distante possível para variar os grupamentos musculares nas posturas. O objetivo é ter o descanso e não sobrecarregar um grupamento muscular em detrimento de outro.

O engenheiro José Jackson Filho, pesquisador da Fundacentro, acrescenta que os recursos para o teletrabalho envolvem também os programas e aplicações. Aquelas pessoas que precisam realizar reuniões, por exemplo, devem ter ofertadas por seus empregadores serviços de videoconferências adequados.

“É preciso pensar na aquisição e disponibilização de equipamentos e programas: a quem cabe fazer? No momento atual, poderiam ser disponibilizadas formas para subsidiar a aquisição de equipamentos, o que serviria como mecanismo para estimular a atividade econômica e viabilizar a aquisição (caso tenham interesse) pelos próprios trabalhadores”, defende.

Atividades
O pesquisador avalia que talvez o maior problema do home office no momento seja o número de informações que as pessoas devem processar a cada momento. Com ferramentas como facebook, whatsapp e e-mail, a quantidade que chega a todo momento é grande e isso tende a colocar as pessoas em um estado de dispersão e angústia.

“É importante saber selecionar que informação a que você vai ter acesso para não ficar dispersivo. Esse cuidado é necessário para dar conta da exigência cognitiva, de raciocínio, que aumenta muito neste momento que estamos vivendo na pandemia”, ressalta Bonfatti.

Ele destaca ser fundamental respeitar os horários. Com o uso disso, o trabalho tende a invadir o momento fora do trabalho, os empregados acabam tendo dificuldade de separar um do outro, podendo aumentar muito, na prática, a jornada de trabalho. “O trabalhador pode se educar a não atender o celular o tempo inteiro, não ficar no Whatsapp o tempo inteiro. Encerrar a sua jornada de trabalho”, recomenda o pesquisador da Fiocruz.

Para José Jackson Filho, pesquisador da Fundacentro, se por um lado as pessoas deixam de ter o tempo de deslocamento, por outro o teletrabalho traz riscos no tocante à intensidade. Pessoas solteiras podem vir a trabalhar mais, alongando jornadas e colocando a saúde em risco.

“As pessoas que têm filhos podem ter suas atividades de trabalho prejudicadas, impedidas pelas interrupções frequentes, sentindo-se impotentes e sofrendo por não cumprir suas metas”, acrescenta.

Por esses e outros possíveis prejuízos, ele defende que o teletrabalho deve ser planejado de modo que “sejam controlados os possíveis problemas que podem afetar a saúde, assim como assegurados os meios para que se possa cumprir as exigências colocadas pelas empresas”.

Da mesma forma, complementa, os trabalhadores devem tomar os cuidados necessários para não ir além da jornada, cumprir recomendações de ergonomia e saúde do trabalho, evitando fadiga e doenças nesse cenário.

Direitos e obrigações
Para a realização do teletrabalho, as empresas devem elaborar um aditivo contratual estabelecendo as tarefas e parâmetros relativos ao custeio da estrutura de trabalho. Isso envolve, por exemplo, equipamentos e conexão. Entre os benefícios, as empresas podem cortar o auxílio-transporte.

Segundo a advogada Alessandra Barreto Arraes, do escritório Aparecido Inácio e Pereira, no que se refere à obrigação da ida ao trabalho, embora o trabalhador deva prestar os serviços, as empresas devem garantir sua saúde e segurança, conforme o Artigo 157 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Embora seja obrigação do empregado a prestação dos serviços, nos casos em que a empresa não adota medidas mínimas de prevenção é válida a recusa do colaborador de trabalhar em área que ofereça risco iminente à sua saúde, sendo possível, inclusive, em determinados casos, a justa rescisão do contrato de trabalho por ‘perigo manifesto de mal considerável’, de acordo com o Artigo 483 da CLT”, explica Alessandra.

Fonte: ÉPOCA Negócios

Publicado em Gestão de Pessoas | Marcado com | Deixe um comentário

Como o Business Intelligence pode ajudar uma empresa na crise

Embora as crises signifiquem problemas para algumas empresas, para outras elas significam oportunidade. O sucesso pode levar a acomodação, afinal, time que está ganhando não se mexe. Na crise, pode ser que não se mexa no time, mas é fundamental jogar de outro modo. Às vezes, tudo que se precisava era um bom motivo para tentar o sucesso de forma diferente.

Outro diferencial de quem se dá bem durante a crise, é que estas pessoas param de pensar só em trabalho duro e passam a pensar de forma mais inteligente. Para usar isso, é necessário possuir todas as informações relevantes possíveis.

Informações relevantes

As informações estão por toda a parte, inclusive aquelas que nem se suspeita que são muito importantes. Aliás, as fontes são inúmeras: internet, CRM (Customer Relationship Management), ERP (Enterprise Resource Planning), planilhas Excel, softwares financeiros e muitos outros. O fato é que desde sempre dependemos das informações para tomada de decisões.

Os dados estão se multiplicando e as informações tornaram-se tão disponíveis que a tomada de decisão tornou-se ainda mais difícil. Rapidamente, descobriu-se que um grande volume de dados não significa conhecimento — para uma boa tomada de decisões, é fundamental entender a relação entre estas informações.

Jogando diferente

Falando em time que não se mexe, vale lembrar da Alemanha que veio para a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, equipada com uma série de ferramentas de coleta e análise de dados. Estudando os adversários, inclusive em tempo real, o time colecionou vitórias apoiadas pela tecnologia e um sistema de Business Intelligence.

O BI ajuda muito, para não dizer que é a única solução, na coleta e análise de dados relevantes e pertinentes. Uma nova visão pode mudar completamente o rumo dos negócios. As transações comerciais jamais serão como antes, baseadas quase que exclusivamente na intuição dos empresários.

Mensagens pelo celular, e-mails, redes sociais, blogs e outros derivados da rede, permitiram uma maior interação entre todos. O consumidor não está mais fisicamente em torno da área de atuação da empresa, mas sua presença é muito próxima, embora virtual.

Sistema de Business Intelligence

O problema agora é gerenciar todos estes dados de clientes em potencial. Como responder a esta demanda sem se tornar impessoal ou irrelevante? Com escolher os indicadores corretos e a fatias de mercado que realmente interessam? Como tomar uma decisão apoiada por dados corretos e relevantes?

Cada meio virtual de interação precisa de filtros automatizáveis, facilidade de visualização e grande capacidade de análise das respostas. Errar pouco é uma grande maneira de evitar os efeitos da crise — são milhões de dados que precisam ser devidamente agrupados.

Um dos melhores exemplos de uso de Business Intelligence veio do governo dos Estados Unidos. O presidente Barack Obama abriu para a população uma quantidade enorme de dados, por entender que hoje em dia sua equipe sozinha não tem como filtrar tantas informações. Obama nomeou Dee Jay Patel como o primeiro Cientista de Dados do governo federal.

Enfim, percebe-se que é fundamental ter acesso imediato às informações estratégicas das empresas para auxiliar na tomada de decisões. Fica evidente também que o Business Intelligence é a solução mais inteligente nos negócios para combater a crise.

Autor: Leandro Guimarães

Publicado em Business Intelligence | Marcado com | Deixe um comentário

Como funciona a Inteligência Artificial

Algoritmos de Inteligência Artificial já são realidade e estamos rodeados de dispositivos com esta tecnologia. Mas como funciona a Inteligência Artificial? Quais os tipos de IA existentes? Para que servem? Onde estão sendo utilizadas? Neste artigo, trago uma visão prática dos principais modelos de Inteligência Artificial.

Para explicar o que é IA, é importante entendermos a diferença entre os sistemas computacionais tradicionais e a IA. Em resumo a computação tradicional trabalha com informações exatas, enquanto a IA tenta trabalhar com informações inexatas. Como exemplo, se temos uma foto onde aparecemos sem óculos e outra com óculos, um sistema computacional tradicional não será capaz de afirmar que as duas fotos são relativas à mesma pessoa. Já os algoritmos de IA possuem a capacidade de afirmar, com um grande grau de certeza, que as duas fotos são relativas à mesma pessoa.

A grande vantagem da Inteligência Artificial é a capacidade de lidar com situações inexatas e incertezas

Mas como a IA trabalha nesses cenários? É fácil… basta desenvolver algoritmos computacionais capazes de imitar (ou melhor, simular) quem sabe lidar bem com esses ambientes de incerteza… ou seja, imitar os seres vivos e a natureza. E daí vem o nome “Inteligência Artificial”.

Um outro ponto importante é que os algoritmos de Inteligência Artificial têm a capacidade de aprender e evoluir (é o chamado Machine Learning). Ou seja, não são algoritmos estáticos (computação tradicional) e sim algoritmos que aprendem através dos dados. E quanto mais dados e testes são feitos, mais os sistemas de IA evoluem. E então, quando esse “cérebro artificial” está pronto e devidamente “afinado”, ele pode ser copiado e replicado.

É por isso que o sistema de IA dos veículos da Tesla, atualmente, são mais eficientes que os humanos na direção. E quanto mais esses veículos rodam e capturam informações, mais cenários desconhecidos passam a ser considerados e a IA continua evoluindo! E a cada atualização do software essa evolução é replicada a todos os veículos.

IMPORTANTE: Em ambientes com aprendizado supervisionado por humanos, dizemos à IA as respostas certas durante um período de treinamento, e então ela seguirá essas regras. Mas em ambientes não-supervisionados, a própria IA é responsável por analisar, agrupar e tomar as próprias decisões e conclusões, e muitas vezes os modelos por ela gerados não são compreendidos pelos humanos (apesar de muitas vezes se mostrarem mais eficientes que nós).

E se o objetivo é simular a natureza e os seres vivos, existem então diversos de algoritmos com objetivos diferentes, todos sob o nome de Inteligência Artificial. Os principais (existem inúmeros outros) seguem abaixo:

Sistemas preditivos

Tem o objetivo de analisar dados e, com base nesses dados (normalmente do passado), fazer previsões para o futuro. Parte do algoritmo de IA dos carros da Tesla são baseados em sistemas preditivos, que fazem o carro brecar, acelerar, virar, etc.

Reconhecimento de padrões

Esses sistemas tem o objetivo de identificar padrões em dados (imagens, sons, informação). Um bom exemplo são os algoritmos de IA que, analisando imagens de ressonância magnética de pessoas com e sem Alzheimer conseguiram identificar os padrões de quem tem Alzheimer, e então relacionar com pessoas sem Alzheimer. Esse tipo de sistema possibilitou identificar pessoas com potencial futuro de ter Alzheimer.

Sistemas cognitivos

Sistemas Cognitivos tem o objetivo de entender e interagir com os humanos através de nossa língua, e para isso, precisam fazer reconhecimento de voz, interpretação do que está sendo falado ou escrito (semântica, gramática, ironias, abreviações, ambiguidades, etc) e aprender a falar (até com sotaque, em alguns casos). É o caso do Watson da IBM.

Sistemas de classificação

Têm por objetivo classificar dados por semelhança. Esses sistemas são a versão digital do algoritmo biológico que temos e que permite que identifiquemos uma pessoa mesmo que ela esteja de cabelo cortado, esteja usando óculos, ou até tenha mudado a cor dos olhos. Um bom exemplo é o sistema de reconhecimento facial do Facebook, que te identifica até em fotos que você nem sabia que era você!

E, normalmente, os projetos que envolvem IA são uma composição de vários sistemas de Inteligência Artificial que se complementam.

Atualmente existem plataformas online que permitem que mesmo sem conhecimento de algoritmos de IA, possamos criar soluções baseadas em inteligência Artificial, tais como o IBM Bluemix e Watson, o ML Studio (Microsoft), Google Cloud for AI, e uma série de outras plataformas de Inteligência Artificial. Importante: Não é necessário conhecer algoritmos, mas é necessário conhecer os conceitos e aplicações das diversas opções disponíveis.

Este artigo foi inspirado nas palestras da HSM Expo 2019, onde tive a oportunidade de assistir Yuval Harari, Fred Gelli, Hugh Herr e muitos outros feras que estão vivendo essa revolução.

Fonte: Canaltech

Publicado em Tecnologia da Informação | Marcado com | Deixe um comentário