6 “Soft Skills” mais requisitadas pelo mercado

As “soft skills” são habilidades subjetivas, de difícil identificação e diretamente relacionadas à inteligência emocional das pessoas. Estas capacidades são, normalmente, adquiridas por meio das experiências vivenciadas ao longo do tempo – e não em livros e cursos. Diferentes das chamadas “hard skills” – aquelas que, normalmente, entram no currículo e são aprendidas em cursos, faculdades, escolas e outros empregos, e que são específicas para cada área – as “soft skills” são interessantes para qualquer tipo de atuação profissional.

Guilherme Junqueira, CEO da Gama Academy, escola especializada em capacitar talentos para trabalhar no mercado digital, e um dos fundadores da Associação Brasileira de Startups, analisou as “soft skills” mais requisitadas pelo mercado. Segundo ele, uma frase que exemplifica a importância destas habilidades é aquela que diz que as empresas contratam pelo currículo e demitem pelo comportamento. É como se as os funcionários fossem contratados graças às “hard skills” e demitidos em função da deficiência de “soft skills”.

Apesar de as “soft skills” serem muito requisitadas para qualquer tipo de cargo, algumas são mais específicas para certas profissões do que para outras. Somado a isso, está a maneira extremamente rápida como as mudanças acontecem no mercado de trabalho atualmente – o que torna mais difícil definir quais são as “soft skills” mais procuradas nos profissionais. “A nova geração busca algo com o qual esteja alinhada, mas também que seja bom para o mundo”, afirma Junqueira. Assim, o especialista selecionou algumas habilidades cada vez mais requisitadas ao longo dos anos e que convergem com as exigências da sociedade moderna e do cenário atual.

  1. Comunicação eficaz

Comunicar-se vai muito além de falar a mesma língua. A comunicação verdadeira e eficaz inclui a transmissão e a interpretação das ideias de uma forma que se consiga passar para outra pessoa exatamente o que se está querendo dizer. Quando isso ocorre, a pessoa se torna capaz de falar para os mais diversos públicos e, possivelmente, alcançar os objetivos que buscava com a comunicação. A maioria das profissões exige algum tipo de interação entre as pessoas, seja algo limitado ao próprio ambiente de trabalho ou uma interação externa com clientes, por exemplo. Uma boa comunicação inclui também ouvir atentamente, escrever bem, saber se portar em diferentes situações, entender o que está sendo dito e ter a capacidade e a facilidade de realizar trabalhos em equipe. Resumindo: não basta falar bem. Para que a comunicação seja efetiva, é necessário liderança e um bom poder de persuasão.

  1. Pensamento criativo

Algumas pessoas são naturalmente mais criativas do que outras. Entretanto, o tipo de criatividade requisitada por grande parte das profissões é algo que pode ser aperfeiçoado com a prática – apesar de ainda poder ser um grande desafio para muitos. Apesar da habilidade ser mais ou menos exigida, dependendo da área ou cargo, em um mercado tão competitivo quanto o atual, quem demonstrar mais facilidade na elaboração de soluções de forma rápida e inovadora terá a preferência das empresas. No mundo dos negócios, por exemplo, um funcionário com um pensamento criativo conseguiria trazer alternativas singulares para uma crise. A criatividade, mais do que algo inato, pode ser construída por meio de conhecimentos sobre determinado assunto, resiliência e até as próprias experiências profissionais.

  1. Resiliência

Esta talvez seja a “soft skill” mais importantes para os momentos de crise vivenciados pelas empresas. Em resumo, a resiliência é a capacidade de se recuperar depois de enfrentar adversidades. Mais do que força, é algo que exige uma certa maturidade psicológica. A pessoa com essa característica consegue lidar com problemas, se adaptar a mudanças e resistir a pressões. Por ser algo extremamente útil em qualquer área de atuação, se tornou muito requisitada no mercado atualmente. E, por possibilitar os aprendizados nos momentos de dificuldade, acaba sendo a base para o desenvolvimento de outras “soft skills”. Entretanto, é algo difícil de ser adquirido. Normalmente, quem mais possui essa habilidade são pessoas que já enfrentaram situações complicadas e tensas no ramo empresarial.

  1. Empatia

A empatia é importante para qualquer ambiente, mas ainda mais essencial no círculo profissional. É uma “soft skill” necessária, principalmente para líderes e gestores. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa de forma que se consiga compreender o próximo e quase sentir o que ele sente. No caso do âmbito profissional, a empatia é útil em dois aspectos.

Em primeiro lugar, ela é importante para a relação entre líderes e funcionários de uma empresa. Em relacionamentos nos quais existe alguma forma de hierarquia ou liderança, se colocar no lugar do outro pode tornar a gestão mais aberta e humana. Essa “soft skill” é, portanto, a chave para uma boa gestão de pessoas.

Em seguida, esta é uma habilidade crucial para a relação entre a empresa e seus clientes. A empatia vai ajudar a primeira a entender qual a necessidade exata do consumidor. Com isso em mente, fica mais fácil fazer um discurso mais direcionado e persuasivo para impulsionar a companhia no mercado em que atua.

  1. Liderança

Obviamente, as outras “soft skills” – comunicação eficaz, pensamento criativo, resiliência e empatia – formarão um bom funcionário ou candidato. Entretanto, a liderança vai além. Essa capacidade possibilita que o profissional seja mais do que um bom funcionário. Isso ocorre porque ela é produto da união de todas as demais habilidades. É praticamente impossível ser um líder sem saber se comunicar bem, sem facilidade para trabalhar em equipe, sem empatia ou criatividade. Conquistar a liderança e saber manuseá-la faz funcionários trabalharem como um time, assumirem responsabilidades e, ainda, conseguirem explorar o melhor das pessoas. Com a velocidade de produção do mundo globalizado, a busca por candidatos com essa característica é crescente. Atualmente, o mercado precisa de líderes proativos, capazes e independentes o suficiente para darem conta do recado. Já que esta, assim como outras “soft skills”, são difíceis de serem identificadas sem uma convivência, é importante que seja pontuada em algum momento do recrutamento. Cite projetos que você assumiu no passado ou trabalhos em equipe que você tenha conduzido. É importante exaltar algo que mostre sua capacidade de se destacar em um grupo.

  1. Ética no trabalho

Esta não é uma característica fácil de ser ensinada. Pessoas éticas no trabalho, provavelmente, não aprenderam a serem assim nos livros, na faculdade, em cursos de especialização ou em treinamentos. É um tipo de “soft skill” que as pessoas carregam e desenvolvem ao longo da vida – por mais subjetivo que isso pareça. Apesar de a família também ter um papel fundamental neste quesito, é uma habilidade que junta diversos fatores – como influências dentro de casa, relacionamentos e convivências na escola, entre outros. A ética é um aprendizado da vida e engloba tanto a postura em relação à pontualidade quanto a responsabilidade com o trabalho de maneira geral. É um conjunto de valores que nem todos possuem. Esta habilidade pode ser perdida no meio profissional por causa da tensa dinâmica do mercado que, muitas vezes, gera competitividade, individualidade e egoísmo. Entretanto, é errôneo pensar que ela deixou de ser valorizada. Na verdade, quanto menor a disponibilidade de profissionais que valorizem a ética no ambiente de trabalho, mais essa característica se tornará um diferencial entre os funcionários.

Fonte: Revista FORBES

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Análise de dados em tempos de crise.

 

As lições que estamos aprendendo e replicando são:

Operação: Unanimemente o sentimento geral é fazer todo o possível para manter suas operações, operando. Mesmo aquelas operações em que as portas estão fechadas por conta do isolamento social.

Liquidez: Hora de repensar e avaliar o caixa em detalhes, identificar o que é fundamental para o negócio sobreviver. Aplicar todas as medidas de postergar caixa e evitar custos com demissões propostas pela medida provisória 927/20 (parcelamento do FGTS dos meses possíveis, implementação de férias e banco de horas).

Renegociar: Hora de renegociar com fornecedores, propor alternativas visando a retomada, olhar para a frente e revisitar prazos. Após a descompressão do isolamento social – o que provavelmente acontecerá em etapas – escalonar e prever como estes recursos ou investimentos voltarão a fluir.

Financiamentos: Buscar crédito e ou isenção fiscal é essencial para diversos negócios, eles podem aliviar a pressão sobre o caixa neste momento, possibilitando uma ajuda para atravessar a depressão econômica, sem necessariamente exaurir o caixa livre para o essencial. Há medidas que o governo tem disponibilizado e seguramente alguma poderá servir.

Gestão de Reputação: A hora é de estar presente, solidário no que for possível, manter contato, acolher e estabelecer uma liderança empática (interna e externamente), conforme sugerem gurus e formadores de opinião nas redes sociais.

Neste momento marketing de produto/preço não tocará e nem gerará valor às pessoas. Empatia e proximidade sim, mostrar de fato qual é a participação da sua empresa para melhorar – nem que seja um pouco – demonstrando seu propósito. Excelentes exemplos das grandes como Ambev, Natura/Avon, Ypê entre tantas outras que estão vindo a público e transformando seus produtos em “salva vidas”.

Grande oportunidade para aqueles que ainda não haviam priorizado suas mídias sociais ou e-commerce.

Mobilidade Logística: Nesse aspecto, possivelmente as empresas que continuam operando vão assumir despesas maiores, bem seja para o implantar uma atividade de delivery ou intensificá-la, bem seja para entrega ou coleta de suprimentos essenciais. Entender qual o impacto nas despesas e mantê-las no radar para dar continuidade a operação neste momento é o foco, mesmo que com margens afetadas.

Gestão de Produto: Giro é a palavra de ordem! Nesse campo estar pronto para redução de margens e pensar a médio longo prazo na retomada escalonada do mercado, e só assim prever recuperação das margens cedidas.

Gestão das Equipes: Total transparência para com o seu time! Não é hora de segurar informação. Tente ouvir e atender as necessidades das pessoas e assim você terá o engajamento delas. Sim as coisas estão difíceis e o time mais que qualquer outro agente pode apontar caminhos em suas tarefas táticas e operacionais, indicar eficiências ou sinergias para passar esse momento com menor prejuízo possível à saúde financeira e organizacional.

Muito provavelmente as oxigenações necessárias ao negócio em termos de substituições serão antecipadas, mas preserve o “core”, com eles as empresas retomarão seu ritmo.

Enfim, com foco, disciplina, flexibilidade e equilíbrio conseguiremos manter nossos negócios preparando-os para uma retomada que virá.

Fonte:  GS&Consult

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10 habilidades profissionais que toda empresa vai exigir.

Pesquisa do World Economic Forum aponta que o profissional do futuro precisa ter conhecimento em algoritmos — mas inteligência emocional também vai ser indispensável.

À medida que o mundo evolui com a 4ª revolução industrial, o ambiente corporativo também está mudando — e exigindo novas habilidades dos funcionários. Daqui a cinco anos, por exemplo, de acordo com o World Economic Forum, 35% das habilidades que hoje são consideradas essenciais vão mudar.

Já no próximo ano, a 4ª revolução industrial vai exigir uma série de tecnologias: aprendizado de máquina, biotecnologia, genômica, inteligência artificial, robótica avançada e transporte autônomo. É, portanto, importante ficar de olho nas novas habilidades que serão exigidas pelas empresas:

  1. Alfabetização de dados
    O combustível da 4ª revolução industrial: dados. As empresas que não usam algoritmos, ficam para trás. Portanto, as corporações devem empregar funcionários com qualificação na área.
  1. Pensamento crítico
    Serão valorizados os funcionários capazes de julgar a qualidade das informações, como discernir quais são confiáveis, falsas ou propagandas. Os profissionais serão responsáveis em avaliar as notícias e como elas devem ser confiadas e usadas pela empresa.
  1. Habilidade em tecnologia 
    Funcionários com habilidades em blockchaininteligência artificialInternet das Coisas, realidade virtual e aumentada, robótica e outras ferramentas digitais serão exigidas pelas empresas.
  1. Adaptação e flexibilidade
    O mundo está mudando rapidamente, e os funcionários precisam se comprometer a aprender novas habilidades ao longo de suas carreiras. Além disso, eles devem ser flexíveis a novas ideias e maneiras de solucionar os problemas da empresa.
  1. Criatividade
    Os algoritmos, as máquinas e os robôs funcionam bem, mas eles não conseguem ser criativos como os humanos. Por isso, é importante que os funcionários tenham criatividade para criar novos produtos e melhorias para a empresa.
  1. Inteligência emocional 
    Outra área em que os humanos têm vantagem sobre as máquinas é a inteligência emocional. A capacidade de estar ciente, controlar e expressar as emoções será importante e valorizada pela empresa.
  1. Inteligência cultural e diversidade
    As organizações são cada vez mais diversas e os funcionários eficazes devem respeitar as diferenças e trabalhar com pessoas de diferente raça, religião, idade, sexo e orientação sexual diferente. Além disso, as empresas estão operando cada vez mais além das fronteiras internacionais, o que significa que é importante que os funcionários saibam sobre outras culturas, idiomas, crenças políticas e religiosas.
  1. Habilidades de liderança
    Habilidades de liderança será fundamental não só para aqueles que estão no topo de uma hierarquia corporativa tradicional, mas também para os funcionários de toda a empresa. Será importante compreender como trazer o melhor e inspirar todos da equipe a ter uma força de trabalho diversificada.
  1. Julgamento e tomada de decisão 
    As máquinas conseguem analisar os algoritmos numa velocidade superior a que os humanos conseguem, mas elas são incapazes de tomar decisões e analisar os dados com profundidade. Por isso, os funcionários capazes de fazer a leitura das informações para uma tomada de decisão serão valorizados pela empresa.
  1. Colaboração
    No meio de tanta tecnologia, as empresas vão buscar por funcionários capazes de interagir bem com a equipe, que sejam capazes de compartilhar conhecimento para trazer bons resultados para a empresa.

Fonte: Época NEGÓCIOS

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Geração de Caixa – um plano para quando parecer que não há alternativas

Como líder, é papel dos empreendedores e empreendedoras assumir a responsabilidade de cada ação, deixando claro para todos na empresa que a prioridade é preservar caixa. A partir desse momento, não existem dias – existem horas. Não deve haver espaço para tentativas e sim para a execução.

Algumas dicas práticas para atuar neste momento crítico:

  1. Monte uma War Room

  • Nada será feito sem gente e você precisará escolher a dedo as pessoas que estarão contigo nesse momento. Chame essas pessoas e, com muita transparência, comunique o problema e quais as alternativas que estão sendo pensadas.
  • Não deixe de ter pessoa(s) da área financeira neste grupo, ela(s) quem te darão dados e você precisará se basear neles diariamente. Esse grupo precisará assumir as rédeas do negócio e não há espaço para medo.
  • No momento atual em que todos trabalham em Home Office, crie uma sala online com essas pessoas e que fique ligada 24 horas.
  1. Escolha as métricas vitais para acompanhamento e faça isso diariamente.

A saúde da empresa é essencialmente monitorada por:

  1. Pulso (fluxo de caixa futuro)
    Use o regime caixa ao invés do regime de competência. Com isso, você vai perceber sua receita caindo. Busque como antecipação de recebíveis. Qualquer dívida de curto prazo que você puder tomar nesse momento, tome.
  2. Respiração (vendas e retenção de clientes)
    Manter um cliente é mais fácil que adquirir outro e o gasto para aquisição já incorreu. Busque formas de engajar a base de clientes ativos para mantê-los vivos, pois quando a demanda voltar, elas voltarão a comprar com você e não o
    concorrente.

Na aquisição de novos clientes, o foco são canais orgânicos! Não trabalhe com aquisição que venha a consumir caixa é preciso ser criativo (ex. Ações de member get member);

  1. Batimento cardíaco (margem de contribuição)

Corte gastos de qualquer produto que não tenha margem positiva.

  1. Corte de gastos

Olhe para sua cadeia de valor e identifique o que é essencial para a operação do core business não parar, os demais gastos, corte imediatamente. Na dúvida, corte o gasto e se necessário contrate ou compre novamente. Ex. no caso de um e-commerce seriam essenciais os fornecedores de matéria prima, transportadoras, servidores de nuvem,
ferramenta de push notification para comunicação com clientes ativos…

3.1. Despesas administrativas

  • Comece por elas: cartões corporativos, viagens e ferramentas que não essenciais para a operação continuar rodando.
  • Mantenha apenas os advogados e serviços terceirizados de back-office que sejam essenciais para seu negócio e corte seu próprio salário – é preciso dar o exemplo para que o restante do time tenha empatia e também mude a mentalidade.
  • Corte todos os gastos com desenvolvimento de novos produtos e pare de vender os produtos que não geram retorno no curto prazo, lembre-se: margem de contribuição positiva.
  • Se necessário, pare de pagar o aluguel e peça renegociação do contrato.

3.2. Fornecedores de matéria prima

Prorrogue o pagamento por pelo menos 60 dias e não tenha vergonha a respeito, você sempre honrou seus compromissos e o momento é crítico! Tenha consciência e comunique que essa medida visa perpetuar o próprio relacionamento de longo prazo entre vocês.

3.3. Impostos

Fique atento as todas as medidas que o governo está adotando e comunicando em relação a isso. Em casos extremos (poucas semanas de caixa) segure o pagamento e em um segundo momento, pague com as devidas multas incorridas.

3.4. Bancos

São credores de curto prazo e seu rating será considerado para contratação de novas dívidas. Para isso o histórico de “bom pagador” é essencial. Busque renegociações de prazos de carência e taxas, mas evite prejudicar sua análise de crédito – nos próximos meses eles serão seus principais credores e não os fundos de investimento.

  • Em casos extremos (poucas semanas de caixa) não entre em contato com stakeholders para negociar e sim comunicar;

Depois de ler e considerar quais dessas dicas são aplicadas à sua realidade, lembre-se que o conjunto de todos os fatores gera um resultado positivo para o futuro da sua empresa, e também do seu time.

Na Endeavor, nós sabemos que muitas decisões sem precedentes precisam ser tomadas de forma precisa, realista e cautelosa. Em momentos como esse, temos a responsabilidade – e o desafio – de agirmos como verdadeiros exemplos para o país. Estamos todos, ao redor do mundo, em um túnel com pouca luz, sem saber o que nos espera logo à frente, com a repercussão econômica dessa crise. Precisamos, por isso, de coragem para dar um passo depois do outro.

Continue caminhando, mas tenha em mente que você não caminha sozinho

Fonte: Endeavor

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Equipes remotas: saiba como gerenciá-las com êxito

Se você está assumindo uma equipe remota no momento, atente-se a essas dicas para facilitar sua gestão

Seja no formato home office ou como freelancer, o trabalho remoto está cada vez mais presente nas empresas. Somente no Brasil, segundo a pesquisa realizada pela SAP Consultoria, essa modalidade já foi adotada por 45% das companhias brasileiras.

Um grande desafio desse modelo é o gerenciamento de times, pois diversos empreendimentos, sobretudo ligados a tecnologia têm equipes que trabalham em diferentes escritórios, cidades e até países. Isso se torna possível quando os squads adotam metodologias ágeis, com um plano definido e com esclarecimento de tarefas e processos.

Neste momento, a própria tecnologia é uma forte aliada para o gerenciamento de projetos e equipes. Utilizando os recursos apropriados, fica muito mais fácil, por exemplo, realizar ações como delegar tarefas, acompanhar a execução de atividades, centralizar a comunicação, dar feedbacks, compartilhar e visualizar documentos e informações, entre outras atividades de gestão.

Um desses recursos que podem ser utilizados é o Slack, a plataforma de mensagens que garante que você possa manter a comunicação com o time. Outro meio é o Trello, que ajuda o time a se organizar com as demandas de trabalho da semana.

Se por acaso alguma reunião surgir, o Hangout, aplicativo que permite ligações pela Internet através de conexões de voz e vídeo, pode facilitar a comunicação entre empresa e cliente.

Por todas essas questões, é papel da liderança da empresa ajudar os funcionários nos desafios do trabalho remoto. Isso começa no processo de admissão do colaborador, quando os responsáveis precisam procurar por habilidades específicas, como proatividade, disciplina e foco. Nesta etapa, a entrada do líder, mostrando organização e explorando as habilidades de cada profissional envolvido, torna mais eficiente o gerenciamento de equipes remotas e rende grandes resultados no futuro.

Portanto se você está assumindo uma equipe remota no momento, atente-se às dicas compartilhadas para facilitar sua gestão. No começo, as checagens devem feitas com maior frequência, mas, a partir da construção de uma relação bem estruturada entre lideranças e times, é possível promover o crescimento da empresa no geral e dos colaboradores individualmente.

Fonte: IT MIDIA

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Trabalho remoto ganha destaque na China e EUA como solução eficiente

Apesar de viverem realidades completamente diferentes, formato tem se mostrado bastante útil para empresas e funcionários de ambos os países

Apesar de já conhecido, o trabalho remoto (também conhecido como home office) vem ganhando nova importância em países como China e EUA por resolverem de forma práticas dificuldades enfrentadas por ambas as nações. Mesmo em cenários bem distintos, vem chamando a atenção o uso bem-sucedido da mesma metodologia nas duas nações.

No caso do país asiático, não é preciso pensar muito para entender a razão que está impulsionando empresas e funcionários a adotar essa prática antes bem rara: o motivo atende pelo nome de COVID-19, a variação da corona vírus existente na região, que já causou mais de 1,8 mil mortes.

Com a mobilidade restrita muitas organizações estão testando pela primeira vez o formato remoto, o que vem proporcionando uma mudança significativa no cenário digital do país. De acordo com a consultoria App Annie, o número de download de aplicativos corporativos para iPhone mais do que dobrou nas primeiras semanas de fevereiro.

Um exemplo é o DingTalk, app de videoconferência e gerenciamento do Alibaba. Até 25 de janeiro, o software aparecia na lista de 250 principais apps para iPhone, de acordo com informações da consultoria. Mas o número de downloads catapultou ao longo de fevereiro e o produto surgiu como o mais baixado na China dentre todas as categorias.

O download do comunicador Slack e plataforma de videoconferência Zoom, ambos disponíveis na China, aumentou entre um quinto um terço quando comparado com o volume em condições normais.

Comodidade corporativa

Mudando o lado do globo e chegando nos Estados Unidos, o uso do home office tem se mostrado eficiente por duas razões: auxiliar no recrutamento e contentar os atuais funcionários.

Com a já conhecida falta de talentos dentro do mercado de tecnologia, o incentivo ao trabalho remoto tem se mostrado um grande diferencial competitivo, pois permite adquirir a mão de obra necessária sem causar um impacto muito grande na vida dos funcionários — especialmente quan a do uma possível mudança envolveria ir para a região do Vale do Silício, conhecida por seus preços muito acima do considerado razoável até mesmo para os padrões estadunienses.

Enquanto essa prática ainda é mais comum na construção de times pequenos, já existem empresas tentando escalar esse formato para divisões inteiras.

A startup de pagamentos Stripe, por exemplo, afirma que ao menos um quinto do seu time de engenharia é composto por pessoas que trabalham remotamente. Para deixar todos os empregados alinhados,
a companhia criou um guia sobre boas práticas para quando se vai
trabalhar em qualquer lugar que não seja o escritório.

Claro que o formato não é preferência entre todos os funcionários, mas essas situações abrem margem para que aqueles que desejam experimentar o trabalho remoto tenham a chance de fazê-lo.

Fonte Financial Times

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3 dicas para melhor gerenciar colaboradores remotos

Para além da tecnologia, há ferramentas fundamentais para lidar com o trabalho virtual

O número de trabalhadores remotos vem crescendo a cada ano. De acordo com informações da revista Fortune, cerca de 43% dos funcionários dos EUA já trabalham fora do escritório pelo menos parte do tempo. Além disso, um novo estudo do Gartner prevê que, em 2020, o número de funcionários que atuam remotamente ultrapassará os 50% pela primeira vez na história.

Nesse novo cenário, contratar e reter os melhores talentos exige oferecer opções flexíveis. Por outro lado, ainda há grande dificuldade por parte dos gestores sobre como liderar equipes remotas. De fato, o trabalho remoto pode beneficiar o recrutamento e a produtividade, mas utilizar as técnicas de gerenciamento tradicionais para manter times fisicamente dispersos geralmente não é uma medida bem-sucedida.

Apesar de ainda ser necessário definir metas claras e ajudar a equipe a alcançá-las, há outros pontos responsáveis pela motivação dos funcionários. Para os especialistas, é importante se concentrar em três áreas fundamentais: comunicação, comunidade e desenvolvimento de carreira.

Comunicação

O recomendado é manter o contato mais fluido e espontâneo com a equipe remota. Os gestores precisam se acostumar a conversar por telefone, e-mail, chat ou chamadas de vídeo. Ao contrário do que acontece nos escritórios, onde é possível ter conversas casuais, é preciso reservar tempo para ter esse tipo de interação com os colaboradores fisicamente distantes. Esse hábito gera confiança, motivação e melhora o relacionamento do funcionário com a empresa. 

Senso de comunidade

Pesquisas mostram que a produtividade é maior e a rotatividade é menor em empresas em que as pessoas sentem que estão conectadas a uma comunidade – e não trabalhando isoladamente. Mas como criar essa sensação quando os colegas estão distantes? Em geral, as empresas utilizam a tecnologia para resolver esse problema. Grandes companhias que vêm apostando no trabalho remoto criaram comunidades virtuais com notícias, boletins e eventos para fãs de esportes, por exemplo. Dessa forma, colaboradores com os mesmos gostos podem se conectar e criar relacionamentos como aconteceria presencialmente.

Desenvolvimento de carreira

Ao contrário do que acontecia anteriormente, quando se fala em treinamento e desenvolvimento deve haver a inclusão de todos os colaboradores, incluindo os remotos. Estudos recentes sugerem que o ganho de novas habilidades e desenvolvimento de carreira estão no topo das listas de desejos dos candidatos a vagas de emprego. Pensando nisso, especialistas sugerem que os gestores ofereçam, por exemplo, cursos de capacitação do LinkedIn ou sessões de coaching de carreira para os colaboradores remotos. Segundo os analistas, os funcionários remotos desejam contar com “treinadores”, alguém que os ouça e os aconselhe.

Há, entretanto, um paradoxo no trabalho virtual. Apesar de não ser possível sem novas tecnologias, as soluções tecnológicas isoladas não podem replicar a atuação dos gestores; afinal, a inteligência e o comprometimento humanos ainda são os fatores que mantêm a motivação e o engajamento das pessoas.

Fonte: IT MIDIA

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