10 boas práticas de gestão de cobrança

A gestão de cobrança de uma empresa deve ter abordagens preventivas e corretivas. Ou seja, ela deve criar meios para evitar a inadimplência e oferecer soluções eficazes para a recuperação do crédito.

O grande desafio, porém, está em trabalhar a fidelização e geração de novas oportunidades de negócio nessa etapa tão sensível da relação com o cliente. Seria mesmo possível, ou até vantajoso, buscar a extensão do relacionamento com clientes que representam um alto risco de gerar prejuízo para a empresa?

A resposta é positiva, afinal de contas, durante todo o processo de venda, esses clientes demonstraram estar dentro do perfil do produto. Então, a inadimplência pode ter ocorrido por um fato isolado e precisa ser tratada devidamente. Sugerimos, neste post, 10 boas práticas. Confira!

1. Padronize o tom das abordagens

Um dos grandes diferenciais para o sucesso dos serviços de cobrança está nos recursos humanos empregados. Os operadores são os responsáveis por humanizar o contato e devem se apresentar como consultores capacitados para solucionar o problema do cliente.

Sendo assim, é fundamental criar um padrão para a forma como os consumidores serão abordados em todos os canais. E isso deve ser feito priorizando o respeito, a transparência e a objetividade.

Por meio desse alinhamento, é possível garantir que o relacionamento com o cliente não seja abalado e os objetivos da recuperação do crédito sejam conquistados ao mesmo tempo.

2. Recicle técnicas de renegociação constantemente

Se os operadores serão capacitados para atuarem como consultores e terão processos e ferramentas que assegurarão esse posicionamento, utilizar técnicas modernas para renegociar contribui para o sucesso da gestão da cobrança.

Por meio de listas e com a ajuda de um sistema de gestão de clientes, o operador deve escolher quais técnicas de renegociação e estímulos serão mais adequados para cada situação. É a personalização da cobrança.

Em alguns casos, a oferta de um desconto para pagamento à vista será o estímulo ideal. Em outros, a possibilidade de reingressar em um plano de serviços diferenciado pode ser determinante.

Nesses dois exemplos, os gatilhos mentais são as técnicas de negociação utilizadas. No primeiro caso, o senso de vantagem é explorado, enquanto no segundo a exclusividade e o sentimento de pertencimento sobressaem.

3. Ofereça diversos canais e meios de pagamento

Considerando a personalização da cobrança, é preciso entender que, assim como no momento da venda, clientes tem preferências por canais na hora de renegociar as dívidas.

Na verdade, além de diversos canais, os usuários também valorizam a conexão entre eles, ou seja, a omnicanalidade.

Fazer contato por telefone, receber lembranças de pagamento por SMS ou fazer o download do boleto por meio do aplicativo são exemplos de omnicanalidade na cobrança. Além de potencializar a experiência do cliente, essa experiência ainda favorece a manutenção das contas em dia.

4. Aposte em uma régua de cobrança inteligente

A régua de cobrança tem o intuito de determinar qual ação é mais adequada para a recuperação do crédito em cada momento do relacionamento com o cliente pós-compra.

Com ela, é possível determinar o formato de mensagem mais adequado para garantir o pagamento dos débitos e não onerar o processo de cobrança.

Ou seja, para situações preventivas — e que envolvem muitos clientes —, o envio de e-mails e mensagens SMS pode ser mais adequado. Evoluindo na régua e no tempo de atraso, medidas mais incisivas podem ser tomadas, como a ligação realizada a partir do contact center, por exemplo.

5. Invista na automatização de processos

Soluções automatizadas podem ajudar no cumprimento da régua de cobrança estipulada. Alimentadas pelo sistema de gestão de clientes, robôs podem disparar lembretes informando sobre a data de vencimento de boletos, por exemplo.

Da mesma maneira, a URA do contact center pode ser programada para informar dados de débitos pendentes e medidas certas para suas referidas regularizações. Assim, além de tornar o processo moderno e conectado, também é possível reduzir consideravelmente os custos operacionais da gestão de cobrança.

6. Crie tratativas diferentes para cada perfil de cliente

Para que o relacionamento com o clientes seja mantido, é preciso definir tratativas diferentes para cada perfil de consumidor. Utilizando dados do Business Intelligence e do sistema de gestão, é possível determinar padrões comportamentais e criar maneiras eficientes de tratar com cada um deles.

Clientes esquecidos podem ter uma sequência de lembranças para pagamento ativada em seu perfil, enquanto os mais organizados podem receber, com antecedência, o boleto de pagamento em seu canal de preferência.

Assim, além de adotar ações preventivas favoráveis para as finanças da empresa, também é possível oferecer uma experiência de atendimento memorável aos clientes, uma vez que eles terão suas necessidades antecipadas e atendidas.

7. Estabeleça indicadores para a gestão de cobrança

A gestão de cobrança também precisa de indicadores de performance, para que seu desempenho seja avaliado. Essas métricas devem considerar, entre outras coisas:

  • a recuperação do crédito;
  • a satisfação dos clientes;
  • a eficiência operacional.

É preciso, então, definir quais serão os números a serem acompanhados pelos gestores e operadores. Uma abordagem interessante para essa análise é definir indicadores por canais. Assim, além de apurar a eficiência do setor de recuperação de crédito, também é possível avaliar qual canal tem mais aderência às estratégias e consegue os melhores resultados.

8. Defina metas de qualidade e produtividade para a equipe

E como os indicadores podem apontar a produtividade da equipe, definir metas a partir deles auxilia na gestão dos recursos humanos do setor.

Indicadores como montante do valor recuperado e Contato com a Pessoa Certa (CPC) são alguns deles. Enquanto o primeiro avalia o retorno financeiro, o segundo acompanha a eficiência do mailing criado para os agentes.

O contato com a pessoa certa, aliás, é um cuidado muito importante que a empresa precisa ter. Abordar terceiros para tratar cobranças pode gerar constrangimentos e reclamações judiciais.

9. Mantenha registros e gravação das chamadas

Gravar ligações e registros de telas das renegociações é muito importante. Além de ser útil para a formalização do que foi tratado — com os devidos cuidados de sigilo —, as gravações também podem ser utilizadas para o treinamento de novos atendentes.

O sistema utilizado pode, inclusive, ter uma opção de armazenamento na nuvem, uma solução econômica e inovadora para o setor.

10. Resuma as negociações no final da ligação

Para que a informação seja clara — e bem-assimilada pelo cliente —, fazer um resumo do que foi negociado ao final da ligação ajuda no entendimento e no comprometimento com a quitação da dívida.

O operador também deverá avisar o cliente quais serão as próximas medidas, no caso do descumprimento do acordo, como o retorno das ligações de cobrança e devido registro nos órgãos de proteção ao crédito. Assim, além de reforçar a importância do pagamento, a empresa ainda demonstra sua preocupação em oferecer um processo transparente de cobrança.

Obviamente, a gestão de cobrança não é a principal ferramenta para fidelizar clientes, mas é parte fundamental da tarefa, para que os usuários vivenciem uma experiência de atendimento uniforme em todas as situações.

O atendimento e o relacionamento de qualidade garantirão que bons clientes voltem a comprar e a honrar com seus compromissos financeiros futuramente.

Fonte: Wittel

Publicado em Business Intelligence | Marcado com | Deixe um comentário

Análise de Dados Ajudando o Crescimento das Empresas

Há uma citação famosa de Bill Gates, fundador da Microsoft. Ele diz: “Se sua empresa não está na Internet, logo ela estará fora do mercado.” Com estas palavras, Bill Gates sintetiza a importância de cada negócio, independentemente do seu tamanho e natureza, ter presença online.

No entanto, no mundo de hoje e especialmente com o boom do comércio eletrônico durante a pandemia do COVID-19, apenas ter um bom site, página do Facebook, canal do YouTube ou outra presença em mídia social não é suficiente. Você precisa saber onde está seu mercado potencial, quem é e como direcionar seus clientes, além de compreender gostos e desgostos das áreas em que você está concentrando todas as energias das suas estratégias online.

Portanto, a análise de dados é um componente vital para todas as estratégias de marketing online, inclusive para pequenas empresas.

Neste artigo, vamos explorar como a análise de dados pode ajudar as pequenas empresas a crescer. E como sustentar esse crescimento para resultados tangíveis.

Como a Análise de Dados Ajuda as Pequenas Empresas

Você pode imaginar todos os desafios que uma pequena empresa enfrenta. São realmente muitos. Isso inclui logística, demandas sazonais, tentativas de golpes e, acima de tudo, oscilações econômicas que afetam os padrões de compra, entre outros.

Portanto, veja como a análise de dados pode ajudar.

  1. Compreendendo os Dados Demográficos

A chave para o sucesso de qualquer negócio online é compreender a demografia de seu mercado atual ou pretendido. Embora uma pequena empresa possa ter como alvo uma região específica ou faixa etária específica, pode não haver demanda dos clientes. Portanto, você não será capaz de fazer muito progresso nesse mercado.

A análise de dados pode ajudar a conquistar um nicho no mercado em um curto espaço de tempo, com base na análise do comportamento dos clientes, o que eles mais demandam, a influência da região onde o cliente vive no comportamento e decisão de compra e muito mais.

Ao mesmo tempo, seus produtos ou serviços podem ser úteis e gerar grande demanda em outro mercado até então desconhecido. A maioria das pequenas empresas permanece inconsciente de onde está seu mercado real. Portanto, a maioria acaba visando o que pode parecer um mercado óbvio e lucrativo, mas obtém resultados desastrosos.

É aqui que a análise de dados ajuda. Ao analisar o número de pessoas que visitam o site e páginas de mídia social de qualquer região em particular, você pode entender a demografia do mercado de atuação da empresa. Com um planejamento adequado e uma estratégia clara, você pode concentrar seus esforços nesse segmento da população e impulsionar sua pequena empresa para os lucros.

  1. Custo por Cliente

A sua pequena empresa está latindo na árvore errada? Ou seja, você está visando a clientela errada, apesar de gastar uma quantia considerável em recursos de marketing digital e publicidade? Se sim, então é hora de se envolver na análise de dados e descobrir exatamente quanto dinheiro você está perdendo em obter leads em potencial e gerá-los como clientes.

Uma vez que o marketing digital e os anúncios online são muito mais econômicos do que os anúncios convencionais na mídia impressa e eletrônica, a maioria das pequenas empresas fica feliz com as despesas. No entanto, vale a pena lembrar que os lucros de seus clientes também devem cobrir o dinheiro que você está gastando para atraí-los para sua pequena empresa.

Por análise de dados, você pode descobrir quanto dinheiro está gastando para conseguir um cliente e os lucros associados. E quando você descobrir que o custo é maior do que os lucros, é mais fácil adaptar, ajustar ou descartar sua estratégia de marketing digital. Em vez disso, você pode gastar os mesmos recursos no desenvolvimento de mercados mais novos e mais lucrativos.

Um claro exemplo disso é a diferença das leads trazidas pelo Facebook e LinkedIn. Leads do Facebook normalmente são de menor qualidade e menor rentabilidade, exatamente o contrário do LinkedIn. Portanto, o orçamento em marketing digital nessas redes devem ser dimensionado de acordo. Mas para chegar a essa conclusão é preciso analisar dados.

  1. Atendendo às Demandas Sazonais

Terra de muitos feriados, o mercado brasileiro atende às demandas sazonais. Naturalmente, a competição em todas as formas fica cada vez mais acirrada durante períodos de feriados e as temporadas de compras. Ao mesmo tempo, os gostos dos compradores são propensos a oscilações violentas. O que estava em demanda no ano passado não precisa estar na moda este ano ou nos próximos anos. A mudança é a regra.

Como descobrir o que atrai os compradores durante períodos de feriados ou a temporada de compras que se aproxima? Mais uma vez, as pistas estão na análise de dados. Ao analisar o que os compradores estão procurando, com base em suas palavras-chave de pesquisa, bem como acessos a outros sites, Google Trends e dados de várias fontes, sua pequena empresa pode identificar especificamente suas necessidades e usar Machine Learning para fazer previsões.

Uma pequena empresa não pode ter um grande estoque de mercadorias. Portanto, a análise de dados ajuda a identificar exatamente quais produtos ou serviços estão em demanda hoje e quais são os mais vendidos. Isso ajuda a cortar custos de estoque e, ao mesmo tempo, otimizar a lucratividade, se feito da maneira correta.

  1. Manter o Controle Sobre os Concorrentes

Caso você não saiba, a análise de dados pode dar a você uma vantagem sobre os concorrentes. Existem inúmeras maneiras de um bom especialista em análise de dados descobrir que tipo de clientela seus rivais mais próximos estão atraindo e o que estão comprando, gasto médio por compra e lucros.

Esta é uma informação preciosa para cada pequena empresa, se você puder usá-la a seu favor. Você pode saber onde encontrar um concorrente e obter a vantagem para emergir no topo daquele campo específico de negócios. Isso ajuda você a concentrar todos os esforços de marketing digital, reduzir custos, oferecer os produtos e serviços certos e obter uma clientela maior.

Isso não é tão fácil quanto pode parecer. A análise de dados não é aquela moleza proverbial e precisa de pessoas experientes e qualificadas para fornecer informações astutas sobre os concorrentes e seus mercados. E isso explica a ascensão do Cientista de Dados como uma das profissões mais demandadas pelo mercado.

  1. Melhorar as Ofertas de Pequenas Empresas

O americano Peter F. Drucker disse com propriedade: “Cada empresa tem apenas duas funções: marketing e inovação.” E as duas são beneficiadas pela análise de dados. Você pode acreditar erroneamente que sua pequena empresa tem aquele serviço ou produto matador que atende às necessidades de seu mercado-alvo. Mas esse pode não ser o caso. Existe a possibilidade de que as ofertas da empresa sejam boas, mas não estejam sendo divulgadas de forma ideal ou não tenham a inovação necessária.

A única forma de girar é inovando as ofertas de sua marca para se adequar às condições de mercado existentes. A análise dos dados permite saber o que as pessoas procuram em um produto ou serviço. Ajuda a identificar deficiências em suas ofertas e inová-las para torná-las vendáveis ​​no mercado.

ConclusãoA análise de dados ajuda a melhorar o atendimento ao cliente, cortar custos com marketing digital e esforços de publicidade e ganhar mais clientes se feito profissionalmente. Infelizmente, poucas pequenas empresas se envolvem na análise de dados devido aos custos. Se você investir em análise de dados, sua pequena empresa pode ganhar muito. E o mercado de pequenas empresas é muito promissor para profissionais que realizam consultoria em análise de dados.

Fonte: Data Science Academy

Publicado em Business Intelligence | Marcado com | Deixe um comentário

10 sugestões para aumentar a produtividade da empresa

Diante do mundo globalizado, produzir mais e em menos tempo tornou-se questão de sobrevivência. Além da competição pela estabilidade no mercado — que atravessa as barreiras geográficas —, o consumidor exige cada vez mais (presença, segurança, valores etc.) das marcas que consome. Para isso, os líderes desenvolvem estratégias assertivas a fim de manter a motivação e a produtividade de seus colaboradores.

Fora os salários atraentes, sonho de muitos candidatos e profissionais, boa parte das empresas adotam planos de benefícios para agradá-los. Podemos destacar palestras motivacionais, programas de incentivos e diversos tipos de bônus, que favorecem o employer branding. Para isso, é essencial uma competente equipe de RH, cujas responsabilidades englobam muito mais do que documentos e gestão de pessoas.

Tanto quanto as empresas devem oferecer produtos e serviços melhores do que a concorrência, a boa gestão deve garantir vantagem com relação às demais equipes.  Se destacar com estratégias eficazes não é uma tarefa muito fácil, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças.

Seguindo os exemplos de grandes companhias internacionais, vamos simplificar este assunto com dez dicas valiosas para aumentar a produtividade da empresa.

Abaixo, montamos um plano de ação para melhorar a produtividade da sua empresa. Confira. 

1. Recrute e selecione com qualidade 

É essencial dispor de candidatos qualificados para executar as funções e garantir que o (futuro) profissional ofereça o melhor serviço à empresa. Não tenha medo de explorar os requisitos essenciais para as eventuais vagas que surgirem. Os principais são:

  • Formação;
  • Experiência; 
  • Comportamento adequado para a vaga.

Use o tempo necessário, a expertise do seu RH e os melhores canais para encontrar o profissional mais adequado. Investir em treinamentos também tem um peso considerável nos indicadores de produtividade, tanto dos futuros colaboradores, quanto dos atuais. Com um time atualizado, inovador e bem desenvolvido, sua empresa só tem a ganhar. 

2. Planeje, defina e execute suas metas e objetivos

É praticamente vital que a empresa mantenha suas metas e os objetivos bem definidos. Atualmente, existem diversas ferramentas que ajudam nessa questão. Veja algumas delas: 

  • S.M.A.R.T.: traduzido do inglês, significa “inteligente/esperto”. Metodologia prática voltada para a criação de processos, projetos ou negócios que envolve as características “específicas”, “mensuráveis”, “atingíveis” e “relevantes”.
  • OKRS (Objectives and Key Results: sigla inglesa para “objetivos e resultados-chave”. Trata-se de um sistema relacionado à cultura de foco em resultados e permite que os objetivos sejam traduzidos em metas mensuráveis.
  • BSC (Balanced Score Card): em português, quer dizer “Indicadores Balanceados de Desempenho” e nomeia uma ferramenta utilizada para a gestão estratégica em empresas, cuja aplicação se dá especialmente para a mensuração do desempenho, análise dos objetivos, indicadores, metas e iniciativas estratégicas

Divulgue as metas da empresa, como um todo, e lembre-se de considerar, também, a individualidade de cada departamento. O uso de quadros de avisos, automação de e-mails, intranet e panfletos pode facilitar a comunicação, principalmente se o número de colaboradores for extenso. Dessa forma, os colaboradores entenderão suas funções durante o processo de imersão na companhia.

3. Defina os papéis e responsabilidades com clareza 

Errar é humano. Mas, muitas vezes, os prejuízos na produtividade são resultados de falhas na divisão de tarefas e responsabilidades da equipe. Essa divisão precisa ser feita de forma clara e detalhada, tanto entre as equipes, quanto individualmente.

4. Proporcione comunicação e cultura produtivas

A comunicação é um ponto crucial na gestão que, normalmente, não recebe a devida atenção. É dever do gestor acompanhar sua equipe e certificar-se de que todos os colaboradores atendam às expectativas, metas e prioridades definidas. 

Quando tais pontos não forem correspondidos, a liderança deve comunicá-los com tato e sutileza. Para saber como, é necessário que os líderes saibam aplicar feedback contínuo e que deem liberdade para que os funcionários se posicionem.

  • Corrija os erros, sejam eles por tentativas de inovação ou desatenção; 
  • Tenha um canal de comunicação entre todos os colaboradores para sanar eventuais dúvidas;
  • Esclareça sempre, para não causar insegurança no profissional e insatisfação da liderança.

Os colaboradores devem ter o sentimento de donos do negócio e sentir liberdade para propor e tentar melhorias em seu funcionamento. Erros de gestão também podem ser cometidos e não devem ser escondidos “embaixo do tapete”: os líderes devem ser vistos como exemplos para seus colaboradores, mas nem por isso é esperado que sejam perfeitos. Assumir seus próprios erros gera mais confiança nos liderados.

Ouça o colaborador nos processos de admissão e, principalmente, demissãoEsse é o momento em que a pessoa que deixará o time se sente mais confortável e tem a oportunidade de expor pontos que, normalmente, não seriam divulgados, por serem relacionados à relação líder vs. liderado e, consequentemente, à produtividade

5. Organize e humanize o ambiente de trabalho

Independentemente da função, ninguém merece trabalhar em um local sujo, desorganizado e barulhento. Veja alguns pontos que devem prevalecer no ambiente de trabalho, com o objetivo de aumentar a produtividade:

  • Ser limposaudável agradável;
  • Oferecer salários e benefícios compatíveis com o mercado;
  • Permitir uma comunicação transparente entre líderes e colaboradores;
  • Respeitar as regras de educação, convivência e boas maneiras;
  • Promover o desenvolvimento profissional de seus colaboradores;
  • Conceder espaços de liberdade e diversão aos colaboradores.

6. Motive e reconheça seus colaboradores

Não é uma tarefa fácil descobrir o que motiva cada indivíduo, mas você sabia que colaboradores motivados e felizes produzem mais e melhor? Por isso, obter reconhecimento da liderança direta e dos colegas de trabalho geralmente funciona como um combustível e supera a maior parte das outras ações de motivação realizadas pelas empresas.

O reconhecimento pode ser manifestado de duas formas:

  • Financeira, com aumentos de salários, bônus e gratificações;
  • Não financeira, com reconhecimento verbal, oportunidades de crescimento e aprendizado.

7. Revise processos internos

Companhias organizadas, que detêm controle sobre seus processos internos, costumam dispor de vantagens para o bom funcionamento do negócio. Por outro lado, estruturas desorganizadas e ineficientes atrapalham o desempenho e a motivação de seus colaboradores. A revisão desses processos pode ajudar a identificar obstáculos, bem como falhas de planejamento, índices de retrabalho, sem contar na burocracia, muitas vezes desnecessária.

Técnicas como os 5S ajudam a manter a organização da empresa e facilitam o acesso aos materiais necessários, sem perder tempo na procura. A modelagem desses processos ajuda a estabelecer processos mais efetivos, além de retirar obstáculos dos fluxos de aprovação e garantir a tomada de decisões suportadas por seus devidos responsáveis.

8. Invista em tecnologia e ferramentas

Ferramentas e tecnologias que aceleram processos, bem como diminuem a burocracia desnecessária e automatizam tarefas manuais, são consideradas grandes aliadas na produtividade. Existem inúmeros recursos que facilitam a comunicação, além de programas que integram os processos da empresa e sistemas que ajudam na gestão do RH.

Claro que ao implementar novos sistemas, por vezes, gasta-se tempo e recursos, o que afeta indiretamente a produtividade da equipe. Para isso, hoje em dia, existem alguns aplicativos que podem ser usados na gestão, sem demandar tempo de implantação. Eles colaboram para manter e, em alguns casos, melhorar a produtividade.

9. Gerencie o tempo

Tarefas improdutivas, índice de retrabalho, reuniões desnecessárias e determinadas atividades pessoais podem desperdiçar muito tempo na jornada de trabalho. Para evitar que isso aconteça, a empresa deve estabelecer uma política clara e eficiente contra o desperdício do tempo, além de disseminar esta prática entre seus colaboradores, desde o momento da contratação.

Ouça, analise e, quando possível, aceite as sugestões dos funcionários. Esse tipo de ação melhora a gestão, que deve incluir uma política de horas extras estruturada e gerenciada bem de perto.

Dizem por aí que “o sucesso de uma empresa é inversamente proporcional ao número de reuniões que ela convoca”. Tony Crabbe menciona em seu livro “Ocupado demais para ler este livro: Um manual prático para administrar” que os gerentes costumam gastar 50% de seu tempo com reuniões, muitas vezes improdutivas. Algumas reuniões podem ser evitadas com a simples troca de informações por e-mail, intranet, fóruns, entre outros.

Fazer o dimensionamento da sua equipe também ajuda a poupar tempo, uma vez que profissionais ociosos ou sobrecarregados tendem a atrapalhar a produtividade do time.

Em alguns casos, a contratação de profissionais temporários pode ser uma solução interessante para suprir a demanda excessiva. Esta abordagem resolve também o problema daquelas atividades não muito agradáveis que, muitas vezes, são evitadas pelos colaboradores, seja por falta de tempo ou de vontade.

10. Estabeleça métricas de produtividade

Apesar da produtividade ser um conceito bastante relativo, é mais do que necessário estar atento ao nível de absenteísmo, bem como a aparência do local de trabalho, sem contar nas relações com colegas, a indisciplina e a efetividade na comunicação entre colaboradores e gestores.

Estabeleça critérios de produtividade por departamento ou função e crie indicadores quantitativos para medir, de maneira objetiva, o quanto o ambiente é produtivo e o que pode ser feito para melhorar. Há diversos modelos de métricas e até sistemas que podem ajudar na definição e monitoramento das métricas de produtividade, como:

  • Quantidade de contatos realizados por vendedores;
  • Lucratividade;
  • Capacidade de produção;
  • Nível de qualidade.

Conteúdo: Xerpay

Publicado em Business Intelligence | Deixe um comentário

Como superar a distração e manter o foco

Resumo:

  • A distração leva ao aumento da ansiedade e a até 96% de redução na produtividade do trabalho;
  • O autor Nir Eyal falou sobre distrações e eficiência no programa “You Turn Podcast”;
  • Veja abaixo 4 dicas para  lidar com a distração.

Seu telefone está vibrando constantemente, a tela do computador continua mostrando novas notificações da caixa de e-mail e o colega de trabalho parou mais uma vez para perguntar sobre o andamento do projeto.

Distrações estão em toda parte.

Se você é como eu, provavelmente sentou para um brunch com amigos neste fim de semana e notou que a cabeça de todos estava enterrada em seus celulares. E eu sou a primeira a admitir que também faço isso. Há momentos em que tento resgatar uma conversa e simplesmente não consigo lembrar o que foi dito. Eu costumava achar que era memória fraca, mas a realidade é que eu estava apenas distraída. Você também luta para estar presente aqui e agora?

Toda essa distração leva ao aumento da ansiedade e a até 96% de redução na produtividade profissional. Não é de admirar que lutemos para ter criatividade. E não para por aí. A antecipação das próprias distrações leva a uma ansiedade ainda maior. O simples fato de saber que um colega de trabalho pode chegar à sua mesa enquanto você pensa profundamente cria uma sensação crônica e persistente de ansiedade e distração.

As distrações estão, literalmente, matando pessoas, mas com atenção rigorosa é possível eliminá-las. Um estudo da Universidade da Califórnia, em São Francisco, observou enfermeiros distribuindo medicamentos e descobriu que eles eram interrompidos, em média, 10 vezes por ciclo. Em um esforço para reduzir os erros de medicação, foi implementada uma solução simples e barata: enfermeiros nas rodadas de medicação usam coletes de plástico que indicam que estão distribuindo medicamentos e não podem ser interrompidos. Essa simples iniciativa reduziu os erros de medicação em 88%.

Como autora que escreve sobre como fazer mudanças na vida, adoro procurar outros autores e líderes de pensamento para aprender com seus cérebros. Isso me levou a convidar Nir Eyal, autor de “Hooked: How To Form Habit Building Habits” (Como formar hábitos construindo hábitos, em tradução livre) para participar do meu podcast (“You Turn Podcast”) e compartilhar suas pesquisas e aprendizados de seu livro recém-publicado “Indistractable: How To Control Your Attention and Choose Your Life” (Como controlar sua atenção e escolher o caminho de sua vida, em tradução livre).

Suas ideias foram tão poderosas e instigantes que eu não podia deixá-las morrer no podcast. Veja, na galeria de fotos a seguir, 4 etapas que ele compartilhou comigo sobre como se tornar focado, distante das distrações:

Domine seus gatilhos internos

“A maioria das distrações começa internamento e as usamos para escapar do desconforto”, diz Nir Eyal. É hora de parar de culpar a tecnologia.

Sim, existem gatilhos externos que levam à distração, mas Eyal indicou que as causas mais comuns são, na verdade, os gatilhos internos, as sensações desconfortáveis ​​das quais procuramos escapar. Esses gatilhos levam a ações perturbadoras que o colocam em um estado psicológico alternado.

Você sempre será capaz de encontrar uma distração para lidar com a emoção interna que deseja evitar. Para eliminar essa necessidade psicológica de fuga, você deve primeiro reconhecer quais gatilhos o levam a procurar pela distração.

Domine seus gatilhos internos para que eles o guiem em direção à atração: as tarefas que você deseja executar e as que você está evitando. Tudo isso começa com o reconhecimento. Você não pode mudar o que não percebe.

Comece a prestar atenção em suas distrações e quais emoções as rondam. Quando você está sozinho, recorre ao Facebook ou Instagram para se conectar? Quando está entediado, para para ler as notícias? Quando está consciente de si mesmo em público, pega o telefone e verifica o e-mail para parecer “ocupado” ou pede uma bebida por estar preocupado?

Vivemos em um mundo onde as pessoas estão subconscientemente desesperadas para escapar de si mesmas.

Distrações podem até ser percebidas como ações positivas, mas, na verdade, também podem atuar como uma máscara. Seja honesto consigo mesmo: você usa a meditação como uma maneira de se esconder das decisões? Considera a academia uma desculpa para não fazer o trabalho que sabe que precisa fazer?

Quando você reconhece quais são seus gatilhos internos, pode se permitir sentir o que provavelmente está evitando. Na próxima vez que se sentir desconfortável e pegar o telefone, faça uma pausa e sinta o desconforto. Em vez de ver isso como negativo, tenha orgulho por se permitir superar e reconhecer o momento como uma oportunidade de crescimento e não de fraqueza.

O sucesso como espécie humana significa sempre querer mais, e a única maneira de chegar lá é forçar seus limites. E isso inclui seus limites emocionais

Fonte: Forbes Brasil

Publicado em Comportamento Humano | Marcado com | Deixe um comentário

Os Bancos estão aumentando o uso da Inteligência Artificial

Atendimento a clientes por meio de chatbots é uma das principais aplicações de IA nas instituições financeiras: foram 80,6 milhões de interações em 2018, um salto monumental em relação aos 3 milhões de um ano antes. Personalização de serviços e combate a fraudes também se valem da nova tecnologia.

A inteligência artificial (IA) está entre as tecnologias emergentes que prometem mudar de forma significativa os modelos operacionais e de negócios dos bancos, e deve revolucionar a forma de relacionamento entre usuários e instituições.

O lado mais visível desta revolução no setor bancário é sua aplicação no atendimento a clientes, por meio de chatbots e assistentes virtuais. Aqui, os robôs são dotados da capacidade de “pensar” como seres humanos, o que inclui a prática de raciocinar e tomar decisões a partir do cruzamento de dados. Com isso, ajudam a tirar dúvidas, dar informações e auxiliar em consultas e até sugerir investimentos. Os robôs vão se aperfeiçoando quanto mais interagem e usam a linguagem natural. E eles vem sendo muito utilizados.

De acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária, os atendimentos feitos por chatbots somaram 3 milhões em 2017, número que disparou para 80,6 milhões no ano passado, uma expansão de 2.585%.

“O uso da inteligência artificial aproxima os bancos e clientes, já que o atendimento fica mais personalizado, e pode ser feito a qualquer hora do dia, melhorando a experiência bancária”, afirma Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN. “E agora, a bola da vez é o atendimento por voz, serviço que está se expandindo nos bancos”, complementa.

Uma pesquisa global da empresa Salesforce, com mais de 6,7 mil consumidores de 15 países, incluindo o Brasil, mostrou que 80% dos entrevistados consideram a experiência oferecida por uma marca tão importante quanto a qualidade dos produtos e serviços que ela oferece. Cinquenta e nove por cento dos participantes do estudo se dizem abertos a organizações que usam inteligência artificial (IA) para melhorar sua experiência. Entre os brasileiros, 68% dos consumidores – finais ou corporativos – afirmaram que a IA já vêm transformando ativamente suas expectativas com as marcas.

Outras aplicações
O uso da inteligência artificial também é destaque nas transações bancárias em diferentes canais oferecidos pelos bancos, feitas no WhatsApp e Messenger, do Facebook. A tecnologia avança, também, em áreas de backoffice, responsáveis, internamente, pelo apoio aos setores que lidam diretamente com os clientes.

“O uso da inteligência artificial tornou-se hoje um fator competitivo nas empresas. As tendências estão nos levando a cada vez mais usar IA”, afirma Sérgio Biagini, sócio-líder de Financial Services Industry da Deloitte Brasil. “Você só vai conseguir ser uma instituição segura, rápida e ágil em seus processos com o uso da inteligência artificial”, complementa.

Abaixo, confirma quatro áreas e atividades nas quais os bancos mais estão usando a inteligência artificial:

1- Atendimento
As instituições financeiras usam chatbots para responder dúvidas de funcionários nas agências, e também no atendimento de clientes. O foco inicial foi na interação das pessoas com os sistemas em linguagem natural, com softwares capazes tanto de entender uma pergunta humana como de transformar dados em respostas. Posteriormente, as instituições passaram a fazer também o atendimento dos clientes em mídias sociais.

Quando a necessidade não é resolvida completamente após uma série de interações iniciais, o cliente é encaminhado para um atendente humano, com o problema mais próximo de uma solução. Os robôs ajudam a tirar dúvidas, dão informações e auxiliam em consultas e até sugerem investimentos.

Transações bancárias também são feitas no WhatsApp e Messenger, do Facebook, por meio de assistentes virtuais, com troca de informação nas interações criptografadas.

2- Personalização de serviços
O uso combinado de inteligência artificial e analytics ajuda o banco a interpretar as informações para que ele ofereça serviços e produtos sob medida e entenda o momento de vida dos clientes. Por exemplo: se um cliente busca informação sobre um imóvel, a instituição poderá oferecer parcerias com transportadoras e seguradoras a partir de dados que já dispõe.

A tecnologia permite a criação de soluções individualizadas, e não massificadas. O relacionamento com os usuários é o foco das principais instituições financeiras do país, que hoje investem em parcerias com grandes empresas do setor e fintechs, além de incrementarem suas equipes internas.

Um grande desafio dos bancos é aprimorar cada vez mais a tecnologia para que ela interprete comportamentos e tire conclusões que resultem em serviços mais eficientes ao consumidor.

3- Áreas de backoffice
Os bancos estão usando inteligência artificial em áreas responsáveis, internamente, pelo apoio aos setores que lidam diretamente com os clientes. O uso da tecnologia avança no processo de onboarding (abertura de contas) digital, reconhecimento de imagens, reconhecimento de assinaturas em cheques, financiamentos, modelos de risco de crédito, e em áreas como a de recursos humanos e na jurídica, para leitura de contratos e pareceres.

A também é utilizada nas áreas de logística e abastecimento de caixas eletrônicos, onde faz análise de dados para determinar, por exemplo, o valor necessário de cédulas em cada região. A tecnologia permite fluxos mais simples e rápidos na relação dos clientes com os bancos, e ainda pode gerar redução de custos.

4- Segurança e combate a fraudes
As instituições financeiras usam a IA combinada com analytics para interpretar dados e, desta maneira, detectar algum comportamento anormal do cliente em uma transação bancária. A IA, permite, por exemplo, detectar um movimento suspeito de operações bancárias em meios digitais, por uma pessoa que nunca comprou pela internet, e verificar que ela pode estar sendo vítima de tentativa de fraudes.

FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos

Publicado em Business Intelligence | Marcado com | Deixe um comentário

“A pandemia mudará o mundo de 7 maneiras drásticas”, Bill Gates

A vida será muito diferente após a pandemia — mesmo com uma vacina eficiente — de acordo com o fundador da Microsoft

Cinco anos atrás, Bill Gates participou de uma palestra do TED Talks e, basicamente, previu a atual pandemia que estamos vivendo. Isso fez com que o fundador da Microsoft fosse considerado uma das vozes mais importantes sobre o futuro, chamando atenção para o que ele pensa sobre a vida pós covid-19. Este foi o assunto do primeiro episódio de sua nova série de podcast “Bill Gates e Rashida Jones Ask Big Questions“, divulgado em novembro.

A dupla entrevistou o especialista em doenças infecciosas Dr. Anthony Fauci, que discutiu como seria a implantação da vacina e por que é importante continuar usando máscaras e outras medidas de saúde pública. Separamos aqui as principais previsões feitas por Gates. Confira:

1. As reuniões remotas serão normalizadas

Antes da pandemia, você provavelmente ficaria preocupado se um cliente pudesse se sentir “desprezado” se você optasse por fazer uma reunião virtual.

“Assim como a Segunda Guerra Mundial trouxe as mulheres para a força de trabalho e muitas delas permaneceram, essa ideia de ‘Eu preciso ir para lá fisicamente?‘ pode ter vindo para ficar”, diz ele. Isso vale não só para as reuniões de trabalho como também para outras interações pessoais.

“A ideia de aprender, fazer uma consulta médica ou uma reunião de trabalho baseada apenas na tela mudará drasticamente”, prevê Gates.

  1. O software terá melhorado (e muito)

Não só a ideia de uma reunião à distância parecerá mais natural, mas Gates também acredita que as ferramentas para fazer isso serão muito melhores do que as que estamos usando agora.

“O software era meio desajeitado quando tudo isso começou, mas agora as pessoas estão usando tanto que ficarão surpresas com a rapidez com que inovaremos os softwares”.

  1. As empresas poderão adotar um escritório “rotativo”

Se estivermos produzindo mais à distância, isso significa que precisaremos ir menos ao escritório e isso terá efeitos significativos. O primeiro deles será sentido em como as empresas tomam decisões imobiliárias.

“Acho que as pessoas irão menos ao escritório. Você pode até mesmo dividir escritórios com uma outra empresa em que seus funcionários entrem em dias diferentes”, sugere Gates.

  1. Escolheremos onde morar 

Os efeitos indiretos de um trabalho remoto não param por aí. Eles também vão remodelar nossas cidades e comunidades, acredita Gates. Os centros urbanos serão menos importantes, e nossos bairros ganharão uma atenção extra.

“Nas cidades que têm muita procura, como San Francisco, é gasto uma quantia absurda em aluguel”, ressalta. Sem o fardo de um escritório que você precisa visitar todos os dias, ficar em lugares tão caros torna-se menos atraente, e uma casa maior em uma cidade menor com menos trânsito, muito mais.

  1. Você se socializará menos no trabalho e mais com seus pares

Gates também observa um efeito indireto final dessas mudanças na maneira como trabalhamos e nos socializamos. Você irá gastar menos “tempo social” no trabalho, e passará mais tempo com seus familiares e vizinhos.

“Eu acho que a quantidade de contato social que você tem no trabalho pode diminuir, e então seu desejo de obter mais contato social em sua comunidade com seus amigos pode aumentar”, disse Gates a Jones.

  1. As coisas não vão voltar totalmente ao normal por um bom tempo

Se essa última previsão parece atraente, a próxima já é menos animadora. Mesmo depois de uma vacina, que seja distribuída amplamente, as coisas não voltarão totalmente ao normal até que o mundo inteiro derrote a doença.

“Há uma fase em que teremos números muito baixos nos Estados Unidos, por exemplo, mas ainda estará alto em outras partes do mundo, então a doença pode ressurgir. Acho que muitas pessoas permanecerão bastante conservadores em seu comportamento, especialmente se eles convivem com pessoas mais velhas, cujo risco de ficar muito doente é muito alto”, afirma.

A verdadeira normalidade retornará quando não apenas os EUA tiverem a pandemia sob controle, mas o resto do mundo também.

  1. A próxima pandemia não será tão grave

Se você está triste ao pensar que é improvável que você vá a shows com dezenas de milhares de fãs ainda neste ano, Gates tem uma última previsão positiva para animá-lo. Embora essa pandemia tenha sido um pesadelo, ele tem esperança de que na próxima vez que uma doença como a covid-19 surgir, o mundo se sairá muito melhor.

“O principal motivo de ter um impacto menos destrutivo é que teremos praticado, e nossas ferramentas de teste serão muito melhores. Não seremos tão estúpidos na segunda vez”, conclui.

Junte tudo isso e foque em uma imagem otimista de um futuro de trabalho mais eficiente e maior preparação para doenças. “Mas, enquanto isso, ainda temos muito que fazer”, conclui Gates.

Fonte: EXAME

Publicado em Comportamento Humano | Marcado com | Deixe um comentário

10 primeiros minutos de trabalho

Parece que não, mas os primeiros minutos do seu dia de trabalho são fundamentais para que as próximas oito horas sejam produtivas. Se você chega atrasado ou se atrapalha diante de uma caixa de entrada lotada, pode facilmente perder o foco do que é realmente importante. Por isso, o site Business Insider, especializado em negócios, elencou 10 armadilhas que costumam sabotar os primeiros 10 minutos do seu expediente.

Fique de olho para não cair em nenhuma delas:

  1. Chegar atrasado. Você sabota seu dia antes mesmo de começá-lo. Um estudo recente mostrou que chefes tendem a ver funcionários que entram mais tarde como menos conscientes e avaliá-los de maneira pior — mesmo que essas pessoas saiam mais tarde também.
  1. Não cumprimentar direito seus colegas. O clima no escritório fica mais agradável simplesmente se você conversa com os outros. Caso seja o gestor e não dê nem um “bom dia” para a equipe, sua falta de habilidade com pessoas vai acabar minando sua competência técnica. É o que defende Lynn Taylor, especialista em ambiente de trabalho. E mesmo se você não é o chefe: sentar na sua mesa em silêncio, faz que pareça menos acessível para seus colegas.
  1. Beber café. Uma pesquisa sugere que o melhor momento para beber café é só depois das 09h30. Isso porque o hormônio do estresse cortisol, que regula a energia, geralmente chega a picos entre 08h e 09h. Quando você bebe café durante esse tempo, o corpo começa a produzir menos cortisol — e você depende mais da cafeína. Somente quando seus níveis de cortisol começarem a declinar, depois de 9h30, que você precisa de um impulso.
  1. Responder todos os e-mails na caixa de entrada. Uma vez que senta à mesa, é tentador querer resolver todas as mensagens que chegaram durante o fim da tarde e à noite. Mas segundo Michael Kerr,  especialista em carreira, os primeiros minutos da jornada de trabalho devem ser gastos olhando de forma panorâmica e elencando as mensagens por prioridade. Assim, você pode ver se há algo urgente e responder o resto mais tarde. “Verificar e-mail é uma daquelas tarefas que fazem você sentir como estivesse resolvendo questões importante, mas o perigo é que você não pode estar se dedicando a tarefas que não são prioritárias”, diz Kerr.

    5. Começar a trabalhar sem um cronograma preliminar em mente.
    Anote rapidamente o que você tem para fazer. Durante o dia, continue olhando para a lista. Dessa forma, você não é surpreendido pela notificação de uma reunião que nem lembrava pipocando na tela.
  1. Fazer as tarefas mais fáceis primeiro…
    Uma pesquisa mostra que sua energia e sua força de vontade tendem a diminuir conforme o dia passa. É por isso que é crucial tirar tarefas importantes e complicadas do caminho o mais rápido possível.
  1. …e querer fazer muitas ao mesmo tempo. Justamente por ter mais energia de manhã, é normal querer fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo. Mas um estudo sugere que isso pode prejudicar o seu desempenho — melhor fazer uma coisa de cada vez.
  2. Alimentar pensamentos negativos. Não importa se foi o trânsito ou a briga em casa na noite anterior — não deixe esses episódios distrai-lo de suas tarefas. Taylor sugere que você coloque os pensamentos negativos “em uma caixa” para mais tarde.
  1. Ter uma reunião. De acordo com Laura VanderKam, autora de “What the Most Successful People Do Before Breakfast” (O que as pessoas mais bem-sucedidas fazem antes do café da manhã), o início da manhã deve ser reservado para tarefas que exigem foco e concentração, como a escrita. Faça reuniões quando estiver com menos energia, como no meio da tarde.
  1. Não seguir uma rotina. Cientistas dizem que seus recursos cognitivos são limitados, por isso você deve usá-los sabiamente. Não é bom gastar muito tempo decidindo o que vai fazer. Isso não significa que planejamento não seja importante — pode fazer parte da rotina. Se você já sabe o que tem de fazer quando chega, gasta menos energia mental. Ou como defende Charles Duhigg, autor de “O poder do hábito”: “A rotina basicamente nos dá a liberdade mental para pensar sobre o que é realmente importante. Dessa forma, não temos de pensar em todos os aspectos mundanos da vida”.

Fonte: ÉPOCA NEGÓCIOS

Publicado em Gestão de Pessoas | Marcado com | Deixe um comentário

Inteligência emocional – como aumentar a produtividade na empresa

Numa altura em que a tecnologia tem otimizado os processos de trabalho, o lado mais humano das empresas está a revelar-se muito produtivo.

Reconhecer, perceber e gerir as nossas próprias emoções e as das pessoas que estão à nossa volta. É desta forma que Paulo Moreira, um dos maiores especialistas da área, define o conceito de inteligência emocional.

“É um conceito que está cada vez mais disseminado e que as próprias empresas já notam que é super importante desenvolver juntos dos seus colaboradores e dos líderes”, explica em entrevista ao Dinheiro Vivo, a propósito do lançamento recente do seu novo livro Inteligência Emocional: Uma abordagem prática.

O motivo é simples: funcionários com uma inteligência emocional mais desenvolvida são funcionários que tendem a ser mais produtivos, eficazes nas suas tarefas e também mais satisfeitos com os seus trabalhos.

“Temos um programa aberto ao público que se chama Resiliência com Inteligência Emocional – fazemos uma intervenção de três horas em pós-laboral e depois os participantes são acompanhados diariamente de forma não presencial. Medimos, antes e depois, os níveis de stress, felicidade, ansiedade e resiliência através de autorrelato e temos tido grandes números – entre 20% a 30% de diminuição de ansiedade e stress. Este tipo de competências com treino realmente tende a obter resultados”, explica.

Paulo Moreira considera que uma força de trabalho mais otimista é uma força de trabalho mais produtiva e que “grande parte das empresas do Fortune 500 já trabalham, não só inteligência emocional logicamente, mas para aumentar a satisfação de colaboradores ou o desempenho”.

O perito diz que em Portugal há um interesse crescente por esta área – já trabalhou com organizações como Vodafone, grupo Tivoli, Cruz Vermelha, Accor Hotels, Ageas Seguros, Remax, Randstad, entre outros -, mas também admite que muitas empresas ainda “preferem aplicar o dinheiro em melhorias na parte de marketing ou pensam que só os comerciais devem ter esta formação”.

“Em quase todas as empresas o orçamento de formação é curto e eles apostam na parte técnica, para os trabalhadores saberem desempenhar a sua função corretamente e depois pouco sobra para explorar estas áreas . Só mesmo aquelas empresas que estão mais conscientes da importância é que realmente depois fazem um investimento que poderá trazer resultados, mesmo que não seja a nível de produtividade, pelo menos de satisfação, o que já é muito bom”.

Paulo Moreira, que no seu livro dá 57 dicas práticas sobre como cada um pode desenvolver a sua inteligência emocional, dá ao Dinheiro Vivo um conselho mais orientado para as empresas: a iniciativa para o treino da inteligência emocional deve vir dos líderes e não dos funcionários.

“Se o colaborador começa a desenvolver competências, a ficar mais consciente dos processos de pensamento, dos estados emocionais, mas depois vê que a pessoa que está acima de si não liga a este tipo de temáticas, não se interessam e têm um comportamento que não é adequado, então mais facilmente desistem e não aplicam e até torna-se mais prejudicial”.

Desenvolver a inteligência emocional e outras características inerentemente humanas – as chamadas soft skills – podem até vir a funcionar como um elemento diferenciador numa sociedade cada vez mais influenciada pela tecnologia.

“Todos nós temos a nossa inteligência emocional, mais desenvolvida nuns pontos do que noutros. O João pode ser excelente a gerir as emoções, mas não é assim tão bom a lidar com as pessoas ou pode ser excelente a lidar com as pessoas, mas não ter uma autoconsciência desenvolvida. Acho que neste mundo mais competitivo e rápido que nós temos, estas competências permitem-nos adaptar melhor às situações, permitem que lidemos melhor com as adversidades e ganhemos mais flexibilidade cognitiva”, explica o autor.

“ Indica que as máquinas vão substituir tarefas que são mais mecanizadas, neste tipo de outras competências, pelo menos por enquanto, as máquinas ainda não conseguem substituir. Então também nós quando as desenvolvemos, tornamos isto numa mais valia para o mercado de trabalho”.

Fonte: Dinheiro Vivo

Publicado em Gestão de Pessoas | Marcado com | Deixe um comentário

Futuro do trabalho – quais as tendências

Faz parte da natureza humana saber o que nos aguarda futuramente. As transformações acontecem a todo o momento e, por isso, tentamos prever os próximos acontecimentos de nossas vidas. No âmbito profissional, esse fenômeno também acontece e o futuro do trabalho é uma preocupação recorrente para aqueles que desejam traçar uma rota positiva com o passar dos anos.

Flexibilidade, criatividade e adaptação prometem ser as palavras mais utilizadas no contexto profissional. Inclusive, essa é uma tendência que já vem aparecendo em muitas empresas. Timidamente ou não, organizações já iniciam sua corrida contra o tempo para saírem à frente da concorrência e se adaptarem o quanto antes.

Está interessado em ter acesso a um panorama geral sobre o assunto e adaptar a cultura organizacional da sua empresa para que os próximos tempos sejam promissores? Então, continue a leitura e saiba mais!

O que esperar do trabalho no futuro?

A realidade do futuro do trabalho e da nossa sociedade vem sendo representada há muito tempo por filmes, séries, e até mesmo desenhos animados. Por isso, muitas pessoas pensam que o destino do mundo corporativo estará tomado por robôs e que os humanos sofrerão com o desemprego.

Que as máquinas ocuparão o lugar de mão de obra humana, isso não é novidade para ninguém. Entretanto, não são os empregos que vão deixar de existir: as atividades é que serão adaptadas e, dessa forma, dividiremos o espaço com a tecnologia.

Praticamente todas as profissões têm ocupações que podem ser automatizadas. Nessa realidade, é preciso enxergar os robôs como assistentes dos seres humanos nos processos de tomada de decisões. Ou seja, firmar uma parceria com a máquina.

Para isso, será necessário desenvolver novas habilidades. A educação corporativa vem ganhando cada vez mais força dentro das empresas, que estão bastante interessadas em manter suas equipes alinhadas às novas tendências do futuro.

Quais as principais mudanças na força de trabalho?

Embora a automação seja vista como elemento fundamental para empresas cujas funções tenham tarefas bastante repetitivas e um grande volume de dados para analisar, ainda existem muitas áreas em que a interação humana é crucial. A inteligência emocional do ser humano não pode ser descartada, já que é preciso interpretar e lidar com as informações coletadas.

A inteligência artificial é até capaz de gerar diagnósticos, contudo, ainda não consegue interagir com clientes, pacientes e demais tipos de consumidores da mesma forma que uma pessoa. Criatividade, empatia, simpatia e outros comportamentos humanos são insubstituíveis.

Outro fator que não pode ser ignorado é o crescimento da população de idosos. Com o aumento da expectativa de vida, a tendência é que aumente a demanda de profissionais como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de saúde e demais profissões relacionadas.

Quais as tendências para o trabalho nos próximos anos?

Com o passar dos anos, o mundo corporativo foi impactado com as evoluções tecnológicas e as mudanças sociais. Globalização, envelhecimento da população e até as mudanças climáticas estão fazendo com que algumas profissões que não existiam comecem a aparecer, enquanto outras vão sumir.

Entretanto, as tendências para os próximos anos não se resumem apenas às novas carreiras. O perfil do trabalhador e a maneira de se trabalhar também estão mudando. Continue a leitura e veja sobre o que estamos falando.

1. Ambientes remotos e home office produtivo

O trabalho remoto já é uma realidade em algumas empresas. Para algumas funções, os escritórios tradicionais estão entrando em extinção e dando lugar aos espaços virtuais, principalmente, em atividades que exijam que os profissionais sejam mais criativos.

Horários e ambientes flexíveis já chamam a atenção dos melhores talentos disponíveis no mercado, além de ser muito mais barato para as empresas que não precisam arcar com os custos referentes à estrutura para manter essas equipes.

Um elemento muito interessante dessa modalidade de se montar uma empresa é que a formação de equipes remotas permite que os profissionais fisicamente distantes se unam em escritórios virtuais.

O que dá o tom ao futuro das empresas é essa liberdade de escolher como, onde e em quais horários trabalhar. A tendência é que esses ambientes se adaptem às necessidades pessoas com a ajuda da tecnologia.

2. Conhecimento por meio do EAD

Profissionais cada vez mais qualificados são a promessa para o futuro do trabalho, e a tecnologia aparece novamente como uma das aliadas a esse processo.

O modelo de educação online permite que esses indivíduos adquiram competências teóricas e técnicas no conforto dos seus lares. Como podem fazer o próprio horário de estudos, a tendência é que se qualifiquem em menos tempo e possam investir em vários cursos ao mesmo tempo.

Além disso, as próprias empresas podem contar com esse recurso para treinar seus colaboradores, com um custo bastante inferior. Esse é um recurso já disponibilizado por algumas empresas especialistas em educação corporativa e a tendência é que ganhe mais força.

3. Capacidade de autogestão

A autogestão é mais uma tendência apontada para o futuro do trabalho. Seguindo a linha de um trabalho com mais liberdade, significa que, muito possivelmente, não haverá um controle rígido sobre o desempenho, já que o mundo corporativo está caminhando para uma estrutura menos hierarquizada e mais colaborativa.

O feedback será um processo dinâmico, natural e feito em tempo real. Os colaboradores terão mais autonomia e responsabilidade para controlar o seu próprio desempenho.

4. Estabilidade via rede de contatos

Na realidade, surge um novo conceito para estabilidade: mais ligado ao potencial de empregabilidade, e não ao emprego em si.

Ou seja, se hoje a ideia de um emprego estável é estar em uma empresa que conserva seus colaboradores até a sua aposentadoria, no futuro, será o potencial do trabalhador em ser disputado por várias organizações.

Dessa forma, o trabalho passa a ser sob demanda e contratos de curto prazo, em que o networking é fundamental para que isso aconteça.

5. Trabalhar por um propósito

O salário já está perdendo a força no processo de retenção de talentos e a tendência é que essa prática se fortaleça. Isso significa que será dever do empregador encontrar um propósito para que o profissional faça parte da sua empresa e transmita isso a todo o quadro de colaboradores.

O engajamento das equipes se dará por uma causa, e não por um valor. Todos deverão acreditar na missão da empresa e envolver-se nela.

Como se preparar para essas tendências?

Com a popularização dos mecanismos em automação, somada à velocidade nas mudanças da nossa sociedade e às tendências para o futuro do trabalho, empregos atuais desaparecerão para dar espaço a funções que nem sequer foram inventadas. Isso vai afetar de forma direta o sistema educacional.

As instituições de ensino continuam sendo importantes para a construção de uma carreira, mas o protagonismo na evolução dela fica por conta do profissional. O que estamos querendo dizer é que a formação não pode ser originada de uma única fonte, pois está em constante mudança.

Nesse contexto, o aprendizado contínuo ganha destaque. Se preparar para isso é fundamental, e o primeiro passo é ter consciência de que as demandas vão se modificando a ponto de você colecionar diversas carreiras ao longo da vida. Portanto, é necessário manter-se atualizado e interessado na busca por uma qualificação constante.

Além disso, é necessário desenvolver algumas competências socioemocionais. Conheça algumas delas.

1. Inteligência emocional

A inteligência emocional é a capacidade de colocar-se no lugar do outro, agindo de maneira empática e também dominar os próprios sentimentos. Existem algumas atitudes que podem ajudar o indivíduo a desenvolver essa habilidade:

  • evitar os pensamentos negativos;
  • observar as situações que despertam agressividade, nervosismo e outros sentimentos ruins para poder contorná-las;
  • pensar antes de responder e não reagir de maneira impulsiva;
  • tentar entender o próximo antes de julgá-lo.

2. Pensamento crítico

Pessoas com o pensamento crítico apurado utilizam a racionalidade para resolver um problema. Para desenvolver essa capacidade, algumas atitudes são bastante válidas:

  • sempre questione e pesquise diversos assuntos;
  • resolve exercícios que estimulem a lógica, como sudoku e palavras cruzadas;
  • antes de entender o problema, tente compreender o cenário.

3. Pensamento analítico

Atrelado ao pensamento crítico, será necessário para o futuro do trabalho que as pessoas entendam como funciona o raciocínio baseado em dados, além de apresentarem domínio em ferramentas que proporcionam essas análises.

4. Colaboração virtual

Cada dia mais, será preciso trabalhar de maneira produtiva e engajada, independentemente da plataforma. Por isso, é importante se familiarizar com as ferramentas tecnológicas desde cedo.

5. Negociação

As habilidades em negociação são fundamentais para todos os profissionais, independentemente do cenário do mercado de trabalho.

Qual o perfil do líder do futuro?

Se a sociedade e o mercado de trabalho estão mudando, os problemas assumem uma faceta mais complexa e exigem mais elementos para suas soluções. Isso significa que os modelos de liderança também deverão mudar.

Novas tecnologias surgem a todo momento. As relações entre empresas e clientes são impactadas, como você pôde conferir até agora neste artigo. A consequência gira em torno de um público mais engajado e, nesse contexto, o papel do líder é fundamental para direcionar as equipes de trabalho para se adequarem a esse novo modelo.

Além disso, o perfil dos profissionais também está se modificando e os modelos autoritários deixaram de ser uma opção para o desenvolvimento de equipes de alto desempenho. O modelo tradicional sujeita a organização a abafar a criatividade dos colaboradores, diminuir a performance dos times, limitar a produtividade e excluir possíveis clientes em potencial.

Como você pode imaginar, os riscos para que os resultados despenquem são enormes. Por isso, essa nova realidade pede um novo perfil de líder: o que assume o papel de facilitador da rotina.

A liderança deve ter um caráter que busque minimizar a burocracia, pautado por constantes feedbacks e pela presença colaborativa e não onipresente, colocando-se sempre à disposição e a serviço para apoiar o grupo, tirar dúvidas e encorajá-los a dar o melhor de si. Aqui, é fundamental desenvolver as chamadas soft skills.

Como a tecnologia e a Internet das Coisas impactam essas mudanças?

O conceito de Internet das Coisas refere-se basicamente à revolução tecnológica que propõe a conexão dos objetos usados nas rotinas do dia a dia à internet, fazendo com que o mundo físico interaja com o virtual.

Eletrodomésticos, meios de transportes e até maçanetas de portas conectadas à rede mundial de computadores já são uma realidade no mercado. Ou seja, a Internet das Coisas já faz parte do cotidiano das pessoas.

O comércio já percebeu a sua importância. Por um lado, pode proporcionar ao cliente uma experiência de compra interativa, individualizada e autônoma. Por outro, auxilia na gestão dos negócios. O mesmo acontece com diversos outros recursos tecnológicos.

Que tal conhecer com mais detalhes em relação à forma como as novas tecnologias impactam o futuro do trabalho e das empresas?

1. Mudança no comportamento do consumidor

Há anos, vem se falado sobre a substituição do comércio físico pelo virtual. O mercado exigirá cada vez mais profissionais habilitados para a criação e manutenção de verdadeiros impérios online, com layouts surpreendentes, organização impecável e bastante intuitivos.

A parte técnica referente ao carrinho de compras e forma de pagamento também será progressivamente facilitada por recursos como o registro do cartão, oferecendo a cada cliente um atendimento prático e único.

2. Necessidade de investir em inovação

Alguns comerciantes ainda se encontram resistentes a disponibilizar a internet ao seu público, pois creem que os clientes vão se deslocar até os seus espaços apenas para consumir o Wi-Fi, sem gerar lucratividade.

Esse é um grande engano. O check-in obrigatório no Facebook para se conseguir uma conexão ativa é uma ótima ferramenta para compor um banco de dados, divulgar a marca nas redes sociais e ainda propor um ambiente de acolhimento que, futuramente, pode gerar grandes vendas. Quem trabalha ou desejar assumir a área de marketing deve ficar de olho nessa oportunidade.

3. Trabalhar a cultura da empresa

O Big Data é outra realidade presente em muitas empresas. A capacidade de coletar, organizar e interpretar um grande volume de dados ajuda a prever cenários, otimiza processos e é capaz de orientar muitas decisões.

Entretanto, é preciso que a empresa tenha uma cultura em que isso seja trabalhado. Nesse caso, é importante que os colaboradores acreditem nesse direcionamento e utilizem essas respostas sem resistência, encontrando soluções seguras durante a rotina.

Quais os benefícios para as empresas?

A tecnologia e a Internet das Coisas podem melhorar muito a gestão dos negócios no futuro. Tanto nas indústrias quanto nas empresas que têm contato direto com o cliente final, os sistemas de informação podem aumentar a produtividade, auxiliar na criação de novas estratégias e, principalmente, na melhor compreensão do mercado de trabalho.

Conhecer profundamente esse cenário é fundamental para que as estratégias sejam eficientes. Anteriormente, mencionamos o Big Data como uma das tecnologias esperadas para o futuro do trabalho. Gostaríamos de frisar novamente que os dados revelados por meio dessas análises podem trazer as respostas necessárias para que uma organização tome decisões importantíssimas, trazendo ótimos resultados.

Veja com mais detalhes os benefícios proporcionados pela tecnologia em 3 áreas.

1. Comércio

Tanto os robôs que auxiliam nas rotinas dentro de uma determinada empresa — como no caso dos caixas de supermercado em que os consumidores registram as compras sozinhos — quanto a tecnologia que pode ser aplicada em softwares para marketing, comunicação e recrutamento especializado, tudo gira em torno da otimização de serviços.

2. Indústria

A tecnologia, Internet das Coisas e inteligência artificial permitem que os gestores supervisionem em tempo real o rendimento das equipes, avaliem a disponibilidade de materiais, controlem o consumo de energia e aumentem a eficiência do processo. Com esses dados, é possível alterar as estratégias de produção para atingirem melhores níveis.

3. Saúde

A saúde também será impactada pelos sistemas voltados para a redução de custos, gestão de secretaria eficiente e banco de dados seguro. O registro do histórico do paciente e seu prontuário ficam guardados em segurança e as informações sempre à mão possibilitam um atendimento cada vez mais eficaz.

E as vantagens para os colaboradores?

A tecnologia não deve ser vista como uma vilã que chegou para roubar os empregos dos humanos no mercado de trabalho. Na realidade, ela apresenta soluções para a melhoria da vida das pessoas e não seria diferente no mundo corporativo.

A troca de dados entre as máquinas facilita o acesso à informação. Também possibilita economia de energia, otimização do tempo, processos manuais mais seguros, educação corporativa democratizada e outros aspectos positivos no cotidiano de um trabalhador.

É preciso reconhecer que as soluções proporcionadas pela Internet das Coisas e a tecnologia em si também trazem mais suporte às atividades que, em um primeiro momento, ficaram esquecidas. Por exemplo, os sistemas que integram o setor de RH e financeiro à contabilidade da empresa.

Por muito tempo, houve uma cultura de que o departamento financeiro só dizia respeito à diretoria. Hoje, a integração entre os setores proporciona um trabalho mais organizado e ágil.

Quais os principais desafios?

As mudanças para o futuro do trabalho são inevitáveis: controle de informações, novas formas de trabalho, segurança no ambiente virtual e acesso à informação são benéficos, mas também apresentam seus desafios.

Nesse contexto, o dever dos profissionais é inspecionar os avanços e evitar as distorções que podem ser causadas por esse novo conceito de trabalho. É importante conhecer os principais elementos que devem deixar a força humana de trabalho sempre alerta.

1. Privacidade

Não há como falar em tecnologia sem pensar em privacidade. Uma rede que proporciona conexão ao mundo todo precisa ser muito bem protegida, tanto no que diz respeito aos nossos dados quanto na idoneidade das informações que chegam até nós. Saber quem será o grande responsável por esse controle, além da própria sociedade, é um dos desafios.

2. Senso humano

Se nosso comportamento social, interação no ambiente público, escolhas afetivas, estilos de vida e maneira de trabalho serão afetadas pela tecnologia, o que acontecerá com o senso humano?

Existem habilidades que as máquinas não contemplam, como o pensamento crítico e a inteligência emocional. Cabe aos indivíduos entender a importância da sensibilidade humana para o futuro do trabalho, de modo que sejam fundamentais para a interpretação dos resultados fornecidos pelas máquinas.

3. Mau uso da inteligência artificial

Saber diferençar avanço e progresso de projetos elaborados para prejudicar a humanidade pode não ser tema de filme de ficção científica, mas da realidade.

Será que não é hora de a sociedade estudar a possibilidade de uma nova legislação, que possa mediar a programação e coloque limites no uso da inteligência artificial? Essa é uma reflexão importante para ser feita em todo esse contexto.

A grande realidade do futuro do trabalho é que a sociedade não pode agir de maneira desesperada. Empresas que criarem uma resistência ficarão para trás. Profissionais que insistirem em não se adequar a essas novas tecnologias também.

Como mencionamos algumas vezes durante todo o artigo, a tecnologia deve acrescentar pontos positivos à força de trabalho humana, e não eliminá-la. Entretanto, para garantir um bom posicionamento nessa nova realidade, é preciso conhecê-la e saber o que é possível fazer para estar alinhado a ela.

O mesmo vale para os responsáveis pela árdua e difícil tarefa de promover o recrutamento e a seleção das empresas. Se a dinâmica do mercado muda, e os profissionais mudam junto a ela, é necessário estar preparado para identificar os candidatos mais adequados a essa nova realidade, assim como as ferramentas disponíveis para manter a atual equipe sempre atualizada em relação às novidades desse novo mercado.

As palavras de ordem citadas durante todo o artigo, como flexibilidade, liberdade e inovação, valem tanto para empresas quanto para os colaboradores. Todos os setores devem estar integrados ao novo cenário, para que as organizações não sejam engolidas pelas tendências que o futuro reserva.

Felizmente, as grandes corporações saem na frente com os exemplos que podem ser seguidos. Portanto, estar ligado ao futuro do trabalho também é uma questão de observação: toda vez que você se deparar com processos automatizados no seu dia a dia, como operações bancárias via aplicativos ou estacionamentos que recebem o pagamento do seu ticket sem necessitar de um atendente, lembre-se de que você está vivenciando uma situação em que o amanhã já chegou.

O futuro do trabalho e suas adaptações dependem de nós. Agora que você já está informado quanto a isso, é quase que uma obrigação analisar as situações do cotidiano em que essas questões se encaixam e aprender com elas. Lembre-se de que nós somos os responsáveis por toda essa revolução!

Fonte: Robert Half

Publicado em Gestão de Pessoas | Marcado com | Deixe um comentário

BUSINESS INTELLIGENCE NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

REFORÇO NA GARANTIA DA QUALIDADE

Business Intelligence (BI – inteligência de negócios) é a integração do negócio, do gerenciamento e da tecnologia da informação (TI), como revela o Jornal O Semanário. Essa abordagem pode ter papel importante no sistema de garantia da qualidade na indústria farmacêutica.

De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal, o BI é uma forma inteligente de otimizar falhas e manter o negócio em destaque. “Business Intelligence na indústria farmacêutica pode se tornar o repositório de escolha para todos os dados brutos, métricas de benchmarking e dados de transparência”, revelou ao O Semanário o especialista em tecnologia da informação Alexandre Guercione Bergmann.

Tendo em vista que os dados estão se tornando cada vez mais disponíveis, é essencial para as empresas farmacêuticas manter ou melhorar a qualidade das informações contidas em relatórios individuais, o que aumenta sua capacidade de permanecer em conformidade com os regulamentos em constante mudança em todo o mundo. Há necessidade de soluções que possam explorar, analisar e traduzir a grande quantidade de dados em percepções acionáveis.

Para obter soluções para esses desafios, toda a captura, manuseio e processamento de dados precisam ser alterados. O tratamento de fontes de dados díspares é outro problema enfrentado pelas empresas farmacêuticas. Elas recebem dados de terceiros como clínicas, hospitais, representantes de vendas e outras fontes. Armazenar e processar esses formatos variados de dados torna-se uma tarefa complicada.

Mas as empresas farmacêuticas começaram a perceber a importância e o papel das soluções de BI para melhorar a pesquisa com o objetivo de acelerar o crescimento organizacional e reduzir custos. Essa ferramenta está encontrando uma posição nova e proeminente nas organizações farmacêuticas, incluindo gerenciamento de recursos de projetos, rastreamento da força de vendas e relatórios de conformidade regulatória. Segundo os especialistas, é difícil rastrear, comparar e manter os dados internos com os conjuntos de dados padrão fornecidos pelo governo.

Outro aspecto defendido por eles é que as soluções de Business Intelligence para produtos farmacêuticos eliminam a necessidade de interdependência dentro de vários departamentos e facilitam a recuperação de informações sempre que necessário. Os usuários de negócios não precisam depender inteiramente de seus colegas para acessar dados e criar painéis. Isso permite que as empresas farmacêuticas cumpram com eficiência a conformidade e notifiquem os departamentos ou processos que não atendem aos padrões em tempo real.

Segundo Alexandre Bergmann, fornecedor de projetos de Business Intelligence para grandes empresas farmacêuticas, o uso eficaz de inteligência de negócios por equipes de vendas e marketing pode levar a melhores taxas de retenção de clientes, maiores receitas de campanhas de upsell/vendas cruzadas e maiores níveis de satisfação do cliente. “Isso é de grande interesse para a indústria farmacêutica e de grande interesse para as equipes de desenvolvimento de negócios”, afirmou o especialista.

Com o BI, o usuário é capaz de monitorar uma grande quantidade de dados que fluem por toda a organização e transformá-las em informações úteis e acionáveis para obter maior proficiência e melhor tomada de decisões. Ele fornece visualizações na forma de relatórios interativos que permitem, por exemplo, prever o que deve ser vendido com mais frequência, qual categoria ou produto terá melhor desempenho em termos de vendas e quando será feita a venda. Isso leva ainda mais a melhorias downstream significativas, como pedido aperfeiçoado, níveis de estoque ideais e margens de lucro mais altas.

Ao utilizar as soluções de BI, as equipes de marketing e vendas podem melhorar a precisão de suas previsões e identificar a demanda sazonal, medicamentos de movimento lento, outliers e outras informações. Além disso, reduz os custos operacionais com a otimização do processo de gestão de vendas e ajuda a otimizar a colaboração e a troca de informações com clientes, fornecedores e parceiros.

“Vimos as demonstrações de 30 fornecedores de soluções de inteligência de negócios e não vimos nada desse calibre ainda. Esta é uma ferramenta de transformação de dados desenvolvida de maneira eloquente. Ficamos agradavelmente surpresos com a lógica por trás da demonstração”, revelou ao Semanário o presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murilo, a respeito das soluções de BI prestadas por Alexandre Bergmann à multinacional.

Ganhos para a garantia da qualidade

O Business Intelligence pode ser um reforço significativo para a garantia da qualidade na indústria farmacêutica. Ao aproveitar o poder do BI e análises, os laboratórios podem aproveitar as verificações de qualidade necessárias para garantir a entrega do produto com a melhor qualidade. As empresas farmacêuticas estão sob intensa pressão para expedir produtos para o mercado e, ao mesmo tempo, manter os custos baixos. É imperativo monitorar e gerenciar dados clínicos para conseguir isso.

Com os recursos analíticos das ferramentas de BI, torna-se fácil, segundo os especialistas, rastrear as informações fornecidas por testes clínicos e processos de pesquisa. Além disso, os insights obtidos com a implementação de BI permitem que as empresas farmacêuticas identifiquem tendências e inconsistências, bem como inspecionem os riscos durante o desenvolvimento e lançamento do produto.

De acordo com Alexandre Bergmann, as três áreas do negócio farmacêutico que são mais impactadas pelas soluções de inteligência de negócios são marketing, vendas e cadeia de suprimentos. No entanto, com conformidade variável, o BI está emergindo para ser uma virada de jogo para a indústria farmacêutica.

Os líderes de negócios estão procurando estratégias que enfatizem a aplicação de dados para enfrentar vários desafios de negócios. “É uma maneira da indústria farmacêutica usar essa tecnologia para reposicionar medicamentos, mostrando superioridade comparativa. Esses dados podem apoiar uma mudança no rótulo”, ponderou Bergmann.

Fonte: ICTQ

Publicado em Business Intelligence | Marcado com | Deixe um comentário