Inteligência de decisão – o novo Business Intelligence

Sistemas e estratégias de BI estão sendo aumentados com IA e machine learning para fornecer contexto de tomada de decisão

As plataformas de Business Intelligence (BI) estão evoluindo. Ao adicionar inteligência artificial e machine learning, as empresas estão transformando data dashboards e business analytics em plataformas de suporte para decisões mais abrangentes. Esse movimento em direção à “inteligência de decisão” vê sua combinação sofisticada de ferramentas cada vez mais incorporada aos fluxos de trabalho corporativos, quando e onde os tomadores de decisão mais precisam delas.

“Inteligência de decisão é a capacidade da empresa de processar grandes quantidades de dados para tomar decisões”, diz Nicole France, Analista da Constellation Research. “É a mesma coisa que a inteligência de negócios faria, mas acessível em toda a empresa”.

Alguns dos exemplos mais visíveis de inteligência de decisão em ação são os mecanismos de recomendação, que usam analytics para prever quais produtos os consumidores achariam mais apropriados ou quais filmes eles deveriam assistir em seguida. Ferramentas como essas fornecem contexto e opções pertinentes para ajudar as pessoas a tomar melhores decisões, diz France, acrescentando que dashboards e analytics das ferramentas tradicionais de BI ainda são valiosas, mas a inteligência de decisão é mais acessível e relevante.

“Para as pessoas na linha de frente, o contexto é importante”, diz ela. “E há um grau de complexidade que é difícil de acertar. O objetivo é apresentar as coisas de uma forma clara e fácil de entender, para que as pessoas possam entender algumas análises complexas e tomar uma decisão rapidamente”. 

O caso para inteligência de decisão

A pandemia de Covid-19 acelerou as transformações digitais em quase todos os setores da economia global – e a IA está cada vez mais no centro disso. Mais de 95% das empresas pesquisadas pela 451 Research consideram a IA importante para a transformação digital – e 65% dizem que é muito importante.

De acordo com a pesquisa, divulgada no final de janeiro, a adoção de IA aumentou 9 pontos percentuais no ano passado nos EUA em comparação com o ano anterior, com apenas 28% das empresas dizendo que desaceleraram as iniciativas de IA como resultado da pandemia.

E um campo-chave onde a IA está se popularizando é o Data & Analytics. De acordo com uma pesquisa de 2021 com desenvolvedores de software e líderes de TI do RealBI, 41% das empresas viram um aumento nas solicitações de acesso a dados e analytics, sendo um dos principais motivos para permitir que os usuários tomem decisões baseadas em dados. Além disso, a pesquisa mostrou um maior interesse em incorporar o machine learning em analytics software ou dashboards, com quase 16% planejando adicionar a tecnologia em um futuro próximo, contra 6% das empresas que o fazem atualmente.

Tal como a adição de IA ou machine learning a uma plataforma de inteligência de negócios permite que ela evolua para uma plataforma de inteligência de decisão, fornecendo contexto, previsões e recomendações quando e onde o tomador de decisão precisar.

De acordo com o Gartner, mais de um terço das grandes organizações terão analistas praticando inteligência de decisão até 2023.

A empresa de pesquisa define “inteligência de decisão” como uma estrutura que permite aos líderes de dados e analytics projetar modelos de decisão e processos no contexto de resultados de negócios e comportamento. Na prática, isso significa que a inteligência de decisão usa analytics para ajudar funcionários, clientes ou parceiros de negócios a tomar decisões, oferecendo-lhes dados, análises e previsões quando e onde precisam.

À medida que a inteligência de decisão se torna uma parte central dos processos de negócios, as decisões são tomadas de forma mais rápida, fácil e econômica do que antes.

Casos de uso para inteligência de decisão

A segurança cibernética é uma área em que as pessoas precisam tomar decisões com base em grandes quantidades de dados em movimento rápido, com muito risco potencial para suas empresas. Aqui, a IA e o ML podem ajudar os analistas de segurança a tomar melhores decisões, como mostra a empresa de rede Cato Networks.

“Usamos IA e ML intensivamente para várias atividades na Cato”, diz Avidan Avraham, Líder da Equipe de Pesquisa da empresa. “Por exemplo, construímos um modelo de reputação que usa todas as informações que temos sobre um domínio ou endereço de IP. Com base em dados de rede interna e dados de inteligência de código aberto, ele prevê a probabilidade de ser malicioso”.

Isso significa que os analistas que caçam ameaças podem priorizar suas investigações, diz ele.

Cato construiu sua própria tecnologia para fazer isso, usando o Amazon Elastic MapReduce para treinar seus modelos. A empresa já usa o sistema há mais de um ano, diz Avraham, com bons resultados e um baixo índice de falsos positivos. “Ele está incorporado ao fluxo de trabalho de nossos analistas”, diz ele. “Antes de construirmos essa tecnologia, costumávamos fazer a análise manualmente, então, obviamente, é um processo muito mais rápido agora”.

A inteligência de decisão também pode ajudar as empresas a serem mais consistentes. Considere, por exemplo, um funcionário do banco que toma uma decisão de aprovação de um empréstimo.

“O que acontece em muitos casos quando indivíduos estão envolvidos é que cada indivíduo tem uma formação diferente”, diz Anand Rao, Sócio e Líder Global de IA da PricewaterhouseCoopers.

Existem maneiras pelas quais as empresas tentam alcançar consistência, como com treinamento, mas fatores externos ainda entram em jogo. Se um agente de crédito está tendo um dia ruim, por exemplo. Aqui, as ferramentas de inteligência de decisão podem fornecer contexto e recomendações para ajudar a criar mais consistência nos processos de negócios.

Os aplicativos de inteligência de decisão em outros domínios corporativos, incluindo gerenciamento de relacionamento com o cliente e ferramentas de vendas, também estão crescendo – e não é surpresa, dada a promessa de emparelhar inteligência humana com IA para aumentar o processo de tomada de decisão.

Fonte: IT MIDIA

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10 dicas para reuniões de trabalho

Sabe aquela reunião enfadonha, longa, que mistura vários assuntos e que os participantes demonstram descontentamento? Exatamente essa que com certeza você torce o nariz toda vez que é chamado.  Para melhorar as reuniões de sua empresa e, assim, ampliar os negócios que tal ler essa matéria?

O foco é sempre ter reuniões produtivas, em que as mesmas costumam ser rápidas e que tenham objetivo claro para que a resolução do problema seja alcançada, por meio de uma ação futura. Só que infelizmente, o que visualizamos no dia a dia são reuniões longas e ineficientes. O mundo corporativo criou péssimos hábitos em reuniões. Não há cumprimentos de horários, as pessoas são chamadas de última hora, muitas vezes desconhecem o real propósito da reunião e a condução é cheia de conversas paralelas. Muitas vezes acaba sendo um verdadeiro fiasco!

Para aumentar a produtividade das reuniões segue 10 dicas úteis e rápidas para aperfeiçoá-las e melhorá-las. Confira:

Tenha objetivo e pauta visíveis

Defina o que deve ser alcançado quando a reunião terminar (objetivo) e os itens que ajudarão a tornar isso possível (pauta). Envie aos participantes na convocação e durante a reunião mantenha visível a todo o momento.

Conduza a reunião

Escolha uma pessoa para conduzir a reunião, de forma que organize a conversa, as ideias, registre as ações posteriores, corte conversas paralelas e ainda faça o controle do tempo.

Participe de forma construtiva

No vocabulário das pessoas construtivas não existe a palavra “mas”, elas preferem usar “e”. “Ótima ideia! E se a gente agora pegasse isso e…”. Com isso em mente, a reunião se transforma em um encontro muito mais produtivo e participativo.

Brilhe!

As pessoas brilhantes não contam com uma dose extra de talento – elas se esforçam e fazem o trabalho necessário de preparação e, mais ainda, sempre trazem à mesa contribuições práticas. “Eu tenho uma ideia interessante que gostaria de compartilhar com o grupo”. Mesmo que nem todas as ideias sejam acatadas, esse tipo de comportamento inspira os outros participantes.

Que tal uma gracinha?

Uma dose de humor no momento certo e sem dominar a conversa ajuda a energizar a reunião, geralmente quando isso é necessário. O bom humor também pode ajudar a trazer a conversa para os trilhos novamente, quando acontece a dispersão dos participantes ou discussões infrutíferas.

Pontualidade é fundamental

No geral, as reuniões tem hora para começar e terminar. É importante lembrar (de maneira agradável) aos participantes que o tempo disponível é limitado e que, por isso, é fundamental se ater à agenda.

Seja voluntário

Esta é a pessoa que sempre está disposta a tomar à dianteira e agir ou a se manifestar quando ninguém mais quer. Em muitas reuniões é necessário que alguém se posicione primeiro para que os outros se sintam a vontade para opinarem. “Pode deixar essa atividade comigo”.

Criatividade é tudo

É necessário um talento especial para demonstrar o que está sendo dito de uma forma que todos possam entender. Portanto, faça esboços no quadro que ajudam a levar o assunto adiante. O principal é contar com a criatividade para exemplificar e se fazerem entendidos por todos, nem que para isso seja preciso, efetivamente, desenhar.

Seja bom de bola

Craques das equipes têm um olhar apurado para o que está acontecendo na reunião, sabem exatamente quando contribuir e assim mantêm a conversa direcionada à meta. De fato, contam com um pensamento estratégico e em grupo, sabem identificar uma boa oportunidade e, principalmente, levá-la adiante. Muitas boas ideias são desperdiçadas porque nenhum participante arrisca a tomar à dianteira e colocá-la em prática.

Envie um e-mail de fechamento

Ao terminar a reunião envie um e-mail aos participantes agradecendo a presença e pontuando as principais ideias e ações definidas.

Fonte: Administradores

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Indústria 4.0 – as oportunidades de negócio

Internet das coisas, manufatura aditiva, produção autônoma: tudo isso deixou de ser tendência do futuro para se tornar diferencial dos negócios. Conheça as oportunidades da Indústria 4.0.

Se tem uma coisa que as aulas de história nos ensinaram é que a Revolução Industrial, do final do século XVIII, transformou completamente o nosso modo de viver. O consumo em massa, a urbanização e o intenso desenvolvimento tecnológico foram moldados por esse movimento e acelerados a partir de então.

Nessa evolução, podemos distinguir quatro diferentes Revoluções Industriais, em menos de 180 anos:

Após cerca de 200 anos, chegamos à era da Indústria 4.0, a 4ª Revolução Industrial, marcada pela completa descentralização do controle dos processos produtivos e uma proliferação de dispositivos inteligentes interconectados, ao longo de toda a cadeia de produção e logística.

O que muda com a Indústria 4.0?

A emergência de novas tecnologias como Big Data, Internet das Coisas e manufatura aditiva cria as bases para essa nova revolução industrial. E, com ela, surgem uma série de mudanças de paradigma que mudam o jeito de enxergar o funcionamento de uma indústria e o processo que faz um produto chegar até ao consumidor.

Aumento de produtividade por meio da otimização e automação

Existe uma série de preocupações que tiram o sono dos empreendedores que trabalham com indústria: economizar recursos, aumentar a lucratividade, reduzir o desperdício, automatizar para prever erros e atrasos, acelerar a produção para trabalhar em função da cadeia de valor, digitalizar fluxos que eram feitos no papel, conseguir intervir rapidamente em casos de problemas da produção, e muito mais. A necessidade é tão grande que a maior parte dos investimentos feitos em internet das coisas (IoT) pela indústria são relacionados a operação, dos processos à logística e gestão do inventário.

Digitalização dos produtos em um ecossistema interconectado

Você deve ter notado. Se antigamente, um bom carro era aquele que gastava pouco combustível oferecendo o máximo conforto, hoje isso já não é mais suficiente. Os mais novos automóveis indicam a melhor rota em um painel multimídia, se conectam com seu celular, apitam se você não usa o cinto de segurança e te deixam fazer quase tudo via comando de voz.

Um produto com mais de 200 anos — o carro — agora passa a ser integrado a um novo ecossistema digital com internet, telefonia móvel e GPS.

Esse movimento é parte do processo de integração em que todos os produtos que existem hoje passam a se conectar por meio de uma rede digital. Já aconteceu com seu carro, celular, televisão, geladeira, relógio e todos os conhecidos wearables. Mas esse é só o começo da revolução.

Os dados gerados hoje moldam os produtos de amanhã

O jeito como as pessoas usam os produtos hoje indica aos empreendedores como será o design do futuro. Os dados gerados a cada uso — que vão do modo como você dirige, assiste televisão, se exercita e até dorme — vão moldando os produtos que veremos em breve nas prateleiras.

O resultado disso é que os novos produtos serão inspirados, mais do que nunca, no uso que o consumidor faz hoje dos produtos que tem, em uma abordagem de engenharia e design inteiramente centrada no consumidor.

Prever o que vai acontecer antes de a linha de produção parar

O uso dos dados é, por si só, um campo de vasta oportunidade para melhorar a eficiência da indústria.

Quando Sakishi Toyada criou o sistema de produção da Toyota, surgiu também uma abordagem para lidar com os problemas da linha de produção: os 5 porquês. Se aparecesse um problema que fizesse a produção parar, era preciso perguntar 5 vezes o porquê aquilo aconteceu.

Nessa abordagem, todos os problemas eram identificados depois do acontecido, até encontrar a causa raiz. Porém, nesse meio tempo, havia desperdício de recursos, riscos de manchar a imagem da marca, pedidos que eram cancelados e produtos que sofriam recall por problemas na produção. Se todo o sistema industrial está conectado e pode ser monitorado, é possível programar alertas, dar o suporte às máquinas antes de falharem, e ainda, monitorar em tempo real e diagnosticar de forma mais rápida os problemas, mesmo que os engenheiros não estejam no chão da fábrica. Com essa visão, abre-se uma oportunidade para os empreendedores na criação de serviços de manutenção inteligente e prevenção de falhas na linha de produção.

Agora, com os sensores instalados nas fábricas e as análises feitas praticamente em tempo real, é possível fazer a manutenção preditiva dos aparelhos.

Customização dos produtos em larga escala

O alto grau de personalização, em uma escala de produção, também é uma das mudanças que vai impactar diretamente a indústria nos próximos anos. Durante um tempo, ter algumas cores disponíveis do mesmo tênis já era o suficiente; agora nós queremos customizá-los do nosso jeito. Uma evolução disso, é a capacidade do consumidor interagir com a marca e sua linha de produção por meio de plataformas digitais que personalizam os produtos, diminuem a distância entre produção e entrega e possibilitam a cocriação.

Em várias indústrias, isso já acontece, mas a capacidade de escalar a personalizar no mesmo nível de uma produção massiva ainda é um desafio que a automação industrial se propõe a resolver.

Quais os setores mais promissores?

A capacidade de disrupção da Indústria 4.0 é tão grande que pode afetar todos os setores conhecidos, principalmente no Brasil onde esse movimento ainda é incipiente. O que há de comum entre todos os setores, que combinam a necessidade de implementar os elementos da indústria 4.0 nos seus processos produtivos, é a necessidade de aumentar a produtividade, sem diminuir a qualidade da produção.

Se tem uma palavra que define essa nova revolução, essa palavra é produtividade.

Indústria farmacêutica

Segundo esse artigo, as portas se abrem nessa indústria por conta da necessidade latente de melhorar os métodos de controle de qualidade e o gerenciamento das atividades da linha de produção. Existe um espaço para o desenvolvimento de tecnologias de análise em tempo real, consumindo menos reagentes, mão de obra e outros recursos, assim como automatizando o processo de controle de qualidade, análise de riscos e investigação de desvios, que hoje são atividades essencialmente manuais.

Indústria de alimentos

Enquanto o controle de qualidade é a principal preocupação da indústria farmacêutica, na de alimentos uma das principais oportunidades está no rastreamento dos produtos para os consumidores. A transparência será muito maior de toda cadeia produtiva, em parte porque o fluxo de informações está mais acessível. Assim, em um futuro próximo, o consumidor poderá escanear um código de barras de uma caixa de leite, por exemplo, e descobrir a fazenda onde foi produzido, a distância até sua casa, o meio de transporte e todo processo de industrialização até o leite chegar no supermercado.

Energia

Se uma das promessas da indústria 4.0 é economizar recursos energéticos na produção em escala, essa economia passa também pela escolha da fonte de energia. É por isso que fontes alternativas — como a solar e a eólica — são cada vez mais estudadas e viabilizadas, de modo que sustentem a necessidade energética das indústrias.

Agroindústria

A agricultura de precisão que ajudou a super práticas não sustentáveis de agricultura, é um reflexo das inovações trazidas pela indústria 4.0. Big Data e internet das coisas, combinada com máquinas e sensores mais sofisticados está viabilizando ganhos cada vez maiores em dois sentidos: produtividade e sustentabilidade. O caminho está aberto também para o crescimento da bioeconomia, baseada em recursos biológicos e sustentáveis, com processos limpos e renováveis.

Indústria de construção civil

A complexidade dessa indústria faz parecer impossível um processo de digitalização em escala. Porém, as demandas são tão altas quanto a complexidade de atendê-las: processos mais eficientes que desperdicem menos recursos, construções que respeitam o meio ambiente, novos materiais mais resistentes e adaptáveis…Oportunidades não faltam!

Neste artigo, a consultoria McKinsey listou 5 tendências que podem moldar o setor:

Pesquisas e geolocalização de alta definição: para evitar discrepâncias entre as condições reais do solo e o escopo do projeto

Modelagem de Informações de Construção (BIM) em 5-D: a representação digital que hoje integra o projeto, os custos e o cronograma de construção também vai incluir dados geográficos, térmicos e acústicos, por meio da tecnologia de realidade aumentada.

Colaboração digital e mobilidade: estamos em 2017, mas uma das principais causas de baixa produtividade do setor ainda está relacionada aos processos que são conduzidos no papel como projetos arquitetônicos, registros de equipamentos, pedidos de materiais e relatórios de progresso.

Internet das coisas e análise avançada: o volume de dados gerados na construção é tão grande que abre caminho para gestão dos materiais e pedidos de suprimentos, construção de estruturas mais inteligentes, eficiência energética e segurança do trabalho.

Novos materiais de construção: nanomateriais, aerogels, concreto autocurável … A realidade de custo e eficiência dos materiais muda quando entram em cena inovações como a impressora 3-D e os módulos pré-montados, por exemplo.

Distribuição e logística

A distribuição não quer ser mais commodity, brigando pelo preço. Ela quer questionar paradigmas para melhorar o fluxo da cadeia produtiva. Estamos falando, por exemplo, da Amazon em 2013, fazendo experimentos de entregas de encomendas por meio de drones. Ou de uma rede interligada de parceiros que não dependa de fronteiras geográficas para fazer negócios.

E a realidade do Brasil?

Neste artigo, o Empreendedor Endeavor José Rizzo explica que:

“A indústria nacional ainda está em grande parte na transição do que seria a Indústria 2.0, caracterizada pela utilização de linhas de montagem e energia elétrica, para a Indústria 3.0 que aplica automação por meio da eletrônica, robótica e programação.
A boa notícia é que não precisaremos passar por todo o processo ocorrido nos países desenvolvidos. Podemos e devemos queimar etapas.”

Por que é tão difícil?

A primeira grande mudança de paradigma está na cultura enraizada no setor que envolve controles físicos de produção, com papéis, formulários e muita burocracia. Digitalizar esses sistemas é o primeiro passo para fazer a transição de era. Além disso, a dificuldade de financiamento das empresas, por conta das elevadíssimas taxas de juros, impede que elas adquiram equipamentos e tecnologia de ponta, adotando a internet das coisas, robôs autônomos e ferramentas de BIG DATA que facilitem o monitoramento do processo fabril.

Esse ambiente, por mais difícil e hostil que pareça, é terreno fértil para o surgimento de novas empresas. A ruptura tecnológica necessária, a demanda dos consumidores e a competitividade do setor exigem dessas indústrias uma agilidade que elas sozinhas — pelo tamanho e estrutura organizacional — não conseguem ter.

Para competir globalmente, a indústria brasileira precisa saltar etapas. E isso só vai acontecer se ela tiver empresas ágeis, de alto crescimento e com potencial disruptivo para mover esse setor adiante.

Fonte: ENDEAVOR

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Home Office, tornando essa prática mais agradável

Para boa parte da população mundial, o trabalho remoto se tornou uma realidade em 2020, e após um ano, o home office vem se consolidando como modelo de trabalho eficiente. Existem empresas que já estão adotando os modelos híbridos, e muitos acreditam que o futuro do trabalho será exatamente neste formato.

Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira, comenta sobre novos formatos de trabalho e traz 5 dicas para auxiliar os profissionais a viverem um home office saudável e eficiente.

De acordo com a pesquisa realizada pela empresa de softwares Salesforce, 42% dos entrevistados gostariam de seguir em casa mesmo com o fim da pandemia. Já no Brasil, o interesse é ainda maior, 57% desejam ter essa possibilidade.

Uma outra pesquisa realizada pelo Índice de Confiança Robert Half (ICRH), consultoria de recrutamento, mostra que 91% dos profissionais qualificados acreditam Exque o futuro do trabalho será de modelo híbrido, revezando entre dias presenciais e remotos.

Neste cenário, muitas empresas ainda prometem beneficiar os colaboradores a trabalhar de qualquer lugar ou o anywhere office, como algumas consultorias em recursos humanos vêm chamando essa tendência.

Para Rebeca Toyama, mesmo com o mundo em constante mudança e novos modelos de trabalhos surgindo, os profissionais precisam estar preparados para uma rápida adaptação. “E as empresas têm um papel fundamental para os profissionais se sentirem seguros, prontos, e competentes nestas mudanças.

Apostar em líderes e gestores capazes de se conectar com as equipes para extrair o melhor de cada um, esse ponto já era importante, agora na era do trabalho remoto, se tornou imprescindível. ”, comenta Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira.

Mesmo com o trabalho híbrido, onde os colaboradores se dividem em trabalhar alguns dias no escritório e os outros dias em casa, é necessário manter uma rotina e contar com a organização de tarefas.

A especialista lembra ainda a importância de se cuidar da saúde mental e física, pois é a partir de um corpo e uma mente saudável que se consegue manifestar o melhor de cada um.

“A importância da organização de tarefas, faz com que os indivíduos tenham equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Ter em mente as prioridades e limitações, manter um cronograma do que precisa ser feito já ajuda a administrar bem as 24 horas por dia e os 7 dias por semana.”, alerta a especialista.

E como fazer para essa prática se tornar eficiente?

Além de cada colaborador cuidar de sua rotina com organização de tarefas e apostar em uma vida saudável, as empresas, por outro lado, precisam implementar novos recursos a fim de definir e reestruturar as necessidades dos profissionais, pensando em novas formas para manter a produtividade, o engajamento e o bem-estar.

“Dificuldades surgem em todas as formas de trabalho, seja presencial, híbrido ou 100% remoto, mas a palavra-chave para evitar desgastes entre os líderes e funcionários é planejamento e comunicação, seja ela síncrona ou assíncrona.

Combinar com o time uma estratégia que alinhe valores pessoais e os da empresa, embora não seja fácil, é primordial. ”, finaliza Rebeca Toyama.

Para auxiliar os colaboradores e os gestores neste desafio, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama, elaborou 5 dicas para viver um home office saudável e eficiente.

1- Cuidar de saúde física e mental: Todos precisam de um tempo para cuidar do corpo, praticar exercícios, se alimentar e dormir bem. Além disso, faz muito bem conversar com pessoas nutritivas, criar metas e objetivos para cumprir e não se cobrar tanto;

2- Mantenha o alinhamento das demandas: Mesmo à distância, o contato entre os membros de um time deve manter uma dinâmica colaborativa. Esse alinhamento pode reduzir bastante os desencontros do trabalho remoto;

3- Planejar e adequar tempo e tarefas: Uma das razões principais que ocasionam o acúmulo de tarefas é ruído de comunicação entre líderes e liderados e as dificuldades de adaptação ao trabalho remoto. Saber lidar com a vulnerabilidade e limitação própria e alheia faz muita diferença;

4- Respeitar a dinâmica pessoal do colaborador: Ignorar a vida pessoal do colaborador não vai aumentar sua produtividade, não podemos esquecer que na expressão home office, o home vem antes do office.

O teletrabalho está acontecendo dentro da casa do nosso colaborador. Ajudar a equipe a se organizar e se adequar às demandas profissionais passa por compreender a dinâmica pessoal dele.

5- Promover bem-estar e reduzir estresse: Implantar programas com esse foco. Planejar momentos de distração e divertimento, e incentivar que as equipes tenham uma vida pessoal saudável, não tem preço.

Fonte Jornal Contábil

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Análise de dados e o que a torna tão eficaz

Para muitos CEOs e gerentes de negócios, a tal da análise de dados tende a ser um mistério, principalmente se a empresa for mais nova ou mais lenta em adotar metodologias de análise. Se você já ouviu ou percebeu que deveria pensar um pouco mais sobre estratégias através de dados, mas não sabe por onde começar, este artigo é para você.

Examinaremos um pouco a definição de análise de dados da perspectiva dos negócios e, mais importante, o por quê é tão eficaz para ajudar sua empresa a atingir seus objetivos.

A evolução

A análise de dados é um processo no qual você coleta dados e fatos subjacentes e apresenta essas informações no modelo de consumo mais rápido possível. Então, o que isso significa exatamente? No bom e velho português, o processo de análise converte dados em informações úteis que permitem obter informações importantes e tomar medidas decisórias.

Em suma, esse tipo análise faz para empresas modernas o que os empreendedores mais experientes faziam manualmente ou mesmo intuitivamente sem um processo formal. Por exemplo, os donos bem-sucedidos de lojas de pequenas cidades do Século XIX precisavam viver e respirar seus negócios. “Bem-sucedido” é a palavra-chave aqui, porque, sem entender as minúcias do negócio, seus negócios rapidamente faliam.

Esses empresários que se adequavam aos dados, não apenas sabiam exatamente o que os clientes queriam e como exibir esses itens em suas lojas, como também descobriram o horário ideal das lojas e como atender para obter o melhor retorno financeiro. Eles sabiam onde colocar suas lojas para gerar o maior tráfego de pessoas e o que estava acontecendo na vida de seus clientes que poderia afetar as vendas, como nascimentos e casamentos.

Tudo isso mudou após a Segunda Guerra Mundial, com o surgimento de lojas de grande porte. Esse novo tipo de estabelecimento de varejo descartou a apresentação, o atendimento personalizado e, frequentemente, a qualidade. A ideia era simplesmente oferecer aos consumidores o maior número de opções sob o mesmo teto, normalmente a um preço competitivo.

No final do século 20, no entanto, alguns varejistas que queriam competir com as maiores empresas como Sears e Walmart entendiam que, analisando informações e aproveitando as oportunidades divinas, podiam obter uma melhor compreensão do mercado. A personalização passou por um renascimento, e o mundo do varejo testemunhou o nascimento da análise, que foi rapidamente adotada por outros negócios, como política, imóveis e mídia.

Os Benefícios dos Dados

Você deve estar se perguntando o porquê de algo que os varejistas estavam fazendo nos anos 1800 ser uma novidade hoje. Para compreender todos os benefícios da análise de dados para empresas modernas, é preciso lembrar que grande revolução ocorreu no século XX: o advento da tecnologia da computação.

O avanço tecnológico permitiu que as empresas tornem a análise de dados escalável de maneiras nunca antes imagináveis. Imagine tentar executar essas análises antigas da loja em sua cabeça em 1.000 pontos de venda. Impossível, certo?

Mas a ciência da computação de hoje permite inserir ou até coletar automaticamente quantidades loucas de dados brutos, para que você possa manipulá-los e, esperançosamente, usá-los para obter informações que você pode usar para atingir as metas de negócios, geralmente aumentando a receita.

Como exemplo, você pode coletar informações demográficas sobre a idade dos compradores em todos os seus diversos pontos de venda, permitindo colocar mercadorias apropriadas para a idade nas lojas certas ou abrir novos pontos de venda nos bairros mais rentáveis. O que levaria meses ou mais para ser feito manualmente, os sistemas de computador podem fazer em um instante.

Agora, houve um tempo no início da história da análise em que alguns adotantes foram pegos na coleta e análise de muitos dados sem nenhum objetivo específico por trás deles. Isso ainda é um perigo recorrente para algumas empresas que não possuem um roteiro desenhado para o programa de análise. Só porque você pode não significa que deveria, como diz o ditado.

A beleza da análise de dados brilha quando você decide primeiro o que precisa saber e como essas informações aumentarão seus negócios. Qualquer pessoa pode coletar grandes quantidades de dados atualmente; o que você faz com isso é o que separa as principais empresas das demais.

Além de remover a barreira do trabalho por trás de insights que mudam o jogo, a análise moderna traz benefícios adicionais. Para começar, é uma ferramenta incrivelmente confiável para prever comportamentos. Embora não haja garantia de 100%, a análise pode chegar perto de prever o que os clientes farão, para que você possa planejar sua próxima ação.

Devido à capacidade de processar enormes quantidades de dados, você pode obter a granularidade que desejar. Imagine que você está vendo o recibo de uma caixa de uma transação recente do cliente. Não apenas você pode ver o que eles compraram e quando, mas também se eles usaram cupons ou pagaram com cartão de crédito – todos os fatores que podem influenciar empreendimentos futuros de sua parte para fazer com que gastem mais.

Às vezes, surpresas aleatórias surgem quando você olha para padrões de dados ou informações de grupo. Mas, como mencionado anteriormente, os melhores resultados de análise surgem quando você tem uma abordagem orientada para a ação e um caminho para onde deseja que seus negócios sigam.

Começando onde você está

Agora você já deve ter percebido que os dados disponíveis é ideal para coleta, e que você poderá examiná-los e transformá-los em ouro. A automação da análise significa que não há limite para a quantidade de dados com a qual você pode trabalhar, depois de começar.

A escalabilidade da análise de dados facilita o início simples e o crescimento a partir de onde você está. Só isso pode ser um dos principais benefícios e um motivo para iniciar um novo projeto agora para os seus negócios.

Fonte: IBPAD

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10 tendências tecnológicas que devem dominar 2021

Em um ranking enviado com exclusividade à EXAME, a consultoria de gestão global Bain & Company antecipou 10 tendências tecnológicas

Em um ranking enviado com exclusividade à EXAME, a consultoria de gestão global Bain & Company antecipou 10 tendências tecnológicas que devem dominar o ano de 2021 – entre elas a Inteligência Artificial (AI), que já vem ganhando espaço nos últimos anos e se tornando cada vez mais importante para mercados variados.

1. Limite da Inteligência Artificial

Segundo a Bain & Company, a primeira tendência é a do Edge AI. “Considerada a próxima onda de inteligência artificial,
é uma infraestrutura de rede que possibilita que algoritmos de inteligência artificial sejam executados na extremidade de uma rede, ou seja, mais perto ou até mesmo nos dispositivos que coletam os dados”, explica a companhia em comunicado. De acordo com a consultoria, a aceleração do movimento aconteceu principalmente pelas mudanças repentinas no tráfego de rede que acompanharam os bloqueios da covid-19 e a necessidade de trabalhar em casa.

“Os benefícios desta tendência incluem a preservação da largura de banda e o aumento da eficiência ao processar as informações mais perto dos usuários e dispositivos ao invés de enviar esses dados para processamento em locais centrais na nuvem. Ao incorporar IA localmente, os fabricantes podem reduzir os problemas de latência e acelerar a geração de insights, enquanto diminuem o uso e o custo dos serviços em nuvem”, diz.

Com isso, cai também o custo da conectividade, uma vez que o processamento por parte dos dados localmente reduz a largura da banda e o uso dos dados do celular. “E como a inteligência está sendo executada localmente, as fábricas localizadas em áreas remotas com infraestrutura de comunicação deficiente estão menos sujeitas a perdas de
conectividade que podem impedir a tomada de decisões de missão crítica e urgente.”

2. 5G para quê te quero

A segunda tendência que pode vir com força neste ano é a rede 5G em fábricas. Segundo uma pesquisa da IHS Markit, o Fórum Econômico Mundial espera que a rede móvel de quinta geração alcance uma produção econômica global de 13,2 trilhões de dólares e gere 22,3 milhões de empregos até 2035.

De acordo com a Bain & Company, com a mudança, é esperado que “um grande e rápido avanço na indústria 4.0 e na internet das coisas industrial” aconteça. “Capaz de atender aos requisitos de energia de milhões de conexões para aplicativos de dados intensivos, a previsão é que o 5G impulsione a indústria de manufatura com novos e mais poderosos recursos digitais”, afirma a consultoria.

A Bain & Company explica que o 5G, até 100 vezes mais rápido que o 4G, oferece latência drasticamente reduzida, “o que torna possível compartilhar dados com extrema rapidez, eliminar atrasos de processamento e garantir que os sistemas de fábrica possam reagir em tempo real.”

Outro ponto que irá fortalecer a rede de quinta geração, é a confiabilidade da conectividade do 5G, que “garante uma conexão de rede estável e constante em qualquer lugar e a qualquer momento no chão de fábrica, garantindo a execução contínua e desimpedida de missões críticas de negócios. O 5G poderá até mesmo inaugurar uma era de comunicação entre máquinas.”

3. Crescimento no seguro

Estimativas do mercado de seguro baseado em uso (UBI) projetam que ele chegará até 126 bilhões de dólares até 2027. De acordo com a empresa de consultoria Gartner, o crescimento deve “se conectar com o desenvolvimento da chamada ‘telemática’, que é o uso de dispositivos sem fio e tecnologias de ‘caixa preta’ para transmitir dados em tempo real de volta para uma organização.”

Até 2021, é esperado que existam 3,8 bilhões de usuários de smartphones e a telemática móvel irá levar o UBI um passo adiante, “permitindo que as seguradoras usem sensores e tecnologias de rastreamento incorporadas em smartphones para coletar dados em tempo real e entender melhor os hábitos de direção de seus clientes”. “Em última análise, isso dará às seguradoras a oportunidade de oferecer programas de seguro baseados em comportamento mais competitivos e inovadores, ao mesmo tempo em que promove a segurança do motorista”, diz a Bain.

4. Ainda mais Inteligência Artificial

De acordo com a The Economist Intelligence Unit, bancos e seguradoras devem aumentar seus investimentos em IA em 86% até 2025 – e, para a Bain & Company, as empresas precisam explorar todo o potencial da Inteligência Artificial. “Os funcionários com pouca ou nenhuma formação em ciência da computação precisam ser capazes de usá-la para aumentar seu desempenho operacional”, diz.

É por isso que, segundo a consultoria, plataformas mais simples de IA devem surgir, para permitir que os funcionários criem modelos rapidamente, compreendam e confiem em seus resultados com facilidade, além de tomar decisões com segurança.

5. Cibersegurança

A crise da covid-19, segundo a Interpol, criou uma oportunidade sem precedentes para os golpes na internet aumentarem. Segundo a Fortinet, empresa especializada em cibersegurança, 2020 registrou uma alta no número de ataques cibernéticos em todo o mundo. Só no Brasil foram mais de 3 bilhões de tentativas de ataques virtuais.

É por isso que, para a consultoria, “identificar pontos fracos comuns de segurança de TI e desenvolver maturidade em segurança cibernética é fundamental para construir organizações digitais verdadeiramente resilientes.”

6. Otimização de pessoal

Com o custo alto do absenteísmo para as empresas, que chega a custar bilhões de dólares por ano, o varejo, segundo a consultoria, é particularmente dependente de interações presenciais entre clientes e funcionários da loja, “algo que a covid-19 tornou especialmente desafiador.”

De acordo com a Bain, cerca de 88% dos varejistas globais preferem trabalhar com força de trabalho extra do que correr o risco de ficar com falta de pessoal. Essa abordagem leva a altos custos de mão de obra e lucros menores.

Para a consultoria, o que pode resolver a situação são as tecnologias de gerenciamento de força de trabalho, aumentando substancialmente a agilidade e respondendo aos picos de atividade e absenteísmo dos funcionários o que, segundo a Bain, melhoraria o desempenho operacional e a lucratividade das empresas.

7. Dados de saúde

O mercado de big data na área da saúde deve alcançar quase 70 bilhões de dólares em 2025 – valor quase seis vezes mais alto que em 2016, quando era de 11,5 bilhões de dólares. Impulsionada pela pandemia da covid-19, a rápida aceleração da coleta de dados de saúde oferece ao setor uma oportunidade sem precedentes de alavancar e implantar recursos digitais inovadores, como a IA, para melhorar o tratamento.

“O uso inteligente de dados de saúde tem o potencial de melhorar drasticamente o atendimento ao paciente”, diz a Bain.

8. O novo RH

A área de recursos humanos vem crescendo nos últimos anos e estimativas apontam que, em 2025, os millenials serão responsáveis por 3/4 da força de trabalho global.

Com a entrada de mais pessoas dessa geração no mercado de trabalho, as organizações precisarão trabalhar com um grupo cada vez mais digital, modernizando o recrutamento.

“Usar a tecnologia para desenvolver um processo de contratação inovador pode melhorar o desempenho das equipes de RH e permitir a identificação mais rápida dos candidatos mais promissores, ao mesmo tempo que atende às expectativas de uma nova geração de talentos”, afirma a Bain & Company.

9. Economia circular

A penúltima tendência que deve ganhar força em 2021, é “a mudança de relações transacionais baseadas na venda
de produtos para um modelo de produção e consumo que envolve compartilhamento, aluguel, reutilização e reciclagem de materiais e produtos existentes está ganhando força conforme as preferências dos consumidores e acionistas mudam em direção à sustentabilidade.”

Segundo a Bain & Company, as empresas estão sob pressão crescente para reduzir os recursos naturais consumidos na produção de serviços e produtos – como a Apple, por exemplo, que retirou seus carregadores das caixas de seus dispositivos para “evitar o desperdício no ambiente”.

Segundo Jim Sullivan, chefe do Global Sustainability Innovation Accelerator da SAP, “a tecnologia tem o potencial de ajudar a humanidade a administrar melhor a biosfera e dar início à existência de uma economia circular verdadeiramente inclusiva.”

10. Sem desperdício

Em linha com a economia circular, outra tendência que deve se tornar ainda mais forte neste ano é a queda no desperdício de alimentos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, mais de 30% dos alimentos do mundo são perdidos ou desperdiçados todos os anos.

Para a Bain, “usar a tecnologia para reduzir o desperdício pode diminuir significativamente os alimentos descartados por varejistas e empresas, aumentar a segurança alimentar e aliviar o sofrimento de centenas de milhões de pessoas que passam fome”. Em 2019, o valor era estimado em aproximadamente 821 milhões de pessoas.

Fonte: EXAME

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Chamadas de vídeo cansam você – mas há solução

A pandemia de COVID-19 completou um ano e mudou drasticamente a rotina de muita gente. Durante o isolamento, as videoconferências ficaram mais frequentes, nos levando a uma verdadeira overdose de comunicação à distância – e você não está sozinho se sente cansado desse tipo de interação.

Um estudo recente da Universidade de Stanford revelou quatro motivos que nos levam a esta fadiga causada por apps como Zoom, Google Meet e Microsoft Teams, e também mostrou como diminuir a exaustão no dia a dia. Acompanhe nas linhas abaixo.

  1. Excesso de contato visual aproximado

Segundo os pesquisadores, a quantidade de contato visual e o tamanho dos rostos nas telas não são naturais. Enquanto em uma reunião normal é comum olhar ao redor e até mesmo se distrair com uma situação qualquer, em apps como o Zoom a pressão de todos olhando para todos ao mesmo tempo é bem maior.

As coisas podem ser ainda piores para introvertidos, já que mesmo como ouvintes, os participantes da conversa recebem muito mais atenção do que em situações presenciais.

“A ansiedade social de falar em público é uma das maiores fobias que existe em nossa população. Quando você está parado lá e todo mundo está olhando para você, é uma experiência estressante”, explica o professor Jeremy Bailenson, diretor e fundador do Stanford Virtual Human Interaction Lab (VHIL).

Quem utiliza um monitor grande e bastante próximo ao seu próprio rosto, por exemplo, pode visualizar as faces de seus colegas ainda maiores, o que causa um desconforto. Isso ocorre porque, na vida real, quando há rostos tão próximos, nosso cérebro interpreta como uma situação intensa – de acasalamento ou conflito.

Para resolver esse problema, o recomendado é não utilizar o app de videochamada em tela cheia e reduzir o tamanho da janela. Optar por um teclado externo ao utilizar o notebook também pode ajudar, já que permite se distanciar ainda mais da grade de rostos durante uma reunião online.

  1. Olhar para si mesmo de forma constante é cansativo

Outro mal dos aplicativos de videochamadas é que eles geralmente exibem um quadrado com o seu rosto, o que também não é natural. É como se você estivesse o tempo todo olhando para um espelho – o que obviamente acaba desviando um pouco da sua atenção e tornando a situação mais estressante, já que você pode julgar suas expressões enquanto fala ou ouve a conversa.

Esse tipo de cenário nos torna mais autocríticos – não somente em relação às nossas ações, mas também quanto à nossa aparência, o que pode agravar alguns distúrbios psicológicos. “É cansativo para nós. É estressante. E muitas pesquisas mostram que existem consequências emocionais negativas em se ver no espelho”, afirma Bailenson. Como solução, experimente ocultar a visão de si próprio durante a chamada.

  1. Carência de mobilidade

O campo de visão limitado durante as chamadas de vídeo é outro fator que contribui para a exaustão após longos períodos de videochamadas. A necessidade de estar sempre no mesmo lugar para aparecer na câmera pode atrapalhar a cognição, de acordo com o professor de Stanford.

Para evitar esse problema, você pode experimentar usar dispositivos externos que permitam um arranjo mais flexível, para ganhar um pouco mais de espaço na filmagem.

  1. Videochamadas exigem maior carga cognitiva

Por fim, as pesquisas revelam que a carga cognitiva exigida durante as chamadas de vídeo são bem mais intensas, já que o enquadramento e o ambiente virtual nem sempre entregam todos os sinais corporais que conseguiríamos passar em uma reunião presencial.

“Você precisa ter certeza de que sua cabeça está emoldurada no centro do vídeo. Se você quiser mostrar a alguém que está de acordo com essa pessoa, acena com a cabeça exageradamente ou levanta o polegar. Isso adiciona carga cognitiva, pois você está usando calorias mentais para se comunicar”, explica Bailenson.

Desligar o vídeo vez ou outra tende a ser uma boa estratégia para dar aquela respirada. Durante esse período, você também pode se afastar um pouco da tela e manter o foco apenas no áudio da reunião.

Fonte: Tecnoblog

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10 boas práticas de gestão de cobrança

A gestão de cobrança de uma empresa deve ter abordagens preventivas e corretivas. Ou seja, ela deve criar meios para evitar a inadimplência e oferecer soluções eficazes para a recuperação do crédito.

O grande desafio, porém, está em trabalhar a fidelização e geração de novas oportunidades de negócio nessa etapa tão sensível da relação com o cliente. Seria mesmo possível, ou até vantajoso, buscar a extensão do relacionamento com clientes que representam um alto risco de gerar prejuízo para a empresa?

A resposta é positiva, afinal de contas, durante todo o processo de venda, esses clientes demonstraram estar dentro do perfil do produto. Então, a inadimplência pode ter ocorrido por um fato isolado e precisa ser tratada devidamente. Sugerimos, neste post, 10 boas práticas. Confira!

1. Padronize o tom das abordagens

Um dos grandes diferenciais para o sucesso dos serviços de cobrança está nos recursos humanos empregados. Os operadores são os responsáveis por humanizar o contato e devem se apresentar como consultores capacitados para solucionar o problema do cliente.

Sendo assim, é fundamental criar um padrão para a forma como os consumidores serão abordados em todos os canais. E isso deve ser feito priorizando o respeito, a transparência e a objetividade.

Por meio desse alinhamento, é possível garantir que o relacionamento com o cliente não seja abalado e os objetivos da recuperação do crédito sejam conquistados ao mesmo tempo.

2. Recicle técnicas de renegociação constantemente

Se os operadores serão capacitados para atuarem como consultores e terão processos e ferramentas que assegurarão esse posicionamento, utilizar técnicas modernas para renegociar contribui para o sucesso da gestão da cobrança.

Por meio de listas e com a ajuda de um sistema de gestão de clientes, o operador deve escolher quais técnicas de renegociação e estímulos serão mais adequados para cada situação. É a personalização da cobrança.

Em alguns casos, a oferta de um desconto para pagamento à vista será o estímulo ideal. Em outros, a possibilidade de reingressar em um plano de serviços diferenciado pode ser determinante.

Nesses dois exemplos, os gatilhos mentais são as técnicas de negociação utilizadas. No primeiro caso, o senso de vantagem é explorado, enquanto no segundo a exclusividade e o sentimento de pertencimento sobressaem.

3. Ofereça diversos canais e meios de pagamento

Considerando a personalização da cobrança, é preciso entender que, assim como no momento da venda, clientes tem preferências por canais na hora de renegociar as dívidas.

Na verdade, além de diversos canais, os usuários também valorizam a conexão entre eles, ou seja, a omnicanalidade.

Fazer contato por telefone, receber lembranças de pagamento por SMS ou fazer o download do boleto por meio do aplicativo são exemplos de omnicanalidade na cobrança. Além de potencializar a experiência do cliente, essa experiência ainda favorece a manutenção das contas em dia.

4. Aposte em uma régua de cobrança inteligente

A régua de cobrança tem o intuito de determinar qual ação é mais adequada para a recuperação do crédito em cada momento do relacionamento com o cliente pós-compra.

Com ela, é possível determinar o formato de mensagem mais adequado para garantir o pagamento dos débitos e não onerar o processo de cobrança.

Ou seja, para situações preventivas — e que envolvem muitos clientes —, o envio de e-mails e mensagens SMS pode ser mais adequado. Evoluindo na régua e no tempo de atraso, medidas mais incisivas podem ser tomadas, como a ligação realizada a partir do contact center, por exemplo.

5. Invista na automatização de processos

Soluções automatizadas podem ajudar no cumprimento da régua de cobrança estipulada. Alimentadas pelo sistema de gestão de clientes, robôs podem disparar lembretes informando sobre a data de vencimento de boletos, por exemplo.

Da mesma maneira, a URA do contact center pode ser programada para informar dados de débitos pendentes e medidas certas para suas referidas regularizações. Assim, além de tornar o processo moderno e conectado, também é possível reduzir consideravelmente os custos operacionais da gestão de cobrança.

6. Crie tratativas diferentes para cada perfil de cliente

Para que o relacionamento com o clientes seja mantido, é preciso definir tratativas diferentes para cada perfil de consumidor. Utilizando dados do Business Intelligence e do sistema de gestão, é possível determinar padrões comportamentais e criar maneiras eficientes de tratar com cada um deles.

Clientes esquecidos podem ter uma sequência de lembranças para pagamento ativada em seu perfil, enquanto os mais organizados podem receber, com antecedência, o boleto de pagamento em seu canal de preferência.

Assim, além de adotar ações preventivas favoráveis para as finanças da empresa, também é possível oferecer uma experiência de atendimento memorável aos clientes, uma vez que eles terão suas necessidades antecipadas e atendidas.

7. Estabeleça indicadores para a gestão de cobrança

A gestão de cobrança também precisa de indicadores de performance, para que seu desempenho seja avaliado. Essas métricas devem considerar, entre outras coisas:

  • a recuperação do crédito;
  • a satisfação dos clientes;
  • a eficiência operacional.

É preciso, então, definir quais serão os números a serem acompanhados pelos gestores e operadores. Uma abordagem interessante para essa análise é definir indicadores por canais. Assim, além de apurar a eficiência do setor de recuperação de crédito, também é possível avaliar qual canal tem mais aderência às estratégias e consegue os melhores resultados.

8. Defina metas de qualidade e produtividade para a equipe

E como os indicadores podem apontar a produtividade da equipe, definir metas a partir deles auxilia na gestão dos recursos humanos do setor.

Indicadores como montante do valor recuperado e Contato com a Pessoa Certa (CPC) são alguns deles. Enquanto o primeiro avalia o retorno financeiro, o segundo acompanha a eficiência do mailing criado para os agentes.

O contato com a pessoa certa, aliás, é um cuidado muito importante que a empresa precisa ter. Abordar terceiros para tratar cobranças pode gerar constrangimentos e reclamações judiciais.

9. Mantenha registros e gravação das chamadas

Gravar ligações e registros de telas das renegociações é muito importante. Além de ser útil para a formalização do que foi tratado — com os devidos cuidados de sigilo —, as gravações também podem ser utilizadas para o treinamento de novos atendentes.

O sistema utilizado pode, inclusive, ter uma opção de armazenamento na nuvem, uma solução econômica e inovadora para o setor.

10. Resuma as negociações no final da ligação

Para que a informação seja clara — e bem-assimilada pelo cliente —, fazer um resumo do que foi negociado ao final da ligação ajuda no entendimento e no comprometimento com a quitação da dívida.

O operador também deverá avisar o cliente quais serão as próximas medidas, no caso do descumprimento do acordo, como o retorno das ligações de cobrança e devido registro nos órgãos de proteção ao crédito. Assim, além de reforçar a importância do pagamento, a empresa ainda demonstra sua preocupação em oferecer um processo transparente de cobrança.

Obviamente, a gestão de cobrança não é a principal ferramenta para fidelizar clientes, mas é parte fundamental da tarefa, para que os usuários vivenciem uma experiência de atendimento uniforme em todas as situações.

O atendimento e o relacionamento de qualidade garantirão que bons clientes voltem a comprar e a honrar com seus compromissos financeiros futuramente.

Fonte: Wittel

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Análise de Dados Ajudando o Crescimento das Empresas

Há uma citação famosa de Bill Gates, fundador da Microsoft. Ele diz: “Se sua empresa não está na Internet, logo ela estará fora do mercado.” Com estas palavras, Bill Gates sintetiza a importância de cada negócio, independentemente do seu tamanho e natureza, ter presença online.

No entanto, no mundo de hoje e especialmente com o boom do comércio eletrônico durante a pandemia do COVID-19, apenas ter um bom site, página do Facebook, canal do YouTube ou outra presença em mídia social não é suficiente. Você precisa saber onde está seu mercado potencial, quem é e como direcionar seus clientes, além de compreender gostos e desgostos das áreas em que você está concentrando todas as energias das suas estratégias online.

Portanto, a análise de dados é um componente vital para todas as estratégias de marketing online, inclusive para pequenas empresas.

Neste artigo, vamos explorar como a análise de dados pode ajudar as pequenas empresas a crescer. E como sustentar esse crescimento para resultados tangíveis.

Como a Análise de Dados Ajuda as Pequenas Empresas

Você pode imaginar todos os desafios que uma pequena empresa enfrenta. São realmente muitos. Isso inclui logística, demandas sazonais, tentativas de golpes e, acima de tudo, oscilações econômicas que afetam os padrões de compra, entre outros.

Portanto, veja como a análise de dados pode ajudar.

  1. Compreendendo os Dados Demográficos

A chave para o sucesso de qualquer negócio online é compreender a demografia de seu mercado atual ou pretendido. Embora uma pequena empresa possa ter como alvo uma região específica ou faixa etária específica, pode não haver demanda dos clientes. Portanto, você não será capaz de fazer muito progresso nesse mercado.

A análise de dados pode ajudar a conquistar um nicho no mercado em um curto espaço de tempo, com base na análise do comportamento dos clientes, o que eles mais demandam, a influência da região onde o cliente vive no comportamento e decisão de compra e muito mais.

Ao mesmo tempo, seus produtos ou serviços podem ser úteis e gerar grande demanda em outro mercado até então desconhecido. A maioria das pequenas empresas permanece inconsciente de onde está seu mercado real. Portanto, a maioria acaba visando o que pode parecer um mercado óbvio e lucrativo, mas obtém resultados desastrosos.

É aqui que a análise de dados ajuda. Ao analisar o número de pessoas que visitam o site e páginas de mídia social de qualquer região em particular, você pode entender a demografia do mercado de atuação da empresa. Com um planejamento adequado e uma estratégia clara, você pode concentrar seus esforços nesse segmento da população e impulsionar sua pequena empresa para os lucros.

  1. Custo por Cliente

A sua pequena empresa está latindo na árvore errada? Ou seja, você está visando a clientela errada, apesar de gastar uma quantia considerável em recursos de marketing digital e publicidade? Se sim, então é hora de se envolver na análise de dados e descobrir exatamente quanto dinheiro você está perdendo em obter leads em potencial e gerá-los como clientes.

Uma vez que o marketing digital e os anúncios online são muito mais econômicos do que os anúncios convencionais na mídia impressa e eletrônica, a maioria das pequenas empresas fica feliz com as despesas. No entanto, vale a pena lembrar que os lucros de seus clientes também devem cobrir o dinheiro que você está gastando para atraí-los para sua pequena empresa.

Por análise de dados, você pode descobrir quanto dinheiro está gastando para conseguir um cliente e os lucros associados. E quando você descobrir que o custo é maior do que os lucros, é mais fácil adaptar, ajustar ou descartar sua estratégia de marketing digital. Em vez disso, você pode gastar os mesmos recursos no desenvolvimento de mercados mais novos e mais lucrativos.

Um claro exemplo disso é a diferença das leads trazidas pelo Facebook e LinkedIn. Leads do Facebook normalmente são de menor qualidade e menor rentabilidade, exatamente o contrário do LinkedIn. Portanto, o orçamento em marketing digital nessas redes devem ser dimensionado de acordo. Mas para chegar a essa conclusão é preciso analisar dados.

  1. Atendendo às Demandas Sazonais

Terra de muitos feriados, o mercado brasileiro atende às demandas sazonais. Naturalmente, a competição em todas as formas fica cada vez mais acirrada durante períodos de feriados e as temporadas de compras. Ao mesmo tempo, os gostos dos compradores são propensos a oscilações violentas. O que estava em demanda no ano passado não precisa estar na moda este ano ou nos próximos anos. A mudança é a regra.

Como descobrir o que atrai os compradores durante períodos de feriados ou a temporada de compras que se aproxima? Mais uma vez, as pistas estão na análise de dados. Ao analisar o que os compradores estão procurando, com base em suas palavras-chave de pesquisa, bem como acessos a outros sites, Google Trends e dados de várias fontes, sua pequena empresa pode identificar especificamente suas necessidades e usar Machine Learning para fazer previsões.

Uma pequena empresa não pode ter um grande estoque de mercadorias. Portanto, a análise de dados ajuda a identificar exatamente quais produtos ou serviços estão em demanda hoje e quais são os mais vendidos. Isso ajuda a cortar custos de estoque e, ao mesmo tempo, otimizar a lucratividade, se feito da maneira correta.

  1. Manter o Controle Sobre os Concorrentes

Caso você não saiba, a análise de dados pode dar a você uma vantagem sobre os concorrentes. Existem inúmeras maneiras de um bom especialista em análise de dados descobrir que tipo de clientela seus rivais mais próximos estão atraindo e o que estão comprando, gasto médio por compra e lucros.

Esta é uma informação preciosa para cada pequena empresa, se você puder usá-la a seu favor. Você pode saber onde encontrar um concorrente e obter a vantagem para emergir no topo daquele campo específico de negócios. Isso ajuda você a concentrar todos os esforços de marketing digital, reduzir custos, oferecer os produtos e serviços certos e obter uma clientela maior.

Isso não é tão fácil quanto pode parecer. A análise de dados não é aquela moleza proverbial e precisa de pessoas experientes e qualificadas para fornecer informações astutas sobre os concorrentes e seus mercados. E isso explica a ascensão do Cientista de Dados como uma das profissões mais demandadas pelo mercado.

  1. Melhorar as Ofertas de Pequenas Empresas

O americano Peter F. Drucker disse com propriedade: “Cada empresa tem apenas duas funções: marketing e inovação.” E as duas são beneficiadas pela análise de dados. Você pode acreditar erroneamente que sua pequena empresa tem aquele serviço ou produto matador que atende às necessidades de seu mercado-alvo. Mas esse pode não ser o caso. Existe a possibilidade de que as ofertas da empresa sejam boas, mas não estejam sendo divulgadas de forma ideal ou não tenham a inovação necessária.

A única forma de girar é inovando as ofertas de sua marca para se adequar às condições de mercado existentes. A análise dos dados permite saber o que as pessoas procuram em um produto ou serviço. Ajuda a identificar deficiências em suas ofertas e inová-las para torná-las vendáveis ​​no mercado.

ConclusãoA análise de dados ajuda a melhorar o atendimento ao cliente, cortar custos com marketing digital e esforços de publicidade e ganhar mais clientes se feito profissionalmente. Infelizmente, poucas pequenas empresas se envolvem na análise de dados devido aos custos. Se você investir em análise de dados, sua pequena empresa pode ganhar muito. E o mercado de pequenas empresas é muito promissor para profissionais que realizam consultoria em análise de dados.

Fonte: Data Science Academy

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10 sugestões para aumentar a produtividade da empresa

Diante do mundo globalizado, produzir mais e em menos tempo tornou-se questão de sobrevivência. Além da competição pela estabilidade no mercado — que atravessa as barreiras geográficas —, o consumidor exige cada vez mais (presença, segurança, valores etc.) das marcas que consome. Para isso, os líderes desenvolvem estratégias assertivas a fim de manter a motivação e a produtividade de seus colaboradores.

Fora os salários atraentes, sonho de muitos candidatos e profissionais, boa parte das empresas adotam planos de benefícios para agradá-los. Podemos destacar palestras motivacionais, programas de incentivos e diversos tipos de bônus, que favorecem o employer branding. Para isso, é essencial uma competente equipe de RH, cujas responsabilidades englobam muito mais do que documentos e gestão de pessoas.

Tanto quanto as empresas devem oferecer produtos e serviços melhores do que a concorrência, a boa gestão deve garantir vantagem com relação às demais equipes.  Se destacar com estratégias eficazes não é uma tarefa muito fácil, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças.

Seguindo os exemplos de grandes companhias internacionais, vamos simplificar este assunto com dez dicas valiosas para aumentar a produtividade da empresa.

Abaixo, montamos um plano de ação para melhorar a produtividade da sua empresa. Confira. 

1. Recrute e selecione com qualidade 

É essencial dispor de candidatos qualificados para executar as funções e garantir que o (futuro) profissional ofereça o melhor serviço à empresa. Não tenha medo de explorar os requisitos essenciais para as eventuais vagas que surgirem. Os principais são:

  • Formação;
  • Experiência; 
  • Comportamento adequado para a vaga.

Use o tempo necessário, a expertise do seu RH e os melhores canais para encontrar o profissional mais adequado. Investir em treinamentos também tem um peso considerável nos indicadores de produtividade, tanto dos futuros colaboradores, quanto dos atuais. Com um time atualizado, inovador e bem desenvolvido, sua empresa só tem a ganhar. 

2. Planeje, defina e execute suas metas e objetivos

É praticamente vital que a empresa mantenha suas metas e os objetivos bem definidos. Atualmente, existem diversas ferramentas que ajudam nessa questão. Veja algumas delas: 

  • S.M.A.R.T.: traduzido do inglês, significa “inteligente/esperto”. Metodologia prática voltada para a criação de processos, projetos ou negócios que envolve as características “específicas”, “mensuráveis”, “atingíveis” e “relevantes”.
  • OKRS (Objectives and Key Results: sigla inglesa para “objetivos e resultados-chave”. Trata-se de um sistema relacionado à cultura de foco em resultados e permite que os objetivos sejam traduzidos em metas mensuráveis.
  • BSC (Balanced Score Card): em português, quer dizer “Indicadores Balanceados de Desempenho” e nomeia uma ferramenta utilizada para a gestão estratégica em empresas, cuja aplicação se dá especialmente para a mensuração do desempenho, análise dos objetivos, indicadores, metas e iniciativas estratégicas

Divulgue as metas da empresa, como um todo, e lembre-se de considerar, também, a individualidade de cada departamento. O uso de quadros de avisos, automação de e-mails, intranet e panfletos pode facilitar a comunicação, principalmente se o número de colaboradores for extenso. Dessa forma, os colaboradores entenderão suas funções durante o processo de imersão na companhia.

3. Defina os papéis e responsabilidades com clareza 

Errar é humano. Mas, muitas vezes, os prejuízos na produtividade são resultados de falhas na divisão de tarefas e responsabilidades da equipe. Essa divisão precisa ser feita de forma clara e detalhada, tanto entre as equipes, quanto individualmente.

4. Proporcione comunicação e cultura produtivas

A comunicação é um ponto crucial na gestão que, normalmente, não recebe a devida atenção. É dever do gestor acompanhar sua equipe e certificar-se de que todos os colaboradores atendam às expectativas, metas e prioridades definidas. 

Quando tais pontos não forem correspondidos, a liderança deve comunicá-los com tato e sutileza. Para saber como, é necessário que os líderes saibam aplicar feedback contínuo e que deem liberdade para que os funcionários se posicionem.

  • Corrija os erros, sejam eles por tentativas de inovação ou desatenção; 
  • Tenha um canal de comunicação entre todos os colaboradores para sanar eventuais dúvidas;
  • Esclareça sempre, para não causar insegurança no profissional e insatisfação da liderança.

Os colaboradores devem ter o sentimento de donos do negócio e sentir liberdade para propor e tentar melhorias em seu funcionamento. Erros de gestão também podem ser cometidos e não devem ser escondidos “embaixo do tapete”: os líderes devem ser vistos como exemplos para seus colaboradores, mas nem por isso é esperado que sejam perfeitos. Assumir seus próprios erros gera mais confiança nos liderados.

Ouça o colaborador nos processos de admissão e, principalmente, demissãoEsse é o momento em que a pessoa que deixará o time se sente mais confortável e tem a oportunidade de expor pontos que, normalmente, não seriam divulgados, por serem relacionados à relação líder vs. liderado e, consequentemente, à produtividade

5. Organize e humanize o ambiente de trabalho

Independentemente da função, ninguém merece trabalhar em um local sujo, desorganizado e barulhento. Veja alguns pontos que devem prevalecer no ambiente de trabalho, com o objetivo de aumentar a produtividade:

  • Ser limposaudável agradável;
  • Oferecer salários e benefícios compatíveis com o mercado;
  • Permitir uma comunicação transparente entre líderes e colaboradores;
  • Respeitar as regras de educação, convivência e boas maneiras;
  • Promover o desenvolvimento profissional de seus colaboradores;
  • Conceder espaços de liberdade e diversão aos colaboradores.

6. Motive e reconheça seus colaboradores

Não é uma tarefa fácil descobrir o que motiva cada indivíduo, mas você sabia que colaboradores motivados e felizes produzem mais e melhor? Por isso, obter reconhecimento da liderança direta e dos colegas de trabalho geralmente funciona como um combustível e supera a maior parte das outras ações de motivação realizadas pelas empresas.

O reconhecimento pode ser manifestado de duas formas:

  • Financeira, com aumentos de salários, bônus e gratificações;
  • Não financeira, com reconhecimento verbal, oportunidades de crescimento e aprendizado.

7. Revise processos internos

Companhias organizadas, que detêm controle sobre seus processos internos, costumam dispor de vantagens para o bom funcionamento do negócio. Por outro lado, estruturas desorganizadas e ineficientes atrapalham o desempenho e a motivação de seus colaboradores. A revisão desses processos pode ajudar a identificar obstáculos, bem como falhas de planejamento, índices de retrabalho, sem contar na burocracia, muitas vezes desnecessária.

Técnicas como os 5S ajudam a manter a organização da empresa e facilitam o acesso aos materiais necessários, sem perder tempo na procura. A modelagem desses processos ajuda a estabelecer processos mais efetivos, além de retirar obstáculos dos fluxos de aprovação e garantir a tomada de decisões suportadas por seus devidos responsáveis.

8. Invista em tecnologia e ferramentas

Ferramentas e tecnologias que aceleram processos, bem como diminuem a burocracia desnecessária e automatizam tarefas manuais, são consideradas grandes aliadas na produtividade. Existem inúmeros recursos que facilitam a comunicação, além de programas que integram os processos da empresa e sistemas que ajudam na gestão do RH.

Claro que ao implementar novos sistemas, por vezes, gasta-se tempo e recursos, o que afeta indiretamente a produtividade da equipe. Para isso, hoje em dia, existem alguns aplicativos que podem ser usados na gestão, sem demandar tempo de implantação. Eles colaboram para manter e, em alguns casos, melhorar a produtividade.

9. Gerencie o tempo

Tarefas improdutivas, índice de retrabalho, reuniões desnecessárias e determinadas atividades pessoais podem desperdiçar muito tempo na jornada de trabalho. Para evitar que isso aconteça, a empresa deve estabelecer uma política clara e eficiente contra o desperdício do tempo, além de disseminar esta prática entre seus colaboradores, desde o momento da contratação.

Ouça, analise e, quando possível, aceite as sugestões dos funcionários. Esse tipo de ação melhora a gestão, que deve incluir uma política de horas extras estruturada e gerenciada bem de perto.

Dizem por aí que “o sucesso de uma empresa é inversamente proporcional ao número de reuniões que ela convoca”. Tony Crabbe menciona em seu livro “Ocupado demais para ler este livro: Um manual prático para administrar” que os gerentes costumam gastar 50% de seu tempo com reuniões, muitas vezes improdutivas. Algumas reuniões podem ser evitadas com a simples troca de informações por e-mail, intranet, fóruns, entre outros.

Fazer o dimensionamento da sua equipe também ajuda a poupar tempo, uma vez que profissionais ociosos ou sobrecarregados tendem a atrapalhar a produtividade do time.

Em alguns casos, a contratação de profissionais temporários pode ser uma solução interessante para suprir a demanda excessiva. Esta abordagem resolve também o problema daquelas atividades não muito agradáveis que, muitas vezes, são evitadas pelos colaboradores, seja por falta de tempo ou de vontade.

10. Estabeleça métricas de produtividade

Apesar da produtividade ser um conceito bastante relativo, é mais do que necessário estar atento ao nível de absenteísmo, bem como a aparência do local de trabalho, sem contar nas relações com colegas, a indisciplina e a efetividade na comunicação entre colaboradores e gestores.

Estabeleça critérios de produtividade por departamento ou função e crie indicadores quantitativos para medir, de maneira objetiva, o quanto o ambiente é produtivo e o que pode ser feito para melhorar. Há diversos modelos de métricas e até sistemas que podem ajudar na definição e monitoramento das métricas de produtividade, como:

  • Quantidade de contatos realizados por vendedores;
  • Lucratividade;
  • Capacidade de produção;
  • Nível de qualidade.

Conteúdo: Xerpay

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