Qual é o real valor dos seus dados?

Embora os dados ainda não possam ser mensurados com exatidão por meio de números, é sabido que a informação é o maior ativo de uma organização.

Celulares, computadores, tecnologias vestíveis e até eletroeletrônicos geram sensível quantidade de dados. Não é por menos que muitas empresas, que no passado pertenciam a setores específicos, hoje assumem novos perfis relacionados à tecnologia. Há, inclusive, influenciadores apontando que no futuro só haverá empresas de tecnologia. Não sou tão radical, mas vejo que é cada vez mais importante encontrar o valor dos dados e tirar proveito deles a favor dos negócios.

Estudo recente da Frost & Sullivan sobre o mercado de big data e analytics na América Latina revela que o crescimento de dados levou as organizações a aperfeiçoarem a capacidade de usar big data na tomada de decisões mais inteligentes e em tempo real. De acordo com a consultoria, o ambiente de negócios competitivo impulsionou uma nova geração de soluções analíticas inovadoras, como as de previsão, visualização de dados e de tomada de decisão dinâmica.

Não é tarefa simples encontrar o valor dos dados, principalmente os chamados “não estruturados”, como imagens digitais, áudios, vídeos, documentos, conteúdo web, entre outros. Estes podem se transformar em informações valiosas e trazer à tona registros, históricos ou mesmo backups de transações financeiras de uma organização, por exemplo. De qualquer forma, os dados não estruturados também são recursos críticos aos negócios e devem ser considerados por meio de plataformas de armazenamento. 

O atual ambiente de negócios requer um sistema de storage que permita às organizações extraírem novas informações dos dados — sejam eles estruturados ou não — com agilidade, a fim de serem mais assertivas na tomada de decisão. Logo, em vez de analisar os dados de vez em quando ou raramente, é necessária uma plataforma que possa fazer isso em tempo real. Sem uma infraestrutura que suporte as análises de missão crítica em velocidade real, as organizações perdem oportunidade de ganhar dinheiro.

Por isso, relaciono aqui quatro dicas que as empresas podem seguir para obter vantagem orientada por dados, mesmo aquelas que já nasceram digitais:

· Adotar a tecnologia totalmente flash pode agregar valor no uso de cargas de trabalho complexas e exigentes em termos de desempenho. Essa tecnologia possibilita integrar futuras plataformas de maneira orgânica, como o NVM Express (NVMe), um novo protocolo de comunicação que rapidamente substitui a interface Serial Attached SCSI (SAS) em dispositivos para consumidores finais.

· Transformar o armazenamento de dados de aplicativos com o protocolo NVMe. Enquanto o NVMe é considerado atualmente uma tecnologia de nicho e de alto desempenho, acredita-se que, como protocolo mais rápido que SAS, o NVMe vai se tornar o novo padrão num curto prazo.

· Construir uma base de dados totalmente flash para os “não estruturados”. O flash, como mídia, é mais rápido que o disco, mas sua adoção tem sido subutilizada para cargas de trabalho não estruturadas. É preciso enxergar uma mudança para sistemas baseados em flash de alta performance, que funcionam com eficiência extrema e podem lidar com conjuntos de dados enormes.

· Além disso, implantar soluções de infraestrutura convergentes de próxima geração, otimizadas para ambientes de nuvem e aplicativos new stack, é outra sugestão para antever o futuro. Assim, as melhores tecnologias em cada camada são reunidas para obter todas as vantagens tecnológicas oferecidas hoje e amanhã.

Ter uma empresa orientada por dados requer uma base para a tomada de decisões em todos os níveis da empresa, passando até pela colaboração entre pessoas e máquinas. Isso requer que máquinas sejam preparadas para coletar dados e agir com certa autonomia e inteligência, e pessoas sejam capacitadas o bastante para analisar os dados e extrair as informações relevantes aos negócios da companhia. Nesse sentido, voltamos à questão central do meu conteúdo: qual o valor dos dados? Eles ainda não podem ser mensurados com exatidão por meio de números, mas é sabido que a informação é o maior ativo de uma organização.

Fonte: Digital Network

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LGPD e o setor de Recursos Humanos

O setor de recursos humanos deve se adequar a LGPD para realizar novas contratações

Com a lei em vigor desde agosto, adaptações devem ser feitas em todos os setores e o departamento de RH deve estar preparado para trabalhar sob novas regras.

A aplicação de multas referente à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor no início do mês, mas muitas empresas ainda estão despreparadas para atuar de acordo com a nova legislação. Prova disso é uma pesquisa da Fundação Dom Cabral, que indica que quase 40% de 207 organizações entrevistadas reconhecem que não estão plenamente adequadas às normas.

Para as pessoas físicas, a lei implica na segurança e controle de suas informações, enquanto para as empresas, e também para o setor de recursos humanos, significa adotar novas medidas para garantir o uso de dados de forma correta.

De acordo com Ana Paula Prado, Country Manager do InfoJobs, em linhas claras, todas as empresas que recolhem dados de clientes ou candidatos, mesmo que apenas nome e e-mail, devem se atentar aos novos procedimentos previstos. “E, nesse ponto, ter um RH digital pode facilitar na adequação à nova legislação, principalmente se as plataformas utilizadas já contarem com as regulamentações necessárias”, afirma.

Considerando a LGPD, confira quatro pilares para nortear na adaptação do RH à nova legislação:

  1. Plano de conduta: antes de mais nada, é preciso definir quais são os profissionais responsáveis e autorizados para a manipulação dos dados, bem como treiná-los. Depois disso, é necessário mapear os fluxos de tratamento com organização e segurança.
  2. Políticas de confidencialidade: o RH precisa ser transparente e detalhar aos candidatos e colaboradores as práticas e qual será a finalidade dos dados coletados para cada um dos processos, sendo importante documentar, quando aplicável, a autorização de uso – seja ela física ou virtual.
  3. Segurança de dados: é indispensável que os fornecedores de softwares e outros tipos de ferramentas utilizadas pelo RH estejam em conformidade com a segurança de dados.
  4. Apoio especializado: por fim, porém não menos importante, é preciso que o RH alinhe todo o processo de adequação junto ao setor de TI e jurídico, atestando a seguridade das soluções escolhidas, a objetividade dos tratamentos durante os processos e a necessidade de medidas de compliance.

“O setor de RH também precisa se atentar e não solicitar dados que não são relevantes ao processo seletivo, como dados sensíveis, ou seja, informações que expostas podem causar discriminações, visto que o uso irregular dessas informações é potencialmente perigoso agora com a nova regra. É por isso que adotar soluções digitais, com sistemas de proteção, fazem parte dos caminhos mais seguros quando falamos da LGPD”, conclui Ana Paula Prado.

Fonte: InfoJobs

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O que saber para trabalhar com Inteligência Artificial

Quais habilidades, cursos ou até mesmo graduação você precisa para entrar em um mercado que só cresce? Reunimos aqui um guia para ajudá-lo(a)

O mercado para profissionais com bagagem em inteligência artificial não para de crescer. Em fevereiro, a ONU informou que os números de pedidos de patentes para inovações baseadas em inteligência artificial aumentaram exponencialmente nos últimos anos.

O estudo de inteligência artificial começou, ainda na década de 50 na Universidade de Carnegie Mellon, nos EUA. De lá pra cá muita coisa mudou. Na época, o objetivo dos pesquisadores pioneiros, Hebert Simon, Allen Newell e Jonh McCarthy era criar um “ser” que simulasse uma vida humana.

Hoje, a inteligência artificial sustenta a automação de muitos negócios, com software que aprende a tomar as melhores decisões analisando os dados gerados de decisões anteriores.

Na prática, a inteligência artificial já habita um amplo espectro de nossas rotinas. Seja com a recomendação de músicas no Spotify seja com o melhor caminho para você chegar ao trabalho através do Waze.

Mas para aqueles que desejam trabalhar na área, por onde começar? Afinal, o conhecimento em inteligência artificial é muito amplo e exigido em cargos que vão desde um Cientista de Dados até um Engenheiro Aeroespacial. Aqueles com habilidades para analisar, organizar e traduzir bits de informação digital em experiências humanas significativas, certamente vão encontrar na carreira de inteligência artificial uma oportunidade recompensadora.

Por esse motivo, a redação do IT Trends preparou um guia completo, com tudo que você precisa saber para trabalhar com Inteligência Artificial. Confira.

Carreiras em inteligência artificial

De acordo com o Computer Science Degree Hub, carreiras em inteligência artificial podem ser encontradas em diversos ambientes, como empresas públicas e privadas, organizações educacionais, artes, instalações de saúde, agências governamentais e militares, entre outros.

Em alguns desses ambientes, as vagas podem exigir alto nível de responsabilidade e segurança, principalmente quando se trata de dados, dependendo da sensibilidade das informações, empresas podem até exigir certificações em segurança.

Confira a lista de cargos com atuação em inteligência artificial:

  • Analistas e Desenvolvedores de softwares e sistemas;
  • Cientistas e Engenheiros da computação;
  • Cientistas e Engenheiros de Machine Learning;
  • Cientistas e Engenheiros de aplicações e plataformas;
  • Cientistas e Engenheiros de Integração de Hardware;
  • Arquiteto de Dados;
  • Especialistas em algoritmos;
  • Cientistas de pesquisa e consultores de engenharia;
  • Engenheiros mecânicos e técnicos de manutenção;
  • Engenheiros elétricos e de manufatura;
  • Técnicos cirúrgicos trabalhando com ferramentas robóticas;
  • Profissionais de saúde médicos que trabalham com membros artificiais, próteses, aparelhos auditivos e dispositivos de restauração da visão;
  • Eletricistas militares e de aviação que trabalham com simuladores de voo, drones e armamentos;
  • Designers gráficos, músicos digitais, produtores de entretenimento, fabricantes de têxteis e arquitetos;
  • Professores pós-secundários em escolas técnicas e comerciais, centros vocacionais e universidades;

Conhecimentos e habilidades exigidos

Uma carreira em inteligência artificial é caracterizada pelo contato muito próximo com a automação, robótica, programação, algoritmos e uso de softwares específicos, sendo assim necessário que o interessado tenha disposição para adotar esses conceitos no seu dia a dia. No entanto, para adotar esses conceitos na rotina é necessário conhecimentos básicos e fundamentais, como matemática, tecnologia, lógica e engenharia. 

Trabalhar com inteligência artificial exige também características comportamentais, como pensamento analítico e capacidade de resolver problemas com soluções eficientes e sustentáveis.

Os profissionais de inteligência artificial devem ser capazes de traduzir informações altamente técnicas, de modo que outras pessoas e colegas possam entender. Isso requer habilidades de comunicação interpessoal além de eficiência em trabalhos em equipe.

É importante lembrar que cada cargo, empresa ou área de atuação dentro da inteligência artificial pode ter exigências de conhecimentos específicos para a vaga. Os interessados em uma carreia em inteligência artificial devem investigar quais são os conhecimentos necessários para cada vaga, individualmente.

Educação

Mesmo que a área de tecnologia seja aberta para profissionais sem diplomas de ensino tradicional, inteligência artificial é um conceito muito discutido na academia, sendo um diferencial, um curso superior, mesmo para cargos de entrada.

Para trabalhar com inteligência artificial é necessário conhecimentos básicos em informática, matemática e lógica de computadores, que é a fundação da maioria dos programas de inteligência artificial.

É interessante também, procurar se especializar com cursos específicos da área. Diversas instituições de ensino oferecem cursos de pós-graduação em inteligência artificial. A FIAP por exemplo, oferece o programa de MBA: Artificial Intelligence & Machine Learning onde os alunos estudam majoritariamente:

  • História da inteligência artificial
  • Tipos de aprendizagem e algoritmos: aprendizagem e algoritmos por reforço, aprendizagem e algoritmos não supervisionados e aprendizagem e algoritmos supervisionados.
  • Heurísticas e meta-heurísticas de busca.
  • Deep learning e reinforcement Learning.
  • Redes neurais, convolucionais, recorrentes e recursivas
  • Manipulação de dados com Python e R
  • Modelagem de dados e big data
  • Indexação de documentos, text mining, cluster e chatbot.
  • Visão computacional, manipulação e segmentação de imagens, realidade aumentada
  • Conceitos de robótica e smart devices
  • Empreendedorismo

Outro exemplo é o curso “Inteligência Artificial em saúde: o uso de machine learning em saúde”, que é oferecido de forma completamente gratuita pela Universidade de São Paulo (USP) e ministrado pelo professor e pesquisador Alexandre Chiavegatto.

Fonte:  IT MIDIA

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Vagas tendem a ser ocupadas por ‘incompetentes’


Em sua teoria da evolução, Charles Darwin introduziu a lei da seleção natural e a frase “sobrevivência do mais apto” tornou-se popular: aqueles que se adaptam melhor ao seu ambiente passam para a próxima rodada.

A humanidade conseguiu acrescentar uma fase extra: depois que os mais aptos sobrevivem, eles são elevados a um nível para o qual são inadequados.

Isso é pelo menos o que o “Princípio de Peter”, também conhecido como o “Princípio da Incompetência de Peter”, nos diz.

“Na hierarquia, todo funcionário tende a subir ao seu nível de incompetência”, dita.

“Em qualquer organização em que a experiência seja critério para promoção e incompetência um impedimento, essas regras se aplicam”, observou seu autor, o psicólogo e educador canadense Laurence J. Peter, que junto com o dramaturgo Raymond Hull lançou o livro O Princípio de Peter em 1969.

“Mesmo sendo um livro escrito para entretenimento, ele tinha muitas ideias que pelo menos se assemelhavam à realidade”, diz Kelly Shue, economista da Yale Business School. “É um princípio que pode ser desenvolvido em quase todos os ambientes onde existe uma hierarquia. Talvez você já tenha testemunhado o processo.”

“Alguém está fazendo um trabalho para o qual está perfeitamente preparado. Em vez de deixá-lo brilhar e aumentar seu salário de vez em quando, a organização o recompensa com uma promoção a uma posição que ele não executa tão bem.”

“Se ele sobreviver, vai para o próximo nível e assim por diante, navegando em águas cada vez mais profundas e remando cada vez mais freneticamente.”

“No final, ele está tão longe da costa e a posição para a qual era tão brilhantemente adequado, ele está se afogando (…) mas com uma mesa maior e um carro melhor e responsabilidade suficiente para causar estragos.”

Cordialmente

O agora famoso princípio de Peter identificou um problema real e avançou ainda mais a teoria: “Com o tempo, cada cargo tende a ser preenchido por um funcionário incompetente para cumprir suas funções.”

O livro chegou ao grande público, permanecendo na lista de bestsellers do New York Times por mais de um ano (e ainda está sendo impresso 45 anos depois do lançamento). O Princípio de Peter é uma sátira: zomba da administração e zomba dos livros na gestão. Mas, como toda boa sátira, as pessoas foram capazes de ver um pouco de verdade nela.

O livro apresenta dezenas de “termos especializados”, como:

  • o complexo de hipersimofobia (o medo sentido pelos superiores quando um inferior mostra forte potencial gerencial);
  • inércia do riso (hábito de contar piadas em vez de trabalhar);
  • síndrome de oscilação (incapacidade de tomar decisões) ou
  • gigantismo tabulador (obsessão em ter uma mesa maior do que os colegas).

Evidência recente

Provar que o princípio de Peter existe é complicado, pois não é fácil se obter dados de empresas — quem deveria os estar coletando provavelmente não encomendaria relatórios para oficializar seu nível de incompetência.

No entanto, os economistas Alan Benson, Danielle Li e Kelly Shue publicaram recentemente o que pode ser a primeira investigação empírica detalhada do princípio de Peter usando dados de gerenciamento de desempenho dos EUA de equipes envolvidas em vendas.

“O bom dos dados de vendas é, primeiro, que é um ambiente extremamente importante: cerca de 9% da força de trabalho americana trabalha em algo relacionado a vendas.”

“Além disso, podemos ver os números de vendas de cada vendedor, para que possamos detectar as pessoas com vendas superiores, que teriam maior probabilidade de serem promovidas, e depois medir seu desempenho como gestores, olhando seu valor agregado”, explicou Shue para a BBC.

“Um bom gerente, por exemplo, tornaria sua equipe mais eficaz.”

Os economistas se basearam em informações de mais de 200 empresas, mais de 53 mil trabalhadores e mais de 1,5 mil promoções.

Esse conjunto de dados é ideal para identificar vendedores altamente eficazes e o que acontece com uma equipe depois que um vendedor em destaque é promovido à função de líder.

Eles confirmaram que os craques de vendas eram realmente mais propensos a serem promovidos. Mas não foi só isso.

“Descobrimos que aqueles que se tornaram gerentes após serem duas vezes melhores em vendas que os demais eram cerca de 6% piores que os chefes, ou seja, reduziram o desempenho de todos os seus subordinados em mais ou menos 6%”, revelou Shue.

Um resultado um tanto surpreendente.

“Você pensaria que ser bom em vendas implica que a pessoa é boa em relacionamentos interpessoais, mas muitos dos melhores artistas de vendas são lobos solitários e não têm muita experiência com colaboração ou trabalho em equipe.”

“Descobrimos que, em média, eles são gerentes particularmente negativos que têm um impacto adverso sobre seus subordinados.

“Eles foram promovidos ao seu nível de incompetência. E, ao fazer isso, as empresas não apenas perderam um funcionário com alto desempenho em vendas, mas também adquiriram um gerente ruim.”

E embora as pessoas hoje possam ser treinadas e se tornarem mais competentes como gerentes, o Princípio de Peter continua a prosperar amplamente no campo da inovação tecnológica.

No vale do silício

Nos últimos 30 anos, o consultor de negócios Nitin Borwankar acompanhou a ascensão do Vale do Silício para se tornar uma potência econômica e tecnológica do mundo, vendo repetidamente startups emergirem, inovarem, “perderem sua alma” e finalmente estagnarem.

“Já vi pessoas chegarem para inovar e depois, naturalmente, buscarem uma fonte de renda. Quando os diretores decidem qual é o seu modelo de negócio, todo o resto é colocado de lado e eles se concentram no que gera dinheiro.”

“Mas nas startups o que compensa é o risco e elas se tornam incompetentes em assumir riscos, deixando o caminho aberto para que outras startups possam inovar no mesmo espaço e deixá-las para trás. Isso acontece o tempo todo.”

É o equivalente moderno de uma ascensão ao nível de incompetência.

Inevitável?

Existe uma maneira de fugir da lógica do princípio de Peter e evitar escalar os picos da incompetência?

Não é fácil, mas existem algumas abordagens radicais.

“Há algumas evidências de que, se você nomear gerentes aleatoriamente, em média, eles tendem a ter um desempenho melhor”, diz Bob Sutton, professor da Universidade de Stanford e autor do livro Good Boss Bad Boss: How to Be the Best and Learn the Worst (Bom chefe, mau chefe: Como ser o melhor e aprender o pior).

“É uma solução divertida, e há algumas evidências que a comprovam.”

Outra opção vem do próprio livro de Peter: a “Incompetência Criativa”.

Em suma, se você encontrar um trabalho de que realmente goste e saiba fazer muito bem, dê ao seu chefe, ocasionalmente, algum motivo para pensar que você não é tão bom assim.

O princípio de Peter jogou luz sobre a burocracia, mas não a mudou: a incompetência continua abundante.

Mas, de acordo com Sutton, há motivos para otimismo.

“Para mim, há pequenos sinais de esperança na noção de que todo trabalho razoável é feito por pessoas que não atingiram seu nível de incompetência, porque algo que aprendi estudando administração por quase 40 anos é que muitas vezes as organizações fazem a coisa certa apesar — e não por causa — dos líderes que têm.”

“As pessoas são inteligentes; a maioria de nós sabe como lidar com hierarquias ruins, chefes incompetentes ou preguiçosos.”

Peter nos mostrou que ambição pode ser uma receita para a mediocridade, então, onde quer que você vá em seu trabalho, pergunte-se se é hora de parar de subir na carreira — talvez você já esteja onde deveria estar.

E se você já escalou onde não deveria estar, console-se em pensar que seu chefe provavelmente também é um impostor.

Fonte: BBC Brasil

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Como a Indústria 4.0 vai afetar os empregos

Na indústria 4.0, o emprego vai exigir um novo tipo de educação profissional que mescla conhecimento técnico e humano, além de um apetite constante por aprendizado.

Quem tem medo da indústria 4.0?

Em muitos círculos, a chegada da quarta revolução industrial causa calafrios. Entre os mais preocupados, um medo assusta mais do que qualquer outro: o desemprego. Não são poucos os que temem que, com a chegada da automação ostensiva movida à inteligência artificial, as máquinas tomarão boa parte dos empregos.

O medo é compreensível.

Afinal, é verdade que alguns empregos vão desaparecer. Segundo levantamento da Universidade de Brasília (UnB), até 2026, as funções hoje exercidas por 54% dos brasileiros com carteira assinada têm probabilidade alta ou muito alta de ser assumidas por robôs. Mundialmente, de acordo com pesquisa do Fórum Econômico Mundial, 75 milhões de empregos vão desaparecer por conta de tecnologias como a automação até 2022. Se o período analisado for ampliado até 2030, um estudo da consultoria McKinsey mostra que entre 400 milhões e 800 milhões de trabalhadores poderão ser substituídos por máquinas.

Curiosamente, o mesmo levantamento do Fórum Econômico Mundial mostra que, no período estimado, 133 milhões de novos empregos serão criados. Ou seja, no final das contas, o saldo positivo será de 58 milhões de postos de trabalho. Mais: as novas vagas serão melhores que as que serão fechadas e exigirão, do funcionário, habilidades como pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional. O estudo da McKinsey reforça a tese: do total de pessoas que devem ser deslocadas de suas funções, até 375 milhões precisarão mudar de categoria ocupacional. Ou seja, terão de aprender e desenvolver habilidades completamente novas, mas seguirão livres do desemprego.

É aí que entra a parte mais importante dessa discussão: o emprego na indústria 4.0 passa, invariavelmente, por um novo tipo de qualificação de mão de obra. Mais do que nunca, uma formação que combina excelência técnica com habilidades como pensamento crítico e amplo, inteligência emocional e desenvolvimento de habilidades globais fará a diferença.

Navegar esse novo território não será simples, mas está longe de ser impossível.

Capacitação para a indústria 4.0

No começo de 2019, o Senai, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, que funciona no Brasil desde 1942, criou um novo curso chamado “Desvendando a Indústria 4.0”. Com conteúdo introdutório sobre o tema e 20 horas de duração que podem ser cumpridas online, gratuitamente, a cadeira recebeu mais de 70 mil inscrições em menos de quatro meses. Gente de 63 países dos cinco continentes se inscreveu para entender melhor o que é a indústria 4.0 e quais os seus principais desafios e oportunidades.

“As profissões não acabam, elas se transformam”, diz Felipe Morgado, gerente-executivo de Educação Profissional e Tecnológica do Senai. “E o profissional precisa se transformar com elas para não ficar para trás”. Para Morgado, o número de inscrições para cursos como o que desvenda a indústria 4.0 mostra que há uma saudável inquietude de parte dos trabalhadores diante do que está por vir. “Sempre vai ter muito para ser feito pelos seres humanos”, diz Morgado.

Em hotsite dedicado à indústria 4.0, o Senai coloca a requalificação de trabalhadores e gestores como o segundo dos quatro passos fundamentais rumo à indústria 4.0 (o primeiro é o enxugamento dos processos produtivos). Para a instituição, essa requalificação inclui tanto o desenvolvimento de habilidades técnicas, conhecidas como hard skills, quanto de habilidades comportamentais, ou soft skills. Entre as hard skills destacam-se as técnicas de programação e de análise de dados, além do uso de sensores e da eletrônica. Já entre as soft skills estão a capacidade de resolver problemas complexos, a liderança e a capacidade de comunicação. “O profissional precisa mudar de mentalidade e estar disposto a aprender a aprender”, afirma Morgado.

“Mas não adianta falar que todo mundo precisa aprender inteligência artificial, por exemplo – não é assim”, diz o gerente-executivo do Senai. Ele explica que diferentes áreas de diferentes empresas têm conjuntos bastante particulares de características que podem, ou não, justificar treinamentos nas habilidades mais badaladas do momento. “Se a minha área ainda não foi digitalizada, por exemplo, ela dificilmente será uma das primeiras a sofrer influências diretas da inteligência artificial”, afirma Morgado. Nesse sentido, correr para se capacitar em inteligência artificial pode não ser a melhor decisão nessa realidade.

Para quem ainda não tem clareza sobre o destino da própria área, Morgado sugere o desenvolvimento do que ele chama de “competências técnicas transversais”. Coisas como programação e eletrônica. “Essas sempre serão usáveis”, afirma.

Governos e a indústria 4.0

Atentos às mudanças que a indústria 4.0 pode trazer para o trabalho, a economia e a sociedade como um todo, os governos de diferentes países também têm se movimentado no sentido de se preparar para o que está por vir. O site 4th Post, especializado no assunto, lista pelo menos oito nações (EUA, Cingapura, Reino Unido, França, Alemanha, Coreia do Sul, Japão e China), além da União Europeia, que já têm iniciativas consolidadas nesse sentido – algumas datam de 2011.

No Brasil, por exemplo, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) criou o Grupo de Trabalho da Indústria 4.0 (GIT 4.0). Desde 2017, o grupo se debruça sobre o que chama de “agenda nacional” sobre o tema. Mais de 50 instituições, entre governos estaduais e municipais, empresas e representantes da sociedade civil organizada vêm se articulando para aumentar a competitividade das empresas brasileiras, compreender melhor as mudanças que estão por vir nas cadeias produtivas e no mercado de trabalho, antecipar o que serão as fábricas do futuro e destrinchar a massificação das tecnologias digitais que formam a base do que se entende por indústria 4.0.

Otimismo e trabalho

Há razão para o otimismo. São boas as perspectivas para o trabalhador que transformar em hábito a busca incessante por capacitação tanto técnica quanto humana. E se a história serve de exemplo, vale relembrar a época da chegada do computador pessoal ao mercado de trabalho, no começo dos anos 1980. Um estudo da McKinsey, uma consultoria, mostrou que, só nos Estados Unidos, entre 1980 e 2015, 3,5 milhões de empregos desapareceram por causa da novidade tecnológica. No mesmo período, porém, 19,2 milhões de novas vagas foram criadas por causa do computador pessoal. No fim, o balanço foi positivo para 15,7 milhões de trabalhadores norte-americanos, graças à nova tecnologia.

Fonte: bluevision

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Como enfrentar processos seletivos em tempos de IA

Ver um anúncio interessante de emprego, anexar o currículo e esperar dias – ou até semanas – por uma resposta. Essa é a rotina de 14,4 milhões de brasileiros que estão em busca de uma recolocação atualmente, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com a pandemia em curso, a candidatura online virou a preferência da maior parte dos empregadores que encontraram nas plataformas uma maneira de otimizar o processo seletivo. Com tanta concorrência, entretanto, a saída encontrada pelo departamento de recursos humanos foi apostar na inteligência artificial.

Para se ter uma ideia, de acordo com dados da RH Tech Gupy, companhias com mais de 5.000 colaboradores recebem, em média, 790 currículos por vaga, enquanto organizações menores recebem cerca de 280. Dentre essas centenas de e-mails, o candidato que não quiser passar batido pelo sistema automático de triagem deve fazer alguns ajustes no currículo, tornando-o mais claro e objetivo aos olhos das máquinas. “Um bom primeiro passo é buscar entender como os chamados recrutamentos inteligentes funcionam e, a partir disso, otimizar as informações do CV”, afirma Leonardo Berto, branch manager da Robert Half, consultoria de RH.

Ao contrário das seleções convencionais, onde uma equipe avalia individualmente cada candidato, o sistema inteligente lê currículos, cruza as informações dos testes técnicos e comportamentais e, por fim, gera um ranqueamento. De acordo com Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios, a IA é capaz de aumentar a assertividade entre empresas e profissionais em até 80%. “Ele leva para as próximas etapas da seleção candidatos que façam mais sentido para a cultura e valores do contratante. Cabe ao RH conversar com os candidatos e dar a palavra final sobre quem será ou não aprovado”, explica.

Portanto, se a ideia é receber o “match” do sistema, a melhor opção é remodelar o currículo para os novos tempos. Veja, na galeria abaixo, as dicas dos especialistas para aumentar as chances nos processos de seleção online:

  1. Caprichar nas palavras-chave

Nas plataformas de busca, as palavras-chave – ou keywords – são usadas como filtro. Da mesma forma, nos processos seletivos automatizados a inteligência artificial busca esses termos para selecionar os candidatos. Ou seja, se a vaga é para redator ou copywriter, palavras como “produção de texto”, “conteúdo”, “edição”, “narrativa” e “ideias” podem ajudar o CV a se posicionar melhor. “As ferramentas utilizam técnicas de SEO para otimização da triagem, então é interessante evidenciar algumas palavras-chave associadas à função ou área de atuação”, resume Berto.

  1. Não mentir sobre o nível do inglês

O “truque” na hora de montar o currículo pode acabar sendo um tiro no pé. Isso porque, ao mentir sobre a fluência de um determinado idioma, o candidato será confrontado com testes mais difíceis do que a média. “Se o candidato tem um nível básico, mas diz que é avançado, será testado com questões mais complexas. Da mesma forma que o recrutador experiente vai pegar a mentira, a ferramenta também”, avisa Mavichian. A segunda dica relacionada ao idioma é posicionar a informação logo no início do documento, já que ela costuma ser um dos primeiros critérios de seleção para algumas vagas.

  1. Não subestimar os testes de conhecimentos gerais

Outra atitude que pode prejudicar o candidato é subestimar o teste de conhecimentos gerais e achar que pode driblar as perguntas online. Além dos sistemas que impedem que outras abas sejam abertas durante o teste, algumas plataformas estipulam um tempo máximo para cada pergunta. Ou seja, procurar as respostas no Google pode acabar sendo uma estratégia arriscada.

  1. Não “brincar” com os jogos

Cada vez mais comum nas seleções, a gamificação é uma parte muito importante do processo. Mais do que dar um toque lúdico ao processo, os games medem, entre outras coisas, a capacidade de tomar decisões e o quanto o candidato se adequa à cultura e aos valores da empresa.

  1. Saber falar de si, dos pontos fortes e fracos

Pensar previamente sobre as próprias qualidades e também os defeitos é fundamental para entender se você está no perfil dos profissionais da área. Outra dica importante é fazer os testes de personalidade. Candidatos que realizam esses questionários melhoram suas chances na hora da entrevista. “Os últimos meses aceleraram a tendência de valorização das competências comportamentais. Assim, destacar as habilidades sociais que o candidato domina é uma ótima forma de chamar a atenção do recrutador”, explica Berto.

  1. Aposte em cursos específicos

Cursos também são considerados pela inteligência artificial como um dos critérios de seleção. Se usá-los estrategicamente no seu CV, o candidato sai na frente. “Incluir, por exemplo, um curso de SEO mostrará para a ferramenta que o candidato não só faz jornalismo, mas que tem relação ou preferência em atuar com marketing digital”, exemplifica Mavichian.

  1. Invista em redes sociais corporativas, como o LinkedIn

As empresas e os recrutadores estão presentes nas redes sociais corporativas e muitos dos processos são iniciados por elas. Realizar boas conexões e manter um perfil adequado e atualizado são pontos importantes tanto para conhecer as principais vagas do mercado como para fazer com que as empresas cheguem até você.

  1. Adapte seu currículo de acordo com a vaga

As habilidades e experiências variam de relevância para o sistema dependendo da vaga ou do setor de atuação da empresa contratante. Como o objetivo da IA é ser o mais assertiva possível, cursos e palavras-chave voltadas para os requisitos básicos da seleção acabam tendo um peso maior para a triagem. É importante analisar as informações da vaga e formular o CV destacando os pontos que mais se encaixam com a posição.

Fonte: Forbes Brasil

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Cérebro precisa de pausas entre reuniões, segundo a Microsoft

Multinacional identificou que videoconferências consecutivas aumentam o estresse e reduzem capacidade de engajamento nos encontros

Usando análise de ondas cerebrais, um estudo conduzido pela Microsoft mostrou que as reuniões virtuais, tão comuns em tempo de pandemia, são estressantes. No entanto, pequenas pausas podem fazer a diferença e, inclusive, aumentar a capacidade do indivíduo de se concentrar e se envolver no encontro.

O estudo faz parte de uma pesquisa maior sobre o futuro do trabalho diante da pandemia. O Laboratório de Fatores Humanos da Microsoft — empresa proprietária do aplicativo Teams, de videoconferências — buscava uma solução para o cansaço gerado pelas reuniões virtuais.

Quatorze pessoas participaram de videoconferências enquanto usavam equipamentos de eletroencefalograma, que monitoram a atividade elétrica do cérebro.

Cada voluntário esteve em duas sessões. Na primeira, eles compareceram a quatro reuniões consecutivas, cada uma com duração de meia hora, cada uma sobre uma tarefa diferente. No segundo dia, os quatro encontros foram intercalados com intervalos de dez minutos, nos quais os participantes meditaram com o aplicativo Headspace.

O estudo obteve algumas conclusões. Uma delas é que as pausas permitem que o cérebro dê um “reset” e não acumule tanto o estresse das reuniões. Os encontros consecutivos podem reduzir a capacidade de focar e se envolver nas discussões, mas, com os intervalos e a meditação, os padrões de ondas cerebrais mostraram níveis positivos de assimetria alfa frontal, que se correlaciona com um maior envolvimento durante a reunião.

Além disso, o momento de transição entre as videoconferências também pode se tornar uma grande fonte de estresse: os pesquisadores identificaram picos de tensão justamente nestas ocasiões.

Mudanças na Microsoft

A partir dos resultados do estudo, a Microsoft anunciou adaptações em seus produtos. Agora, será possível ajustar o Outlook para que ele reduza automaticamente em cinco, dez ou 15 minutos o tempo de uma reunião do Teams, para que haja um intervalo entre as conversas.

A multinacional alerta, porém, que é importante se afastar do computador no momento das pausas. “Tente não usar esses cinco ou dez minutos para trabalhar em alguma outra coisa”, disse Michael Bohan, diretor sênior do grupo de Engenharia de Fatores Humanos da Microsoft, que supervisionou o projeto. “Aguente firme e fique um tempo longe de sua tela.”

Fonte: CNN Brasil

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Business Intelligence – uma estratégia de negócio

B.I ou Business Intelligence é uma das estratégias de negócio mais usadas atualmente pela maioria das empresas nos mais variados ramos de atuação. Não é à toa que grandes organizações como Toyota, Avon e Fiat, têm adotado as práticas de B.I em seus processos.

O interesse deve-se ao fato de suas disciplinas garantirem vantagem competitiva, possibilitarem agilidade na tomada de decisão e capacitarem gestores para encontrarem soluções inteligentes que otimizem os processos e contribuam para a fluidez dos negócios.

E não é só nas atividades organizacionais que o B.I se encaixa. Para mostrar que ele pode ser usado independentemente da situação, citaremos um exemplo prático de sua eficácia: todo mundo se lembra da copa de 2014, certo? Sim, aquela do famoso 7×1! Uma curiosidade relacionada aos jogadores escalados para a seleção da Alemanha durante aquela copa é que todos eles tiveram seus desempenhos previamente avaliados com a ajuda do B.I.

Se você ainda subestima a importância de saber usar os dados a favor da sua empresa, esse artigo é para você! Então, continue sua leitura por que a seguir vamos desvendar além do conceito de Business Intelligence.

O que é B.I?

Se pensarmos na tradução do termo Business Intelligence ela quer dizer “Inteligência de Negócios“, mas como o conceito não trata apenas da parte comercial ou de negócios da empresa, podemos definir B.I como “Inteligência Empresarial“, pois ele engloba técnicas táticas, operacionais e estratégicas.

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, o B.I não é um software ou uma ferramenta que pode ser instalada no computador, como fazemos, por exemplo, com o Excel, Word ou qualquer outra ferramenta. Trata-se de um conceito baseado em um conjunto de técnicas e aplicações que tem como objetivo analisar, coletar, tratar e organizar uma série de dados, para que mais tarde sejam transformados em informações que tenham relevância para auxiliar empresários na tomada de decisão.

Tipos de inteligências presentes no B.I

Em meados dos anos 80 o Gartner Group – Instituto de Pesquisa e Análise do setor de Tecnologia da Informação – conceituou pela primeira vez o termo B.I e agregou outras iniciativas inteligentes a ele, com isso o B.I também passou a ser conhecido como um termo guarda-chuva. A expressão guarda-chuva é usada para definir um termo que abriga vários outros, nesse sentido o B.I abriga também os seguintes termos: Competitive IntelligenceMarket IntelligenceSales Intelligence e Counter Intelligence, que são inteligências responsáveis por análise de mercado geral, análise de mercado especifico, análise de processos comerciais, análise de concorrência e análise de clientes. Essas disciplinas do B.I fornecem informações mais segmentadas, garantindo maior previsibilidade de todos os cenários, evitando riscos e identificando novas oportunidades de negócios.

Por que o B.I pode auxiliar na tomada de decisão?

Se você acompanha os posts publicados aqui no PTI provavelmente já se deparou bastante com a expressão tomada de decisão, que nada mais é que um processo cognitivo utilizado pelas empresas para conseguirem decidir entre várias alternativas qual a melhor para alcançarem seus objetivos.

Uma empresa que não tem em seus processos a orientação do Business Intelligence, dificilmente terá a visão geral das atividades de todas as áreas. Dessa forma, quando precisar de orientação para a tomada de decisão não terá informações relevantes e correrá o risco de basear-se em achismos ou na própria intuição.

No tocante a essa questão, o B.I permite que o gestor tenha uma visualização geral de como estão fluindo os negócios, pois é possível comparar resultados, cruzar informações de clientes com históricos de vendas para criar abordagens personalizadas e padronizadas que faça sentido para o público alvo da empresa.

Benefícios

Além do suporte a tomada de decisão que é o carro-chefe do B.I, outras vantagens têm garantido que cada vez mais empresas adotem o conceito para facilitar o entendimento dos cenários tanto interno quanto externos da organização.

Diariamente as empresas lidam com inúmeros dados que podem conter informações de diversas naturezas, mas de que forma o B.I coletar, analisar, tratar e organizar esses dados pode beneficiar a sua empresa?

É simples, o sistema de B.I vai além de fornecer dados organizados e transformá-los em informações relevantes, se ele for bem administrado oferecerá soluções para minimizar perdas, melhorar o planejamento estratégico, reduzir custos, aumentar o lucro, gerar vantagem competitiva, aumentar a produtividade, automatizar processos, entre outros benefícios.

Quais áreas podem otimizar processos com a aplicação do B.I?

Quando falamos em transformação nos negócios é por que o Business Intelligence pode ser aplicado em praticamente todos os processos de todas as áreas da empresa. Onde existir uma quantidade incontável de dados que podem ser manipulados, o B.I poderá ser aplicado. Exemplos:

Área Administrativa

  • Compras
  • Pagamentos e recebimentos diversos
  • Fluxo de caixa
  • Contabilidade

Área Comercial

  • Lucro das vendas
  • Desempenho e análises comparativas de funcionários
  • Desempenho de lojas, parceiros, filiais, entre outros

Área de produção

  • Estudo de novos produtos ou serviços
  • Analises de mercado
  • Desenvolvimento

Business Intelligence e ERP

A relação entre business intelligence e o ERP causa dúvida para as empresas que já trabalham com um sistema de gestão. Por que fazer B.I se o ERP já lida diariamente com uma enxurrada de informações de todos os departamentos da empresa?

Enquanto o ERP possibilita um panorama de toda as atividades realizadas na empresa, padronizando e centralizando todas as informações de maneira clara e objetiva, para otimizar a gestão empresarial, o B.I fornece inteligência analítica para lidar com todas essas informações centralizadas pelo ERP.

De maneira simples, podemos dizer que o B.I complementa o ERP e potencializa as possibilidades de o gestor encontrar soluções mais inteligentes para lidar com situações inesperadas ou intercorrências.

Existem sistemas de gestão pensados para os modelos de negócios atuais que já tem o business Intelligence nativo do próprio sistema o que gera custos menores de manutenção e não requer processos morosos de integração.

Vale a pena implementar o B.I com a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados já é uma realidade e muitas dúvidas estão surgindo a respeito de ferramentas, conceitos e softwares que trabalham diretamente com coleta, tratamento e organização de dados.

A LGPD não proíbe a utilização de dados de nenhuma natureza, ela apenas regulamenta a forma como as empresas deverão fazer uso dos dados e das informações obtidas a partir de estratégias como o B.I.

Dessa forma, se a empresa agir com transparência e seguir todos os princípios estipulados na lei não terá com que se preocupar.

Conclusão

O Business Intelligence é um conceito implementado nas empresas para melhorar a tomada de decisão com base na coleta, análise, tratamento e organização de dados.

Todas as áreas da empresa podem se beneficiar das aplicações de B.I, mas é importante que essas áreas já trabalhem com tomadas de decisões baseadas em dados e relatórios para que o B.I faça sentido, porque não adianta colocá-lo em prática e não saber fazer uso dos seus benefícios.

Outra questão importante é entender as reais necessidades do negócio para identificar como o B.I poderá potencializar os resultados.

Fonte: Profissionais TI (PTI)

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5 tendências de Business Intelligence

Uma estratégia de sucesso baseada na análise de dados não vem de graça: é preciso planejar, implementar e gerir com eficiência

Em 2019, a tecnologia de Business Intelligence (BI) manterá a rota de crescimento dos últimos anos. Segundo estudo recente da Forrester, as empresas estão aos poucos percebendo que uma estratégia de sucesso baseada na análise de dados para a tomada de decisão não vem de graça: é preciso planejar, implementar e gerir com eficiência.

Na opinião de Ana Paula Thesing, algumas tendências tomarão a frente no mercado de BI, atendendo com maior precisão as demandas das organizações, cada uma com sua peculiaridade.

Para ajudar as empresas a entender melhor quais são as grandes tendências que impulsionarão as estratégias de BI em 2019 e próximos anos, Thesing enumera e comenta cada uma delas. Confira:

1 – Inteligência Artificial (AI) e Machine Learning
“No que tange ao BI, o principal ganho inerente a estes dois campos é a transparência. Para parâmetros de análise de dados usados em AI e ML, a clareza das informações obtidas e trabalhadas será essencial para determinar estratégias, ações e projetos. Do contrário, as máquinas tendem a, literalmente, realizar ações indesejadas ou menos inteligentes do que o negócio, de fato, precisaria”.

2 – Linguagem natural
“A tendência este ano é de que o BI ajude sistemas de Processamento de Linguagem Natural (Natural Language Processing em inglês, ou NLP) a converter ambientes de trabalho analógicos em operações autônomas e orientadas por dados, facilitando a conversa máquina – humano, ou humano – máquina – humano, e resultando em informações mais consistentes, estratégias melhor orientadas e projetos/processos de negócio mais eficazes”

3 – Multipresença
“No mercado concorrido, ser ágil é vital. E, para ser ágil, é preciso poder gerir negócios a partir de muitas plataformas – especialmente no que tange ao mobile, permitindo tomar decisões estratégicas anytime, anywhere. Sendo assim, outra tendência do BI é realizar análises em dispositivos móveis 24 horas por dias, sete dias por semana, em um histórico único, evitando a troca de aplicativos e o resgate de dados já computados em outros devices. Integração, funcionamento e análise 24x7x365, fluxo de trabalho: mantra do BI para alcançar bons resultados para negócios de qualquer área.”

4 – Análise histórica “Dados têm trajetória. Dados constroem história. Toda empresa tem seu histórico de mercado fundamentado nos dados que compartilha, gera, analisa, comanda, interfere, exercita, trafega. Ao BI, caberá oferecer a possibilidade de consultar e analisar todos estes dados, incluindo os da própria empresa e, principalmente, os de mercados interessantes a sua estratégia, disponibilizando ferramentas para debate de resultados e incremento da diversidade estratégica, o que, em outras palavras, se resume a dar a todas as áreas de uma organização o poder de obter insights impactantes para a estratégia geral de incremento de competitividade.”

5 – Envolvimento
“Seguindo nesta linha, também é tendência para o ano o envolvimento de todos os departamentos na composição das estratégias periódicas de crescimento do negócio. Para tanto, o BI precisará alicerçar o embasamento e a cultura data driven para gestores e colaboradores-chave de todas as áreas, incitando o envolvimento com a análise de dados e sua consequente e potencial geração de insights. Passar da ideia para o plano de ação, com embasamento e foco certeiros: este será o principal papel do BI. E, sem dúvida, para os anos seguintes.”

Fonte: IT MIDIA

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INDICADORES INDUSTRIAIS – relevância e interferência

Os indicadores industriais são todos os dados que podem ser coletados dentro de uma fábrica que permitem analisar e verificar o desempenho de suas atividades e produções. São úteis, também, para prospectar cenários futuros e avaliar se determinado produto será ou não rentável.

Uma linha de produção é considerada de excelência, quando desenvolve ações baseadas em dados. Com o avanço de novas tecnologias e da indústria 4.0, isso têm se tornado mais comum, mas é preciso saber fazer.

Neste artigo, entenda a relevância dos indicadores industriais e conheça aqueles mais importantes. Acompanhe!

INDICADORES INDUSTRIAIS CERTOS, RESULTADOS CERTOS

Não adianta conhecer diferentes indicadores industriais e mensurar todos os processos internos da fábrica, se você não souber o que fazer com eles. É preciso saber quais são os indicadores corretos para a avaliação de cada situação. Por isso, é essencial investir em planejamento estratégico e definição de metas.

A IMPORTÂNCIA DE GESTORES EXPERIENTES 

A experiência prática de um gestor, outros métodos de pesquisa e fontes de informação são igualmente relevantes para as tomadas de decisões estratégicas.

Os indicadores auxiliam na análise, mas para obter um bom panorama de determinado processo ou projeto, deve-se considerar a expertise dos profissionais. Conhecimento aprofundado, indicadores industriais corretos e perspectivas diferenciadas são uma combinação de sucesso.

INDICADORES INDUSTRIAIS DE DESEMPENHO: OS KPIS

Os Key Performance Indicators – KPI – ou métricas, são usados na indústria eletroeletrônica para definir metas, estratégias e planejamento. Eles devem ter como ponto de partida um objetivo, caso contrário ocorre um acúmulo de dados em vão.

As métricas contribuem para atingir a excelência e a satisfação do cliente, bem como entender a capacidade produtiva real da empresa e a não prometer um desempenho inalcançável.

MEAN TIME TO REPAIR (MTTR)

O MTTR diz respeito ao tempo médio de reparação – ou ação corretiva – em um equipamento que falhou. É uma das principais métricas para mensurar indicadores industriais, especialmente quando há um único equipamento que executa determinada função.

MEAN TIME BETWEEN FAILURE (MTBF)

Essa métrica provém de um teste para verificar quanto tempo demora até a próxima falha numa peça. Para isso, o fabricante define a quantidade de peças a serem testadas e o tempo. Com a multiplicação dos dois se chega ao Total Power-On Hours – TPOH – tempo total de horas ligado.

OVERALL EQUIPMENT EFFECTIVENESS (OEE) 

É a eficiência geral de equipamento e mede a disponibilidade, comportamento e a qualidade do sistema. De modo geral, analisa se o sistema está ativo quando é necessário, o rendimento e número de unidades produzidas corretamente.

3 FATORES QUE INTERFEREM NOS INDICADORES INDUSTRIAIS

Agora que você já sabe como as métricas são importantes para a linha de produção, conheça três fatores que interferem na produtividade.

1. LAYOUT FABRIL

A organização da disposição das máquinas e equipamentos é decisiva para o desempenho das atividades industriais. Para elaborar um bom layout de fábrica, é indispensável avaliar:

Tipo de produção: se variar muito, uma estratégia inteligente é separar o maquinário em blocos. Já na produção em massa, o design linear é mais indicado.

Fluxo de materiais: movimentar materiais de forma desnecessária afeta a produtividade. O layout deve facilitar essa movimentação.

Maquinário utilizado: de acordo com o equipamento utilizado, o ritmo da produção pode mudar. Portanto, conhecer a eficiência de cada máquina é fundamental para determinar as métricas.

2. DELINEAMENTO DE PROCESSOS

Exceto o layout de fábrica e o uso de boas máquinas, é preciso delinear bem os processos. Isso depende do entendimento do objetivo e da capacidade de produção, e do comprometimento com a entrega. Para isso, os gestores devem saber exatamente o que os equipamentos e as equipes fazem e em quanto tempo.

3. GESTÃO DE PESSOAS

Treinar as pessoas para que elas alcancem um alto desempenho, faz a diferença nos indicadores industriais. Sem a disposição para o trabalho em alto padrão, ter apenas equipamentos em pleno funcionamento não é suficiente.

ENTENDA AS MÉTRICAS E ENTENDA SEU LUCRO

Além de determinar a fluidez dos processos e garantir a precisão do serviço entregue, as métricas dão uma noção exata sobre custo de cada peça. Assim, é possível aferir o lucro da empresa.  

Quando esses números estão claros, as empresas percebem o quanto ignoraram os custos ocultosPor essa razão, muitas optam pela terceirização, pois assim conseguem manter a excelência, reduzir custos e concentrar investimento no produto final. 

Fonte: Produza

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