5 técnicas que podem ajudar a aprimorar sua memória

João e Maria voltariam mais cedo do labirinto se tivessem ido de costas, sugere estudo da Universidade de Birmingham, na Inglaterra

A maioria de nós gostaria de ter uma memória melhor. Se ao menos não chegássemos à loja, para comprar três coisas e nos lembrássemos só de duas. Se ao menos não subíssemos até o segundo andar, só para esquecer por que fomos lá. Se ao menos pudéssemos ler informações e memorizá-las facilmente, em vez de tudo desaparecer rapidamente de nossas mentes.

Há muitas técnicas de memória testadas e confiáveis, algumas das quais existem há décadas. Mas o que os cientistas estão investigando agora?

Mais estudos serão necessários antes que possamos ter certeza das melhores formas de colocar as pesquisas mais recentes em prática, mas o que elas podem nos dizer sobre como melhorar nossa memória?

1) Ande de costas
Podemos pensar que tempo e espaço são coisas muito diferentes, mas, mesmo na forma como falamos, há mais pontos de encontro do que poderíamos imaginar.

Nós deixamos acontecimentos “para trás”. “Olhamos em frente” ao pensar no futuro. A maneira exata como fazemos isso varia de cultura para cultura, mas, no mundo ocidental, a maioria de nós pensa no futuro como um espaço a nossa frente enquanto o passado se estende para trás.

Pesquisadores da Universidade de Roehampton decidiram explorar a ligação em nossas mentes entre tempo e espaço para encontrar uma maneira de ajudar a nos lembrar melhor dos acontecimentos.

Eles mostraram às pessoas uma lista de palavras, um conjunto de fotos ou um vídeo em que uma mulher tem sua bolsa roubada. As pessoas foram instruídas a andar para frente ou para trás por dez metros em uma sala no tempo, de acordo com um metrônomo, um aparelho usado para marcar um andamento musical. Quando eles foram testados depois sobre o que lembravam do vídeo, das palavras e das imagens, em cada teste, quem caminhou para trás se lembrou mais.

Funcionou até mesmo quando os participantes imaginaram andar para trás, ao invés de fazê-lo fisicamente. Era como se caminhar para trás no espaço encorajasse suas mentes a voltar no tempo e permitisse que as pessoas acessassem suas memórias mais facilmente.

Esta pesquisa de 2018 se encaixa com alguns estudos feitos com ratos em 2006. Quando os animais tentam navegar um labirinto, alguns neurônios específicos são ativados quando eles aprendem um ponto do caminho. Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, descobriram que, quando os ratos param no labirinto, os neurônios associados a cada local que aprenderam no trajeto disparam em ordem inversa. Então, fazer o caminho inverso em suas mentes os ajuda a se lembrar da rota correta.

E, agora, uma nova pesquisa da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, mostrou que quando nós, seres humanos, lembramos de um evento passado, reconstruímos a experiência em nossa mente em ordem inversa.

Quando vemos pela primeira vez um objeto, notamos primeiro os padrões e as cores e depois descobrimos o que é. Quando tentamos nos lembrar de um objeto, acontece o contrário: nos lembramos do objeto primeiro e, depois, se tivermos sorte, dos detalhes.

2) Faça um desenho
Que tal desenhar sua lista de compras em vez de escrever os itens?

Em uma pesquisa feita na Universidade de Waterloo, na Inglaterra, em 2018, um grupo de jovens e idosos recebeu uma lista de palavras para aprender. Metade foi convidada a fazer um desenho de cada uma das palavras, enquanto a outra metade foi instruída a escrever as palavras enquanto as aprendiam.

Mais tarde, as pessoas foram testadas para ver de quantas palavras conseguiam se lembrar. Apesar de algumas palavras serem muito difíceis de desenhar, como “isótopo”, o ato de desenhar fez tanta diferença que os mais velhos se tornaram tão bons quanto os mais jovens em se recordar das palavras. O desenho ajudou até mesmo pessoas com demência.

Quando desenhamos algo, somos forçados a pensar em mais detalhes, e é esse processo profundo que nos torna mais propensos a nos lembrar de algo. Até mesmo escrever uma lista ajuda, e é por isso que, quando você chega à loja e percebe que deixou sua lista de compras em casa, ainda é possível se lembrar de mais itens do que se você não tivesse escrito a lista.

Fazer um desenho leva isso um passo além. E não há problema se você não tiver um bom traço: a qualidade do desenho não fez diferença.

3) Exercite-se
Sabe-se há algum tempo que exercícios aeróbicos, como corrida, podem melhorar a memória. O exercício físico regular gera um pequeno benefício geral, mas, se você quiser aprender algo específico, uma sessão intensa parece ser a ideal, porque ajuda a absorver novas informações, ao menos no curto prazo, segundo uma pesquisa de cientistas do Canadá e da Dinamarca.

A pesquisa sugere que, com o timing certo, a melhoria de memória pode ser ainda maior. Pessoas que fizeram um treino de 35 minutos quatro horas depois de aprender uma lista de fotos associadas a locais conseguiu se lembrar melhor dos pares do que aqueles que fizeram o exercício imediatamente após.

No futuro, os pesquisadores investigarão quais exercícios são mais indicados de acordo com o tipo de coisa de que você quer se lembrar.

4) Não faça nada
Quando as pessoas que tinham amnésia por causa de um derrame receberam uma lista de 15 palavras para memorizar e depois tiveram de fazer outra tarefa, dez minutos depois, elas só conseguiam lembrar de 14% da lista original. Se ficassem em uma sala escura fazendo nada por 15 minutos, sua pontuação subia para 49%, mostrou um estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.

A mesma técnica tem sido usada desde então em várias pesquisas por Michaela Dewar, da Universidade Herriot Watt, na Escócia. Ela descobriu que, em pessoas saudáveis, uma pequena pausa logo depois de aprender alguma coisa faz diferença no quanto elas podem se lembrar daquilo uma semana depois.

Agora, você pode estar pensando: como saber se as pessoas não passaram dez minutos na sala escura repetindo as palavras para si mesmas para que não se esquecessem? Para evitar isso, Dewar pediu que as pessoas memorizassem a pronúncia de palavras em uma língua estrangeira que elas não conseguiriam repetir para si mesmas depois.

Se andar para trás, desenhar, fazer exercícios ou até mesmo fazer uma pausa parece difícil, que tal tirar uma soneca?

Esses estudos nos mostram o quão frágeis são as novas memórias, a ponto de até mesmo uma pequena pausa poder fazer diferença se elas ficam na nossa mente ou desaparecem.

5) Tire uma soneca
Se caminhar para trás, desenhar, fazer exercícios ou até mesmo fazer uma pausa parece ser muito difícil, que tal tirar uma soneca rápida?

O sono ajuda a consolidar nossas memórias ao reproduzir ou reativar informações que acabamos de aprender. Uma pesquisa da Universidade de Oldemburgo, na Alemanha, descobriram que, quando pessoas recebiam pares de palavras para memorizar, elas podiam se lembrar mais depois de um sono de até 90 minutos em comparação com quem assistiu a um filme.

Mas pesquisas recentes sugerem que essa técnica funciona melhor para pessoas que estão acostumadas a tirar um cochilo à tarde. Isso levou Elizabeth McDevitt e sua equipe da Universidade da Califórnia a se perguntarem se era possível treinar pessoas para tirar uma soneca. Então, por quatro semanas, quem não tinha esse hábito foi para a cama para tirar uma soneca diurna quando podiam.

Infelizmente, para essas pessoas, as sonecas não melhoraram suas memórias. Então, talvez seja necessário um período de treinamento mais longo ou haja algumas pessoas para quem é melhor andar para trás, desenhar, correr ou simplesmente não fazer nada.

Fonte: ÉPOCA Negócios

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6 tendências que mudarão a forma como trabalhamos no futuro

Do fim da hierarquia como conhecemos a bots assistentes: estudo da Cognizant aponta as tendências do futuro do trabalho

No imaginário coletivo, o futuro do trabalho pode soar como uma animação pensada pela dupla de cartunistas Hanna Barbera – homens e mulheres dividindo suas tarefas cotidianas com máquinas estressadas. Soa clichê, reconhecemos. Mas fato é que o futuro do trabalho já dá sinais de seus reflexos hoje e diz muito mais sobre nossos comportamentos do que uma distopia tecnológica.

A Cognizant, empresa global de tecnologia e negócios, apresentou recentemente o estudo “Center for the Future of Work”, que apresenta 42 tendências sobre o futuro do trabalho no mundo. O estudo é um levantamento de dados coletados durante os últimos 10 anos de trabalho da empresa.

As tendências foram divididas em cinco categorias: mudanças nos modos, nas ferramentas, na estética, nos desafios e no significado do trabalho. De acordo com João Lúcio de Azevedo Filho, presidente da Cognizant no Brasil, o principal objetivo do estudo foi demonstrar como a tecnologia continua impactando o mercado de trabalho.

“Os humanos serão cada vez mais necessários. Não para tarefas repetitivas, mas para dar um direcionamento crítico e criativo para os insights que os bots nos trarão”, diz.

Abaixo, listamos seis das tendências que impactarão o mercado de trabalho. O estudo completo pode ser acessado na IT Trends. 

O fim da hierarquia tradicional

Embora ainda importantes, as hierarquias não pertencem ao mundo colaborativo. A hierarquia tradicional deve se adaptar a um modelo de organização baseado em auxílio mútuo e confiança. O futuro da estrutura organizacional está em saber equilibrar esses dois modelos.

De cargos para tarefas

O futuro do trabalho requer que as profissões sejam pensadas de maneira mais fluida, aceitando mudanças e reinvenções. Isso quer dizer que cargos estão sendo desconstruídos em tarefas, que são a forma mais sustentável de lidarmos com a força de trabalho homem-máquina.

De segunda a sexta para segunda a quinta

A jornada de trabalho de 40 horas distribuídas em cinco dias ao longo da semana é fruto da Primeira Revolução Industrial. Mas agora o trabalho pode ser realizado a qualquer hora, de qualquer lugar. E a tendência é que o fim de semana passe a contemplar a sexta-feira também.

De assistentes para robôs assistentes

Os assistentes facilitam o trabalho daqueles em posições de liderança. Mas esses profissionais poderiam ter profissões mais rentáveis e produtivas. Dessa forma, os robôs não vão roubar empregos, mas sim facilitar o trabalho. O novo assistente funcionará com zeros e uns, não com café.

De comprar para alugar

Os custos de comprar são maiores do que a ideia de comprar. A ligação entre riqueza e posses está diminuindo. E logo será desfeita. Embora a ideia de posse tenha sido um dos pilares do mundo moderno, a tendência é de mudança. Possuir bens não é mais tão sedutor assim para os jovens que estão entrando no mercado.

De robôs maus para robôs bons

Uma ideia disseminada pelo imaginário popular é a de que os robôs fazem muitas coisas boas, mas também podem fazer coisas muito ruins. De quem é a culpa? Nossa! Bots mal programados só podem ser corrigidos por humanos. Ou seja, bons humanos ainda são necessários para desenvolver bons bots.

Fonte: IT Trends.

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4 áreas que serão impactadas pela Inteligência Artificial

Em 2020, veremos um impacto contínuo da IA em novos setores, que ajudarão não apenas as empresas, mas também os consumidores

As soluções centradas no consumidor construídas por inteligência artificial (IA) e automação estão ajudando a acabar com a percepção do público de que essas tecnologias beneficiarão apenas as empresas e impactarão negativamente os empregos e as contratações.

As discussões sobre a otimização da eficiência humana está se tornando cada vez mais comum, conforme vemos surgir aplicações da Inteligência Artificial (IA) na saúde, mídia social, transporte, indústrias financeiras e muito mais. Andrew Ng, cientista da computação e professor adjunto de ciência da computação em Stanford, recentemente se referiu à IA como “a nova eletricidade”, apontando que a maioria das indústrias verá o valor da tecnologia se ​​expandir significativamente na próxima década.

Os avanços recentes ajudaram a revisar processos simples e desatualizados, fornecendo análises avançadas de dados e inteligência aumentada para apoiar não apenas as empresas, mas também funcionários e consumidores.

Em 2018 e 2019, a IA foi escolhida para melhorar diversos setores, e foi o principal objetivo do financiamento de capital de risco com investimentos de bilhões de dólares. Para 2020, a expectativa é de que algumas indústrias tenham grandes avanços no uso de IA e aprendizado de máquina. Confira quais.

1. Contratação e desenvolvimento de funcionários

A tecnologia de IA pode e deve reformular o processo de contratação, ao mesmo tempo em que compila dados para ajudar a colocar as pessoas certas nas posições corretas para obter o máximo de resultados. O uso de dados juntamente com os programas de IA pode ajudar a aprimorar a experiência humana, em vez de substituí-la, um medo comum que temos escutado bastante nos últimos anos.

Por exemplo, a Fuel50, plataforma de experiência de talentos, oferece ferramentas para mudar a maneira como as empresas gerenciam o desenvolvimento dos funcionários para melhorar a consistência, a eficiência e acompanhar o seu progresso de uma forma que nunca havia sido feita antes. Através do processo de carreira orientado pela IA, a Fuel50 oferece transparência na carreira para identificar talentos e fornecer previsões de competências que impulsionarão a força de trabalho no futuro. A IA e empresas iniciantes como a Fuel50 fornecerão a oportunidade de medir o sucesso dos colaboradores de uma maneira muito mais tangível.

2. Investimentos e seguros

O seguro de vida é um setor de US$ 615 bilhões, preso no passado, com empresas herdadas dominando o mercado. No entanto, as mudanças estão chegando rapidamente. A indústria viu investimentos recordes em 2019 e, em 2020, espera obter retornos sobre esses investimentos por meio de grandes atualizações de tecnologia. Com mais de 700 seguradoras nos Estados Unidos, cada uma oferecendo mais de 20 produtos diferentes, classificar centenas de milhões de conjuntos de dados é a única maneira de identificar a melhor opção para uma política que gere o melhor retorno.

Como isso seria incrivelmente desgastante e impossível para um consumidor, geralmente agente de vendas de seguros é chamado para fazer recomendações, que são incrivelmente tendenciosas em relação às políticas que proporcionam melhores retornos ao próprio agente e à empresa. Como alternativa, o aprendizado de máquina pode ser utilizado para classificar bilhões de conjuntos de dados e identificar a melhor opção possível com base em parâmetros individuais predefinidos.

“Enquanto um agente olha e compara várias opções, a programação de IA pode tornar a tarefa muito mais eficiente e garantir que o consumidor tenha as melhores opções disponíveis”, explica Nelson Lee, fundador da Insurtech iLife, que utiliza a integração da IA ​​para oferecer clareza e opções de políticas otimizadas para os consumidores. Além disso, Lee sugere que a IA pode proteger a experiência humana com uma interface inteligente de segurança e aquisições, com opções bem avaliadas para que os consumidores possam proteger seus ativos.

Outras plataformas estão começando a surgir para resolver a falta de transparência no setor, como a Mployer Advisor, empresa com sede em Nashville, Estados Unidos, que utiliza IA e dados em tempo real para classificar corretores para planos de seguro de saúde corporativos. Talvez existam poucos setores mais propensos à disrupção em 2020 do que o de seguros, com grandes revisões sendo feitas por conta das práticas desatualizadas.

3. Tecnologia de casa inteligente

O segmento de mercado de eletrodomésticos inteligentes faturou quase US$ 17 bilhões em 2019 e deve crescer quase 20% até 2023. Esse mercado comprova o aprimoramento da tecnologia para casas inteligentes.

A Chefling, startup de tecnologia sediada no Vale do Silício, está usando o aprendizado de máquina e a conectividade de aparelhos para fornecer uma experiência de cozinha totalmente integrada, desde a avaliação automática do estoque das geladeiras e despensas até o fornecimento de uma lista de receitas com base nos itens disponíveis e na automação da cozinha. A solução também ajuda a sugerir ingredientes faltantes e pode encomendá-los através dos serviços de entrega. A recente parceria da empresa com a Bosch, líder global no setor de eletrodomésticos, é um ótimo indicador do que está por vir para o setor.

A cozinha está rapidamente se tornando o hub doméstico inteligente de recursos interativos projetados para criar experiências perfeitas através da IA. A demanda da população por tecnologias de casa inteligente está impulsionando o crescimento dos assistentes de voz também fora de casa. A Amazon e o Google estão investindo milhões de dólares em novas empresas, como a Drivetime, companhia de entretenimento interativo que usa inteligência artificial para permitir que jogos e outros aplicativos sejam controlados inteiramente por comandos de voz para uso em veículos.

4. Saúde

Em geral, as discussões sobre a tecnologia aplicada à assistência médica se concentram em privacidade, segurança, acesso a dados e compilação de dados. A falta de um sistema uniforme deixa grandes quantidades de dados separados e, consequentemente, não efetivamente comparados, um problema que afeta diretamente o atendimento, o diagnóstico e o tratamento do paciente. Os objetivos da assistência médica, conforme continuamos integrando inteligência artificial e aprendizado de máquina, são gerenciar prioridades e aumentar a segurança do paciente e o nível de atendimento. Além disso, a expectativa é de que soluções de segurança cibernética e grandes sistemas de processamento de dados sejam integrados.

A Patientory, startup de assistência médica que visa melhorar a maneira como os pacientes controlam a sua saúde, conta com novas tecnologias para centralizar a enorme quantidade de dados médicos acumulados. Essa centralização, algo que o setor de saúde atualmente não possui, será usada para criar insights ​que auxiliarão a saúde de pacientes em todo o mundo. A Patientory também oferece um aplicativo móvel projetado com blockchain e aprendizado de máquina, permitindo que os usuários criem um perfil e armazenem as suas informações médicas com segurança.

De acordo com a empresa, a plataforma também permitirá que os pacientes se conectem com os prestadores de cuidados e outros pacientes com problemas de saúde semelhantes. Ao longo dos próximos anos, veremos muito mais espaço para aprimoramentos e inovações baseadas em IA, mesmo que o setor de saúde esteja atrasado em inovações disruptivas.

Mas será que a IA realmente se tornará “a próxima eletricidade”, como Andrew Ng disse? As indústrias citadas são setores gigantes com muito espaço para inovação, crescimento em eficiência e alinhamento de tecnologia, tarefas que a IA pode facilmente assumir.

Fonte: IT MIDIA

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4 dicas para manter o bom desempenho mesmo sob extrema pressão

Como você reage diante de situações tensas? A Marinha americana recomenda uma preparação simples e eficaz

Cada um lida de um jeito com situações de extrema pressão. Mas alguns são mais treinados que outros para enfrentar o nervosismo. O palestrante e autor Scott Mautz conta que, durante uma palestra, um ex-integrante da Marinha americana subiu ao palco para falar sobre a importância de manter o alto desempenho sob extrema pressão. Ele compartilhou um vídeo de visão geral do treinamento dos Seals, grupo de elite da Marinha dos EUA, detalhando uma parte especialmente difícil do treinamento: o teste de competência subaquática. Mautz contou o episódio em artigo no Inc..

A maioria dos candidatos falha na primeira tentativa de mostrar competência subaquática. O ex-oficial mostrou um vídeo em que os instrutores “atacavam” os candidatos com equipamento de mergulho debaixo d’água, bloqueando mangueiras de ar e arrancando máscaras de seus rostos.

Até a Marinha usa psicologia e ciência 

Como muitos candidatos eram reprovados no teste subaquático extremo, mesmo com quatro tentativas de aprovação, a Marinha procurou ajuda de psicólogos e criou “Os Quatro Grandes”: quatro métodos baseados na psicologia. Os Seals poderiam empregar o sistema para ajudá-los a superar o momento de tensão. As taxas de aprovação para o treinamento aumentaram de 25% para 33% (o que mostra que a prova continuava bem difícil).

Os quatro métodos são poderosos para quem precisa enfrentar uma situação de alta pressão. Confira:

  1. Estabeleça metas incrementais

Anote o que vai fazer — e aí faça uma coisa por vez. Scott Mautz pegou o hábito de dividir cada grande meta em pequenas metas, mais fáceis de cumprir. Depois avançava sobre elas, uma após a outra. “Eu aproveitava a conquista do objetivo anterior para me dar um impulso de confiança — e energia — para atacar o próximo” afirma.

  1. Ensaio mental 

Visualizar a situação à frente ajuda muito. Com o tempo, isso se torna natural. Você vai se tornar mais ágil e confiante para enfrentar a pressão em momentos difíceis.

  1. Conversa interna

A tendência da mente destreinada é deixar que pressão se transforme em pânico. De acordo com Mautz, o melhor a fazer é substituir o pensamento de estresse e nervosismo por um diálogo interno mais focado. “Pense que você vai fazer o que precisar ser feito” — mas só vai conseguir fazer isso se mandar os comandos para o cérebro.

  1. Fique calmo por meio da respiração

É importante se concentrar na sua respiração. Diante da pressão, tente respirar de forma lenta e consciente das inspirações e expirações. Com o tempo, isso se torna um hábito tranquilizador, importante para manter o desempenho em qualquer cenário carregado de tensão

Fonte: Época NEGÓCIOS

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7 crenças que impedem a produtividade.

Já parou para se perguntar se alguns dos seus hábitos podem estar atrapalhando, ao invés de estar ajudando?

Trabalhar sob pressão por horas a fio. Deixar a vida pessoal em segundo plano “por estar vivendo o melhor momento da carreira”. Ser lembrado como “aquele que está sempre online” ou “o que nunca dorme”. O mundo corporativo está coalhado de mitos do sucesso que, quando se tornam a regra, matam a nossa produtividade sem que percebamos.

Você se questionou alguma vez se “verdades absolutas” estão te sabotando, em vez de contribuírem para o seu rendimento? E se, para além das metas, OKRs e KPIs, você tem dedicado tempo àqueles que realmente importam?

Sim, porque vida pessoal e trabalho não tão-somente precisam caminhar juntos, como se retroalimentam em vários momentos do dia.

Na coluna de hoje, trago 7 mitos da produtividade que impedem você de ser mais eficiente:

  1. Trabalha melhor quem trabalha sob pressão

Péssima para a saúde mental e do corpo, a pressão funciona como muleta para os que não conseguem lidar com a sua bagunça diária. Trabalhar sob pressão o tempo todo acaba por anular o lado prazeroso da entrega e cria a percepção de que o profissional pressionado, cedo ou tarde, por conta do seu ritmo frenético, irá ceder: ou terá um piripaque ou deixará passar um ponto importante do que precisa ser feito. Ou ainda, no limite, prejudicará a própria reputação por não ter conseguido lidar com a pressão. Momentos assim estão aí para serem enfrentados – devem, entretanto, ser a exceção à regra.

  1. Produtividade é só sobre vida corporativa 

Produtivo não é quem trabalha em dobro e sim quem leva a metade do tempo para entregar o que foi solicitado. E o tempo de sobra, ele completa como? Certamente, não com trabalho. Profissionais altamente produtivos são aqueles que congregam a família, os livros, as viagens, o esporte, a cultura e outros projetos pessoais. Instantes de não-trabalho estão entre os pilares necessários para que você possa voltar relaxado, forte e atento à rotina.

  1. Criativos e inspirados chegam mais longe

Mito. É incontestável que faz uma boa entrega quem vive leve e inspirado. Nem todos os dias – eu diria que poucos, aliás –, contudo, saímos de casa balançando os cabelos ao vento, transbordando de ideias que irão mudar o mundo. Andar entusiasmado 24/7 mostra-se incompatível com a realidade crua da vida. Em meus momentos de inspiração, uso um caderno onde anoto ideias, fugas de consciência e frases inspiradoras. E só. No dia a dia, minha criatividade se restringe a equilibrar pratos e escolher quais deles deixarei cair.

  1. Só performa quem acorda cedo. Muito cedo

Outro dia, aqui mesmo, em Época Negócios, falei sobre o que aprendi ao levantar às 4h todos os dias. Se me satisfaz acordar antes dos galos? Evidente que não. Só que, uma vez que tenho de fazê-lo (o programa que comento na Rádio Globo começa às 6h), por que não aproveitar? Acordar cedo ou tarde independe de nossa vontade, na maioria dos casos. O segredo, portanto, é se adaptar e evitar o mal maior: a privação do sono. Dormir menos do que o necessário, tanto no curto, como no longo prazo, tolhe o foco, influi na tomada de decisões e diminui a velocidade cognitiva. A variável determinante aqui passa por um sono de qualidade, não importa que horas seu alarme vai tocar.

  1. Responder imediatamente eleva a sua proatividade

Onde? Costumamos receber, em média, 90 e-mails por dia e enviar 33. Entre respondê-los imediatamente, entrar no WhatsApp às 5h e adotar a solução radical de ignorar todas as suas caixas de entrada, vai uma distância. A chave segue sendo o bom e velho equilíbrio. Se por um lado deixar mensagens acumular nos faz agoniar, por outro, é saudável encontrar uma rotina organizacional. Ninguém morrerá do outro lado, se não tiver seu e-mail lido em 4 horas. O mesmo vale para o WhatsApp – OK, este talvez em 3 horas. Lembre-se de que ainda existe a ligação, que encurta distâncias e acaba sendo mais eficaz, pois contém algo raro nos dias atuais: emoção na voz.

  1. Ser produtivo significa pensar como máquina

Produtividade é sobre concluir tarefas “corretamente” e não “rapidamente”. Acelerar para fazer a coisa certa acaba constantemente descambando em entregas mal-acabadas ou meramente erradas. Todas as vezes em que recorri à afobação, terminei mal – fisicamente, inclusive, levando tombos homéricos no meio da rua. Se você perde tempo e energia trabalhando analogicamente, mude o drive e confie seus neurônios à Inteligência Artificial. Aplicativos, e-mails, agenda online, to-do lists e armazenamento em nuvem estão aí para isso. Como os cães, os celulares podem ser os melhores amigos do homem, desde que bem adestrados.

  1. Navegar é preciso. Delegar, não

Ninguém, por produtivo que seja (ou se julgue), consegue entregar tudo que pretende – e com a qualidade que se espera –, se não delegar. Confiar que outros nos salvam com suas competências e responsabilidades é reconhecer, humildemente, que não somos bons em tudo. Steve Jobs, lenda que dispensa apresentações, costumava dizer pelos corredores da Apple: “Concentre-se naquilo que você é bom, delegue todo o resto.” Esteja você no topo da cadeia empresarial, comandando uma multinacional, colaborando com uma startup ou montando sanduíches para vender na praia, não se esqueça: cresce quem delega. Mas atenção: quem delega certo, para as pessoas certas e que tenham as respostas certas.

Conclusão: ninguém “nasce produtivo”. As pessoas são educadas e adquirem hábitos ao longo da vida – hábitos esses que podem ser evoluídos, transformados ou simplesmente abandonados.

Faça uma autoanálise e perceba o que é saudável e te faz prosperar e o que é crença e te limita. Elimine os mitos do seu mapa mental e trabalhe feliz.

Fonte: ÉPOCA Negócios

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A composição da Inteligência de Negócios

Atualmente o mercado tem se deparado com a importância da Inteligência de Negócios (Business Intelligence) para aumentar a competitividade e alavancar os resultados empresariais. Com essa poderosa solução, fica evidente o ganho na velocidade das repostas dentro da organização tanto no nível estratégico, quanto no tático e operacional.

O sucesso requer a contrapartida do investimento aplicado pela gestão nos componentes essenciais de estruturação de um sistema de Business Intelligence (BI). As empresas precisam direcionar os esforços para compra ou contratação das necessidades específicas para uma solução desse porte.

O BI é composto, basicamente, por ferramentas, infraestrutura, profissionais (corpo técnico) e dados. A junção desses componentes é o que permite a criação e manutenção de um sistema de apoio a decisão dentro da organização.

Os dados, como sabemos, são as entradas (inputs) para a geração das informações gerenciais que apoiam a decisão. Esse componente é essencial e fruto dos mais diversos sistemas de informação distribuídos pela organização. A qualidade do dado é importante também, por isso as empresas devem desenvolver ou adquirir seus sistemas internos pensando em padronização (categorização e detalhamento do dado) e na possibilidade de futura aquisição de uma solução BI. Com isso, o custo para se ter um BI efetivo é bem menor e com grande valor agregado.

A infraestrutura é todo o recurso computacional e estrutural envolvido para comportar as necessidades intrínsecas do BI. Sem ela é impossível armazenar, integrar e distribuir as informações aos seus consumidores. Sua existência é o que possibilita o desenvolvimento do BI. É composta por servidores, máquinas, redes, switches, entre outros equipamentos. Apesar de ser essencial, o escopo que a infraestrutura final vai depender muito da grandeza que a solução possuirá e do investimento que a gestão estará disposta a aplicar.

Já a ferramenta é o front-end do BI, ou seja, é o que traduz e converte a complexidade técnica do sistema, possibilitando os cruzamentos nas mais diversas visões, de forma simplificada. Ela é que faz a interface com o usuário e transmite as informações decisivas para toda a organização. Pode representar fator crítico de sucesso do projeto, pois sem intuitividade e apresentação amigável, dificilmente o gestor irá aderir ao produto.

Por fim, e não menos importante, uma solução necessita dos profissionais especializados. Diria que corpo técnico é a variável com o maior destaque no processo de implementação. A expertise, a capacidade técnica e a visão em negócios são diferenciais que fazem dos profissionais de BI serem recursos altamente disputados e valorizados no mercado.

A composição do BI requer pesquisa e estudo do mercado para comprar ou contratar os elementos essenciais de forma assertiva. Análise de custos e benefícios são importantes para encontrar o ponto de equilíbrio financeiro para as aquisições necessárias para a empresa.

Portanto, é importante uma análise detalhada dos componentes disponíveis para avaliar características e funcionalidades que se adequem bem à organização. Com isso as chances de êxito são maximizadas e o retorno sobre o investimento é praticamente garantido.

Fonte: Canaltech

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8 em cada 10 CEOs têm vagas, mas não encontram candidatos qualificados

Na tentativa de promover inovação e transformação digital, empresas esbarram na falta de profissionais qualificados

Sobram vagas, faltam profissionais habilitados. Esse é um cenário crescente dentro das empresas no Brasil e no mundo. Segundo uma pesquisa da consultoria e auditoria PwC, a falta de disponibilidade de profissionais com as habilidades demandadas pelas companhias é uma preocupação de 79% dos CEOs no mundo todo. Em 2012, apenas 53% dos executivos citavam esse temor.

O impacto da falta de mão de obra qualificada aparece nos resultados das empresas. Segundo a pesquisa, 55% dos CEOs dizem que suas organizações não são capazes de inovar efetivamente por causa disso; 52% afirmam que os custos com folha de pagamento sobem mais do que o esperado. O déficit é sentido também no atendimento aos clientes: 47% dos executivos dizem que o padrão de qualidade na experiência do usuário é afetado. Outros efeitos citados são incapacidade de perseguir oportunidades de mercado e não alcançar as metas de crescimento.

A situação se agrava enquanto as companhias tentam se atualizar para o mundo digital. “As organizações e os principais executivos têm se preocupado com inovação e transformação digital, o que envolve uma mudança de cultura. Mas quanto mais vão atrás disso, mais percebem um entrave”, afirma Sergio Alexandre, sócio da PwC Brasil. “Existe um número limitado de profissionais no mercado treinados, preparados e capacitados para isso”.

No Brasil, o tema é ainda mais crítico, afirma Sergio. “Nosso modelo educacional ainda não prepara pessoas para essa nova realidade. O elevado desemprego entre os jovens demonstra que não estamos educando essas pessoas para trabalharem com os métodos ágeis”. Outro entrave, segundo o executivo, é que o mercado brasileiro ainda confunde inovação e tecnologia.

A saída, para muitas empresas, tem sido trabalhar o tema internamente: requalificar os próprios funcionários. “Inicialmente, as empresas brasileiras tentaram recompor essa falta de mão de obra com contratações, o que acabou gerando um certo ágio no mercado, de pessoas se movimentando entre empresas por propostas melhores”, afirma Fábio Cajazeira, líder de Clients and Markets da PwC Brasil. “Agora, as companhias estão percebendo que isso não é sustentável e que é preciso trabalhar no treinamento”.

Esse treinamento, diz Sergio, precisa se apoiar em dois pilares: mentalidade e técnica para trabalhar com a tecnologia. Em alguns casos, é necessário formar programadores ou especialistas em tecnologias como inteligência artificial ou blockchain, mas esse treinamento é necessário em todas as áreas da empresa. “Todos precisam ter algum conhecimento em tecnologia para poderem entender como ela pode ser aplicada e tomar as melhores decisões”, afirma. “É preciso, por exemplo, ter um mínimo e conhecimento sobre blockchain para saber como essa tecnologia pode ser aplicada no negócio”.

Esforço conjunto

A recessão pela qual passou o Brasil nos últimos anos agravou a situação. “Em meio à crise econômica, as empresas acabaram priorizando iniciativas relacionadas à própria sobrevivência. Em alguns setores, o upskilling ganhou destaque mesmo na crise, especialmente em empresas mais expostas à tecnologia, mas em negócios mais tradicionais, isso pode ter ficado em segundo ou terceiro plano”, diz Fábio.

Para mudar esse cenário, no entanto, não é suficiente as empresas investirem no treinamento de seus funcionários. “É um problema que não se resolve pelo esforço das instituições de ensino ou pelo esforço do governo de forma isolada, e também não se resolve pela ação das empresas e empresários de forma isolada, tampouco pela ação das pessoas. A única forma de ter sucesso nesse tema é união de todos, empresários, empregados, governos, instituições de ensino e associações profissionais”, diz Fábio.

Trabalhar esse tema, diz Fábio, é essencial para reduzir as desigualdades no país. “Com a evolução tecnológica, cada vez mais as habilidades digitais se tornam um fator para aumentar ou reduzir as desigualdades”, afirma. “O profissional que não se qualificar ficará cada vez mais às margens da economia”.

Fonte: Época NEGÓCIOS

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